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4.2. Çalışma Gruplarının Son Test Analizi

4.2.4. Deney ve Kontrol Gruplarının Alternatif ve geleneksel ölçme değerlendirme

Afirmávamos anteriormente que, até o surgimento da Lingüística, as regras veiculadas pelas gramáticas tradicionais não causavam problema, uma vez que a norma escrita formal era a única modalidade da língua considerada e valorizada até então. Ou seja, os estudos lingüísticos não somente nos revelaram o quanto falhas são as gramáticas normativas, mas também trouxeram à baila outros conceitos de norma.

Desvela-se, assim, um problema que parece escapar ao âmbito apenas daquelas falhas atribuídas à gramática, como sua inconsistência teórica, o “anacronismo” das regras prescritas por elas, entre outras. O problema parece instalar-se no conceito de norma padrão propriamente, uma vez que, por um lado, existe a crítica àquele conjunto de regras reconhecidas como representativas da norma oficial ou padrão da nossa língua, por outro, seu emprego corrobora o entendimento de que ela é a norma usada como norma padrão da língua.

O problema parece colocar-se quando aquelas regras prescritas pelas gramáticas, próprias e exclusivas à modalidade escrita formal, são contrapostas a outras normas, mais especificamente àquelas empregadas em eventos da fala e da escrita informais. Partindo da prerrogativa consensual entre nossos lingüistas, segundo a qual ambas as modalidades da língua – a escrita e a fala – são regidas por regras próprias79 , análises entre uma modalidade e outra da língua e entre textos que exigem a escrita formal e aqueles que exigem a escrita informal, inevitavelmente, apontarão diferenças. Assim, sabendo-se da existência de diferenças gramaticais entre ambas as modalidades, é bastante natural que, em comparações entre as regras prescritas para a modalidade escrita formal e aquelas empregadas na

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modalidade falada informal, se chegue à conclusão de que “ninguém fala assim” (em conformidade com as regras prescritas pela gramática normativa).

Convém lembrar que a Ciência Lingüística deu voz e valor a modos de falar e escrever que não contemplam a norma padrão escrita – e nisso está um de seus grandes méritos. Concomitantemente ao desvelamento de outras formas de expressar, ocorre a democratização do ensino, o que também trouxe para as esferas públicas e oficiais as mais diversas normas empregadas em nosso sistema lingüístico. Agora, com a chegada das massas “não-cultas”80 às instituições oficiais de ensino, houve também uma preocupação em mostrar que os diversos falares trazidos por essa nova clientela apresentariam tantos recursos expressivos que os da modalidade padrão.

Assim, no afã de mostrar que também esses falares possuem um conjunto de regras que guiam o funcionamento dos mesmos, ou seja, de que possuem uma gramática, passam a figurar, em textos técnicos e dirigidos a profissionais de ensino da língua portuguesa, dois conceitos de gramática: gramática normativa e gramática internalizada. A distinção entre ambos os conceitos, porém, nem sempre parece estar tão nítida em textos que abordam a questão do ensino de língua portuguesa. Pode-se afirmar que alguns textos migram de um conceito para outro, sem que seja explicitado ao leitor – em geral professores de língua materna – que se trata de tipos de gramáticas diferentes.

A título de exemplo sobre esse fato, valemo-nos dos conceitos de gramática apresentados por Antunes (2003). Para a autora (2003, p. 85), “a gramática compreende o conjunto de regras que especificam o funcionamento de uma língua”. Este conceito leva a entender que haveria uma gramática que encerraria todas as regras de funcionamento da língua, uma vez que a autora se refere a um único conjunto de regras através do artigo definido o. Logo em seguida,

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A Lingüística emprega a expressão falante culto em referência a falantes com grau de escolarização superior, o que implica que aqueles que não possuem esse nível de instrução sejam considerados falantes não-cultos.

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a autora apresenta outro conceito de gramática, o qual se refere à gramática internalizada: “a gramática reflete as diversidades geográficas, sociais e de registro da língua” (2003, p. 89). Mais adiante (2003, p. 119), ainda no mesmo texto, encontramos a explicação de que gramática (provavelmente a internalizada) é “uma das condições para que uma língua seja uma língua. Não existe a possibilidade de uma pessoa falar ou escrever sem usar as regras da gramática de sua língua”. A migração de um conceito de gramática para outro no tratamento da questão do ensino de língua materna é uma constante também em outras obras que tratam do ensino de língua materna.81

Perini (2005, p. 56) sustenta que o professor de gramática e o gramático não deveriam dizer o que a língua deveria ser, mas deveriam dizer “o que a língua é”. Por isso o lingüista sugere gramáticas “preocupadas com a descrição da língua”. Na argumentação de Perini, fica evidente seu descontentamento em relação ao anacronismo das regras prescritas pela gramática normativa. Entendemos que, no momento em que a gramática descritiva passa a dizer “como a língua é” e esse postulado for aceito, ela passa a constituir a gramática que veicula a norma a ser seguida. A aceitação de um conjunto de regras como aquele que diz “como a língua é”, leva-o a dizer o que a língua deve ser. Então, a gramática descritiva passaria a ser uma gramática normativa, pois é ali que se encontram as regras da língua.82 Perini (2005, p. 91) entende a gramática como “um conjunto de regras que determinam como se podem exprimir as idéias de uma língua” e como “aquela parte da língua que todos os falantes dominam de maneira muito uniforme”. Portanto, o conceito de gramática apresentado pelo autor diz respeito à gramática implícita a cada falante. Isso revela que a discussão sobre o ensino de gramática se dá tanto sob o conceito tradicional e milenar de gramática quanto sob os conceitos apresentados pela Lingüística. Entendemos bastante profícuo para o ensino que

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A migração de um conceito de gramática para outro ocorre, inclusive, no texto dos PCN, como veremos na sétima seção desta tese.

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as discussões ocorram sob todos os eixos possíveis e necessários ao tratamento da questão do ensino. Entendemos, porém, que essas diferenças, quando não são suficientemente esclarecidas aos leitores, podem levar a interpretações falaciosas, ainda que a intenção dos autores tenha sido a de esclarecimento.

Defenderemos aqui que o problema atribuído à gramática normativa e ao ensino da norma por ela prescrita está diretamente ligado à falta de clareza sobre o que vem a constituir a norma

padrão. Esse problema tem suas raízes não nas novidades advindas com o grande volume de

estudos lingüísticos realizados na contemporaneidade, mas na publicação dos respectivos resultados sem a concomitante preocupação com as possíveis interpretações que poderiam ser feitas a partir desses resultados. Estudos que comprovam a existência da variação lingüística muitas vezes foram interpretados como uma comprovação da invalidade da norma padrão até então entendida como tal.

Perini (2002b, p. 10), em alusão a modelos lingüísticos surgidos nos últimos anos, adverte que o aprendizado dos mesmos deve ser exigido “de lingüistas profissionais; mas nunca de professores de línguas, cujo interesse em Lingüística, embora grande, é instrumental”. O autor (2002b, p. 9) lembra que, em outras ciências, “ninguém tenta colocar já no primeiro momento, ou em textos dirigidos a não-especialistas, todas as complexidades da teoria, ou da confusão das discussões acadêmicas”. Também nesse sentido, as palavras de Franchi (2006) denunciam que atualmente se faz

um terrorismo contra o passado: buscam-se idéias inéditas, teorias nunca vistas, técnicas ultramodernas, cada um com a sua, em uma atividade furiosa e inconseqüente. Nessa ansiedade, os conceitos nem chegam a constituir-se e já se distribuem para o consumo drogado do modismo intelectual (FRANCHI, 2006, p. 37).

Expliquemo-nos: até o surgimento da Lingüística, parecia claro que a gramática normativa era a “detentora” das regras da norma dita padrão da língua e, assim, tinha-se clareza sobre qual

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era essa norma e onde encontrar as regras que a regiam; com os estudos da Lingüística, essa certeza foi colocada em litígio, uma vez que ela, primeiro, provou a igualdade lingüística de todas as variantes, segundo, mostrou não serem as regras das gramáticas normativas as únicas válidas para a língua.

Para profissionais de ciência da língua, pode não parecer problema afirmar a igualdade lingüística das mais diversas variantes, uma vez que esse pequeno grupo com grande discernimento sobre as questões próprias dessa Ciência tem clareza sobre a necessidade de adequação lingüística e sabe em que situações empregar esta ou aquela variante e como justificar esse uso. Parece problemático, no entanto, levar tal assertiva ao mundo leigo dessa Ciência. Entendemos que afirmativas desse tipo podem conduzir a duas interpretações no mundo leigo aos conhecimentos lingüísticos: ao descrédito da Ciência Lingüística ou ao famoso “vale-tudo”.

A primeira interpretação advém do fato de o falante perceber que há uma valoração diferente dos diversos usos lingüísticos na sociedade, contrariamente ao que a Ciência afirma quando confere estatuto de igualdade entre todas as variantes; a segunda advém justamente do estatuto de igualdade de valoração emprestado pela ciência que estuda as questões da língua no momento em que confere estatuto de igualdade a todos os falares. Cabe lembrar, é claro, que essas interpretações são possíveis quando não há um entendimento de que a Ciência se refere especificamente à valoração lingüística de todos os usos e não à valoração social das variantes lingüísticas. O fato é que não se pode esperar que leigos em questões teóricas da língua tenham essa orientação ou que a depreendam das leituras. Inúmeros trabalhos e publicações já tentaram desfazer os mal-entendidos que surgiram nesse campo, como expressam as colocações de Castilho e de Bagno transcritas abaixo:

Desse extremo simplificador [identificava-se uma variante diacrônica ou geográfica como o melhor português] despencamos para uma visão

simplista, valendo ao ensino qualquer modalidade lingüística, pois ‘tudo comunica’, posição demagógica e inoperante que se documenta em alguns procedimentos didáticos (CASTILHO, 1978; apud SILVA, 2003, p. 49). É absurdo e falso afirmar que os lingüistas não se preocupam também com o ensino da língua falada e escrita mais monitoradas. Além disso, embora sejamos obrigados a reconhecer, numa retrospectiva histórica, que a norma-padrão tem uma origem, sim, ‘elitista e coercitiva’, também sabemos que esta norma-padrão é objeto de desejo e tem um valor simbólico muito grande na sociedade. E os lingüistas são os primeiríssimos a reconhecer isso (BAGNO, 2003, p. 184, grifo nosso).

A afirmação da igualdade de todas as variantes do idioma, no mínimo, exige mais explicações, uma vez que não é necessária muita análise para verificar que essa afirmativa não é condizente com a prática social da língua. Por isso, tais generalizações poderiam levar ao descrédito da ciência que se ocupa do estudo da língua. Vale lembrar que a língua é um elemento político e, como tal, está imbuída de valorações. Queiramos ou não, esse é um fato. O fato de a língua ser, antes de objeto de estudo científico, um produto e um corpo eminentemente social, torna-a passível de avaliações também extrinsecamente à Ciência. Fora desse campo, a equivalência não se confirma.

Esse é um dos motivos pelos quais a sociedade envia suas crianças às aulas de Língua Portuguesa e, também, por que os lingüistas defendem o ensino da norma prestigiada. Aliás, ao afirmar que uma norma é prestigiada em relação a outras, a Lingüística (d)enuncia a existência de uma hierarquia entre os diferentes usos. O entendimento contrário levaria ao questionamento da validade das aulas de Língua Portuguesa na escola, uma vez que é de consenso que os alunos já dominam a língua materna ao chegarem à escola. Assim, diante da assunção da igualdade de valores entre todas as normas, o que significa entender que a variante materna do discente goza de igual valor em relação àquela ensinada na escola, o ensino da norma prestigiada não se justificaria.83 A realidade prática não parece mostrar o contrário. Castilho (2002, p. 29), em fala sobre a necessidade de sensibilização do aluno para

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A expressão “variante de prestígio” empregada pela Lingüística enuncia a não-igualdade entre os diferentes usos lingüísticos.

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a variabilidade lingüística, observa, nas palavras de Genouvrier (1972), que: “a escola supõe a censura (isto é, o ensino da norma), evidência que escapa apenas aos ingênuos ou às pessoas de má fé”.

Esse é um quadro dicotômico que existe entre a Lingüística e a sociedade fora da academia e dos conhecimentos científicos acerca da língua. Por um lado, estão aqueles que detêm o conhecimento científico da língua (um grupo relativamente pequeno) e, por outro, os que fazem a língua acontecer e cujos enunciados servem como corpus de estudo para o primeiro grupo, mas cujas opiniões sobre a língua são vistas como deturpadas e carentes de fundamentação. Em razão da carência de conhecimentos mais elaborados sobre questões da linguagem, estes seriam presas fáceis de programas paralingüísticos e/ou gramatiqueiros.

Rajagopalan (2004b, 2006), entendendo que haveria um desinteresse da Lingüística por questões de ordem prática, o atribui ao princípio fundador da Disciplina como ciência: a neutralidade. Segundo esse princípio, “os fatos e os valores não se misturam”. Assim, “enquanto cientista da linguagem, o lingüista deve manter-se distante da opinião leiga a respeito da linguagem” (2006, p. 155).

Em outras palavras, o nativo só vale enquanto fornecedor de dados. A análise desses dados deve ficar exclusivamente por conta do lingüista. Isto é, ao lingüista interessa tudo o que o nativo diz em sua língua. Se, porventura, o mesmo nativo começa a falar sobre a língua, a melhor opção para o lingüista é não dar ouvidos a seu entrevistado, pois o que o nativo tem a dizer sobre a própria língua só pode atrapalhar o rumo da pesquisa (RAJAGOPALAN, 2006, p. 156).

Para o autor (2006), porém, esse primado sobre o qual a Ciência Lingüística se constituiu não encontra sentido, uma vez que a Ciência deve ser relevante para as práticas sociais, o que o leva a afirmar que:

é preciso nos conscientizar de que, para ser de alguma utilidade prática, a teoria deveria ter sido concebida levando-se em conta possíveis fins práticos. Uma teoria concebida à revelia das preocupações práticas,

elaborada apenas para satisfazer a criatividade de um gênio solitário, não tem valia alguma no campo da prática (RAJAGOPALAN, 2006, p. 159). As palavras de Rajagopalan, ainda que proferidas em um contexto de discussão sobre a Lingüística Aplicada especificamente, não são menos verdadeiras para outros campos do saber sobre a língua. Se, por um lado, um dos pilares da ciência é a discussão teórica, por outro, a ciência somente encontra sentido se realizada a partir das preocupações da sociedade e se realizada para a sociedade. Assim, torna-se indispensável que as teorizações sejam transpostas às práticas e que esses estudos não sejam realizados à revelia da sociedade, como muito bem lembra o autor.

Entendemos que a ciência e os conhecimentos da academia encontram sua razão de ser no serviço que prestam à sociedade, pois aquela somente se justifica se for realizada pela sociedade, para ela e a partir dela. Os anseios e as carências da sociedade deveriam ser os verdadeiros norteadores das pesquisas por elas realizadas. Como prestadora de serviço à sociedade, a ciência não deveria lançar à sociedade teorizações inacabadas como prontas, conforme afirmaram Franchi (2006) e Perini (2002b).

A busca por “idéias inéditas”, a que se refere Franchi (2006), somada à complexidade de questões teóricas colocadas a não-especialistas, a que alude Perini (2002b), levou a muitos equívocos em relação ao ensino de língua portuguesa, mais especificamente ao ensino de

norma padrão. Um deles – e que é um dos pilares desta tese – diz respeito à ampla gama de

entendimentos e desentendimentos sobre o conceito de norma padrão e, por conseguinte, sobre o ensino de gramática84. Esse assunto será tratado na sexta e sétima seções, onde apresentaremos elementos que consubstanciam nossa tese de que o conceito de norma padrão e seu ensino ainda não são uma questão esclarecida para a Lingüística. Na seção subseqüente,

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A indefinição sobre o conceito de norma padrão levou ao questionamento do ensino de gramática, uma vez que se divulgou amplamente que ela não seria mais a veiculadora dessa norma. Além disso, entendeu-se que o ensino da norma padrão através da gramática não seria mais adequado.

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abordaremos as conseqüências advindas da falta de clareza sobre o conceito de norma padrão e das propostas de ensino que se levantaram a partir de conceitos não muito esclarecidos e seguros.

Entendemos que as questões ligadas ao ensino de língua materna têm sido abordadas mais no âmbito do que não pode mais ser – a gramática normativa – que no âmbito do que deve ser – a

norma padrão. O ensino da norma padrão, na verdade, ainda constitui um paradoxo, uma vez

que a gramática normativa, que não pode ser ensinada, é veiculadora das regras dessa norma, que, por sua vez, deve ser ensinada. Entendemos que esse paradoxo é gerado pela falta de clareza acerca do conceito de norma padrão, que muitas vezes se (com)fundem com norma

culta85 – ambos os termos ora são tomados como sinônimos, ora não. A norma padrão,

independentemente da terminologia para ela empregada, é também definida como opressora e, portanto, não bem-vinda.

Dividiremos nossas discussões sobre as indefinições a respeito do conceito de norma padrão ou norma culta em dois blocos: primeiramente abordaremos as incoerências e contradições quanto à definição dos conceitos, principalmente, em textos que são leitura obrigatória em cursos de Letras86. Em seguida, tomaremos as discussões sobre o ensino da norma padrão, também nesses textos.

Antes, porém, discutiremos a noção de erro lingüístico, que é também campo de discórdias no âmbito de ensino da língua materna e que adveio, não por último, da tese de igualdade entre todas as variantes da língua e da relativização do conceito de norma. Defendemos nesta tese que as indefinições e inconsistências teóricas sobre essas questões são um dos motivos pelos quais as aulas de língua portuguesa continuam pautadas no ensino de gramática normativa.

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A lingüística tem apresentado vasta terminologia em referência à norma lingüística de prestígio. As expressões mais empregadas nos textos por nós pesquisados são norma padrão, língua padrão, padrão língua, norma culta,

língua culta, norma prestigiada, norma legítima, padrão oficial. 86