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I. BÖLÜM

4. Değerlendirme

Desde logo, as TI ainda não são um conceito perfeitamente delimitado e as dificuldades em estabelecer uma classificação universal para os produtos e serviços de TI remontam, pelo menos a 1998, quando foram reconhecidas pela Or ga nisa tion for Economic Cooper a tion a nd Development (OECD) através do Working Party on Indicators for the Information Society (WPIIS)10. Um (talvez dos maiores) dos desafios que se coloca relaciona-se com uma característica intrínseca aos produtos ou serviços de alta tecnologia: a mudança e a rapidez com que esta se opera.

Mas há já bastantes autores e entidades que desenvolveram conceitos mais ou menos complexos e abrangentes. Nesse âmbito, o conjunto de tecnologias que suportam os sistemas informáticos e de

10Um dos quatro grupos especializados constituídos no seio da OECD, no âmbito do comité para as políticas da Sociedade da Informação e das TI.

comunicações é uma designação genérica por vezes aplicada às TI (ANACOM, 2015). Mais meticulosa é a designação de TIC11, como sendo uma moderna combinação de tecnologias informáticas e telecomunicações, onde se incluem computadores (hardware e software), periféricos, redes, outras máquinas e dispositivos tecnológicos que apoiam o processo de armazenagem, agrupamento, distribuição de informação e comunicação na empresa (Whitten e Bentley, 2007).

É comummente aceite que as organizações, que, de forma intensiva, desenvolvem e implementam sistemas e tecnologias de informação, colocando-as ao serviço do planeamento estratégico, terão melhorias significativas na gestão e no processo de tomada de decisão (Shuman, 1982).

Rodrigues e Fernandez (2012) citando Prahalad e Krishnan (2002) referem que as organizações estão em contínua busca do sincronismo da estratégia e da tecnologia da informação porque sabem da vantagem competitiva que ganharão. Porém, é um grande desafio que poucos até o momento conseguem superar.

Quanto mais global e estruturado for o SI, entendido como um conjunto de meios humanos e técnicos, dados e procedimentos, articulados entre si, com vista a fornecer informação útil para a gestão das atividades da organização onde está inserido e quanto melhor representar a organização em funcionamento, mais flexível poderá ser essa organização, na medida em que o SI vai atuar sob a forma de análise da organização e seus sistemas envolventes. O SI vai surgir como um instrumento de mudança estratégica na estrutura organizacional, colocando novos desafios e exigindo a utilização de novas metodologias com a presença das TI, na medida em que estas constituem um potencial de desenvolvimento para as organizações (Jannuzi, Falsarella e Sugahara, 2014).

As TI impulsionam o progresso, conduzem a inovações, aumentam a riqueza e atraem novos investimentos. Em simultâneo, permitem um aumento da eficiência e a redução dos preços, bem como melhoram os serviços ao cliente, a qualidade e a variedade dos produtos.

A introdução de SI/TI numa organização irá provocar um conjunto de alterações, nomeadamente ao nível das relações da organização com o meio envolvente (analisado em termos de eficácia, nomeadamente em termos de cumprimento da missão da organização) e ao nível de impactos internos na organização (analisados através da eficiência organizacional em termos de opções estratégicas) (Reisswitz, 2008).

As TI são um recurso valioso e provocam repercussões em todos os níveis da estrutura organizacional (Reisswitz, 2008):

 Ao nível estratégico, quando uma ação é suscetível de aumentar a coerência entre a organização e o meio envolvente, que por sua vez se traduz num aumento de eficácia em termos de cumprimento da missão organizacional;

 Aos níveis operacional e administrativo, quando existem efeitos endógenos, traduzidos em aumento da eficiência organizacional em termos de opções estratégicas.

No entanto, ao ser feita esta distinção, não significa que ela seja estanque, independente, pois existem impactos simultâneos aos vários níveis, estratégico, operacional e tático.

Nas últimas décadas as redes de computadores tem feito parte do nosso dia-a-dia em todas as vertentes desde a vertente empresarial até nossa casa, no acesso à Internet, bancos, hospitais e tudo o mais que possamos imaginar tem como base uma rede de computadores.

Já nas organizações os computadores estão ligados para partilha de recursos, capacidade de processamento e interligação pelas mais diversas razões, desde a facilidade de cooperação entre todos os utilizadores, a partilha de ficheiros, as mensagens de correio eletrónico, o acesso a aplicações, partilha, gestão de dados e bases de dados.

Mas estas redes são complexas misturando um número de disciplinas autossuficientes da ciência e engenharia como telecomunicações, computação, tecnologia da informação e/ou engenharia da computação na criação e otimização dos seus sistemas.

Os sistemas de computadores estão ligados simplesmente através de telecomunicação. As telecomunicações, por sua vez, podem ser operadas com sistemas de computador.

O desenvolvimento das redes de computadores atuais pode ser datado desde o meio do século passado com iniciativas de ligação entre dois equipamentos remotamente.

Segundo Monteiro e Boavida (2011), uma rede de comunicação pode ser classificada segundo um ou mais critérios. Os critérios mais comuns/frequentes são:

 Débito (baixo, médio, alto, muito alto);  Topologia (bus, anel, estrela, híbrida);

 Meios físicos (cobre, fibra ótica, micro-ondas, infravermelhos por exemplo);

 Tecnologia de suporte (por exemplo comutação de pacotes, comutação de circuitos, assíncronas, plesiócronas, síncronas);

 Ambiente ao qual se destinam (redes de escritório, redes industriais, redes militares, redes de sensores por exemplo)

No entanto, a classificação mais frequente baseia-se na área (geográfica ou organizacional), e aí entram os termos que normalmente ouvimos:

 LAN (Local Area Networks) – também designadas de redes locais, são o tipo de redes mais comuns uma vez que permitem interligar computadores, servidores e outros equipamentos de rede, numa área geográfica limitada (ex. sala de aula, casa, espaço Internet);

 MAN (Metropolitan Area Networks) – permitem a interligação de redes e equipamentos numa área metropolitana (ex. locais situados em diversos pontos de uma cidade);

 WAN (Wide Area Networks) – permitem a interligação de redes locais, metropolitanas e equipamentos de rede, numa grande área geográfica (ex. país, continente);

 PAN (Personal Area Networks) – também designadas de redes de área pessoal, são redes que usam tecnologias de rede wireless para interligar os mais variados dispositivos (computadores, smartphones por exemplo) numa área muito reduzida;

 SAN (Storage Area Networks) – também designadas de redes de armazenamento, têm como objetivo a interligação entre vários computadores e dispositivos de storage (armazenamento) numa área limitada. Considerando que é fundamental que estas redes tenham grandes débitos (rápido acesso à informação), utilizam tecnologias como por exemplo FiberChannel12.