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Din Hizmetleri Müşavirliği, Kuruluşu Ve Hizmetleri

BÖLÜM 2: TÜRKİYE DİYANET İŞLERİ BAŞKANLIĞI VE YURT DIŞI DİN

2.2. Diyanet İşleri Başkanlığı’nın Danimarka’da Sürdürdüğü Faaliyetler

2.2.1. Din Hizmetleri Müşavirliği, Kuruluşu Ve Hizmetleri

A primeira referência à sustentabilidade no ensino superior, reconhecendo a interdependência entre a humanidade e o ambiente, foi feita em 1972 na Declaração de Estocolmo. A partir de então, diversos acordos foram assinados, resultando em projetos e iniciativas para incorporar sustentabilidade nas universidades (Alshuwaikhat, 2008).

As instituições de ensino superior ocupam uma posição única na sociedade; são locais de produção, perpetuação e disseminação do conhecimento. Além disso, instituições de ensino superior têm potencial único para estimular a síntese e integração de diferentes tipos de

conhecimento e de melhorar a sua aplicação para a mudança social (FERRER-BALAS et al, 2009;KRAEMER, 2010; LUKMAN et al, 2009; SIBBEL, 2009; STEPHENS et al, 2008).

A universidade é um estabelecimento de pesquisa e ensino que assume uma responsabilidade essencial na preparação das novas gerações para um futuro viável, o que a faz desempenhar um papel de destaque nas questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável, à gestão e à educação ambiental (FERRER-BALAS et al, 2009; KRAEMER, 2010; LUKMAN et al, 2009; STEPHENS et al, 2008).

Sendo assim, ela tem como função, advertir e conscientizar sobre as questões ambientais através da produção e disseminação de informação e conhecimento, bem como deve também conceber soluções racionais para tal, indicando possíveis alternativas e elaborando idéias coerentes para o futuro através de seus programas educativos, fazendo da educação do ensino superior um agente de mudança de comportamento ambiental (FERRER- BALAS et al, 2009;KRAEMER, 2010; LUKMAN et al, 2009; STEPHENS et al, 2008).

Portanto, o potencial das instituições de ensino superior em todo o mundo, em diferentes culturas e contextos, como agentes de mudança para a sustentabilidade é grande.

As instituições de ensino superior têm um potencial particularmente interessante para facilitar as respostas aos problemas ambientais, incentivar a sociedade a enfrentar os desafios da sustentabilidade (EVANGELINOS, 2009; FERRER-BALAS et al, 2009; KRAEMER, 2010; LUKMAN et al, 2009; SIBBEL, 2009; STEPHENS et al, 2008).

[...] os trabalhos desenvolvidos dentro das instituições de ensino de nível superior têm um efeito multiplicador, pois cada estudante, convencido das boas idéias da sustentabilidade, influencie o conjunto, a sociedade, nas mais variadas áreas de atuação (KRAEMER, 2010, p.2).

Devido à sua representatividade perante a sociedade, as universidades podem contribuir para a sua transição rumo à sustentabilidade: desenvolvendo um trabalho de promoção ao desenvolvimento sustentável, modelando as práticas sustentáveis para a sociedade ao

promover essas sustentáveis no ambiente do campus; ensinando aos alunos as habilidades de integração, síntese e sistemas de pensamento e como lidar com problemas complexos, necessários para enfrentar os desafios da sustentabilidade e ensinando através da resolução de problemas reais e baseados em pesquisa; funcionando como uma ligação entre a sociedade e o conhecimento; fornecendo informação e conhecimento; trazendo contribuições no que diz respeito a tecnologias que reduzem os danos ambientais através da pesquisas, servindo como exemplo de comportamento baseado em competências; promovendo e reforçando a colaboração entre indivíduos e instituições dentro e fora do ensino superior para recolocar as universidades como agentes transdisciplinares, altamente integrados e interligados com outras instituições agentes na sociedade; e podendo, inclusive, elevar a importância do desenvolvimento sustentável, da gestão e da educação ambiental por meio do discurso acadêmico e público (FERRER-BALAS et al, 2008; MULDER, 2009; STEPHENS et al, 2008).

Com isso, a questão ambiental está se tornando um problema cada vez mais importante para as universidades em todo o mundo. Isso pode ser demonstrado com as crescentes iniciativas adotadas por elas no mundo todo e pelo crescente número de trabalhos que estudam as questões ambientais (sustentabilidade, gestão e educação ambiental, comportamento e atitude dos alunos com relação ao meio ambiente, dentre outros) nelas próprias (BERINGER, WRIGHT, MALONE, 2008; FERRER-BALAS et al, 2008).

Essa relevância pode ser confirmada pelos resultados de um estudo realizado por Lipscomb et al (2008), através de um levantamento em universidades do Reino Unido, que demonstrou que intervenções extracurriculares no sentido de buscar uma educação ambiental têm um peso importante nessas universidades, mas têm sido pouco exploradas por essas instituições, tratadas com pouco cuidado, além do problema da falta de recurso, tempo e dinheiro. Assim, embora existam cada vez mais universidades incorporando ideais de gestão e

educação ambiental a caminho do desenvolvimento sustentável, realizar mudanças na maioria delas em todo o mundo exige muitas mudanças e um grande esforço (FERRER-BALAS et al, 2008; LIPSCOMB et al, 2008).

Tratando-se de programas de educação ambiental e não de disciplinas presentes no currículo formal dos estudantes, temos que o ensino de uma prática voltada para o desenvolvimento sustentável se faz mais eficaz por meio de de atividades diárias do que somente de disciplinas curriculares, confirmando a particular relevância dos programas de educação ambiental nas universidades (LEGAULT, PELLETIER , 2000; LIPSCOMB et al, 2008; PACHECO, 2006).

Essas intervenções podem proporcionar uma oportunidade diferente de aprender ao envolverem os alunos e os funcionários; criar um espaço sem as tradicionais fronteiras departamentais onde perspectivas interdisciplinares podem surgir; ter um espaço que vá além das limitações físicas da sala de aula ou de laboratório; proporcionar a vivência de experiências práticas, contribuindo para um desenvolvimento sustentável de cultura amigável na comunidade universitária (LIPSCOMB et al, 2008).

Um estudo realizado por Beringer, Wright e Malone (2008), com a finalidade de verificar o estado da sustentabilidade no ensino superior em universidades do Canadá, concluiu que a maioria das instituições de ensino superior na costa atlântica desse país está engajada em atividades que envolvam um comportamento favorável ao desenvolvimento sustentável. Mas, apesar das universidades estudadas demonstrarem já terem dado os primeiros passos em direção a uma educação ambiental e a um desenvolvimento sustentável ecologicamente, alguns estudos apontam obstáculos a serem atingidos. São eles: a falta de estrutura financeira, ou seja, a necessidade de um financiamento adequado para a realização das atividades práticas e acadêmicas; e a necessidade de colaboração e formação de parcerias com agentes externos e a criação de órgãos e projetos que coordenem essas relações,

funcionando como conectores entre a universidade e a sociedade; aprendizado colaborativo; e participação inclusiva e diversa (BERINGER, WRIGHT, MALONE, 2008; BROUSSARD; BLISS, 2007; FERRER-BALAS et al, 2008; LUKMAN, 2009).

Faltam ações e é necessário ainda quebrar certas barreiras para que essas iniciativas se desenvolvam (EVANGELINOS, 2009; FERRER-BALAS et al, 2008; STEPHENS et al, 2008).

Primeiramente, é necessário realizar uma educação transformadora em que haja participação do aluno e interação entre ele e o professor e não somente transferência de informação e conhecimento. Interdisciplinaridade na pesquisa. Proporcionar às pessoas a possibilidade de trabalhar com problemas reais. Interação entre a sociedade civil e a universidade. Parcerias com diversos órgãos e entidades, instituições e formação de redes com diferentes grupos. Liderança e uma visão de inovação que promova a necessária mudança acompanhada de responsabilidade e comprometimento a longo prazo, bem como recompensa. Quanto às barreiras identificadas, existe a liberdade de membros do corpo docente, ou seja, a estrutura bottom-up em que os membros do corpo docente tomam todas as decisões sobre a melhor forma atingir os objetivos de pesquisa e educação, sendo difícil para um administrador propor alterações e obter um consenso entre os grupos de professores.

Outra barreira é a resistência da universidade quanto aos incentivos financeiros. A resistência à mudança é outro ponto, já que ela demanda tempo e investimento monetário e padece de uma cultura de manutenção das atividades estabelecidas durante vários anos.

Existe também a pressão da sociedade. A menos que ela exige grandes mudanças no desejado características dos graduados e pesquisa, uma universidade pode encontrar motivos para fazer transformações, ou continuar com o status quo.

E, por fim, a cultura de estímulo à concorrência, à excelência individual e pessoal dessas instituições de ensino superior dificulta o trabalho em grupo e a interação (JUÁREZ- NÁJERA, 2006).

Saindo das atitudes que as universidades devem ter ao buscar uma educação ambiental em direção a um desenvolvimento sustentável, e tratando-se, mais especificamente, das atitudes da educação ambiental nelas, há a aprendizagem de valores, costumes e comportamentos como elemento central da sustentabilidade e a necessidade da interdisciplinaridade, a qual também é destacada pela teoria da criação do conhecimento como uma necessidade (ANDERBERG et al; 2009; SHEPHARD, 2007).

Outra “questão” a ser considerada na educação ambiental é citada por Arbuthnott (2008) - o contexto, o qual também é destacado como um fator de impacto à gestão e criação do conhecimento.

A informação e o conhecimento são essenciais para motivar mudanças de valores, atitudes e comportamentos associados à educação para o desenvolvimento sustentável, mas eles precisam de um contexto. O conhecimento é relevante para o desenvolvimento sustentável e exige habilidades que raramente são ministradas nas instituições de ensino superior, tais como a capacidade de colaboração, cooperação, a comunicação, as competências, as habilidades de autogestão, as habilidades de autoconsciência e as habilidades de pensamento crítico (ARBUTHNOTT, 2008; EVANGELINOS, 2009; JUÁREZ-NÁJERA, 2006).

Uma pesquisa realizada em universidades inglesas demonstrou que as atividades extracurriculares são eficientes para atingir os objetivos da educação para o desenvolvimento sustentável (educação ambiental), mas que isso não ocorre quando essas atividades são facultativas. Portanto, apesar de todos esses estudos, e ainda falta muito para que ocorra um

reconhecimento da importância e dos resultados que esses programas e atividades podem trazer. Assim, o ensino superior ainda tem muito a aprender nesse sentido.

Benzer Belgeler