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4. BULDAN ÖRNEĞİ

4.3 Ekonomik ve Sosyal Yapı

4.3.3 Dokumacılık ve ekonomik yapı

A festa de Sukôt encerra o ciclo anual das ‗festas de peregrinação‘ ou ‗festa das Tendas ou Tabernáculo. A expressão, ‖Cabanas‖, é a que melhor se adapta ao hebraico. No que diz respeito ao nome Sukkôt, o midrash retoma o seu significado, nas palavras de rabino Aquiba para quem o termo significava ―as nuvens da glória que foram dadas ao povo no deserto para protegê-lo do sol. (cf. Sifra, Lv 23. 42-43.) Josefo cita:

A terceira das grandes festas anuais é chamada em português, a festa dos tabernáculo ou das Tendas, ou das Cabanas. É a festa da reconciliação (‗âsip) dos frutos no outono. É a mais famosa de todas as festas de peregrinação, se chamava ―festa de Iahweh‖, porque é a ―festa― por excelência. É a festa mais santa e a maior entre os hebreus. (cf. JOSEFO, 2005, p. 465-502)

A festa de sukkot era agrícola, sua gênese está no tema das colheitas de Outono (Ex 23,16) que se celebrava durante oito dias, de 15 a 22 do mês de Tishri (Lv 23,34). O caráter da festa assume a sua plena expressão simbólica nas ‗quatro espécies de ramos de árvores‘ que os fiéis levavam para dar ambiente festivo a esta solenidade (Lv 23.40); festa de diversões populares e um dia de repouso, Nm 29.12- 34; Êx 23.16 e 34.22, atos litúrgicos de ações de graças a Deus.

O texto bíblico refere estas quatro espécies de ramos de árvores com os seguintes nomes: êtrog (fruto semelhante ao limão ou ramo de limoeiro), lulav, hadasim e aravot. São árvores típicas da região, entre as quais a palma, a murta, o limão. O sentido do uso dos ramos era o de traduzir a alegria e o contentamento dos fiéis como agradecimento do dom das colheitas já recolhidas. Por isso, era uma festa de grande alegria. A própria saudação que se usa nesta quadra festiva diz bem dessa alegria: Simeghá Torah (alegria da Lei; festas alegres) ―Tal como o etrog (ou ramo de limoeiro) tem um bom sabor e uma agradável fragrância, assim também entre os israelitas existem homens estudiosos da Torah e que praticam boas ações; um ramo de palmeira, à semelhança do seu fruto, a tâmara tem bom sabor embora careça de aroma, assim tem homens que tendo estudado não praticam o que aprenderam com perfeição; o ramo de murta tem um agradável aroma, porém é insosso, assim existem homens de boas ações que não possuem instrução; o molho de espigas não é comestível nem tem qualquer odor agradável, assim são os homens que não estudaram nem tão pouco, praticam boas ações. (VAUX, 2003, p. 532)

Temos quatro tipos de pessoas que simboliza a totalidade dos diversos grupos que formam uma nação, o povo de Israel, como na Misnah, (cf.suk 46b).

No provérbio que nos é transmitido pela Mishná, temos o ritual da festa de Sukkot no tratado Sukkah: ―Quem não viveu o entusiasmo da ‗recolha da água‘, jamais conheceu a alegria na sua vida‖

O sumo-sacerdote e todo o povo desciam a Siloé para recolher a água que era solenemente trazida para ser lançada no altar a fim de implorar de Yahwé as chuvas de Outono que deviam preparar os campos para as novas sementeiras. A cerimônia da procissão da água de Siloé ia até ao Templo e a sua libação sobre o altar revestia: ―Do cântaro da água lançada sobre o altar saíam às águas da criação, as águas que tinham dessedentado o povo no deserto e as águas escatológicas. (MANNS, 1992, p. 120)

Sinalizamos como a água está vinculada ao altar, a estação, a cerimônia, a purificação, a criação, as lembranças do deserto e a escatologia. Passos e princípios de uma liturgia que não tem diferenças e separação com a natureza.

Poderemos sintetizar a liturgia da Sukkôt em 5 grandes perspectivas:24

24 Mishná legou-nos um tratado que constitui a melhor fonte de informação acerca desta festa, dos seus rituais e dos símbolos usados, cantos, sacrifícios nestes dias de celebração. Trata-se do tratado Sukkah, totalmente dedicado à celebração da festa. Suk 5,1. A Tosephta (Suk 3) No tratado Suk 55b (do Talmud de Babilónia) diz-se que eram oferecidos, na altura da festa, 70 bois em sacrifício pelo bem-estar de todos os povos.

1) Um caráter profundamente messiânico à volta da Lei 2 Re 23.1s; 2) A vivência do povo que vive e sente que a terra é dom de Deus;

3) Realçar sua condição nômade deu consistência na alma do povo israelita à idéia de ‗ser peregrino na terra‘ que recebera de Yahwé (Lv 23.42-42);

4) Caráter universalista, a todos povos a subir a Jerusalém a celebrar Zac. 14.16; 5) Renovar a aliança com Yahwé no ritual de proclamação da Lei Dt 31.9.

Para Vaux, (2003), a festa e o rito das cabanas se dão, pela idéia de que em certas épocas, e especialmente na passagem de ano, os poderes malígnos estão ativos e atacam as casas: para enganá-los e escapar deles, se passaria aqueles dias em abrigos provisórios.

No caso dos nômades que acabavam de se sedentarizar e para os quais os novos hábitos pareciam carregados de todo tipo de perigos, usavam as tendas para se livrar dos poderes malignos que seriam os perigos do deserto. (cf. MANNS, 1992, p. 532-535)

O profeta Zacarias que convida ―todos os povos a subir a Jerusalém para celebrá-la‖, ir ao lugar sagrado para adorar e ser protegido. (14.16). Flávio Josefo descreve a festa de Sukkôt como sendo ―a maior e a mais santa de todas‖. É onde o homem pratica a simplicidade, a igualdade e a vida em comunidade com o objetivo de adorar a Deus.

Filão de Alexandria dá diversas interpretações, incluindo uma espécie de representação simbólica de sentido cósmico: ―Sukkôt é a festa das colheitas e do repouso da terra. Ela corresponde ao plano da semana cósmica, ao tempo que segue a criação. É a festa do equinócio de Outono que nos ensina a honrar a igualdade‖. (cf. MANNS, 1992, p.119)

Refletimos sua projeção para os dias atuais que Sukkot tem por finalidade aproximar mais a humanidade dos valores naturais, onde, pela simplicidade de sua construção e sua cobertura obrigatória de folhagem, procura aproximar-lá e devolve- lá à natureza. Sukkôt diz respeito à terra e céu, que obrigatoriamente transparecem através das folhagens, trazem como conseqüência estarmos em contato com os dois elementos principais da criação.

Vivemos na atualidade uma situação que cada vez mais contribui para nos afastar da natureza; tudo nos separa dela. Vivermos com a natureza é a lição que a festa de Sukkôt quer ensinar.

Benzer Belgeler