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E. Diğer rekabet stratejiler
O PRE consiste na soma de parcelas de capital que cubram os seguintes riscos: capital mínimo para riscos de crédito, capital mínimo para riscos de mercado e capital mínimo para riscos operacionais. Dessa forma, tem-se que o PRE é calculado pela seguinte equação:
Para cada instituição da amostra foi obtido o montante total do PRE e a parcela de risco operacional, segregadamente, uma vez que, por razões previamente justificadas, apenas a parcela do risco operacional (POPR) é objeto da simulação desta pesquisa.
Assim, para a apuração do PRE após os efeitos da IFRS 9, primeiramente foi calculada a variação no POPR, a qual foi acrescida ao PRE original. A equação que segue sintetiza a
apuração do PRE após ajustes:
em que:
PREantes = Patrimônio de Referência Exigido divulgado em 31/12/2008 e
Efeito POPR = apurado de acordo com a abordagem adotada pela instituição, em 31/12/2008.
Os detalhes sobre o cálculo, de acordo com cada abordagem, serão apresentados no item que segue.
5.5.1.2.1 Risco operacional
O cálculo do capital mínimo para a cobertura dos riscos operacionais é composto pelo POPR e
é efetuado de acordo com a Circular do Bacen nº 3.383 (BACEN, 2008a). O POPR pode ser
(43)
(44)
calculado por uma das seguintes abordagens: Abordagem do Indicador Básico, Abordagem Padronizada Alternativa ou Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada.
Para o recálculo do capital mínimo para riscos operacionais foi empregada a abordagem utilizada por cada um dos bancos, na data de 31/12/2008. A escolha dessa metodologia ocorreu em função da adequação da simulação dos efeitos sobre o exato método empregado na data-base deste estudo. Os detalhes sobre cada abordagem podem ser vistos a seguir.
a) Abordagem do indicador básico (BIA): nessa abordagem, a partir da média anual da
receita bruta dos últimos três anos (ou seis semestres) da instituição financeira, aplica-se o fator 15% e obtém-se a alocação de capital para o risco operacional.
Assim, as instituições que optaram pelo BIA, calcularam sua parcela para cobertura do risco operacional conforme a equação que segue:
em que:
Z = 0,20;
IEt = Indicador de Exposição ao Risco Operacional do ano “t”, correspondendo a soma das
receitas de intermediação financeira e das receitas de prestação de serviços, deduzidas as despesas de intermediação financeira e
n = número de vezes, nos três últimos períodos anuais, em que o valor IE é maior que zero.
Os impactos analisados por este estudo contemplam a reclassificação dos ganhos ou perdas registrados no patrimônio líquido para a demonstração de resultado. Portanto, o efeito sobre o POPR concentra-se no seu numerador IEt, e, consequentemente, no n, caso um IEt, para um ano
“t”, previamente com saldo positivo, torne-se negativo após o ajuste ou vice-versa. No
entanto, é importante salientar que o ajuste foi efetuado sobre o POPR total, sem a segregação
das parcelas anuais, o que implica em uma limitação no estudo, por não ser possível analisar o fator limitador de máximo zero. Portanto, para fins desta pesquisa, o n é assumido como três vezes.
Visando analisar a coerência da aplicação de tal metodologia, a pesquisa adotou um grupo controle para comparar os resultados obtidos pelo cálculo sem considerar o fator limitador de máximo zero versus o resultado obtido considerando-o. Detalhes sobre o grupo controle é apresentado em 5.7.
Para a apuração dos ajustes no IE foram necessários os dados da conta contábil correspondente ao Cosif 6.1.6.10.10-9 (Próprios). A conta referente a Coligadas e Controladas não foi ajustada devido ao fato de os ganhos ou perdas em investimentos não serem computados no cálculo do IE.
Por se tratar de um ajuste em receita e despesa, há a necessidade da apuração dos ganhos ou perdas desconsiderando-se os efeitos tributários. Assim, o ajuste bruto foi apurado conforme equação que segue:
em que:
MTM(próprio) t = saldo da conta patrimonial – Cosif 6.1.6.10.10-9, em 31/12 do ano “t” e
0,60 = corresponde ao efeito tributário: 1-0,40, sendo 40% composto pelas alíquotas do
Imposto de Renda (25%) e Contribuição Social (15%), aplicável às instituições financeiras.
Assim sendo, a equação utilizada pelo estudo para apuração do Efeito POPR (BIA), após a adoção
da IFRS 9, é a que segue:
em que:
AjIEt (bruto) = ajuste do IE, para o ano “t”, calculado conforme equação (47) e
Z = 0,2 (válido para os cálculos no período entre 01/07/2008 e 31/12/2008).
b) Abordagem Padronizada Alternativa (ASA): nessa abordagem, a partir da média anual da receita bruta dos últimos três anos (ou seis semestres) da instituição financeira, (47)
segregada pelas oito linhas de negócio, aplica-se o fator de ponderação βi, o qual varia de 12%
a 18%, conforme a linha de negócio.
Portanto, as instituições que optaram pelo ASA, calcularam sua parcela para cobertura do risco operacional conforme a equação que segue:
em que:
Z = 0,20 (idem BIA);
IEi,t = Indicador de Exposição ao Risco Operacional, no período “t”, da linha de negócio “i”,
calculado conforme cálculo do indicador básico, porém segregado por linha de negócio e relativo apenas ao resultado bruto das linhas de negócio de III a VIII, uma vez que a parcela referente às linhas I e II já está sendo calculada no IAEi,t;
IAEi,t = Indicador Alternativo de Exposição ao Risco Operacional, no período anual “t”, da
linha de negócio “i”, correspondendo, para cada período anual, à média aritmética dos saldos
semestrais das operações de crédito, de arrendamento mercantil e de outras operações com características de concessão de crédito e dos títulos e valores mobiliários não classificados
na carteira de negociação, multiplicada pelo fator 0,035. Os saldos, considerados no cálculo,
compreendem os das linhas de negócio I e II, conforme apresentadas no Quadro 9;
βi = fator de ponderação aplicado à linha de negócio “i”, conforme apresentado na Tabela 7.
Os impactos analisados por este estudo contemplam a reclassificação dos ganhos ou perdas registrados no patrimônio líquido para a demonstração de resultado. Assim, o efeito sobre o POPR ocorre tanto no IEi,t como no IAEi,t.
De acordo com a Circular do Bacen n° 3.383 (BACEN, 2008a), as operações com TVM não classificadas na carteira de negociação são inclusas na linha de negócio II - Comercial, a qual entra no escopo do cálculo do IAEi,t. Por outro lado, as operações com TVM classificadas na
carteira de negociação são inclusas na linha de negócio IV - Negociação e Vendas, a qual entra no escopo do cálculo do IEi,t.
Por conseguinte, com a reclassificação dos títulos disponíveis para venda, os quais entram no cálculo do IAEi,t, para a categoria títulos para negociação, os quais entram no cálculo do IEi,t,
é preciso excluir o montante referente a tais títulos do cálculo do IAEi,t, passando a calcular e
incluí-lo no cômputo do IEi,t.
Vale ressaltar que, conforme mencionado na Abordagem Básica, o ajuste foi efetuado sobre o POPR total, sem a segregação das parcelas anuais, o que implica em uma limitação no estudo,
por não ser possível analisar o fator limitador de máximo zero. E, assim como naquela abordagem, a coerência de tal metodologia é analisada por meio do grupo controle apresentado em 5.7.
O ajuste no IE segue cálculo apresentado na abordagem básica, na equação (47), ao passo que, para a apuração dos ajustes no IAE foram necessários os dados da conta de compensação correspondente ao Cosif 3.0.3.40.00-8 (Títulos disponíveis para venda).
Segundo a Circular n° 3.383 (BACEN, 2008a), o IAE, para cada período anual, considera a média aritmética dos saldos semestrais dos TVM não classificados na carteira de negociação, multiplicada pelo fator 0,035. Assim, para a apuração do ajuste oriundo da reclassificação, a equação a seguir foi utilizada:
em que:
TDPVt = corresponde, para cada período anual “t”, à soma dos saldos semestrais das
operações com TVM classificados como disponíveis para venda, obtida da conta de compensação Cosif 3.0.3.40.00-8 (Títulos disponíveis para venda).
Portanto, a equação utilizada pelo estudo para apuração do Efeito POPR (ASA), após a adoção da
IFRS 9, é a que segue:
(50)
em que:
Z = 0,2;
AjIEt (bruto) = ajuste no Indicador de Exposição ao Risco Operacional, no período “t”, da linha
de negócios Negociação e Vendas, calculado conforme apresentado na abordagem do indicador básico (equação 47);
0,18 = β da linha de negócios Negociação e Vendas;
AjIAEt = ajuste no Indicador Alternativo de Exposição ao Risco Operacional, no período “t”,
da linha de negócios Comercial, cujo cálculo foi demonstrado na equação (50) e
0,15 = β da linha de negócios Comercial.
c) Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada (ASA-2): trata-se de uma
variação da abordagem padronizada, mantendo a mesma estrutura de oito linhas negócios. Entretanto, o resultado bruto considerado no cálculo é feito de maneira agregada e o fator de ponderação β já vem predefinido, não mais seguindo os percentuais apresentados na Tabela 7.
Assim sendo, as instituições que optaram pelo ASA-2, calcularam sua parcela para cobertura do risco operacional conforme a equação que segue:
em que:
IAEt = indicador calculado conforme abordagem padronizada alternativa, porém de forma
agregada das linhas de negócio I e II e
IEt = indicador calculado conforme abordagem básica, porém de forma agregada e para as
operações incluídas nas linhas de negócio III a VIII, uma vez que a parcela referente às linhas I e II já está sendo calculada no IAEt.
Assim como na abordagem padronizada alternativa, o efeito da adoção da IFRS 9 sobre o POPR ocorre tanto no IEt como no IAEt. Logo, com a reclassificação dos títulos disponíveis
para venda, os quais entram no cálculo do IAEt, para a categoria títulos para negociação, os
quais entram no cálculo do IEt, é preciso excluir o montante referente a tais títulos do cálculo
do IAEt, passando a calcular e incluí-lo no cômputo do IEt.
Novamente, conforme mencionado antes, o ajuste foi efetuado sobre o POPR total, sem a
segregação das parcelas anuais, o que implica uma limitação no estudo, por não ser possível analisar o fator limitador de máximo zero. A coerência de tal metodologia é analisada por meio do grupo controle apresentado em 5.7.
O ajuste no IE segue cálculo apresentado na abordagem básica, ao passo que, o ajuste no IAE segue cálculo apresentado na abordagem padronizada alternativa. Portanto, a equação utilizada pelo estudo para apuração do Efeito POPR (ASA-2), após a adoção da IFRS 9, é a que
segue:
em que:
AjIEt (bruto) = ajuste no Indicador de Exposição ao Risco Operacional, no período “t”, cujo
cálculo foi demonstrado previamente, na equação (47) e
AjIAEt = ajuste no Indicador Alternativo de Exposição ao Risco Operacional, no período “t”,
cujo cálculo foi demonstrado na equação (50).
Por último, observando-se as equações do Efeito POPR (ASA) – equação (51) e Efeito POPR (ASA-2)
– equação (53), note-se que, em qualquer das duas abordagens, o efeito resultante será o mesmo. Tal conclusão se deve ao fato de o β das linhas de negócios Comercial (15%) e
Negociação e Vendas (18%), utilizados no cálculo pelo ASA, coincidirem com os β
predefinidos do ASA-2.