• Sonuç bulunamadı

1.3. Algılanan Değer Kavramı

1.3.2. Algılanan Değer Boyutları

1.3.2.1. Algılanan Değer Algılanan Kalite Algılanan Fiyat İlişkisi

Das três hipóteses testadas para os estados como umas todas e

desagregadas entre ricos e pobres, obtivemos os resultados que se seguem:

1. Com relação ao crescimento econômico, há evidência nos governos

subnacionais do Brasil de que um aumento da corrupção (devido à

redução dos salários médios do setor público em relação ao setor privado)

reduza a taxa de crescimento deles, apesar da falta de significância nas

variáveis de controle. Por outro lado, existem evidências na amostra como

um todo, e principalmente nos estados da região pobre, de que um

aumento da corrupção (devido à diminuição da relação dos menores

salários entre o setor público e o privado) provocou um aumento na taxa

de crescimento do PIB;

2. Não há nenhuma evidência nos governos subnacionais do Brasil, com

estas proxies, de que um aumento da corrupção reduza o nível de

investimento público;

3. Focando a nossa análise nos Gastos do Governo, temos os nossos

resultados mais robustos com os gastos de Assistência e Previdência.

Assim, encontramos resultados muito fortes, porém contraditórios.

Primeiro, parece-nos que uma redução na relação dos salários médios,

que indicaria maior corrupção, levaria a uma expansão dos gastos com

assistência e previdência, tanto na amostra como um todo como para as

amostras da região rica e pobre. Segundo, encontramos o resultado

inverso para as demais proxies. Não temos uma boa intuição para este

comportamento;

4. E, os nossos resultados mais fortes referem-se aos gastos com

Administração e Planejamento. Existe uma forte evidência de que o

aumento da corrupção (indicada por uma redução dos salários medianos,

menores e maiores do setor público em relação ao setor privado) reduza

os gastos com Administração e Planejamento.

Nossos resultados não tão contundentes, referente aos gastos do governo

que diminuem em decorrência do aumento da corrupção, são apresentados a seguir:

5. No que tange a educação e cultura, existe uma evidência de que o

aumento da corrupção (indicada por uma redução do salário médio do

setor público em relação ao setor privado) reduz os gastos com educação

e cultura, apenas quando os estados estão desagregados, para a região

rica. Entretanto, se o aumento se der devido à redução da relação dos

salários medianos ou dos altos salários, no nível agregado e com ênfase

especial para região pobre do Brasil, existem evidências de que os gastos

com educação e cultura sejam reduzidos. A constatação de Shleifer e

Vishny (1998) de que a corrupção diminui os gastos em educação é

complementada ao se abrir à possibilidade de localizar uma atuação

específica: salários medianos e altos;

6. Para os gastos com Saúde e Saneamento, há evidências de que o

aumento da corrupção, visto por uma redução na relação das médias de

salários, reduza os gastos com saúde e saneamento, principalmente para

os estados na região pobre. Novamente comprova-se o que foi observado

por Shleifer e Vishny (1998). Por outro lado, na amostra como um todo ou

na região mais pobre, existe um resultado bastante interessante: se a

corrupção aumentar, por uma redução da relação de salários dos

funcionários mais qualificados, os gastos com saúde aumentam.

Esperaria-se que funcionários que tomam decisões, na grande maioria das

vezes, acompanhassem a tendência geral. Este é um fato que merece ser

mais bem explorado futuramente;

7. Em relação aos gastos com Legislativo, existe uma evidência de que o

aumento da corrupção (indicada por uma redução dos salários medianos e

menores do setor público em relação ao setor privado) reduza os gastos

com Legislativo na amostra como um todo e nos estados da região pobre;

8. E, referente aos gastos com Judiciário, existe uma evidência de que o

aumento da corrupção (indicada por uma redução dos salários medianos,

menores e maiores do setor público em relação ao setor privado) reduza

os gastos com Judiciário na amostra como um todo e nos estados da

região pobre.

Continuando com os nossos resultados não tão contundentes, porém com os

gastos do governo que aumentam em decorrência do aumento da corrupção, temos:

9. Para os gastos com Comunicação, que existe uma evidência de que o

aumento da corrupção (indicada por uma redução dos salários medianos e

maiores do setor público em relação ao setor privado) aumente os gastos

com Comunicação na amostra como um todo e nos estados da região rica;

10. E, com referência aos gastos com Transporte, existe uma evidência de

que o aumento da corrupção (indicada por uma redução dos salários

medianos, menores e maiores do setor público em relação ao setor

privado) aumente os gastos com Transporte na amostra como um todo e

nos estados da região pobre.

Seguindo para o final, temos os gastos do governo que tiveram uma fraca

influência das proxies de corrupção.

11. Primeiramente aos gastos totais, onde um aumento da corrupção

(indicada por uma redução do salário médio do setor público em relação

ao setor privado) reduz os gastos totais, na amostra com todos os

estados, bem como nas regiões pobre e rica. E, se o aumento da

corrupção se der nos funcionários melhores remunerados (aumento da

relação dos maiores salários), haverá uma redução dos gastos totais,

principalmente na região pobre;

12. E ainda há os gastos com desenvolvimento regional, para os quais um

aumento da corrupção (indicada por uma redução do salário médio do

setor público em relação ao setor privado) aumenta os gastos com

desenvolvimento regional, na amostra agregada bem como desagregada

nas regiões pobre e rica. E, se o aumento da corrupção se der nos

funcionários melhores remunerados, haverá uma redução dos gastos com

desenvolvimento regional, principalmente na região pobre.

Por fim, não encontramos evidências significativas de que os gastos com

Agricultura e Energia sejam afetados pelas proxies de corrupção apresentadas. E

mais, não encontramos nenhuma evidência de que os gastos com Segurança

Pública, Habitação e Urbanismo e Indústria, Comércio e Serviços sejam afetados

pelas proxies de corrupção apresentadas.

5 CONCLUSÕES

Este trabalho foi uma tentativa de verificar a influência da corrupção sobre a

taxa de crescimento do produto, investimento, gastos totais e gastos específicos dos

governos subnacionais do Brasil. Existia uma evidência empírica desta influência

entre países que foi possível graças aos índices de percepção de corrupção

construídos pelas agências Political Risk Service e Business International. Como não

tínhamos o mesmo índice para governos subnacionais e sabendo dos resultados de

Mauro (1996) e Van Rijckeghem e Weder (1997) de que a variável que melhor

explicaria os índices de percepção de corrupção seria a relação de salários entre o

setor público e o setor privado (relação negativa), resolvemos adotar como “proxy”

da corrupção a relação de salários nos estados.

Com este procedimento tivemos uma vantagem: verificar de maneira

desagregada como a corrupção funciona. Criamos quatro proxies de corrupção:

relação dos salários médios, medianos, 25% mais baixos e 25% mais alto. Assim

poderíamos avaliar onde a corrupção acontece. Da mesma forma, como existem

diferenças regionais no Brasil, resolvemos reproduzir os mesmos testes em duas

sub amostras: regiões ricas e pobres. Das três hipóteses testadas para países,

obtivemos os resultados que se seguem.

O crescimento econômico só foi importante desagregadamente, quando se

analisou o efeito dos salários medianos, mesmo assim sem a presença das variáveis

de controle, onde a diminuição dos salários aumentava a corrupção, levando a uma

redução do crescimento econômico.

No tocante ao investimento, nossos resultados não confirmaram a hipótese de

que um aumento da corrupção reduziria o nível de investimento público.

Contudo, nosso resultado mais robusto, porém contraditório, foi com relação aos

gastos com assistência e previdência, onde, por um lado, os gastos cresceram com

o aumento da corrupção devido à diminuição da relação dos salários médios entre

setor público e privado, por outro lado, estes mesmos gastos decaíram com o

aumento da corrupção nos níveis dos salários medianos, baixos e altos. A literatura

não elucidou este efeito.

Além destes, nossos resultados encontraram uma forte evidência de que o

aumento da corrupção (indicada por uma redução dos salários medianos, menores e

maiores do setor público em relação ao setor privado) reduzam os gastos com

Administração e Planejamento.

Por fim, para os pressupostos que já haviam sido discutidos sobre os gastos com

educação e saúde, encontramos evidências no mesmo sentido. Assim, um aumento

da corrupção reduz os gastos com educação e saúde, desagregadamente. Está

conclusão serve para os gastos de educação e cultura referentes à região rica,

quando a corrupção é indicada pela redução dos salários médios (do setor público

em relação ao setor privado), e à região pobre quando o aumento da corrupção se

der devido à redução da relação dos salários medianos ou dos altos salários. Com

relação aos gastos com saúde e saneamento, os efeitos servem para a região

pobre, quando a corrupção é afetada pela redução na relação das médias de

salários.

Para os gastos com Legislativo e Judiciário, existe apenas uma indicação de que

o aumento da corrupção, indicada por uma redução dos salários medianos e

menores - para ambos os gastos - e maiores - para os gastos com o Judiciário,

reduzam tais gastos, para a amostra como um todo e nos estados da região pobre.

No sentido inverso, os gastos com Comunicação e Transporte aumentaram com

o aumento da corrupção. Para os gastos com Comunicação foram importantes os

resultados na amostra como um todo e como nos estados da região rica, quando

afetados pela corrupção decorrente da redução dos salários medianos e maiores.

Enquanto que para os gastos com Transporte, as evidências foram relevantes

quando a corrupção foi indicada pela redução dos salários medianos, menores e

maiores do setor público em relação ao setor privado, para o nível agregado e

desagregado na região pobre.

Futuras pesquisas podem se dedicar a investigar uma proxy de corrupção mais

sofisticada levando-se em conta além da relação dos salários o efeito do grau de

escolaridade sobre os salários (OAXACA, 1973). Contudo, também se faz

necessário incluir nesta proxy, que analisa o indivíduo, as demais características

pessoais que influem na remuneração, tais como: idade, estado civil, riqueza, gênero

e local de residência (MOCAN, 2004).

Porém, para a proxy de corrupção ficar mais precisa é necessário colocar os

efeitos da qualidade do poder judiciário e qualidade da burocracia (

VAN

RIJCKEGHEM; WEDER, 1997;

MOCAN, 2004).

Por fim, gostaríamos de salientar que muitos países estão se esforçando no

combate à corrupção, gerando uma literatura cada vez mais abundante das práticas

adotadas naqueles países para combatê-la. O Relatório “Helping Countries Combat

Corruption” do World Bank (1997), sumarizou estas práticas e princípios, a saber:

1. traçar uma estratégia;

2. criação de uma estrutura que assegure a qualidade nos processos dos

negócios;

3. reforma gerencial-financeira;

4. reforma das parcerias;

5. monitoramento e avaliação;

6. sanções;

7. ética nos negócios e integridade; e

8. revisão independente externa.

REFERÊNCIAS

ABRAMO, C. W. Relações entre índices de percepção de corrupção e outros

indicadores em onze países da América Latina. Cadernos Adenauer, São Paulo,

n. 10, p. 47-62, 2000.

ACEMOGLU, D.; ROBINSON, J. A.; JOHNSON, S. The Colonial Origins of

Comparative Development: An Empirical Investigation. American Economic

Review, Nashville, TN, v. 91, p. 1369-1401, dec. 2001.

ADES, A.; DI TELLA, R. National Champions and Corruption: Some Unpleasant

Interventionist Arithmetic. The Economic Journal, UK, v. 107, n. 443, p. 1023-1042,

1997.

ANDRIAMBELOMIADANA, R. Corrupção e clientelismo. O Correio da Unesco, Rio

de Janeiro, v. 24, n. 8, p. 25-27, ago. 1996.

ARISTOTALES. Etica a Nicomacos. Brasília, DF: Universidade de Brasilia, 1985.

238 p.

ARVATE, P.; LUCINDA, C. R. An empirical study over the ideological influence on

determination of expenditure in the Brazilian subnational governments between 1986

and 1998. In: ANNUAL MEETING OF THE PUBLIC CHOICE SOCIETY AND

ECONOMIC SCIENCE ASSOCIATION, 2004. Baltimore, MD. Anais eletrônicos…

Baltimore: Public Choice Society and Economic Science Association, 2004.

Disponível em: <http://www.pubchoicesoc.org/papers2004.html>. Acesso em 11 de

mar. 2004.

BARDHAN, P. Corruption and Development: A Review of Issues. Journal of

Economic Literature, v. 35, n. 3, p. 1320-1346, sep. 1997. Disponível em:

<http://links.jstor.org/sici?sici=0022-0515%28199709%2935%3A3%3C1320%

3ACADARO%3E2.0.CO%3B2-6>. Acesso em 2 mai. 2004.

BARRO, R. J.; SALA-I-MARTIN, X. Economic Growth. 2nd ed. Cambridge, MA:

McGraw Hill, 1995. 654p.

BESLEY, T.; MCLAREN, J. Taxes and Bribery: The Role of Wage Incentives. The

Economic Journal, Great Britain, v. 103, n. 416, p. 119-41, jan. 1993.

BEZERRA, M. O. Corrupção: um estudo sobre poder publico e relações pessoais no

Brasil. Rio de Janeiro: Relume-Dumara, ANPOCS, 1995. 220 p.

BEZLEPKINA, I.; LANSINK, A. O. Liquidity and productivity in Russian

agriculture: Farm-data evidence. In: CONFERENCE OF AGRICULTURAL

ECONOMISTS, 25th, 2003, Durban, South Africa. Anais eletrônicos… Durban.

IAAE, 2003. Disponível em: <http://www.iaae-agecon.org/conf/durban_papers/

index.asp?session_id=6&paper_id=92>. Acesso em 2 mai. 2004.

CARDOSO, F. H.; FALETTO, E. Dependency and development in Latin America.

Berkeley, CA: University of California Press, 1969.

CIOCCHINI, F.; DURBIN, E.; NG, D. T. C. Does corruption increase emerging

market bond spreads? Journal of Economics and Business, Philadelphia, PA,

v.55, n.5-6, p.503-528, sep./dec. 2003.

CROTTY, J. Practical Measures to Promote Integrity in Customs

Administrations. In: INTERNATIONAL ANTI-CORRUPTION CONFERENCE, 8th,

2000, Lima, Peru, Anais eletrônicos… Lima, Peru, 1997. Disponível em:

<http://www.transparency.org/iacc/8th_iacc/confprog.html>. Acesso em 2 mai.

2004.

DELLA PORTA, D. Corrupção e democracia. O Correio da Unesco, Rio de

Janeiro, v. 24, n. 8, p. 18-21, ago. 1996.

FISCAL AFFAIRS DEPARTMENT. Unproductive Public Expenditures: A

Pragmatic Approach To Policy Analysis. Washington, D.C.: INTERNATIONAL

MONETARY FUND, 1995. (Pamphlet Series n. 48). Disponível em:

<http://www.imf.org/external/pubs/ft/pam/ pam48/ pam48con.htm>. Acesso em 2

mai. 2004.

FRIEDMAN, E.; JOHNSON, S.; KAUFMANN, D.; ZOIDO-LOBATON, P. Dodging the

grabbing hand: the determinants of unofficial activity in 69 countries. Journal of Public

Economics, North-Holland, n. 76, p. 459–493, 2000.

GARAMFALVI, L. Corruption in the Public Expenditures Management Process. In:

INTERNATIONAL ANTI-CORRUPTION CONFERENCE, 8th, 1997, Lima, Peru,

Anais eletrônicos…

Lima, Peru, 1997. Disponível em:

<http://www.transparency.org/iacc/8th_iacc/confprog.html>. Acesso em 2 mai.

2004.

GOULD, D.; AMARO-REYES, J. The Effects of Corruption on Administrative

Performance. Washington, D.C.: WORLD BANK, 1983. (World Bank Staff

Working Paper n. 580).

GRAY, C. W.; KAUFMANN, D. Corruption and Development. Finance &

Development. Washington, D.C., v. 35, n. 1, p. 7-10, mar. 1998.

GREENE, W. H. Econometric analysis. 5nd. Englewood Cliffs: Prentice Hall,

2002. 1026 p.

GUEDDES, B.; NETO, A. R. Fontes Institucionais da corrupção no Brasil. In:

ROSENN, K. S., DOWNES, R. Corrupção e reforma política no Brasil: o impacto

do impeacment de Collor. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2000. cap. 2, p. 47-79.

HIRSCHMAN. A. The strategy of economic development. New Haven: Yale

University, 1958. 217p.

HSIAO, C. Analysis of panel data. 2nd ed. Cambridge, MA: Cambridge

University, 2003. 246 p.

KLITGARD, R. E. International Cooperation Against Corruption. Finance &

Development. Washington, D.C., v. 35, n. 1, p. 3-6, mar. 1998.

KLOCHKO, M.A.; ORDESHOOK, P. C. Corruption, Cooperation and

Endogenous Time Discount Rates. Public Choice, Netherlands, v. 115, n. 3-4,

pages 259-283, 2003.

KRUEGER, A. O. The Political Economy of the Rent-Seeking Society. American

Economic Review, Nashville, TN, v. 64, n.3, p. 291-303, jun. 1974.

LA PORTA, R.; LOPEZ-DE-SILANES, F.; SHLEIFER, A.; VISHNY, R. The Quality of

Government. Journal of Law, Economics, and Organization, Oxford University Press,

v. 15, n. 1, p. 222-279, Apr. 1999.

LAMBSDORFF, J. G. How Corruption Affects Persistent Capital Flows.

Economics of Governance, New York;NY: v. 4, n. 3, p.229-243. 2003a.

______. How Corruption Affects Productivity. Kyklos, Switzerland: v. 56, n. 4,

p.457-474. 2003b.

LI, H.; XU, L. C.; ZOU, H. Corruption, Income Distribution, and Growth. Economics

and Politics, Oxford, UK, v. 12, n. 2, p.155-182, Jul. 2000.

MARCONI, N. Gap between Public and Private Wages and Wages Determination.

Revista de Economia Política, São Paulo, v. 24, n.2, p. 257-279, apr. 2004.

MARQUES, L. D. Modelos Dinâmicos com Dados em Painel: revisão de literatura.

Porto, FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO, out. 2000.

(

Working Paper

n

.

W100

)

. Disponível em: <www.fep.up.pt/investigacao/workingpapers/wp100.PDF>.

Acesso em 2 mai. 2004

.

MAURO, P. Corruption and Growth. The Quarterly Journal of Economics, MIT

Press, v. 110, n. 3, p. 681-712, aug. 1995.

______. The effects of corruption on growth, investment, and government

expenditure. Washington, D.C.: INTERNATIONAL MONETARY FUND, 1996.

(IMF Working Paper n. 96/98).

______. Corruption: Causes, Consequences, and Agenda for Further Research.

Finance & Development. Washington, D.C., v. 35, n. 1, p. 11-14, mar. 1998.

______. Os efeitos da corrupção sobre o crescimento, investimento e gastos do

governo: uma análise de países representativos. In: ELLIOTT, K.A. A Corrupção e a

economia global. Brasília: Editora UNB, 2002. cap. 4, p. 135-167.

MOCAN, N. H. What Determines Corruption? International Evidence from Micro

Data. Cambridge, MA, NBER, may. 2004 (Working Paper n. W10460). Disponível

em: <http://ssrn.com/abstract=537805>. Acesso em 2 jun. 2004.

MURPHY, K. M.; SHLEIFER, A.; VISHNY, R. W. The Allocation of Talent:

Implications for Growth. The Quarterly Journal of Economics, MIT Press, v. 106,

n. 2, p. 503-530, may 1991.

OAXACA, R. Male-Female Wage Differentials in Urban Labor Markets. International

Economic Review, Pennsylvania: v. 14, n. 3, p. 693-709, oct. 1973.

ROSE-ACKERMAN, S. Corruption: A Study in Political Economy. New York:

Academic Press, 1978. 258 p.

______. Corruption and Government: Causes, Consequences, and Reform.

Cambridge, MA: Cambridge University Press, 1999. 280 p.

______. Economia política da corrupção. In: ELLIOTT, K.A. A Corrupção e a

economia global. Brasília: Editora UNB, 2002. cap. 2, p. 59-102.

______. The Challenge of Poor Governance and Corruption. In: COPENHAGEN

CONSENSUS CHALLENGE, 2004, Copenhagen, Anais eletrônicos … Copenhagen,

30 apr. 2004, Disponível em: <

http://www.copenhagenconsensus.com/files/filer/cc/papers/governance_and_corrupti

on_300404_%280.7mb_version%29.pdf >. Acesso em 2 mai. 2004.

ROSENN, K. S.; DOWNES, R. Conclusão. In: ______. Corrupção e reforma

politica no Brasil : o impacto do impeachment de Collor. Rio de Janeiro : FGV, p.

219-234, 2000.

SACHS, J. D.; WARNER, A. M. Natural Resource Abudance and Economic

Growth. Cambridge, MA: NATIONAL BUREAU OF ECONOMIC RESEARCH,

1995. (Working Paper n. 5398).

SANHOLTZ, W.; KOETZLE. W. Accounting for corruption: economic structure,

democracy, and trade. International Studies Quarterly, University of North

Texas, v. 44, n. 1, p. 31-50, mar. 2000

SHLEIFER, A.; VISHNY, R. W. Corruption. The Quarterly Journal of Economics,

MIT Press, v. 108, n. 3, p. 599-617, aug. 1993.

______. The grabbing hand: government pathologies and their cures.

Cambridge, MA: Harvard University, 1998. 278 p.

SILVA, M. F. G. A economia política da corrupção no Brasil: o escândalo do

orçamento. São Paulo: FGV–EAESP, 1995. (Relatórios de Pesquisa, n. 3/1995).

______. Corrupção e desempenho econômico. Cadernos Adenauer, São Paulo,

n. 10, p. 63-78, 2000.

______. A economia política da corrupção no Brasil. São Paulo: Editora Senac,

2001. 144 p.

SPECK, B. W. Mensurando a corrupção: uma revisão de dados provenientes de

pesquisas empíricas. Cadernos Adenauer, São Paulo, n. 10, p. 9-46, 2000.

SWAMY, A.; KNACK, S.; LEE, Y.; AZFAR, O. Gender and Corruption. Journal of

TANZI, V; DAVOODI, H. Corruption, public investment, and growth. Washington,

D.C.: INTERNATIONAL MONETARY FUND, 1997. (IMF Working Paper n.

139/97).

______. Roads to nowhere: how corruption in public investment hurts growth.

Washington, D.C.: INTERNATIONAL MONETARY FUND, 1998.

TREISMAN, D. The Causes of Corruption: A Cross-National Study. Journal of

Public Economics, Amsterdam, v. 76, n. 3, p. 399-457, Jun. 2000.

UNITED NATIONS. Corruption. Washington, D.C., 1989. Disponível em:

<http://www.unodc.org/unodc/index.html>. Acesso em: 2 mai. 2004.

VAN RIJCKEGHEM, C.; WEDER, B. Corruption and rate of temptation: do low

wages in the civil service cause corruption? Washington, D.C.:

INTERNATIONAL MONETARY FUND, 1997. (IMF Working Paper n. 73/97).

WADE, R. The System of Administrative and Political Corruption: Canal Irrigation in

South India. The Journal of Development Studies, London, v. 18, n. 3, p. 287-328,

Apr. 1982.

WEDMAN, A. Looters, Ren-Scrapers, and Dividend-Collectors: Corruption and

Growth in Zaire, South Korea and the Philippines. The Journal of Developing

Areas, Tennessee State University College of Business, n. 31:p. 457-478, 1997.

WOLF, T.; GURGEN, E. Improving governance and fighting corruption in the

Baltic and CIS countries: the role of the IMF. Washington, D.C.:

INTERNATIONAL MONETARY FUND, 2000.

WORLD BANK. Helping Countries Combat Corruption: The Role of the World Bank.

Washington, D.C., 1997. Disponível em: <http://www1.worldbank.org

/publicsector/anticorrupt/corruptn/coridx.htm>. Acesso em: 2 mai. 2004.

______. Anticorruption in Transition: A Contribution to the Policy Debate.

Washington, D.C., 2000. Disponível em: <http://lnweb18.worldbank.org/eca/eca.nsf/

0/D74DB51B2D46615D8525695B00678C93?OpenDocument>. Acesso em: 2 mai.

2004.

APÊNDICE A: metodologia da proxy de corrupção a partir do diferencial de

salários

A formula utilizada para calcular a proxy de corrupção (PROCORR) é a

seguinte:

(A.1)

it it it

PW

GW

PROCORR

=

onde i é um dos vinte sete estados brasiliros da

amostra e t é o ano.

onde GW

it

são os salários de funcionários públicos nos estados (compostos

por profissionais da área de educação, saúde, polícia,

administração e planejamento, agricultura, comunicação,

desenvolvimento regional, energia e recursos minerais, habitação e

urbanismo, indústria, comércio e serviços, relações exteriores,

trabalho, assistência e previdência, transporte, legislativo e

judiciário).

289

Os dados dos salários foram selecionados da

Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (PNAD) realizada

anualmente no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Geografia e

Estatística (IBGE). Apenas no ano de 1991 e 1994 não houve a

pesquisa. Utilizamos como representativos dos salários do setor

público dos estados, os funcionários públicos da esfera estadual

sejam aqueles que passaram por concursos e são efetivos,

chamados estatutários, como aqueles que trabalham para o

governo como contratados seguindo as mesmas leis dos