1.2. SORUNLU KREDİLER
1.2.4. Sorunlu Kredilerin Etkileri
1.2.4.1. Sorunlu Kredilerin Bankacılık Sektörüne Etkileri
1.2.4.1.2. Diğer Etkiler
O controle e a fiscalização do ensino e da instrução13 eram de responsabilidade primeira do Estado Maior do Exército, por meio da Inspetoria Geral das Polícias Militares em todo o território nacional, e, depois, em âmbito regional, dos Exércitos e Comandos Militares de Área; cada qual em sua respectiva área de jurisdição.
No âmbito interno às instituições militares estaduais, esse domínio, sob condição subordinada ao Estado Maior do Exército, era exercido pelo Comando-Geral das corporações por meio de suas 2ª e 3ª seções; pela Diretoria de Ensino, no que dissesse respeito a cursos e estágios no âmbito da Corporação; e pelos escalões intermediários de comando no que se referia à instrução de seus elementos subordinados.
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O termo Instrução está relacionado a exercícios e manobras tipicamente militares, bem como simulações de combate, domínio de área por tropas da PM ou do Exército. Ensino está associado a técnicas de policiamento e aos conteúdos escritos de disciplinas que têm objetivo ideológico ou educativo.
Os meios estabelecidos pelo Exército para controlar a fiscalização do ensino e da instrução pelos órgãos acima citados se davam de duas formas: pelo estudo e apreciação de documentos detalhados que informavam toda a logística que envolvia o processo de formação, incluindo material humano, conteúdo e carga horária das disciplinas. Isso ocorria em cumprimento às diretrizes presentes na legislação pertinente às polícias militares ou por solicitação direta desses órgãos. A outra forma se dava pela verificação direta, por meio dos órgãos do Exército, mediante a realização de visitas e inspeções ao Comando-Geral, Diretoria de Ensino, Comandos Operacionais, Estabelecimentos de Ensino e Unidades Operacionais (Diretriz Geral de Ensino e Instrução 1986/87, p. 14- 15).
Por meio do Decreto-Lei 317/67, o governo militar criou a Inspetoria Geral das Polícias Militares (IGPM) e, como já indicado na seção anterior, ela veio a se integrar ao Estado Maior do Exército por meio do Decreto-Lei nº 667/69, em que ficava determinado também que deveria ser comandada por um general- de-brigada. Após a integração, foram mantidas as mesmas atribuições definidas nesse decreto, Art. 22, que eram as seguintes:
a) centralizar e coordenar todos os assuntos da alçada do Ministério da Guerra relativos às Polícias Militares;
b) inspecionar as Polícias Militares, tendo em vista o fiel cumprimento das prescrições deste Decreto-Lei;
c) proceder ao controle de organização, dos efetivos, do armamento e do material bélico das Polícias Militares;
d) baixar normas e diretrizes e fiscalizar a instrução militar das Polícias Militares em todo o território nacional, com vistas às condições peculiares de cada Unidade da Federação e a utilização das mesmas em caso de convocação, inclusive mobilização em decorrência de sua condição de forças auxiliares, reservas do Exército; (grifo nosso)
e) cooperar com os Governos dos Estados, dos Territórios e com o Prefeito do Distrito Federal no planejamento geral do dispositivo da Força Policial em cada Unidade da Federação, com vistas a sua destinação constitucional, e às atribuições de guarda territorial em caso de mobilização;
f) propor, por meio do Departamento Geral do Pessoal, ao Estado- Maior do Exército os quadros de mobilização para as Polícias Militares de cada Unidade da Federação, sempre, com vistas ao emprego e suas atribuições específicas e guarda territorial.
g) cooperar no estabelecimento da legislação básica relativa às Polícias Militares.
Com a Constituição de 1988, segundo Zaverucha (2000), o controle da instrução foi abolido, de modo que a IGPM perdeu essa prerrogativa e, a partir
do final de 1998, foi substituída pelo Comando de Operações Terrestres (COTER), órgão de Direção Setorial do Sistema Operacional responsável por orientar e coordenar o preparo e o emprego da Força Terrestre, de acordo com diretrizes ministeriais e do Estado Maior do Exército. O COTER passou a realizar estudos sobre legislação, quadros de organização, propostas de criação ou extinção de unidades das polícias militares e dos corpos de bombeiros, bem como controlar os efetivos e o material bélico dessas instituições.
Com a fiscalização exercida pelos órgãos do Exército, os Cursos de Formação da PMES seguiram uma linha de formação profissional essencialmente militar, focando o combate ao inimigo interno, com treinamentos para a guerra, e priorizando as ações repressivas a qualquer mobilização pública que fosse considerada de natureza política subversiva.
A PM foi institucionalizada como a principal entidade responsável pela segurança nos estados pelo governo militar, fato este que culminou na ampliação da militarização da segurança pública no país. Essa afirmação se evidencia quando o policiamento ostensivo fardado passou a ser sua atribuição exclusiva e as guardas civis municipais, que antes de 1969 atuavam neste tipo de policiamento, foram extintas com o Decreto-Lei nº 1.072, de 30 de dezembro de 1969.
Como medida para afirmar a exclusividade das polícias militares nos estados, o Exército, por meio de seus órgãos de controle, determinava que elas devessem “destacar, sempre que possível, a sua ação como principal órgão de segurança pública a cargo dos Estados” concorrendo para a “perfeita integração entre Polícia Militar e Comunidade, aí incluindo todos os setores de atividades (políticas, sociais e econômicas)”, com o objetivo de “fortalecer o prestígio da Polícia Militar e obter o reconhecimento e a confiança do seu público externo”, bem como salientar sua vinculação constitucional com o Exército enquanto sua “força auxiliar e reserva“ (BRASIL, 1973, p.14).
Anteriormente ao Decreto-Lei nº 667/69, as polícias militares consistiam em forças-tarefa que se conservavam aquarteladas, ou seja, não era comum a sua
presença nas ruas interagindo com o público. Antes do referido decreto, elas não se preocupavam em buscar a confiança da população devido ao fato de que a ação policial se dava em função de problemas pontuais e pré-definidos, como, por exemplo, reprimir uma manifestação popular ou capturar um criminoso considerado perigoso, voltando a tropa em seguida para dentro do quartel. Com a responsabilidade de garantir a Segurança Interna nos estados e ameaçada pelas ações ideológicas comunistas, as polícias militares precisavam desfrutar do respeito e, fundamentalmente, da confiança da população a fim de garantir sua colaboração no fornecimento de informações sobre a prática de crimes de ordem política e social.