3. MATERYAL VE YÖNTEM
3.3.4. Değerlendirmeler
O vocábulo Ergonomia, foi utilizado pela primeira vez pelo cientista polonês Woitej Yastembowsky (1857), com a publicação do artigo “Ensaios de ergonomia ou ciência do trabalho, baseada sobre as verdadeiras avaliações das ciências da natureza”40, adveio da reunião dos termos gregos ergo (trabalho) e nomos (regras ou leis naturais) (LINDEN, 2007, p. 20). Com vistas no elemento humano, é fácil e simples a observação da ação da natureza junto ao homem. Olhando, atentamente, verificar-se-á que o ser humano dotado na extremidade de seus membros superiores de mãos e sentidos, utiliza para o manuseio de máquinas (objetos, ferramentas, instrumentos e tudo o mais que seja necessário) na produção do seu labor.
A palavra “trabalho”, inicialmente proposta, admite um enorme número de significados com o sentido de todas as atividades que “fazemos para viver” (PHEASANT apud LINDEN, 2007). Já a palavra máquina, de acordo com Couffignal
40 T adução ossa do Tests or the science of ergonomics work, based on objective laws of science over nature . Fonte: IIDA, 2005.
( apud MORAES; SOARES, 1989, p. 22), pode ser definida como um “mecanismo físico objetivado, que visa substituir o homem na execução de uma tarefa”.
No entanto, com um pouco mais de atenção, verifica-se que cada uma das mãos é composta de dedos os quais, na sua formação, consubstanciam tamanhos diferentes. Tal formação possibilita ao ser humano uma maior facilidade no manuseio daqueles instrumentos utilizados em seu dia-a-dia. Então, quando nos referimos ao “trabalho” ou a “máquina”, estamos nos referindo ao conjunto do homem e produto executando uma função.
Conforme descrito por Iida (2005), estudos ergonômicos, provavelmente, iniciaram-se com a Pré-História, especificamente naquele momento em que o homem escolheu a pedra, cujo formato adaptou-se à forma de sua mão, com o intuito de utilizá-la como arma protetora de sua integridade física. Nesse período, intuitivamente, o homem pré-histórico escolhia a pedra que fosse mais adequada a sua mão e seus movimentos para usá-la como ferramenta e facilitar suas atividades.
A partir daí, em cada uma das eras históricas, serão encontradas produções oriundas da humanidade que demandaram a evolução do fenômeno reconhecido por Arte, Ciência, Tecnologia ou, mesmo, disciplina cognominada de Ergonomia.
Com a Primeira Guerra Mundial e a necessidade de aumentar a velocidade da produção industrial, os estudos sobre o tema foram potencializados.
Em países como Alemanha, França e países escandinavos, por volta de 1900 começaram a surgir pesquisas sobre fisiologia do trabalho e laboratórios para estudar os problemas de treinamento e coordenação muscular para o desenvolvimento de aptidões físicas. Tempos depois, surge nos Estados Unidos, o Laboratório de Fadiga da Universidade de Harvard, que muito contribuiu para a área de estudo (LINDEN, 2007).
O interesse pelo entendimento da relação homem-máquina e pelo seu estudo, começaram a ser sistematizados antes do aparecimento oficial da Ergonomia. São os pesquisadores físicos e fisiologistas que se interessam pelo estudo do homem em atividade, podendo-se citar Leonardo da Vinci, Lavoisier, Coulomb, Chaveau, entre outros (MORAES; SOARES, 1989).
Nesse processo evolutivo, em sequência encontramos os estudos de médicos higienistas sobre a saúde do trabalhador; dos psicólogos e engenheiros também voltados para preocupações acerca do esforço humano para o trabalho (MORAES; SOARES, 1989).
Com a Revolução Industrial e as alterações nas condições de trabalho ficaram evidentes os problemas relativos ao sistema homem-máquina. Estudos sistemáticos sobre o trabalho se iniciaram no final do século XIX, com o taylorismo e trabalhos na área de fisiologia do trabalho. “Pode-se definir como precursor da Ergonomia, Frederick Winslow Taylor, pai da administração científica do trabalho, campeão obstinado da “racionalização do trabalho”, das análises e das medidas sistemáticas” (MORAES; SOARES, 1989, p. 4).
Estudos mais sistemáticos do trabalho começaram a serem realizados a partir do final do século XIX. Nessa época surge, nos Estados Unidos, o movimento da Administração Científica, que ficou conhecido como taylorismo, promovido pelo americano Frederick Winslow Taylor (1856- 1915) que estabeleceu a Organização Racional do Trabalho como base para a administração. Para Taylor o trabalho deveria ser observado cientificamente de modo a permitir o desenvolvimento do método correto para a sua execução, considerando o tempo, os equipamentos e as ferramentas adequadas. Em 1912 ele publicou o livro Princípios da Administração Científica que serviu para difundir as suas ideias e princípios (LINDEN, 2007, p. 22).
Na Segunda Guerra Mundial, porém, com a evolução tecnológica e a necessidade de aprimoramento dos trabalhadores, visando operar máquinas cada vez mais complexas, o tema se desenvolveu. Os conhecimentos advindos do esforço bélico, aplicados na vida civil, marcaram o início da Ergonomia, visando melhorar as condições de trabalho e produtividade.
É nessa época que exacerbam as incompatibilidades entre o progresso humano e o progresso técnico, já que equipamentos militares exigem dos operadores decisões rápidas e execução de atividades novas em condições críticas – aviões mais velozes, radares, submarinos e sonares, que implicam quantidade, complexidade e riscos de decisões (MORAES; SOARES, 1989, p.4).
Foram neste período, em decorrência do agravamento do conflito entre o homem e a máquina, que falharam as formas tradicionais de resolução individuais, resultando na união de engenheiros, psicólogos e fisiólogos com o objetivo de
adequar as inovações tecnológicas às características físicas, psíquicas e cognitivas humanas.
Ressaltam-se, então, as incompatibilidades entre o progresso humano e o progresso técnico. Como diz Chapanis (1959 apud MORAES; SOARES, 1989, p. 4):
Uma importante lição de engenharia, proveniente da II Guerra Mundial, é que as máquinas não lutam sozinhas. A guerra solicitou e produziu maquinismos e complexos, porem, geralmente, essas inovações não faziam o que se esperavam delas. Tal ocorria porque excediam ou não se às características e capacidades humanas.
Por mais rápido e preciso que seja, será quase inútil, se o operador não puder interpretar as informações apresentadas na tela e decidir a tempo. Similarmente, um avião de caça, por mais veloz e eficaz que seja, será um fracasso se o piloto não puder voá-lo com rapidez, segurança e eficiência.
Evidencia-se que mesmo quando o projeto é eficaz nem sempre o produto resultante desse projeto será eficiente, pois ao não se considerar o homem parte integrante do “todo” e utilizá-lo na conduta projetual, o produto pode resultar em falha humana. Assim, é fundamental que as máquinas estejam adaptadas às características físicas, cognitivas e psíquicas do homem. Engenheiros, psicólogos e fisiólogos juntaram-se para adequar operacionalmente equipamentos, ambientes e tarefas ao homem e seus aspectos neuropsicológicos da percepção sensorial (tato, olfato, visão, audição e paladar) aos limites psicológicos de memória, atenção e processamento de informações, à capacidade fisiológica de esforço, adaptação e resistência (MORAES; SOARES, 1989).
Quando, nas suas origens, no final da Segunda Guerra Mundial, os ergonomistas buscavam soluções adequadas para a interação do sistema homem-máquina, constituído então por equipamentos militares, os seus estudos limitavam-se as questões de natureza fisiológica, biomecânica e psicológica. Até os anos 90, quando estavam trabalhando com questões de segurança, conforto e produtividade de um sistema homem-tarefa-máquina (como era visto um posto de trabalho industrial) havia pouca diferença em relação ao foco e à abordagem inicial dos pioneiros da Ergonomia (LINDEN, 2007, p. 22).
Segundo Moraes (2010), o termo ergonomia teria sido citado pela primeira vez, em 8 de julho de 1949 pelo psicólogo inglês K. F. Hywell Murrel. No entanto, Iida (2005, p.5), afirma que a data oficial atribuída ao nascimento da Ergonomia funda-se em 12 de julho de 1949.
Assim, pode-se afirmar que, diferente de outras ciências, as quais têm suas origens perdidas no tempo e no espaço, a Ergonomia tem data oficial de nascimento historicamente reconhecida, em razão de tal origem ter ocorrido na primeira reunião, promovida na Inglaterra, por um grupo seleto de cientistas e pesquisadores movidos à discussão e formalização da existência de um novo segmento de aplicação interdisciplinar de tal ciência. Tal advento coroou-se com o nascimento da “Ergonomics Research Society”, em Oxford, Inglaterra, em 8 de julho de 1949.
Várias organizações e sociedades sobre o tema foram lançadas a partir daí. De 1960 a 1980 podemos encontrar um rápido avanço da área. Em 1961, fundou-se a Associação Internacional de Ergonomia (IEA) que agrega, até hoje, diversos países. Atualmente, ela representa as associações de ergonomia de quarenta diferentes países, com um total de dezenove mil sócios (WEERDMEESTER, 2012, p.13).
Em 1963, cria-se a SELF (Societé d’Ergonomie da Langue Française41) que agrupa os profissionais da França, Suíça, Bélgica e Luxemburgo (MORAES; SOARES, 1989). No Brasil, a ABERGO (Associação Brasileira de Ergonomia) foi fundada em 1983 e representa a IEA no país.
A ênfase da Ergonomia como disciplina concretizou-se no período do pós- guerra, acentuando sua tendência como uma disciplina tradicional esculpida pelos americanos, centrada sobre a adaptação da “Máquina ao Homem”. Cita Moraes (2010) que a anatomia e a fisiologia permitem conceber cadeiras, telas e horários mais adaptados ao organismo humano, enquanto a psicologia e a semiótica possibilitam definir melhor apresentação das informações. O ergonomista orienta-se na construção e concepção de dispositivos técnicos, pensados sempre na melhor interação com o homem.
Após 1980, a evolução ergonômica, como no período do pós-guerra, é novamente colocada em evidência devido à instauração da Informática no cotidiano humano. A partir da evolução dos computadores e de toda transformação acarretada por eles, conceitos de ergonomia como “user-friendly”, usabilidade e conforto passaram a ser preocupação central dos projetos em Design. Pode-se dizer que o
grande desafio, atualmente, é acompanhar a velocidade das necessidades e criações provindas da informática para permitir que o “tempo”, ou a falta dele, não impessam a sistematização real da intervenção ergonômica nos projetos.
O ergonomista conhece os limites, limiares, capacidades humanas e suas características físicas e psíquicas. Qualifica-se, assim, para contribuir em projetos, juntos aos mais diversos tipos de Design com o intuito de proporcionar saúde, segurança, conforto e bem-estar ao homem.