ERNST BLOCH VE DR HİKMET KIVILCIML
IV.1. BLOCH VE KIVILCIMLI’DA İNSANIN KOLEKTİF ETKİNLİĞİNİN KURUCULUĞU BAHSİ
Os seguintes documentos cartográficos, na escala de 1:50,000, foram construídos a partir dos dados e metodologia apresentados:
a) Carta de zoneamento das susceptibilidades ao escorregamento de solo de BH; b) Carta de zoneamento das susceptibilidades à queda de rochas e detritos de BH; c) Carta de zoneamento da susceptibilidade aos movimentos de massa gravitacionais de BH; e
d) Carta de eventos perigosos associados aos movimentos de massa gravitacionais de BH.
Os produtos das alíneas a) e b) foram construídos com base na Tabela 3.16 (Figuras 5.1 e 5.2). Salienta-se que a simplificação apresentada pela Tabela 3.16, foi amplamente discutida juntamente com técnicos da PBH (URBEL e SUDECAP). O produto da alínea c) trata-se da associação das duas cartas apresentadas anteriormente, atribuindo-se ao local, o valor de maior intensidade das cartas supracitadas (Figura 5.3).
O produto da alínea d) trata-se da aplicação da matriz modificadora (Tabela 3.17) sobre os valores da carta da alínea c) (Figura 5.4).
Observa-se pela Figuras 5.1 e 5.12 que se destacam as áreas de classes de intensidades de “baixo” e “médio”. Porém, algumas regiões apresentaram áreas com intensidades “alto” e “muito alto”, a citar:
– Regional Nordeste, nos bairros Tupi e Ribeiro de Abreu (quadrículas K7 e K8) e bairros Monte Azul e Capitão Eduardo (quadrículas K8 e L8);
– Regional Noroeste, nos bairros Engenho Nogueira e Jardim Montanhês (quadrículas H4 e I4);
– Extremo norte, nos bairros Laranjeiras e Jardim dos Comerciários (quadrícula M5) e; – Ao longo da Serra do Curral.
A Figura 5.2 apresenta uma grande extensão da classe de intensidade “baixo”. Destacam-se pequenas áreas das classes “alto” e “muito alto”, especificamente: – Áreas da Formação Cercadinho (litotipos quartzito e filito) e da Formação Cauê Itabirito), ao longo da Serra do Curral; ambas com mergulho para o quadrante SE; – Gnaisse dos tipos 1, 2 e 3, aflorantes em estado são a pouco alterado, em regiões com alta declividade, nas regionais Norte e Nordeste, com destaque para o bairro Engenho Nogueira (quadrícula I4).
A Figura 5.3 apresenta as intensidades máximas de cada “pixel”, pela combinação das cartas das Figuras 5.1 e 5.2. Apesar de possíveis inconsistências na modelagem, observou–se que esta carta, quando comparada com a carta de predisposição ao risco geológico produzida por Silva et al. (1995), apresentaram regiões similares, segundo suas intensidades.
A Figura 5.3 está respaldada nas referências bibliográficas e beneficiou-se de um prévio enquadramento nos grandes domínios litomorfológicos destacados na Tabela 3.14:
a) Domínio do Complexo Belo Horizonte; e b) Domínio das Sequências Metassedimentares.
a) Complexo Belo Horizonte
As áreas de relevo suave a moderadamente ondulado de colinas e vales amplos do Complexo Belo Horizonte em regra não estão expostas ao risco de escorregamen- tos ou queda de rochas e detritos.
A exceção dá-se nos casos em que, no espesso solo dessas áreas, ocorrem vo- çorocas, estabilizadas ou ativas, caso em que podem sobrevir escorregamentos em suas paredes, ativados pela ocupação (Figura 5.5). No caso, tendem a ocorrer escorregamentos cilíndricos, típicos de solo homogêneos dotados de baixa coesão nos horizontes superficiais.
As rochas gnáissicas do Complexo Belo Horizonte perfazem cerca de 75% do total da plataforma geológica de Belo Horizonte. Para os gnaisses dos tipos 1, 2 e 3, com espesso manto de intemperismo e perfil bem desenvolvido, considerou-se a possibilidade de escorregamentos por rupturas translacionais e rotacionais, que envolvem volumes maiores de terra (Figura 5.6).
Nos gnaisses dos tipos 1, 2 e 3, estando aflorantes em estado são a pouco alterado, considerou-se a possibilidade de ocorrer afloramento rochoso, portanto predispondo ao risco de queda de rochas e detritos, principalmente em altas declividades (Figura 5.7). A ocorrência de escorregamentos de solo nesta classe é “baixa”.
Para os gnaisses dos tipos 1, 2 e 3, com manto de intemperismo variável em es- pessura e baixo grau de evolução pedológica, considerou-se que os tipos 2 e 3 são mais propensos ao escorregamento do que o tipo 1, em função da granulometria do solo formado (mais arenoso) e em função da foliação marcante (foliação milonítica). Em relação à queda de rochas e detritos, considerou-se que raramente ocorre afloramento de rocha fresca neste grupo. Entretanto, adotou-se a intensidade “média” em altas declividades (encostas com declives > 47%), uma vez que a camada de solo pode ser pouco espessa ou a rocha estar muito pouco alterada.
Figura 5.5 – Possibilidade de escorregamento das paredes de voçorocas, presentes no Complexo Belo Horizonte (quadrícula K8 da Figura 5.3).
Figura 5.6 – Escorregamento rotacional, no bairro Engenho Nogueira (quadrícula H4 da Figura 5.3).
Fonte: Adaptado de Parizzi et al. (2004).
Figura 5.7 – Pedreira no bairro Engenho Nogueira, em gnaisse muito fraturado com possibilidade de queda de rocha e detritos (quadrícula H4 da Figura 5.3).
b) Sequências Metassedimentares b1) Formação Cauê
Os fatores estruturais e geomorfológicos ligados às áreas de ocorrência dessa formação são favoráveis à estabilidade. Do ponto de vista estrutural, o mergulho para o quadrante SE da foliação principal faz com que ela esteja sempre confinada, não podendo assim sediar escorregamentos ou queda de rochas, com superfície voltada para o quadrante NW.
Do ponto de vista geomorfológico, a posição alçada da formação proporciona-lhe boas condições de drenagem natural e a existência, no topo, da cobertura de canga, conferindo proteção adicional.
Apesar de pouco alterado, a anisotropia do itabirito faz com que seu comportamento quanto ao escorregar, seja semelhante ao do filito, até mesmo porque o contato com o Gandarela é gradacional, com intercalações de filito. A presença de porções frescas pode ocasionar queda de blocos de rochas e detritos, em grau menor do que em pacotes maciços como no gnaisse fresco e no dolomito. Como a faixa exposta do território municipal coincide com a existência de restrições legais à ocupação (Leis 7166/96 e 8137/00), as possíveis situações de risco ficam limitadas ao evento fortuito de blocos em construções no sopé da encosta, quando a incinação da encosta coincidir com o mergulho das camadas (Figura 5.8).
Figura 5.8 – Possibilidade “baixa” a “média” de escorregamento ou queda de rochas nas moradias ao pé de um dos contrafortes da Formação Cauê, na Serra do Curral,
com superfície voltada para o quadrante NW. Norte