5. Tanzimat sonrasında Osmanlı Sağlık Hizmetleri
2.10. Cumhuriyet döneminde yapılan Milli Tıp Kongresi ( 1925)
Segundo essa orientação do M.R.G./1950, a Ciência não deveria se ocupar dos fatos individuais, mas sim dos padrões que se apresentam. A Geografia então passaria a ser a Ciência que se refere à formulação de leis que regem a distribuição espacial de certas características na superfície terrestre. Nesse sentido, explicar e formular leis significa dispor de teorias.
A “Nova Geografia” almejava uma Ciência positiva, alcançar a explicação e a formulação de leis gerais, o que evidenciava sua influência empirista lógica. Explicar e formular leis gerais suscitou o problema do lugar da teoria, o que remete ao debate sobre indução x dedução e, nesse sentido, essa vertente foi influenciada pela concepção popperiana, segundo a qual a teoria tem lugar central.
A teoria seria o meio pelo qual se descobriria a ordem da realidade. O objetivo então passou a ser a elaboração de teorias, e não a coleta de dados e a realização de observações. As teorias passam a ser o ponto de partida do trabalho de pesquisa, seguindo-se a elaboração de hipóteses a serem verificadas por meio da investigação empírica.
O trabalho empírico passa a ser situado à jusante do processo. As teorias deveriam ter como características a clareza que a linguagem matemática proporciona, a simplicidade e a generalidade, o que demanda diminuir o número de variáveis e aumentar a informação e exatidão. A teoria torna-se indispensável inclusive para a descrição, já que é sempre a partir de uma teoria em que são selecionados os dados a serem observados entre a multiplicidade de fenômenos que a realidade apresenta.
Para os quantitativistas, o trabalho científico dos geógrafos passa a consistir em explicitar as teorias, refiná-las e fazer delas o ponto de partida. Essas concepções também se devem ao aumento do número de informações geográficas disponíveis, que praticamente impossibilitou a manipulação de um volume tão grande de dados. Obviamente as teorias explicam o geral e não o único, como era na tradição historicista. As leis gerais, objetivo da Ciência, permitiam a realização de predições.
A aceitação da unidade profunda da Ciência, devida à concepção monista de mundo, é outro traço da “Nova Geografia” que evidencia seu caráter Positivista.
O caráter positivista da nova geografia se observa também na aceitação da unidade profunda da ciência, da possibilidade de transferir teorias de um campo ao outro do saber e de usar a linguagem comum com outras disciplinas cientificas. A unidade da ciência repousa, de uma maneira ou de outra, sobre a concepção monista de mundo que postula a coerência profunda de toda a realidade. [...] (CAPEL, 1983, p. 385)
Com isso, aceita-se que as regularidades que existem na natureza física também existam na realidade social, e a busca dessas regularidades torna-se o objeto dos cientistas sociais, incluindo os geógrafos. A Física Social de Stewart pressupõe essa transferência de teorias e conceitos de um campo a outro da Ciência, o que só é possível por meio da linguagem formalizada e de base matemática.
Se a Matemática é a linguagem da Ciência, também deveria ser a da Geografia. É por esse motivo que surge uma Geografia Quantitativa. Embora na Geografia se empregasse estatística mesmo antes do século XIX, sob a “Nova Geografia” o sentido que o uso da Matemática adquire está relacionado ao compartilhamento de uma base Matemática comum a toda a Ciência, e atenção dada ao rigor na formulação das teorias e de todo o processo de investigação.
Com isso, há uma diversificação e aumento das técnicas matemáticas empregadas. A causalidade passa a ser abordada em termos de probabilidade. Assim, uma lei causal seria uma lei estocástica (probabilística) com alto grau de certeza.
A partir dessas concepções de base monista, que demandam a matematização da Geografia, o espaço passa a ser abordado a partir do enfoque geométrico. As formas espaciais passam a ser investigadas por meio da análise geométrica.
Nesse contexto, tiveram início as discussões sobre o caráter absoluto ou relativo do espaço, e sobre as geometrias apropriadas para o tratamento dos distintos problemas espaciais. A ênfase na geometria está relacionada ao protagonismo assumido pelo espaço na “Nova Geografia”, que promoveu uma reformulação positiva dos problemas chave da disciplina.
No estudo da relação homem x meio, por exemplo, o conceito de ecossistema ganha importância. Esse conceito atendia às exigências positivistas por ser monista, permitindo a inclusão do meio inorgânico e orgânico do qual o homem faz parte, e a análise de suas interações.
Além disso, os ecossistemas estão estruturados de forma ordenada e racionalmente compreensível, funcionam por meio de troca de energia e é um tipo de sistema geral, aberto, que tende para uma situação de equilíbrio. Seu estudo permite o emprego da Matemática e tecnologias de informação e comunicação.
A região foi outro problema chave da Geografia positivamente reformulada. Para a “Nova Geografia” a regionalização passa a ser considerada uma forma de classificação, e se entende que não há apenas uma única classificação possível, que considere as singularidades dos diferentes lugares, mas várias ordens, segundo o objetivo da classificação e a característica diferenciadora que, em relação com este objetivo, se seleciona.
A regionalização passa a ser considerada um meio e não um fim. Desse modo, seria possível delimitar regiões de qualquer tipo segundo o objetivo que se tenha. A busca da ordem espacial subjacente é feita de forma puramente empírica ou indutiva, ou a partir de teorias previamente formuladas.
O mais característico dessa “Nova Geografia” quantitativa é a tentativa de realizar aproximações dedutivas na investigação. Nessa busca da ordem espacial subjacente, a história está praticamente ausente, a Geografia quantitativa é, desde o princípio, a-histórica. A história é varrida da investigação geográfica. Os enfoques funcionais e sistemáticos passam a dominar, e os conceitos abstratos são empregados na formulação das teorias.
3 A introdução da New Geography no Brasil e o surgimento da