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YERLİ BİR SOSYALİST TEORİNİN İNŞASI YOLUNDA MUTEKİD BİR MÜCEDDİD: DR HİKMET KIVILCIML

MİNVALİNDE İHYASI VE YORUMU

III.5. DEĞERLENDİRME: SOSYALİZM YOLUNDA LEGALİTEYİ (SÜREKLİ) İSTİSMAR!

Conforme discutido no Capítulo 2, ocorrem possíveis alterações das susceptibilidades, em função do padrão de uso e ocupação do solo e/ou das condições climáticas, especificamente de uma pluviosidade extrema ou de baixa intensidade, porém com acumulação contínua.

As matrizes modificadora (por exemplo, do padrão de uso e ocupação) e deflagradora (por exemplo, da pluviosidade) são dinâmicas, com variações espaciais e temporais. O fluxograma simplificado da Figura 2.4 apresentou estes atributos, que atuam, por exemplo, sobre uma carta de susceptibilidade aos movimentos de massa.

Silva et al. (1995) propuseram uma matriz modificadora da susceptibilidade, em função do padrão de uso e ocupação do solo para BH. O estudo foi genérico, pois investigou as alterações para escorregamentos para uma escala regional.

Em síntese, a metodologia aplicada por esses autores foi apoiada em fotografias aéreas de 1994, e na classificação do uso e ocupação do solo, de forma analógica. Eles consideraram que os principais aspectos que proporcionariam alterações de intensidades ao risco geológico, estavam relacionados à movimentação de terra, proporção de cobertura vegetal e de terreno exposto à erosão, padrão de ocupação do terreno e tipo da edificação. A partir dessas características, resultou-se em 04 classes principais:

a) Áreas de ocupação não consolidada

Caracterizadas por maior exposição do terreno ao escoamento superficial, grande movimentação de terras nos lotes, ruas não asfaltadas ou córregos não canalizados. Quanto ao padrão de ocupação, foram ainda classificadas como: Favelas, Conjuntos Habitacionais, Ocupação Ordenada com baixo padrão construtivo e Ocupação Ordenada com padrão construtivo médio a elevado.

b) Áreas de ocupação consolidada

Caracterizadas por poucas áreas expostas à erosão, ruas pavimentadas, sistema de esgoto, córregos canalizados, e pouca ou nenhuma movimentação de terra nos lotes. Poderiam ser ocupadas por: Conjunto Habitacional e Edificações, de padrão médio a elevado.

c) Áreas Especiais

Incluiam os parques e clubes, em que por via de regra, grande parte do solo estava protegido da erosão pela cobertura vegetal.

d) Áreas Verdes

Áreas não ocupadas, incluindo as áreas ainda não parceladas do município e as áreas de proteção, garantidas por lei, como a Serra do Curral.

Ainda, pela metodologia de Silva et al. (1995), nas áreas classificadas como “Consolidadas”, as intensidades da susceptibilidades tendiam a ser reassumidas como “Desprezíveis”. As áreas tidas como “Não Consolidadas”, por outro lado, tendiam a potencializar a intensidade da susceptibilidade ao evento.

Por exemplo, se uma área estivesse classificada, a partir de características geológico-geotécnicas e geomorfológicas, com grau de intensidade de susceptibilidade “Médio”, porém se neste local o seu uso e ocupação, fosse classificada como “Não Consolidada”, ou seja, por exemplo ocupado por “Favelas”, atribuía-se a esta classe, uma intensidade “Alta”, ou até “Muito Alta”.

Apesar da subjetividade do método, considera-se aqui que os resultados de Silva et al. (1995) estavam dentro das margens admissíveis para a experimentação e atendiam ao proposto, ou seja, a construção do IQVU, versão de 1996.

A metodologia aplicada nesse trabalho foi similar, em alguns conceitos, àqueles as- sumidos por Silva et al. (1995). Constatado realmente que as maiores frequências dos movimentos de massa gravitacionais estão associados a áreas “não consoli- dadas” e de baixo padrão construtivo (PBH, 2007b e PBH, 2008), sugeriu-se a se- guinte classificação para o padrão de uso e ocupação do solo (PBH, 2007d): a) Consolidado e Não consolidado;

b) Luxo, Alto, Médio e Popular;

c) Vilas/Favelas e Conjuntos Habitacionais; d) Áreas Especiais (ZE); e

e) Áreas Verdes e/ou não urbanizadas (ZPAM, ZP-1, Programa BH-Verde (parte) e UC Cercadinho).

Tem-se a seguir um detalhamento destas classes, fontes dos dados e simplificação da sequência adotada nos trabalhos, aplicando para tal, os softwares MapInfo 8.0 e

IDRISI 15 Andes:

a) Áreas Consolidada e Não Consolidada

Com relação às classes “Consolidado” e “Não consolidado”, as fontes dos dados foram: as bases digitais de dados do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) (PBH, 2007c) e a Planta de Quadras do Cadastro Técnico Municipal (CTM), ambas de 2007 (PBH, 2007a).

A proposta de classificação se baseou na percentagem de lotes vagos, numa qua- dra do CTM, considerando ser este parâmetro a garantia de presença do equipa- mentos urbanos básicos. Adotou-se a seguinte sequência nos trabalhos:

– seleção dos lotes vagos (área construída = 0 m2);

– agregação dos lotes vagos (LV) por quadra;

– cálculo da média da área (m2) dos LV por quadra;

– atribuição da classe “Consolidado”, sendo a média percentual dos LV por quadra menor que 50%; e

– atribuição da classe “Não Consolidado”, sendo a média percentual dos LV por quadra maior ou igual a 50%.

b) Faixas de Padrão de Renda

Com relação às classes de faixa de padrão de renda (“Luxo”, “Alto”, “Médio” e “Po- pular”), as fontes dos dados foram: o Censo Demográfico, 2000 - Resultados do Universo por Setor Censitário (IBGE, 2000), Classificação das Faixas de Renda, a partir de metodologia da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administra- tivas e Contábeis de Minas Gerais (IPEAD/UFMG, 2007), e a Planta de Quadras do Cadastro Técnico Municipal (CTM), todas de 2007 (PBH, 2007a).

A proposta de classificação adotou a seguinte metodologia: – seleção do número de domicílios por setor censitário;

– cálculo da renda nominal do responsável por domicílio (média), segundo o setor censitário;

– divisão das quadras de acordo com os setores censitários; e – vinculação da renda por quadra do CTM.

c) Vilas/Favelas e Conjuntos Habitacionais

A fonte dos dados foi o Diagnóstico de Risco de 2004, da URBEL (PBH, 2007b). A sequência dos trabalhos tratou primeiramente de selecionar estas áreas e a seguir, fez-se sua vinculação na tabela de quadras do CTM.

A definição de uma classe exclusiva para as “Vilas/Favelas e Conjuntos Habitacio- nais” vem do fato destas regiões possuírem um mapeamento de risco em escalas maiores (1:5.000), e permitirem, em possíveis investigações futuras, o seu detalha- mento e “ranqueamento” das intensidades, por localidade.

d) Áreas Especiais (ZE)

A fonte dos dados foi a Carta de Uso e Ocupação do Solo (Lei 8137/2000) (PBH, 2007c), com seleção das áreas classificadas como ZE’s e a seguir sua vinculação na tabela de quadras do CTM.

e) Áreas Verdes e/ou não urbanizadas

A fonte dos dados foi a Carta de Uso e Ocupação do Solo (Lei 8137/2000) (PBH, 2007c), com seleção das áreas classificadas como ZPAM’s, ZP-1’s, Programa BH- Verde e UC Cercadinho.

Enfim, na Figura 4.4 apresenta-se a Carta do Padrão de Uso e Ocupação do Solo de BH, a partir das classes detalhadas acima. Apresentam-se nessa carta as condições de urbanização e nível de renda, além das ZE’s, favelas e áreas verdes. Para cumprir esse objetivo, admitiram–se algumas considerações na metodologia, a citar:

– a carta de padrão de uso e ocupação do solo, com base no mapa de zoneamento do solo (Leis 7166/96 e 8137/2000); e classes de renda, com base nos dados do IBGE (2000) e IPEAD/UFMG (2007), poderiam não traduzir o “real” padrão de uso e ocupação do solo; e

– os resultados de aplicação da matriz modificadora experimental (Tabela 4.1), poderiam não traduzir as reais alterações das intensidades de susceptibilidades, como por exemplo, para uma intervenção tecnológica localizada.

Porém, apesar das possíveis inconsistências dessa matriz, é fato que estas interações não poderiam ser negligenciadas. A carta em questão permite ainda várias aplicações para o planejamento urbano, principalmente em verificações de acessibilidades da população aos equipamentos urbanos. Desta forma, o produto

Enfim, a partir dessa carta (Figura 4.4), propõe-se a matriz modificadora das intensidades das susceptibilidades aos movimentos de massa gravitacionais, com base em Silva et al. (1995) e Tuler et al. (2007b), e apresentada pela Tabela 4.4.

Tabela 4.4 – Matriz modificadora padrão de uso e ocupação do solo.

Intensidades modificadas de susceptibilidades aos movimentos de massa

Padrão de ocupação B ai xo (B ) M éd io (M ) A lto (A) M u ito A lto (M A ) Luxo Alto B B B M Médio B B M A Consolidado Popular B M A MA Luxo B B B M Alto B M A MA Médio B M A MA Não consolidado Popular M A MA MA

Áreas verdes e/ou não urbanizadas (ZPAM’s e ZP-1’s, EEE Cercadinho,

parques e praças) B B B B

Zonas Especiais (ZE’s) B B B M

Vilas/Favelas M A MA MA

Observe pela Tabela 4.4 que as regiões de padrão de ocupação “Luxo” e “Alto”, originalmente mapeadas pelas relações geológico-geotécnicas e geomorfológicas com intensidades “Médio” e “Alto”, quando apresentadas em áreas ditas “Consolidadas”, minimizaram o grau na intensidade.

Em detrimento das áreas ditas “Não Consolidadas”, em que áreas mapeadas como “Popular” e “Vilas/Favelas”, majoraram sua intensidade.

Ainda, adotou-se para as “Áreas verdes e/ou não urbanizadas (ZPAM’s e ZP-1’s, EEE Cercadinho, parques e praças)” a intensidade “Baixo”, por considerar que se trata de áreas não ocupadas, e desta forma a susceptibilidade ao movimento de massa gravitacionais não afetar pessoas, ou seja, não ocorrer acidentes à população.

Desta forma, a matriz modificadora atua sobre a carta de susceptibilidade aos movimentos de massa (Figura 5.3), construindo a carta de eventos perigosos (Figura 5.11).

Porém, seria imprudente auferir qualquer análise conclusiva e localizada para uma área de risco geológico com base na matrizes apresentada, principalmente para uma maior escala de trabalho. Para tal, sugere-se um visita in situ, e a composição