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4. BULGULAR ve TARTIŞMA

4.1.2. Biyometrik genetik değerlendirmeler

A ergonomia, ou fatores humanos, é um tema estudado e discutido oficialmente há aproximadamente meio século. Mesmo assim, há uma grande disparidade de pensamentos no que diz respeito a sua definição e caracterização. Embora não restem dúvidas de quais preocupações norteiam os estudos realizados, uma série de estudiosos a classificaram como ciência, engenharia, disciplina, tecnologia, técnica e, até mesmo, arte.

A Ergonomia, chamada também de “Fatores Humanos” nos Estados Unidos, consolidou-se como uma disciplina científica que hoje tem envolvimento com todas as atividades humanas, no trabalho, no ambiente doméstico, nos esportes e no lazer (LINDEN, 2007, p. 21).

Desde seu surgimento, estudiosos ao longo do tempo definiram o termo ergonomia, sendo impossível citar aqui todos os estudiosos que se dedicaram a contribuir nesse sentido para a área. Destacam-se: Laville, Pheasant, Montmollin, Sperandio, Leplat, Wisner, Corllet & Clark, Osborne, Wilson, Grandjean, Chapanis, Hendrick, Karwowski, Meister, Tichauer, entre outros. Então, por ser uma área interdisciplinar e multidisciplinar, hoje contamos com diversas definições e correntes.

Cabe explicitar antes de iniciar a conceituação do termo, que a Ergonomia possui vários enfoques que compõe basicamente duas correntes principais: a corrente europeia e a corrente americana (MONTMOLLIN, 1986)42.

A corrente americana proveniente dos Estados Unidos, também denominada “Human Factors” ou fatores humanos, é considerada mais tradicional e, por isso, centra-se na adaptação da máquina ao homem, preocupando-se com os aspectos físicos da interface homem-máquina (anatômicos, antropométrico, fisiológicos e sensoriais).

A corrente europeia (ingleses e franceses) privilegia a dinâmica da atividade humana no trabalho, preocupando-se com a execução da tarefa e seus aspectos semânticos e cognitivos.

Alguns autores, divididos entre europeus e americanos, classificam-na como ciência, enquanto geradora de conhecimentos, outros como tecnologia, por seu caráter aplicativo e de transformações.

A Ergonomia é uma disciplina científica um pouco particular. Ela se constitui de várias disciplinas, mas exatamente por partes de disciplinas, que contribuem para o conhecimento científico do homem no trabalho, sob os diversos aspectos fisiológicos, psicológicos, sociológicos e médicos do trabalho humano (SPERANDIO, 1983)43.

Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são comuns e claros a várias definições existentes (MORAES; SOARES, 1989, p. 20):

a. A aplicação dos estudos ergonômicos, que podem complementar várias áreas, caracterizando sua interdisciplinaridade;

b. O fundamento nas ciências;

c. O homem e a concepção do trabalho;

d. A natureza multidisciplinar, ou seja, a utilização de conhecimentos de várias disciplinas, conforme indicado na figura 4.2.1.

Figura 4.2.1: Interdisciplinaridade da Ergonomia. Fonte: HUBAUT apud VIDAL, 2010, p. 5.

Desse modo, o ergonomista tem como insumos os dados da fisiologia, da psicologia, da neuropsicofisiologia, da antropometria e muitos outros, trabalhando junto aos engenheiros, analistas e programadores, arquitetos, profissionais de segurança do trabalho, profissionais da área de seleção e treinamento, designers industriais, designers gráficos, profissionais da saúde, em projetos que beneficiem a interação humana e sua complexidade contemporânea.

Mesmo assim, cabe ressaltar que as ênfases das Ergonomias, assim como os conceitos, não são contraditórias e sim complementares, segundo Másculo e Vidal (2011, p.27):

A Ergonomia é uma disciplina distintamente diferente, embora muito influenciada pela psicologia, pela engenharia, entre outras. Os problemas ergonômicos exigem soluções específicas. As áreas particulares de interesse, como carga de trabalho ou interação homem-computador, podem ser um ramo de pesquisa de Ergonomia, mas a Ergonomia é mais do que a soma de suas partes. Além das suas áreas específicas de interesse, ela tem suas próprias necessidades de pesquisa, que se orientam em torno do conceito de sistemas e de desenvolvimento e operação de sistemas.

A ergonomia como interdisciplinaridade interage com várias disciplinas no campo das ciências da vida, técnicas, humanas e sociais. Seus conteúdos se orientam para o design, arquitetura e engenharia, cuja inserção nesses quadrantes é basicamente a mesma.

A definição de ergonomia poderia ser dada etimologicamente por “ciência do trabalho”. Uma ciência que não levaria em conta as fronteiras convencionais

impostas pelas práticas das diretorias de empresas e discursos de técnicos. A ergonomia deve ultrapassar as oposições acadêmicas entre as disciplinas científicas que fazem do trabalho e do trabalhador o seu objeto de estudo, como a anatomia, fisiologia, toxicologia, psicologia, sociologia, economia, administração, entre outros, pois sua prática não se limita dessa maneira.

Dentre as primeiras conceituações da Ergonomia podemos citar a do IV Congresso Internacional de Ergonomia:

A Ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaço de trabalho. Seu objetivo é elaborar mediante a contribuição de diversas disciplinas científicas que a compõe, um corpo de conhecimentos que a compõe, um corpo de conhecimentos que, dentro de uma perspectiva de aplicação, deve resultar numa melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de trabalho e de vida. (IV Congresso Internacional de Ergonomia, 1969)44

Para Antoine Laville (1977)45 a Ergonomia é:

Conjunto de conhecimentos a respeito do desempenho do homem em atividade, a fim de aplica-los à concepção de tarefas, dos instrumentos, das máquinas e dos sistemas de produção. A ergonomia nasceu de necessidades práticas; ligada à prática, já que, sem aplicação perde a razão de ser, ela se apóia em dados sistemáticos, utilizando métodos científicos.

Para Etienne Gradjean (1980)46:

Ergonomia é o estudo do comportamento do homem em relação ao seu trabalho. O objeto desta pesquisa é o homem no trabalho em relação com o seu ambiente em especial. A pesquisa ergonômica é usada na adaptação das condições de trabalho à natureza física e psicológica do homem, e isto resulta no mais importante princípio de ergonomia – adaptar a tarefa ao homem.

Para Zichenko e Munípov (1985)47:

A Ergonomia é uma disciplina científica que estuda integralmente o homem (ou grupo de homens) nas condições concretas de sua atividade relacionada com o emprego de máquinas (meios técnicos). O homem, a máquina e o meio ambiente são vistos na Ergonomia como um todo complexo e funcional no qual o papel principal corresponde ao homem. A Ergonomia é uma disciplina científica e de projeto, posto que sua tarefa é elaborar os métodos para considerar os fatores humanos ao modernizar a técnica e a tecnologia existentes e criar outras novas, assim como organizar as condições de trabalho (atividade) correspondente.

44 Apud MORAES; SOARES, 1989, p.8.

45 Ergonomia. São Paulo, EPU/EDUSP, 1977 apud MORAES; SOARES, 1989, p.8.

46 Fitti g the task to the a . London, Taylor & Francis, 1980 apud MORAES; SOARES, 1989, p.8. 47 Fundamentos de Ergonomia. Moscú, Editorial Progreso, 1985 apud MORAES; SOARES, 1989, p.19.

Para Stephen Pheasant (1986)48:

Ergonomia é a aplicação de informações científicas sobre os seres humanos (e métodos científicos para obter tais informações) aos problemas de projeto.

E, foram muitas as contribuições de estudiosos no mundo inteiro até se chegar as definições mais atuais, mais completas e assertivas para o trabalho em questão.

Segundo a Ergonomics Society49:

Ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e seu trabalho, equipamento, ambiente e, particularmente, a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas que surgem desse relacionamento.

Segundo a Associação Brasileira de Ergonomia50 (ABERGO):

Entende-se por ergonomia o estudo das interações das pessoas com a tecnologia, a organização e o ambiente, objetivando intervenções e projetos que visem melhorar, de forma integrada e não-dissociada, a segurança, o conforto, o bem-estar, e a eficácia das atividades humanas.

Para a International Ergonomics Associations51 (IEA):

Ergonomia (ou fatores humanos) é a disciplina científica, dedicada à compreensão das interações entre o ser humano e os outros elementos de um sistema, e a profissão que aplica teorias, princípios, dados e métodos para o projeto, de modo a otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral do sistema.

Assim, de forma geral, a Ergonomia é o estudo da adaptação do trabalho ao homem. O trabalho tem uma acepção bastante ampla, abrangendo não apenas aqueles executados com máquinas e equipamentos, mas também toda a situação em que ocorre o relacionamento entre o homem e uma atividade produtiva. Isso envolve não somente o ambiente físico, mas também os aspectos organizacionais. A ergonomia tem uma visão ampla, abrangendo atividades de planejamento e projeto,

48 Bodyspace: anthropometry, ergonomics and design. London, Taylor & Francis, 1986 apud MORAES; SOARES, 1989, p. 15.

49 Disponível em www.ergonomics.org.uk. Acesso em 20 de maio de 2012. 50 Disponível em www.abergo.com.br. Acesso em 20 de maio de 2012. 51 Disponível em www.iea.cc. Acesso em 20 de maio de 2012.

que ocorre antes do trabalho ser realizado, e aqueles de controle e avaliação, que ocorre durante e após esse trabalho (IIDA, 2005).

Para Moraes & Mont‟Alvão (2010), a Ergonomia busca, por meio de pesquisas descritivas e experimentais, sobre limiares, limites e capacidades humanas (a partir de dados da fisiologia, da neurofisiologia, da psicofisiologia, da psicologia, da psicopatologia, da biomecânica, da anatomia e da antropometria) fornecer bases racionais ou empíricas para adaptar ao homem bens de consumo e capital, meios e métodos de trabalho, planejamento, programação e controle em processos de produção e sistemas de informação.

Porém, todas as definições de Ergonomia, segundo lida (2005) procuram ressaltar o caráter interdisciplinar e o objeto de seu estudo, que é a interação entre o homem e o trabalho, no sistema homem-máquina-ambiente. Ou, mais precisamente, as interfaces desse sistema, onde ocorrem trocas de informações e energias entre o homem, a máquina e o ambiente, resultando na realização do trabalho.

O fato é que a razão da existência da ergonomia como área de conhecimento, está na complexidade das tecnologias desenvolvidas no século XX, nas formas contemporâneas de organização do trabalho e na preocupação com a qualidade de vida das pessoas.

Assim, a Ergonomia é uma disciplina científica que bebe em várias fontes seus conhecimentos para sua atuação. Nessa investigação multidisciplinar, ela gera substancial conjunto de conhecimentos para melhorar a interação do sistema (IIDA, 2005, p. 156).

O que começou limitado a aplicações restritas ao trabalho, foi ampliado ao envolver os produtos, processos e ambientes, tornando-se mais complexo ao envolver a Tecnologia da Informática. Além disso, com a evolução tecnológica, as condições em que vivemos e os produtos que permeiam nossa vida têm mudado rapidamente. Cabendo concluir que seria irresponsável tentar se chegar a uma conceituação absoluta, pois como uma ciência multidisciplinar focada no ser humano ela progride. Por isso, sua abrangência é mutável e devemos contextualizar o momento para compreendermos sua atuação, como se pode ver na figura 4.2.2 a Ergonomia atua em várias áreas.

Figura 4.2.2: Áreas de atuação da Ergonomia. Fonte: GOMES FILHO, 2010, p.26.

Por conseguinte, é tão difícil reunir as definições e responsabilidades da Ergonomia em uma só conceituação. O fato é que seu significado se transforma ao longo dos anos e, conforme as necessidades humanas evoluem, sua definição é revista e ampliada.

Benzer Belgeler