1.2. Destinasyon İmajı Kavramı
1.2.2. Destinasyon İmajının Oluşum Süreci
Dividimos as variáveis a serem utilizadas nos testes em variáveis
Dependentes e Independentes, para as quais vamos descrever o comportamento de
suas respectivas amostras através da média, desvio-padrão, pontos de mínimo
máximo.
130
3.2.1 Variável Dependente
Nesta seção foram descritas as variáveis dependentes utilizadas para testar
nossas hipóteses (vide Tabela 3), a saber: Taxa de crescimento do produto,
Investimento, Gastos Totais do Governo, e Gastos por função (Educação, Saúde,
Assistência e Previdência, Trabalho, Administração Pública e Planejamento,
Legislativo, Judiciário, Comunicação, Segurança Pública, Transporte, Agricultura,
Desenvolvimento Regional, Energia e Recursos Minerais, Habitação e Urbanismo, e
Indústria, Comércio e Serviços). No Apêndice B encontram-se os gráficos que
subsidiaram a análise dos dados que se segue. Demonstramos para cada variável
dependente um gráfico com a média distribuída entre os estados, e dois gráficos
adicionais com a distribuição de freqüência (boxplot) para cada estado no período
considerado.
a. Taxa de crescimento do produto (PIB): o crescimento econômico foi
medido a partir da variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano em relação ao
ano anterior.
131Os dados foram obtidos no sitio do IPEA (www.ipeadata.gov.br).
Observamos que na amostra as taxas variam de um ano para o outro em sentidos
opostos, não há uma constância de crescimento ou decréscimo durante o período
de 1992 a 1998 em nenhum estado. Pudemos constatar que no período de 1993 a
1994 houve crescimento do PIB para 66% dos estados, enquanto que para o
período seguinte (1994 a 1995) houve um decréscimo do PIB para 61% dos
estados. Para os anos seguintes este perfil altera, de 1995 a 1997, metade dos
estados tiveram um aumento do PIB ao passo que o restante teve uma redução; e
de 1997 a 1998 houve um acréscimo do PIB para 61% dos estados.
132133Devido a esta grande variabilidade da amostra do PIB realizamos três opções
metodológicas. A primeira foi trabalhar com a amostra divida em estados ricos e
pobres (a qual foi discutida na seção 3.3). A segunda opção foi a de não utilizar o
PIB per capita, pois as diferenças encontradas na série de PIB foram agravadas
quando o utilizamos. E por fim, quando o PIB foi utilizado como variável de controle,
131
A preço de mercado deflacionado pelo deflator implícito do PIB nacional Anual e em Reais de 2000.
132
Vide Gráficos e Tabela B1 no Apêndice B. 133
Esta variável foi utilizada para controlar as regressões do Investimento e Gastos do governo, de acordo com a metodologia aplicada de Mauro (1996).
utilizamos a variável de transferências correntes como controle também para
minimizar os efeitos desta variabilidade da série do PIB (seção 3.2).
A seguir apresentaremos o comportamento das estatísticas do Investimento e
de todos os Gastos por função, obtidos do sitio da Secretaria do Tesouro Nacional
(http://www.stn.fazenda.gov.br) e calculados como uma razão da Receita Corrente
dos estados no período de 1992 a 1998.
b. Investimento (IN):
134observamos que, para a grande maioria dos estados,
o Investimento pela Receita Corrente médio foi de 14%. O estado da Bahia teve o
pior desempenho em 1995 (menos do que 1%), e o estado de Tocantins obteve o
melhor desempenho em 1996 (66%). A dispersão entre os estados neste item é
muito grande.
c. Gastos Totais dos Governos (DP): verificamos que, na média, os Estados
gastaram 22% acima de suas Receitas Correntes, demonstrando a necessidade do
endividamento. Neste momento não existiam entraves neste processo por dois
motivos: amplo financiamento do governo federal aos Estados e municípios, e uma
legislação branda com relação a pouca responsabilidade na gestão.
135O Estado que
mais gastou foi São Paulo em 1997, que obteve 240% dos gastos totais acima de
suas Receitas Correntes.
136E o Estado que menos gastou foi o Amazonas em 1992
com apenas 85% das suas Receitas Correntes.
d. Gastos com Educação (ED): verificamos que, para os 27 Estados
brasileiros no período de 1992 a 1998, os gastos com Educação e Cultura foram
21% das Receitas Correntes. O Paraná foi o estado que mais gastou em termos de
Educação e Cultura em 1998 (38%), e o Amapá foi o que menos gastou em 1993
(7%).
e. Gastos com Saúde (SS): a porcentagem média dos gastos com Saúde e
Saneamento sobre as Receitas Correntes para os estados foi em torno de 10%, com
uma variabilidade baixa nos dados. Assim o estado que mais gastou foi o Amapá em
1993 (30%), e o que menos gastou foi o Mato Grosso do Sul em 1995 (1%).
f. Gastos com Assistência e Previdência (PR): observamos também que na
média os gastos com Assistência e Previdência (sobre as Receitas Correntes) foram
134
Para acompanhar os resultados de Mauro (1995) usaremos esta variável como independente nos testes de taxa de crescimento do produto.
135
Em 1998 o governo federal renegociou os débitos de estados e municípios e em 2001 foi criada uma lei de responsabilidade fiscal contra a má gestão.
136
em torno de 13%, sendo o Rio Grande do Sul o maior gastador em 1996 (36%), e o
Acre o menor em 1992 (1%).
g. Gastos com Trabalho (TB): foi uma das funções com a menor média de
gastos pela Receita Corrente (0,38%), ocorrendo o maior gasto para o Rio Grande
do Norte em 1996 (5,6%) e o menor para Mato Grosso do Sul em 1992.
h. Gastos com Administração Pública e Planejamento (AP): por outro
lado, está foi uma das funções que suplantaram as Receitas Correntes (46%), sendo
que o Amazonas em 1996 teve seus gastos superiores às Receitas Correntes em
154%, enquanto que os gastos para o Paraná em 1992 representaram 57% das
Receitas Correntes.
i. Gastos com Legislativo (LG): os gastos relativos às Receitas Correntes,
em média, foram de 4%, atingindo o máximo no estado de Alagoas em 1993 (11%) e
o mínimo para o Ceará em 1995 (0.35%).
j. Gastos com Judiciário (JD): já os gastos relativos ao judiciário (como
porcentagem das Receitas Correntes) foram de 8% em média e tiveram uma maior
variabilidade, o Distrito Federal em 1994 teve a menor relação, e o Paraná em 1998
teve a maior (49%).
k. Gastos com Comunicação (CO): foram relativamente baixos, com a
média de 0,4%, e variando do menor valor gasto (0,0%) para São Paulo (1993) e
para o maior (2,6%) para Goiás em 1994.
l. Gastos com Segurança Pública (PS): observamos também que os gastos
médios da Segurança Pública sobre as Receitas Correntes foram em torno de 8%, o
estado que mais gastou foi Rondônia em 1995 (19%), e o que menos gastou foi o
Ceará em 1996 (0.14%).
m. Gastos com Transporte (TP): os gastos médios do Transporte foram de
9% sobre as Receitas Correntes, com o estado de Tocantins em 1996 (59%)
obtendo os maiores gastos e o de Minas Gerais em 1998 (0.03%) os menores.
n. Gastos com Agricultura (AG): a média de gastos foi de 3%, atingindo o
menor valor para o Ceará em 1996 (0,1%) e o maior valor para Pernambuco em
1993 (14%).
o. Gastos com Desenvolvimento Regional (DR): suplantaram as Receitas
Correntes em 22% na média, variando de 85% (Amapá em 1992) a 140% (Sergipe
em 1997).
p. Gastos com Energia e Recursos Minerais (EN): estes gastos tiveram
uma grande oscilação, desde aproximadamente 0% (Distrito Federal em 1998) a
26% (Rio de Janeiro em 1996), com a média estabelecida em 11%.
q. Gastos com Habitação e urbanismo (HU): já estes foram de 21% em
média, variando de 7% (Amazonas em 1993), a 38% (Pernambuco em 1998).
r. Gastos com Indústria, comércio e serviços (IC): foram reduzidos os
gastos para todos os estados, a média foi de 2%, o menor gasto de 0,01% (Espírito
Santo em 1995) e o maior gasto de 7% (Roraima em 1998).
Tabela 3 - Amostra das variáveis Dependentes utilizadas nos testes para
os Estados brasileiros no período de 1992 a 1998
(continua)
Variável Dependente Média Desvio Padrão Mínimo Máximo
Crescimento econômico (PIB) 3.4375 7.2906 -17.8753 Pará (1995) 40.1272 Pará (1993) Investimento (IN) 0.1405 0.1315 0.0066 Bahia (1995) 0.6648 Tocantins (1996) Educação e cultura137 (ED) 0.2080 0.0470 0.0716 Amapá (1993) 0.3790 Paraná (1998) Saúde e saneamento138 (SS) 0.1033 0.0517 0.0129 Mato Grosso do Sul (1995) 0.3002 Amapá (1993) Assistência e previdência139 (PR) 0.1277 0.0754 0.0137 Acre (1992) 0.3629 Rio Grande do Sul (1996) Trabalho (TB) 0.0038 0.0061 1.73E-05 Mato Grosso do Sul (1992) 0.0563 Rio Grande do Norte (1996) Administração pública e planejamento (AP) 1.4574 0.3422 0.5726 Paraná (1992) 2.5409 Amazonas (1996) Legislativo (LG) 0.0429 0.0215 0.0035 Ceará (1995) 0.1083 Alagoas (1993) Judiciário (JD) 0.0765 0.0450 1.7E-05 Distrito Federal (1994) 0.4940 Paraná (1998) Comunicação (CO) 0.0041 0.0051 3.47E-07 São Paulo (1993) 0.0259 Goiás (1994)
137
Mauro (1996) trabalhou com Educação apenas. Não temos este dado separado. Qualquer referência à educação ao longo do texto deve ser entendida como educação e cultura.
138
Mauro (1996) trabalhou com Saúde apenas. Não temos este dado separado. Qualquer referência à saúde ao longo do texto deve ser entendida como saúde e saneamento.
139
O gasto com assistência e previdência envolve o pagamento de aposentadoria dos funcionários públicos estaduais. A previdência concedida aos funcionários privados pelo estado é paga pelo governo federal.
Tabela 3 - Amostra das variáveis Dependentes utilizadas nos testes para
os Estados brasileiros no período de 1992 a 1998
(continua)
Variável Dependente Média Desvio Padrão Mínimo Máximo
Segurança pública140 (PS) 0.0776 0.0337 0.0014 Ceará (1996) 0.1852 Rondônia (1995) Transporte (TP) 0.0926 0.0831 0.0003 Minas Gerais (1998) 0.5849 Tocantins (1996) Agricultura (AG) 0.0305 0.0201 0.0013 Ceará (1996) 0.1356 Pernambuco (1993) Desenvolvimento regional (DR) 1.2223 0.2118 0.8476 Amapá (1992) 2.4006 Sergipe (1997)
Energia e recursos minerais
(EN) 0.1062 0.0764 2.40E-06 Distrito Federal (1998) 0.2636 Rio de Janeiro (1996) Habitação e urbanismo (HU) 0.2080 0.0470 0.0716 Amazonas (1993) 0.3790 Pernambuco (1998)
Indústria, comércio e serviços
(IC) 0.0212 0.0630 0.0001 Espírito Santo (1995) 0.7113 Roraima (1998) Fontes: IPEADATA e Secretaria do Tesouro Nacional – STN.
Nota: Dados trabalhados pela autora.
3.2.2 Variável Independente
A variável independente utilizada foi a proxy da corrupção (PROCORR). As
causas apresentadas da corrupção provieram da Política Econômica e
Gerenciamento, da Administração e Servidores Públicos, do Sistema Legal e
Jurídico, dos Controles Financeiros, e do Controle Político e Social, apresentados na
seção 2.1 do capítulo 2. Contudo, verificamos que nos trabalhos empíricos sobre a
corrupção os autores utilizam como proxy da mesma o índice de corrupção
percebido calculado pelas agências de risco.
141142Para podermos reproduzir os mesmos testes realizados por Mauro (1996) em
governos subnacionais do Brasil (estados), ao não termos um índice de corrupção
percebida, teríamos que criar ou utilizar uma nova proxy de corrupção; resolvemos,
140
Mauro (1996) trabalhou com gastos para Defesa por realizar testes empíricos entre países. Como estamos realizando testes entre governos estaduais, trabalhamos com Segurança.
141
então, utilizar a relação de salários entre o setor público e o privado.
143Dois motivos
para a escolha desta opção: a elevada correlação positiva entre esta variável e o
índice de corrupção medido pelas agências de risco (elaborado a partir de
questionários sobre a corrupção nos países) e o melhor poder de explicação desta
variável entre as demais variáveis testadas para explicar este mesmo índice. Estes
dois argumentos foram extraídos a partir do trabalho de Van Rijckeghem e Weder
(1997).
Para obter esta proxy utilizamos o mesmo procedimento descrito por Van
Rijckeghem e Weder (1997) na construção desta variável: relação dos salários do
setor público estadual (estatutário e comissionado) e o setor privado (empregados
com carteira assinada na área produtiva – setor de manufaturados).
144Ao utilizarmos esta proxy, além de verificar se os resultados de Mauro (1996)
iriam se reproduzir para governos subnacionais, poderíamos, observar qual seria o
efeito de grupos específicos neste processo de decisão. Além de trabalharmos com
a relação entre as médias de salários do setor público e setor privado, poderíamos
observar o comportamento mediano (dos cinqüenta por cento presentes nas
amostras), dos funcionários de elevado escalão (relação das médias encontradas no
último quartil) e dos mais baixos funcionários (relação das médias encontradas no
primeiro quartil). Apresentaremos então quatro proxies de corrupção. A primeira
(proxy de corrupção A) será a relação entre a média de salários do setor público e
privado na amostra como um todo de cada estado e ano. A segunda, será a relação
da mediana dos salários do setor público pela mediana de salários do setor privado
(proxy de corrupção B). Por fim, teremos uma proxy para captar a relação entre os
salários mais baixos (proxy de corrupção C – pessoal menos qualificado) e a relação
entre os salários mais altos (proxy de corrupção D – funcionários mais qualificado).
Antes de entrarmos nos testes empíricos realizados, gostaríamos de
recuperar a relação de salários médios do setor público e o setor privado com
respeito ao índice de corrupção obtidos no trabalho de Van Rijckeghem e Weder
(1997). Para eles, um aumento de 1 para 2 na relação das médias de salários foi
associado com um aumento de 0 a 6 pontos no índice de corrupção (a escala varia
142
Mauro (1996) utilizou os índices de corrupção do Political Risk Service e Business International e Van Rijckeghem e Weder (1997) utilizou o índice de corrupção do Political Risk Service.
143
Mauro (1996) utilizou a média entre os dois índices de corrupção (um calculado pela agência do Political Risk Service e outro pela agência Business International).
144
do mais corrupto – zero, ao menos corrupto – dez). Para quase erradicar a
corrupção requer-se um salário do setor público de 3 a 7 vezes maior que o salário
do setor privado. Entretanto, mesmo que os salários sejam baixos, o que se
esperaria um nível baixo do índice de corrupção, o índice de corrupção pode ser alto
porque está correlacionado aos controles internos e externos, ou seja, quando os
controles fazem com que os níveis de propinas sejam baixos ou quando a
probabilidade de detecção seja alta. O inverso também pode ocorrer, assim os altos
salários, que em geral têm forte correlação positiva com o índice de corrupção,
podem estar associados a baixos índices de corrupção quando as instituições são
fracas.
145 146Desta forma, assumimos que a baixa relação de salários entre o setor
público e o privado pode indicar a existência de corrupção.
A seguir descrevemos o comportamento de cada proxy de corrupção através
da Tabela 4 que contém a média, o desvio-padrão, os valores mínimos e máximos; e
no Anexo C encontra-se o gráfico boxplot, o qual mostra a mediana, o intervalo
interquartil, os outliers, e os casos extremos de cada variável; e do cartograma que
gradua os estados num intervalo de cinco classes.
Passemos à descrição das variáveis de proxy de corrupção.
Como primeira proxy temos a proxy de corrupção A, pela Tabela 4 podemos
verificar que o salário médio do setor público em relação ao setor privado foi superior
em 50%. A menor relação encontrado nesta proxy foi ao Estado de Piauí em 1992, e
a maior relação encontrado para esta mesma proxy foi ao Estado do Paraná para o
ano de 1997.
Em relação a proxy de corrupção B, quando comparamos o salário
mediano, temos que o salário do setor público é superior em 63% ao do setor
privado. O menor valor desta proxy foi encontrado no Estado do Acre para o ano de
1995 e o maior valor foi encontrado no mesmo Estado, surpreendentemente, para o
ano de 1993.
Esta relação diminui quando são comparados os extremos. Para a proxy de
corrupção C, os salários mais baixos do setor público são 35% superiores aos
145
Tal hipótese não foi testada por Van Rijckeghem e Weder (1997) por falta de dados nos países testados.
146
Van Rijckeghem e Weder (1997); Kraay e Van Rijckeghem (1995); Haque e Sahay (1996 apud Mauro, 1996).
HAQUE, N., SAHAY, R. Do Government Wage Cuts Close Budget Deficits? - A Conceptual Framework for Developing Countries and Transition Economies. Washington, D.C.: INTERNATIONAL MONETARY FUND, 1996. (IMF Working Paper n. 96/19).
respectivos baixos salários do setor privado. O Estado de Roraima em 1993
apresentou a menor relação e o Estado de Mato Grosso do Sul em 1995 apresentou
a maior relação.
Por fim, temos a proxy de corrupção D, os altos salários do setor público
são 37% superiores aos altos salários do setor privado. A menor relação foi
alcançada no Estado do Acre em 1992 e a maior no Estado do Piauí em 1998.
Finalmente, temos as demais variáveis independentes que foram utilizadas
para controlar nosso modelo, a ser apresentado no capítulo seguinte: Escolaridade,
Crescimento Populacional, e Transferências Correntes.
A variável Escolaridade (SC) foi calculada como a porcentagem das pessoas
no segundo grau completo sobre o total da população por estado e em cada ano,
obtida na Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD). Os dados são do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (www.ibge.gov.br). O Distrito Federal foi
para todos os anos o estado com a maior porcentagem de escolaridade (44%),
enquanto que o estado de Tocantins teve a menor porcentagem, de 11%, sendo que
a média para todos os estados no período foi de 19%.
Já o Crescimento populacional (CR) foi calculado como a taxa anual de
crescimento populacional por estado, obtida no sitio do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (www.ibge.gov.br). A taxa de crescimento populacional média
do período foi de 1,8. O estado com a maior taxa de crescimento foi o estado do
Amapá com 10,4, e o estado com a menor taxa foi à Bahia com 0,11.
Por fim a variável Transferência Corrente (TC) foi utilizada como uma fração
da Receita Corrente. Os dados foram obtidos no sitio da Secretaria do Tesouro
Nacional (http://www.stn.fazenda.gov.br). Observamos que a média das
Transferências Correntes foi de 0.40 (d.p. 0.23). O estado com a menor taxa de
recebimento de Transferências Correntes sobre as Receitas Correntes foi São Paulo
em 1992 (5%), enquanto que o Amapá em 1994 foi estado com a maior taxa (91%).
Esta variável foi introduzida no exercício empírico mas ela não é normalmente
utilizada.
147Adotamos este procedimento em função da incrível dependência dos
governos estaduais às transferências do governo federal nas suas receitas (veja a
discussão na seção 3.3).
147
Como subsídios a análise, separamos o comportamento médio no período de
1992 a 1998 de cada proxy de corrupção e das variáveis de controle, por estado e
região (vide gráficos no Apêndice C).
Tabela 4 - Amostra das variáveis Independentes utilizadas nos testes para os
Estados brasileiros no período de 1992 a 1998
Proxy de corrupção Média Desvio Padrão Mínimo Máximo
Proxy de corrupção A (Média de Salários) 1.50 0.35 0.57 Piauí (1992) 2.60 Paraná (1997) Proxy de corrupção B (Mediana de Salários) 1.63 0.41 0.86 Acre (1995) 2.89 Acre (1993) Proxy de corrupção C (1º quartil de Salários) 1.35 0.24 0.80 Roraima (1993) 2.00 Mato Grosso do Sul (1995) Proxy de corrupção D (4º quartil de Salários) 1.37 0.38 0.59 Acre (1992) 3.55 Piauí (1998) Escolaridade (SC) 0.1966 0.1000 0.1163 Tocantins (1992) 0.4424 Distrito Federal (1998) Crescimento populacional (CR) 1.8685 1.1724 0.1128 Bahia (1992) 10.4324 Amapá (1992) Transferências Correntes (TC) 0.4033 0.2283 0.0530 São Paulo (1992) 0.9063 Amapá (1994) Fonte: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
Nota: Dados trabalhados pela autora.