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3.2. ABD’DE BAĞIMSIZ DENETĐMĐN GÖZETĐMĐ ĐLE ĐLGĐLĐ ÇALIŞMALAR

3.2.2. Denetçiler ve Akademik Çevrelerin PCAOB’nin Oluşumuna Tepkileri

Essa é a imagem de uma lata de refrigerante:

E  seu conteúdo há 350  l de  ef ige ante. Ela é feita de u   etal  esistente e  u   p ocesso  ue p ivilegia a  ini ização da supe fície e a  axi ização de sua capacidade.  Suas  uinas a edondadas i pede  acidentes  uando  anipulada. Ela não enfe uja e   contato co  o lí uido. E  seu conto no, ge al ente, apa ece a  a ca do fa icante de  ef ige ante.  Ca e  no  supo te  da  po ta  da  geladei a  e  esf ia  apida ente.  Pa a  a i   puxe o lac e na pa te supe io  e tenha acesso ao seu conteúdo. ápós esvaziada, ela pode  se  enviada pa a p ocessos de  eciclage . 

Essas são imagens de latas de refrigerante.

O que é uma imagem? O resíduo de uma enunciação. Segundo Lins, um resíduo de enunciação pode ser:

Sons, rabiscos de todo o tipo, arranjo de coisas, gestos, imagens, construções. Mas também a borra de café ou chá no fundo da xícara, o resultado do lançamento de moedas ou varetas, a disposição dos planetas no céu, o fato de este carro ter a placa de uma cidade da qual ouvi falar, a tempestade que devastou a casa de uma pessoa poucos dias depois de ela ter abandonado a religião que professava, e assim por diante (LINS, 2012, p. 27).

Um resíduo de enunciação é algo com o qual me deparo e que demanda por uma produção de significados (Lins, 2012). As figuras acima podem ser ditas por alguém como imagens de uma lata de refrigerante, pois são resíduos de enunciação que demandam por produções de significado. Eu digo que são imagens de latas de refrigerante! A primeira, construída por meio de um programa de edição de imagens, apresenta características visuais muito semelhantes às das latas que vejo em supermercados. A segunda apresenta descrições que dizem respeito à estrutura, ao material e ao uso de uma lata de refrigerante. E a última imagem mostra os contornos de uma lata de refrigerante em uma figura plana e, também, em uma figura tridimensional.

Além disso, essas imagens são, segundo minha leitura, o produto de trabalhos artísticos. Duas delas, a primeira e a última, podem ser ditas como o resultado do que atualmente é chamado de Arte Digital. Segundo Lieser (2008, p. 13), entende-se “a produção digital como arte quando conceptualmente se utilizam as possibilidades do computador ou da internet com um resultado que não seria alcançável com outros meios”.

A utilização do computador para produções artística iniciou por volta de 1950, quando se inaugurava um movimento de produção de imagens utilizando algoritmos processados em computadores (LIESER, 2008).

Georg Nees, Alemanha K27, tecido, alteração centrada 1965-1968 Desenho com plotter sobre papel

Esse movimento causou certo descontentamento em alguns artistas das artes visuais, pois esses preferiam pela não utilização de um dispositivo eletrônico como instrumento de ofício dos profissionais das artes.

Porém, passados alguns anos desde o surgimento dos primeiros trabalhos nessa linha, os computadores aumentaram significativamente sua capacidade de processamento e esse trabalho, atualmente chamado de arte digital, não se limita à produção de imagens por meio do processamento computacional de uma sequência de códigos de programação.

Um artista, atualmente, pode produzir arte com um computador utilizando a edição de imagens obtidas por meio de uma câmera digital, técnicas de colagem, conforme realizado por Walker (2002), ou ainda outras técnicas.

James Faure Walker Reino Unido Drawn Trees, 2002 Impressão de injecção 60 x 80 cm

A utilização do GeoGebra para produção artística é uma das perspectivas que me interessa quando o tema é a produção de imagens com esse software. E, nesse processo minha atividade se concentra em realizar uma construção que leve o observador a produzir significados não apenas matemáticos. Além disso, as imagens produzidas no software devem conter um certo apelo estético que sensibilize o observador.

Durante o processo de construção, meu interlocutor é alguém que, ao observar esses arquivos, faça afirmações relacionadas ao produto final (à imagem) e não aos conhecimentos matemáticos utilizados durante o processo de construção.

Nesta seção abordo a atividade de produzir imagens no GeoGebra, e, para exemplificar esse processo, descrevo como construí a imagem ao lado. Ela pode ser descrita como uma composição obtida a partir de um quadro formado por 64 células, ou seja, 8 x 8.

Separando cada forma que compõe a imagem final é possível descrevê-la como a sobreposição das três figuras abaixo:

Para realizar a construção no GeoGebra, o primeiro passo foi construir cada uma dessas formas em processos independentes.

Em seguida, por meio de um algoritmo, foram transladadas cada uma delas para as células correspondentes no quadro 8 x 8.

A figura original é uma tela de Edward Zajec cujo processo de construção, realizado em um computador, não é revelado pelo artista.

Edward Zajec. Eua Série RAM 1968-1969 Desenho com plotter sobre papel. 21 x 30 cm

Porém, por meio do processo descrito anteriormente, foi possível construir uma “réplica” da tela de Zajec utilizando o GeoGebra.

Com esse processo quero ressaltar o que é afirmado por Lieser (2008, p.75): “o que se define como arte depende mais do resultado final do que do meio utilizado”. Ainda segundo esse autor, no processo artístico é importante que o criativo prevaleça sobre o programável.

Além da possibilidade de replicar ou de produzir releituras de produções de profissionais das Artes Digitais, utilizo ferramentas e recursos do GeoGebra para realizar construções interativas. Em outras palavras, construções que, quando compartilhadas em web sites ou em comunidades online, permitam que aqueles que acessá-las possam continuar o processo artístico, por meio da modificação de parâmetros ou da experimentação de possibilidades7.

Em Dantas e Ferreira (2014) é apresentada uma forma de integrar ferramentas construídas pelo usuário do GeoGebra com a planilha também disponível no programa e,

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como resultado final, são obtidos vinte círculos, quatro de cada cor sobre a curva de uma Espiral de Arquimedes8.

Ocultando a planilha, os pontos e a curva e, em seguida, modificando parâmetros o usuário pode obter resultados como os apresentados abaixo:

 = 110º e n = 3 = 169º e n = 6

 = 90º e n = 1 = 97º e n = 3

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Esses arquivos compartilhados por meio de um repositório público do GeoGebra possibilitam o acesso sem que, para isso, um visitante necessite instalar o programa no computador que utiliza para acessar esses arquivos. Isso permite compartilhar construções com pessoas interessadas na questão artística, em Matemática, em ambas as coisas, ou movido por outros interesses.

A construção de imagens no GeoGebra, em minha experiência, não visa apenas a produção que acabei de mencionar. Também utilizo o programa para produzir ilustrações para materiais didáticos. Nesses casos, construo as figuras no GeoGebra e, por meio do recurso de exportação9 do programa, gravo as imagens em um formato aceito por editores de

texto que utilizo. Além disso, o GeoGebra é útil para construir imagens e exportá-las para programas de edição e produção visual. Isso me permite construir sequências de figuras para...

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Em cada uma das atividades que descrevi sobre a produção de imagens, há um processo que não aparece nos resultados finais, que Lieser (2008) chama de plots e plotar.

O primeiro, plots, é o momento de criação da imagem que, no meu caso, consiste em fazer um esboço ou um rascunho em uma folha de papel sobre o que se espera do resultado final. Nesse rascunho não há apenas traços delimitadores do layout ou desenhos do que será construído, há também pequenas descrições sobre funções dos elementos que compõem o arquivo final. Esse primeiro esboço conduz a

[...] diferentes estágios da concepção, onde também desempenham um importante papel as rectificações e correções, em cada um dos actos prévios à realização final de um desenho, concentra-se a emoção e a fascinante intensidade do processo criativo (LIESER, 2008, p. 70).

O segundo ato, plotar, é o momento em que construo variáveis, funções e parâmetros necessários. Em seguida são construídos os objetos gráficos por meio de cliques do mouse ou por meio de comandos (scripts internos do programa). Segundo Lieser (2008, p. 70), o plots é o momento em que uma “ideia’

[...] racionaliza-se passo a passo, dissocia-se argumentativamente e, com a ajuda de uma linguagem de programação, traduz-se em programas que, no computador, se transformam num código de desenhar.

Portanto, esta é uma síntese das atividades e processos que utilizo quando meu objetivo é a construção de imagens no GeoGebra.

Episódio 4: resolvendo um problema no GeoGebra