• Sonuç bulunamadı

BLOCH’UN YAŞAMI, ESERLERİ VE İÇİNDEN GELDİĞİ ENTELEKTÜEL ÇEVREYE DAİR KUŞBAKIŞ

DÜNYEVİ ÜTOPYANIN PEŞİNDE ROMANTİK BİR ATEİST RACİ: ERNST BLOCH

II.1. BLOCH’UN YAŞAMI, ESERLERİ VE İÇİNDEN GELDİĞİ ENTELEKTÜEL ÇEVREYE DAİR KUŞBAKIŞ

Na caracterização da área municipal, foi fundamental a construção de algumas car- tas, aqui classificadas como de nível hierárquico I. Buscou-se uma consistência das fontes de informações nas cartas e bancos de dados, e que fossem ao máximo atualizadas a partir de 2004, e de preferência em formato digital. Esta última característica foi uma das “barreiras” à pesquisa científica e aplicada.

Cita-se uma dificuldade superada neste trabalho na busca da referência bibliográ- fica “Estudos Geológicos, Hidrogeológicos, Geotécnicos e Geoambientais Inte-

grados no Município de Belo Horizonte”, editada por Silva et al. (1995). Cabe

destacar assim a experiência: “ ... considerando um importante convênio firmado

entre a UFMG e a PBH, as partes envolvidas portariam cópias daqueles docu- mentos (e seu anexos) em suas respectivas bibliotecas !”

Constatou-se que essa afirmativa acima era em parte verdadeira, porém, na realidade, o acervo se encontrava em formato analógico, em mal estado de conservação e incompleto. Além disso, as mapotecas estabeleciam sistemas burocráticos ao seu manuseio, dificultando inclusive a atualização das mesmos. Os trabalhos de Silva et al. (1995) citados acima, incitaram e influenciaram direta- mente a concepção desse trabalho, principalmente a metodologia adotada pelos autores para construção da carta de eventos perigosos.

Dentre os documentos produzidos por Silva et al. (1995) (textos básicos e explicativos, documentos cartográficos analógicos, etc.), utilizou-se neste trabalho as seguintes cartas:

– Carta do Zoneamento Geotécnico;

– Carta de Predisposição à Eventos Perigosos; – Carta do Zoneamento Hipsométrico;

– Carta de Abrangência de Unidades de Proposição e Pareceres Geotécnicos; – Carta do Zoneamento Hidrogeológico;

– Carta do Modelo Hidrogeológico;

– Carta da Espessura do Aquífero Poroso/Granular no Complexo Belo Horizonte; – Carta da Superfície Potenciométrica do Aquífero no Complexo Belo Horizonte; e – Carta de Inventário da Localização de Poços no Município de Belo Horizonte. Tuler et al. (2007a) iniciaram a parcial conversão analógico-digital de alguns destes documentos cartográficos e para tal preocuparam–se em:

– definir ferramentas computacionais e formatos adequados (software e hardware); – verificar a qualidade (acurácia e consistência) dos originais cartográficos;

– incorporar e atualizar feições;

– gerar outros produtos cartográficos temáticos; e

– enfatizar a necessidade da automação destes acervos cartográficos junto à PBH. Além das cartas citadas, foram adquiridos junto à PBH os seguintes documentos cartográficos digitais:

– Carta da hidrografia;

– Carta de zoneamento do solo; – Carta dos limite, regionais e bairros; – Carta do sistema viário; e

– Planta com curvas de nível.

A respeito das bases cartográficas apresentadas neste trabalho, considera-se que estão atualizadas, sendo em sua maioria concebidas a partir do ano 2000 (com exceção para as de Silva et al. (1995)). Várias são as fontes destes dados, destacando os seguintes órgãos da PBH: PRODABEL, URBEL, SMURBE, SUDECAP e alguns de seus projetos e convênios associados, bem como trabalhos, dissertações e teses defendidas no município de BH.

Para as descrições dos atributos predisponentes, modificadores e deflagradores fo- ram construídas várias cartas, todas na escala original de 1:50.000 e apresentadas

neste trabalho na escala de 1:100.000, no formato A3. Todas as cartas possuem citação e referência de suas fontes, e as composições aqui geradas tornam-se de domínio público a partir dessa publicação.

Essas cartas foram objeto de várias edições, sendo a transformação entre formatos vetoriais e matriciais uma constante.

No manuseio desses dados e na composição das várias cartas, basicamente cinco

softwares, licenciados, foram aplicados nas análises espaciais:

a) CartaLinx (Clarklabs, 2000)

Utilizado na digitalização e edição de alguns originais analógicos, obtidos através de mesa digitalizadora CalComp.

b) IDRISI 15 Andes (Clarklabs, 2006)

Utilizado em análises espaciais como: avaliações multicritério, ordenamentos, clas- sificações, overlay, buffer e outras.

c) ArcGIS 9.2 (ESRI, 2006)

Utilizados na edição e composição de cartas temáticas, geração do modelo digital de elevação hidrologicamente consistente, extração de variáveis a partir de MDT, seleção por atributos e por localização, dentre outros.

d) ArcView GIS 3.2 (ESRI, 2006)

Utilizado como suporte às rotinas do modelo SHALSTAB, originalmente desenvolvidas por Dietrich et al. (2000). Neste software, a extensão denominada

SHALSTAB foi instalada, permitindo a construção e simulação de cenários das

cartas determinísticas de contribuição de fluxo e razão log q/T.

e) MapInfo 8.0 (Mapinfo Corporation, 2005)

Utilizado na visualização e edição de cartas já automatizadas pela PBH (PBH, 2007a, 2007b, 2007c e 2007d), e incorporados para a composição de outras cartas, como do limite do município, hidrografia, curvas de nível, etc., construção do mapa de ocorrências, transformação de data geodésicos e dentre outras.

Na digitalização de Tuler et al. (2007a), as cartas-origem da PBH possuíam a escala de 1:25.000. Logo, os produtos obtidos, por serem oriundos de cartas analógicas nessa escala, apresentaram os mesmos problemas relacionados à limitação dos dados de origem, somados aos dos erros de digitalização.

No processo de digitalização de cartas pelo processo manual (ou vetorial, via mesa digitalizadora), deve-se fazer breve referência à classificação de exatidão de cartas, seja das classes A, B e C, conforme decreto no 89.817 de 20/06/1984 (Brasil,

1984).

Os originais de Silva et al. (1995) não possuíam informações sobre o Padrão de Exatidão Cartográfica ( PEC ) e Erro Padrão ( EP ). Dessa forma, adotou-se para os

mesmos, a pior situação da norma (decreto no 89.817), ou seja, a classe C (PEC de

1,0 mm, igual a 25 m em campo, e EP de 0,6 mm igual a 15 m em campo, considerando a escala da carta original de 1:25.000).

Adicionalmente, sejam as distorções da superfície da carta devido à temperatura, umidade, manipulação, etc.; considere-se assumir que os efeitos combinados des- tes deveriam produzir um “EP” da ordem de 0,25 mm após a digitalização. Somam- se a isso ainda outros erros como a espessura das linhas das feições digitalizadas. Quando se trata de linhas com espessuras maiores que 1 mm, por exemplo, o operador da mesa, apesar de buscar o eixo para digitalização, também acarreta um erro posicional.

O erro introduzido pelo processo de digitalização foi razoavelmente discutido e calculado em Tuler et al. (2007a) e estimado pela Equação 3.1 (Clarklabs, 2000):

m 25 , 16 ) 000 . 25 * 00025 , 0 ( ) 000 . 25 * 0006 , 0 ( EP EP EP 2 2 total ) ões contribuiç ( 2 total = + = = (Equação 3.1) No processo de digitalização através de mesa digitalizadora, gerou-se uma estru- tura de dados tipo “espaguete”, isto é, cada entidade gráfica se tornou um registro lógico no arquivo digital, definido por sua cadeia de coordenadas cartesianas x,y. Isto implicou que, para obter mapas de alta qualidade demandou algum espaço de armazenamento, uma vez que longas cadeias foram necessárias para armazenar coordenadas de alta precisão. Porém, observou-se que os produtos aqui digitalizados eram formados por apenas alguns poucos polígonos e pontos, com exceção apenas para a complexidade da carta geológica.