SÖZLEŞMESİNDEN YARARLANMALARININ BAŞLANGIC
E–TOPLU İŞ SÖZLEŞMESİNDEN YARARLANMANIN SONA ERMESİ
B- DAYANIŞMA AİDATI ÖDEMEK SURETİYLE TOPLU İŞ SÖZLEŞMESİNDEN YARARLANMA
Considerando que, a porosidade das resinas acrílicas é um fenômeno complexo de origem multifatorial, assim serão realizadas algumas considerações prévias para tentar explicar a sua ocorrência nas condições experimentais deste estudo.
As irradiações por meio de microondas elevam a temperatura interna da resina e possíveis alterações estruturais podem ocorrer durante esse processo. Dessa forma, o aquecimento proporcionado pela irradiação por microondas em uma prótese já polimerizada pode levar a resina próxima à sua temperatura de transição vítrea (Tg), proporcionando maior mobilidade das moléculas de monômero residual em direção aos radicais livres presentes, induzindo uma reação complementar de polimerização e maior grau de conversão do monômero em polímero53,75. De acordo com Wallace et al.79, a diferença entre o aquecimento convencional por condução e o
aquecimento dielétrico (como nas microondas) é que neste método, tanto a parte interna como externa do objeto são aquecidas uniformemente e a temperatura aumenta mais rapidamente. A energia de microondas não depende da condutividade térmica, sendo, portanto, mais eficiente para o aquecimento de materiais como as resinas acrílicas. As moléculas de metil metacrilato são capazes de se orientar no campo eletromagnético das microondas, a uma freqüência de 2450 MHZ, utilizada pelos fornos de microondas domésticos, alterando a direção das moléculas em aproximadamente 5 bilhões de vezes por segundo. Assim, numerosas colisões moleculares ocorrem, causando rápido aquecimento35.
Tem sido demonstrado que a irradiação com microondas após a polimerização química, reduz significativamente o conteúdo de monômero residual de resinas autopolimerizáveis convencionais16,87, por elas apresentarem maior conteúdo de monômero residual em relação às termopolimerizáveis. Essa redução de monômero residual ocorre pela reação complementar de polimerização com maior grau de conversão do monômero em polímero e pelo processo de vaporização do monômero5,39,45,54,63,75,76.
Neste estudo, o número de poros do material K foi significantemente alterado pelas microondas, no G3, em relação ao G1 (grupo sem tratamento). Assim, podemos supor que, além do efeito das microondas atuando diretamente sobre as moléculas de monômero residual, houve
também o aquecimento convencional, que conduziu calor do meio para o interior da resina Kooliner. De acordo com Bafile et al.10,como o monômero apresenta alta pressão de vapor, processamentos em torno de 1000C
causam sua vaporização, produzindo lacunas no material. Durante os ciclos de irradiação, foi observado que a água atingiu a temperatura de ebulição (1000C), aproximadamente após 1 min e 30 segundos, a partir do início do
ciclo, o que provavelmente pode ter causado vaporização do monômero remanescente. Esse aquecimento elevado, também provavelmente aumentou a produção de poros para esse material, por evaporação do monômero. Essa alteração, no entanto, não foi evidente até dois ciclos, mas foi significante em 7 ciclos de irradiação. Outra hipótese para o aumento do número de poros estaria relacionada à presença de carga nesse material. Apesar de o fabricante não informar a existência de componentes inorgânicos neste material, a análise das imagens de microscopia revelou uma quantidade considerável de partículas nesta resina. Em função disso, foi realizada uma análise por espectroscopia de energia dispersa de raio x, que evidenciou a presença de sílica. Portanto, devido às numerosas colisões moleculares provocadas pelas microondas, essas partículas de sílica poderiam ter se deslocado durante as irradiações, deixando espaços vazios, caracterizando a presença de porosidades no material. De acordo com Teixeira et al.70, a formação porosa pode ocorrer quando uma parte do sólido
é removida, seja por um processo de solubilização parcial desse sólido, reações com formação e permeação de gases ou, no caso dos suportes poliméricos, pela separação de fases entre o copolímero e o diluente, durante o processo de polimerização. Portanto, quanto mais irradiações, mais deslocamentos ocorrem, o que justificaria o aumento do número de poros, para o grupo G3.
O material NT não apresentou diferença estatisticamente significante entre os grupos experimentais, indicando que a irradiação não alterou o número de poros, embora o aquecimento provocado pelas irradiações tenha elevado a temperatura do material, acima da temperatuta de transição vítrea (Tg=47,900C)∗. A temperatura de transição vítrea é descrita como a temperatura média, que durante o aquecimento do polímero permite que as cadeias poliméricas amorfas adquiram mobilidade, isto é, possibilidade de mudança de conformação. Abaixo da Tg, o polímero não possui energia interna suficiente, para permitir o deslocamento de uma cadeia em relação à outra, por meio desse tipo de mudança21.
Outra consideração a respeito desse material estaria relacionada ao tamanho das partículas de resina pré-polimerizada e que de acordo com os estudos de Arima et al.8, o tamanho das partículas desta resina, assim como
da resina K, varia em torno de 50 a 100µm. Para Keller e Lautenschlager50, a diminuição do tamanho da partícula de pó, para incorporar menor quantidade
de monômero, permite uma interação de partículas mais eficiente e diminui a possibilidade de formação de poros. Assim, a hipótese de que esse material apresentasse grande quantidade de poros, considerando o tamanho das partículas e por apresentar menor proporção pó-líquido, resultando em maior quantidade de monômero residual, não ocorreu. Além disso, esse reembasador possui, em sua composição, isobutil metilmetacrilato8. De
acordo com Bafile et al.10, resinas que possuem, em sua composição, essa substância, apresentam maior vapor de pressão (125 mm Hg), quando comparado ao dimetacrilato (0,01 mm Hg); e resultaria em maior formação de poros. Considerando essa hipótese correta, a ocorrência de poros, para o material NT, deveria ter sido maior. No entanto, esse material possui em sua composição o plastificante dibutil n-ftalato, o qual facilita a penetração do monômero e a dissolução das pérolas pré-polimerizadas, diminuindo a quantidade de poros14.
Com relação ao material TR, os resultados revelaram que a porosidade foi significantemente reduzida pelo efeito das microondas, no grupo G3, em relação ao G1, mas não houve alteração em relação ao G2 e ao G4.
Assim, é provável que a redução do número de poros haja sido causada pelo aumento da temperatura das amostras, durante as irradiações, elevando a temperatura desse material acima da sua temperatura de
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transição vítrea (Tg=79,580C)∗. Isso permitiu que as cadeias poliméricas adquirissem mobilidade com mudança de conformação21, obliterando os
vazios existentes no material e fechando os poros, quando esse material solidificou, em função de novas ligações moleculares. Assim, esse rearranjo foi benéfico para o material TR (Tg = 79,58ºC)∗. Nos casos dos materiais com Tg menores, como a resina K (49,80ºC)1 e NT (47,90ºC)∗, esses
rearranjos não ocorreram de forma benéfica, pois o pico endotérmico atingido por esses materiais, durante a irradiação em microondas, ultrapassou muito a Tg, o que provavelmente causou um relaxamento estrutural maior e as moléculas, ao se solidificarem, na busca de seu estado de equilíbrio, romperam suas ligações, causando microfissuras (crazing).
Esse efeito foi mais evidente, na região periférica (local de maior acúmulo de tensões) das amostras, quando vários ciclos de irradiação se repetiram (G3), causando alto estresse no material, com maior formação de espaços vazios (Figura 35). Uma outra hipótese para o comportamento do material TR seria que, a mobilidade das moléculas de monômero residual foi capaz de se difundir até os locais de radicais ativos, remanescentes na estrutura polimérica, proporcionando a conversão adicional de monômero em polímero53, tornando mais densa a estrutura molecular, sem a presença de vazios. Além disso, a resina TR também apresenta o componente 1,6-
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hexanediol dimetacrilato8 como agente de ligação cruzada. Essa substância
tende a tornar mais lenta a penetração e a dissolução das pérolas de resina pelo monômero, sugerindo que uma certa quantidade de monômero residual livre permaneceu. Isso poderia ter causado maior contração e evaporação do monômero, pelo efeito das microondas, com formação de novas ligações moleculares, diminuindo, assim, o número de poros. A presença dessas cadeias poliméricas cruzadas pode ter evitado a formação de microfissuras, por deixar a estrutura mais densa, após o relaxamento das tensões.
Os resultados demonstram ainda que a porosidade do material UGH no grupo G3 foi significantemente reduzida pelas microondas em relação ao G1 e ao G4, mas não houve alteração em relação ao G2. Portanto, o efeito das microondas foi significativo para a redução da porosidade do material UGH. Assim, como no material TR, é possível que o aquecimento promovido pela irradiação acima da sua temperatura de transição vítrea (Tg=73,640C)1
tenha causado maior mobilidade das moléculas de monômero residual em direção aos radicais livres presentes, originando novos arranjos nas cadeias poliméricas, induzindo uma reação complementar de polimerização. Da mesma forma que a TR, a resina UGH possui o agente de ligação cruzada 1,6-hexanediol dimetacrilato, sofrendo o mesmo efeito pelas microondas, como descrito anteriormente.
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Para o material L, a porosidade não foi significantemente alterada pelo efeito das microondas. O aquecimento proporcionado pelas irradiações provavelmente não ultrapassou a Tg desse material - 103,440C1;
de maneira que, pouco ou nenhum deslizamento de moléculas ocorreu e, portanto, não houve transformações na sua estrutura. Outra consideração importante diz respeito ao fato de essa resina ser termopolimerizável. Conforme relatado anteriormente, o conteúdo de monômero residual nas resinas polimerizadas por calor, usualmente é menor que aquele verificado para resinas quimicamente ativadas39,63,76,77. Portanto, deve ter ocorrido pouca contração e evaporação de monômero residual, uma vez que o efeito das microondas não foi significativo para esse material. No entanto, houve uma alteração numérica do número de poros para o G2, supondo que, ainda, algum remanescente de monômero residual permanecera. De acordo com Jagger46, a conversão de monômero em polímero é altamente favorecida
pelo aumento da temperatura final de polimerização de 700C para 1000C. O período de permanência em água em ebulição deve ser de, pelo menos, 1 hora para assegurar a conversão máxima do monômero em polímero44,77. E de acordo com Faraj e Ellis40, para evitar a presença de bolhas, aumenta-se a pressão de prensagem ou inicia-se o processo a temperatura máxima de 700C e depois que a maioria do monômero tiver sido polimerizado, a temperatura poderia ser aumentada para assegurar a polimerização
completa e com pouco conteúdo monômero residual. No entanto, o ciclo de polimerização recomendado pelo fabricante para essa resina, atinge a temperatura de 1000C por apenas 30 minutos, e uma possível quantidade de
monômero residual pode ter permanecido nas amostras, o que explicaria o aumento numérico da porosidade, para o G2, por meio do fenômeno de contração e evaporação do monômero.
Na comparação dos materiais, a resina K, no G1, apresentou número de poros estatisticamente igual aos demais, sendo diferente somente do material UGH. Entretanto, no G3, apresentou o maior número de poros. De acordo com Davenport33, a Cândida albicans é a responsável pela
inflamação da mucosa e tem sido encontrada, principalmente, nas superfícies internas das bases de próteses. Poucas células dessa levedura são achadas nos esfregaços, e nenhuma, em biópsias de mucosa palatina. Dessa forma, tem sido sugerido que, a placa retida na superfície da prótese é a principal responsável pela inflamação32. Levin55 observou grande penetração de microrganismos nas superfícies não polidas de próteses usadas. Como a rugosidade superficial da prótese favorece a adesão do microorganismo15 e a formação inicial da placa, e dificulta sua remoção por meios mecânicos de higienização, a desinfecção por meio de microondas, que tem sido indicada por ser um método eficiente11, não seria adequada para a resina K. A ação cumulativa das microondas tornou esse material
mais poroso o que poderia causar o aumento da proliferação de leveduras, atuando como reservatório para o desenvolvimento de microorganismos. Além disso, a associação resina acrílica e Cândida albicans altera o pH do
meio bucal, favorecendo ainda mais o crescimento de microrganismos81. Assim, próteses reembasadas com esse material deveriam ser desinfetadas por outros métodos. Por outro lado, um aspecto interessante foi observado por Neppelenbroek et al.57, em um estudo desenvolvido para avaliar a efetividade da irradiação das microondas na esterilização de materiais reembasadores. O grupo controle da resina Kooliner, após 48 horas de incubação de quatro microrganismos, apresentou maiores valores de ufc/mL, quando comparadas aos materiais UGH e TR. De acordo com os autores, esses elevados valores poderiam ser atribuídos à composição do monômero desse material, que é, basicamente, o isobutil methacrilato enquanto os líquidos das resinas UGH e TR contêm, principalmente, 1,6 hexanediol dimetacrilato. E, considerando que ambas não apresentaram diferenças significativas entre os valores de ufc/mL, é possível que a composição dos materiais possa interferir na quantidade de microrganismos presentes em uma resina reembasadora. Os pesquisadores sugerem que a composição da resina K deve ter facilitado a colonização superficial pelos microrganismos avaliados. Além disso, observam que as propriedades superficiais de uma resina acrílica podem influenciar diretamente na colonização por
microrganismos. Essas propriedades incluem rugosidade do substrato, perfil e energia de superfície, tensão superficial, umidade, características hidrofóbica, interações eletrostáticas e microdureza dos materiais88. Dessa
forma, a resina K, embora bastante utilizada nas clínicas odontológicas, necessita de mais estudos com relação às propriedades de superfície, para identificar os fatores que a classificam como um reembasador que favorece a colonização de microrganismos.
A resina NT, no G1, apresentou diferença estatisticamente significante com menor quantidade de poros que a resina UGH, porém foi estatisticamente igual às resinas K, TR e L. Conforme já relatado, essa diferença pode estar relacionada à presença do plastificante dibutil n-ftalato, na resina NT, que facilita a penetração do monômero e a dissolução das pérolas pré-polimerizadas, o que diminui a formação de poros14; enquanto o material UGH apresenta em sua composição agente de ligação cruzada, que dificulta essa penetração, podendo favorecer o aparecimento de porosidade. Além disso, na composição desse material existe o dimetil p-toluidina o qual possibilita condições de reação química dos radicais livres. A presença dessa substância propicia que a ativação química tenha início em baixa taxa logo após a mistura monômero-polímero evitando a polimerização rápida. Entretanto, maiores quantidades dessa substância podem produzir um aumento da taxa de polimerização e do calor de reação exotérmica,
causando também porosidade17. Apesar de a concentração dessa
substância, na composição do UGH, não ser informada pelo fabricante, em função da quantidade de poros produzida por esse material no G1, pode-se supor que há maior concentração desse componente no reembasador. Entretanto, após as irradiações, o UGH teve a porosidade reduzida, igualando-se aos demais materiais, com exceção do K.
Dos materiais estudados, tanto a resina TR como a UGH exibiram a maior redução de porosidade sob o efeito das irradiações, quando comparadas aos seus respectivos grupos sem tratamento, o que leva a supor que a irradiação em microondas proporciona condições favoráveis para o controle das estomatites protéticas, quando esses materiais são utilizados. Outra consideração a respeito do número de poros da resina TR, para o G1, em relação aos demais materiais, diz respeito a esta ter apresentado, o menor valor numérico, embora não estatisticamente significante, em relação às resinas K, NT e UGH. A menor quantidade de poros, para este material, poderia estar relacionada, ao tamanho de suas partículas, em torno de 20µm a 50µm8, o qual permite melhor incorporação do monômero e uma interação de partículas mais eficiênte, o que diminui a formação de poros50.