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BÖLÜM 1: ARAŞTIRMANIN GERÇEKLEŞTİRİLDİĞİ DANİMARKA

1.3. Danimarka’da Dini Yapı Ve İslamiyet

1.3.2. Danimarka’da İslamiyet

O estudo da natureza ganhou destaque através dos acampamentos escolares na Austrália, dos estudos rurais na Grã-Bretanha e da publicação da Natureza Wilbur Jackman Estudo das Escolas Comum nos Estados Unidos da América em 1891, com o objetivo de desenvolver uma compreensão do ambiente natural, e a consequente preocupação com a sua conservação (STEVENSON, 2007).

O ensinamento e a conscientização da necessidade e da importância do desenvolvimento sustentável como questão-chave para a sobrevivência do planeta é um desafio tão grande que é preciso mobilizar todos os recursos intelectuais que se pode obter (MULDER, 2009):

[...] a educação é de fundamental importância, são muitos anos de pesquisa para que um acadêmico possa desenvolver uma tecnologia um por cento mais eficiente no sentido de redução dos danos causados ao meio ambiente. Pense nesse resultado se forem motivados a dez alunos por ano para desenvolverem e aplicarem tecnologias que são de um por cento mais eficientes para o resto de suas vidas (MULDER, 2009, p.74).

Assim como políticas públicas e a gestão ambiental, a educação ambiental também surgiu como um “instrumento” ou uma “ferramenta” que possibilita o desenvolvimento

econômico ocorra de forma sustentável ecologicamente (BRAGA et al., 2005; LIMA, 1999; ROMEIRO, 2003). “O debate sobre a relação entre educação e meio ambiente se desenvolve no contexto de problematização da própria crise ambiental e se institucionaliza através da iniciativa da Organização das Nações Unidas - ONU, e de seus países membros, que promoveram os primeiros encontros internacionais para discutir, estabelecer diretrizes, normas e objetivos para o problema” (LIMA, 1999, p.3).

Essa visão de educação para o meio ambiente surge então a partir da década de 1970 com a Conferência das Nações Unidas para o Ambiente Humano, que aconteceu em Estocolmo, Suécia em 1972, e com a Declaração de Estocolmo sobre a necessidade de se realizar a educação ambiental (REIGOTA, 1995).

Dado o impulso inicial, a UNESCO formulou alguns princípios no Encontro de Belgrado, na Iugoslávia em 1975 e promoveu, juntamente com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – PNUMA, uma Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental que elaborou objetivos, estratégias e recomendações para a educação ambiental. Posteriormente, uma nova conferência é realizada com intuito de verificar os resultados obtidos e de traçar uma estratégia para a década de 1990 (LIMA, 1999).

Dando continuidade a este trabalho, foi publicado em 1987 o Relatório “Nosso Futuro Comum”, elaborado pela Comissão das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento- CNUMAD, criada pela ONU e presidida pela então primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Bruntland. O Relatório Bruntland revela uma nova perspectiva de abordar a questão ambiental colocando-a como problema planetário, indissociável do processo de desenvolvimento econômico e social e apresentou o conceito de desenvolvimento sustentável que considera os princípios de justiça social, viabilidade econômica e prudência ecológica (LIMA, 1999).

E por fim, entre os documentos internacionais mais significativos está o “Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global”, elaborado pelo Grupo de Trabalho das Organizações Não Governamentais - ONGs, durante a Conferência da Sociedade Civil sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, simultaneamente com a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro em 1992 (LIMA, 1999).

A partir da década de 1990 surgem, no Brasil e no mundo, novos nomes para aquilo que já era consagrado como “educação ambiental”. Além desta, fala-se agora em Educação para o Desenvolvimento Sustentável (NEAL, 1995), Ecopedagogia (GADOTTI, 1997), Educação para a Cidadania (JACOBI, 1997a) e, finalmente, Educação para Gestão Ambiental (QUINTAS; GUALDA, 1995).

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) enfatiza a questão da formação e da participação ao definir a educação ambiental como um processo de formação e informação que busca desenvolver a consciência crítica dos cidadãos no que diz respeito as questões ambientais através da participação (HOLANDA, 1997), bem como ocorreu na Rio 92, em que o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global colocou princípios e um plano de ação para educadores ambientais, estabelecendo uma relação das políticas públicas de educação ambiental e da sustentabilidade. Foi dada também ênfase aos processos participativos na promoção do meio ambiente, que podiam ser voltados para a sua recuperação, para a conservação e para a melhoria, incluindo a qualidade de vida da sociedade (JACOBI, 2003).

Di Giovanni (2001) foca a reflexão, o questionamento e o pensamento crítico como promoção da educação ambiental, que, segundo o autor, é um processo que proporciona situações de sensibilização de comunidades motivando uma atitude de questionamento e reflexão do comportamento de cada indivíduo com relação à sua postura de vida diante das

questões ambientais, através de um processo de informação, orientação, conscientização e transformação de seus hábitos e costumes, melhorando a qualidade ambiental.

[...] a educação ambiental assume cada vez mais uma função transformadora, na qual a co-responsabilização dos indivíduos torna-se um objetivo essencial para promover um novo tipo de desenvolvimento – o desenvolvimento sustentável. Entende-se, portanto, que a educação ambiental é condição necessária para modificar um quadro de crescente degradação socioambiental (JACOBI, 1997, p.192 e 193).

Tristão (2002) e Von Dentz (2006) entendem a educação ambiental como uma prática ou um processo educativo e transformador que forma cidadãos comprometidos, individual e coletivamente, com o meio ambiente em que vivem.

Assim, pode-se concluir que ela é uma prática educativa de ensino formal ou mesmo informal multidisciplinar, não restrito ao ambiente escolar, que deve transformar e construir novas posturas, hábitos e condutas, formando e conscientizando os cidadãos de suas responsabilidades para com o meio ambiente em que vive e de sua relação com este (DIAS, 2006; DI GIOVANNI, 2001; BRASIL, 1998; PEDRINI, 1997; SEARA FILHO, 2000; TANNER, 1978; TRISTÃO, 2002).

Os objetivos da educação ambiental foram definidos e estruturados pela primeira vez na Carta de Belgrado, em 1975 (REIGOTA, 1994):

• Conscientização dos indivíduos, grupos e comunidades;

• Conhecimento para que estes adquiram uma compreensão necessária do tema; • Alteração do comportamento, levando ao um interesse e vontade de contribuir com a proteção ao meio ambiente;

• Desenvolvimento da capacidade de avaliação e competência para a resolução de danos e problemas ambientais;

• Participação através da conscientização e do reconhecimento das responsabilidades de cada indivíduo para com o meio em que vivemos e da necessidade de ação.

De acordo com Di Giovanni (2005), podem-se resumir os objetivos da educação ambiental em dois itens apenas:

• Produzir conhecimentos conceituais relacionados à Ecologia;

• Sensibilizar e conscientizar os cidadãos a promoverem uma participação efetiva na prevenção e solução de problemas ambientais.

Layrargues (2000) faz uma crítica a muitas das definições do termo educação ambiental ao descrever a transição, feita por Tanner (1978), da educação ambiental conservacionista para a educação ambiental e, posteriormente, para a gestão ambiental.

Segundo o autor, a educação ambiental conservacionista se restringe a demonstrar o impacto ambiental e a buscar mudar comportamentos. A segunda insere o ambiente humano/social ao ambiente natural, promovendo maior articulação entre os dois e englobando aspectos socioeconômicos, políticos e culturais das ciências sociais e humanas, construindo cidadãos ativos, incluindo processos decisórios e participação ativa. Nessa abordagem, além de investir nas pessoas, é preciso investir no mundo em que habitamos. “O processo da educação ambiental deve proporcionar, entre outros fatores, a construção de valores e a aquisição de conhecimentos, atitudes e habilidades voltadas para a participação responsável na gestão ambiental”. E a última abordagem considera a existência de interesses coletivos e individuais diferentes e, muitas vezes, até divergentes. E, devido à existência desses diferentes grupos, a educação ambiental deve agir junto à sociedade civil organizada criando condições para a participação política dos diferentes segmentos sociais a fim de restabelecer as relações entre esses e o ambiente (LAYRARGUES, 2000, p.2).

Portanto, a educação ambiental deve objetivar a percepção ambiental em grupos e comunidades, através de um programa que transforme os pensamentos das pessoas no sentido

de proporcionar a valorização do ambiente em que vivem, a sensibilização da importância do meio ambiente para os indivíduos e para o mundo como um todo. Isso deve ocorrer através da interiorização de conceitos relativos ao tema, da conscientização das responsabilidades de cada um, proporcionando a mudança de atitudes e a participação e a colaboração na busca por soluções para os problemas e danos ambientais já detectados e pela preservação ambiental (DIAS, 2006; DI GIOVANNI, 2001; HOLANDA, 1997; BRASIL, 1998; PEDRINI, 1997; REIGOTA, 1994; SEARA FILHO, 2000; TANNER, 1978).

A educação ambiental apresenta diversos desafios, entre eles estão (DI GIOVANNI, 2001; LIMA, 1999; SATO, 2009):

• A questão do foco da educação ambiental que da ênfase aos aspectos técnicos e biológicos da educação e do tratamento somente das questões ambientais sem considerar as dimensões políticas e éticas;

• A necessidade de se tratar a educação ambiental como uma prática pedagógica e não somente como um instrumento da gestão ambiental;

• A educação ambiental muitas vezes é vista como um instrumento da gestão ambiental, não como área possuidora de sua própria essência epistemológica e como prática pedagógica transformadora;

• A necessidade de se formular uma educação ambiental que seja crítica e inovadora voltada para a transformação social, como demonstra Mulder (2009):

[...] no ensino das questões ambientais, os educadores não devem estabelecer normas e valores para alunos, em vez disso, deve ajudar os alunos a encontrar seu próprio caminho, aguçando o julgamento destes, ao contrário da prática comumente realizada na universidade, na qual o professor transmite uma mensagem clara para os alunos. Em vez disso, seria muito mais eficiente criar confusão, ou seja, criar uma situação em que o aluno é obrigado a pensar por ele próprio, definindo questões e objetivos de aprendizagem para si mesmo (MULDER, 2009, p.83);

• A necessidade de se tratar a educação ambiental como uma prática constante e não como ações pontuais;

• E a necessidade da informação e do conhecimento reforçarem os argumentos para a construção de uma sociedade sustentável através da educação ambiental.

Além desses desafios a serem enfrentados pela educação ambiental, muitas vezes ela é colocada simplesmente como “ações pontuais de abraçar árvores ou oficinas de reciclagem de papel, sem nenhuma postura crítica dos modelos de consumo vivenciados pelas sociedades, ou pela análise do modo de relação dominadora do ser humano sobre a natureza”, focando somente a reciclagem, em detrimento da redução e da reutilização.

Assim, ela fica caracterizada como algumas ações pontuais incentivadas por premiações que incentivam o consumo em vez de ser considerada e tratada como um projeto de vida e lutas sociais pelos cuidados ecológicos necessários para a construção de uma sociedade diferente, com o objetivo de levar as pessoas à discussão e à reflexão sobre o padrão de desenvolvimento da sociedade e à conscientização e à mudança de atitude (DI GIOVANNI, 2001; SATO, 2009).

Para esses desafios serem enfrentados, a educação ambiental deve implantar uma metodologia de ensino e aperfeiçoar seus processos e suas práticas pedagógicas continuamente (DEBESSE e MIALARET, 1974).

Educação (do latim, educare = nutrir, conduzir para, criar) ambiental ou de qualquer outra área, para que seja efetiva, necessita ser conduzida por métodos e práticas que possibilitem a consecução de seus objetivos. Essa é uma tarefa da pedagogia (DEBESSE e MIALARET, 1974).

A pedagogia é “a arte da educação”, é “a teoria e a prática da educação”, um saber que queremos transmitir. Assim, a educação precisa de uma metodologia – de um processo

pedagógico – para atingir seu objetivo e conduzir o ensino desejado (DEBESSE e MIALARET, 1974, p.3 e 13).

Alguns autores demonstram problemas encontrados nos processos e práticas pedagógicas na educação ambiental: Guimarães (1995) alerta que o ensino ambiental ocorre de forma autoritária, de cima para baixo, carecendo de um caráter participativo e da interação entre experiências e visões; Bertini (2003) faz um diagnóstico sobre os projetos de Educação Ambiental nas escolas públicas do ensino fundamental e médio do município de São Carlos, estado de São Paulo, e conclui que eles não apresentam uma organização estruturada, não se utilizam da troca de experiências e, tampouco, registram informações e conhecimentos.

Dessa forma, através dos estudos de Guimarães (1995) e Bertini (2003), percebe-se a necessidade e a importância dos processos e das práticas pedagógicas para a educação ambiental.

Benzer Belgeler