• Sonuç bulunamadı

D/A Dönüşümün Rolü

Belgede Analog ve Dijital işaret (sayfa 19-31)

1. A/D VE D/A DÖNÜŞÜM

1.3. A/D VE D/A Dönüşüm İçin Gerekli Mikroişlemci Seçimi

1.3.2. D/A Dönüşümün Rolü

As sanções administrativas foram especificamente regulamentadas pelo Código de Defesa do Consumidor em seu Capítulo VII, precisamente em seus arts.55 a 60. Com exceção ao parágrafo 2° do art.55194 e aos parágrafos 2° e 3° do art.60195, objetos de veto presidencial, bem como ao art.57, cuja redação foi alterada pelas Leis n°8.656/2003 e 8.703/2003, os demais dispositivos foram mantidos conforme apresentados no projeto de lei que deu origem ao Código de Defesa do Consumidor.

192 OSÓRIO, Fábio Medina. Direito administrativo sancionador. 2.ed. rev. atual. e ampl. São Paulo: RT, 2005, p.104. 193 ANDRADE, Vitor Morais de; FERRACIOLLI, Renan Bueno. Sanções administrativas. In: SODRÉ, Marcelo Gomes;

MEIRA, Fabíola; CALDEIRA, Patrícia. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Verbatim, 2009, p.334.

194 Conforme Vitor Morais de Andrade e Renan Bueno Ferraciolli, o texto foi vetado em virtude do sistema federalista: “O

parágrafo 2° do art.55, segundo o qual ‘as normas referidas no parágrafo anterior deverão ser uniformizadas, revistas e atualizadas a cada dois anos’, foi vetado ao argumento de que a União não disporia, na ordem federal, de competência para impor aos Estados e Municípios obrigação genérica de legislar, conforme arts.18, 25 e 29 da Constituição Federal.” (ANDRADE, Vitor Morais de; FERRACIOLLI, Renan Bueno. Sanções administrativas. In: SODRÉ, Marcelo Gomes; MEIRA, Fabíola; CALDEIRA, Patrícia. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Verbatim, 2009, p.336).

195 Os parágrafos 2° e 3° do art.60 foram vetados em virtude da ausência de parâmetros legais que pudessem regular a

contrapropaganda, o que poderia dar ensejo a abusos. Não obstante, também foram vetados pois o Ministério de Estado não possui competência recursal para apreciar, em grau recursal, atos estaduais ou municipais, conforme explica Vitor Morais de Andrade: “Já o art.60 foi vetado sob o argumento de que a imposição de contrapropaganda, sem que se estabelecesse parâmetro legal preciso, poderia dar ensejos a sérios abusos, inclusive redundar na paralisação da atividade empresarial, como se verificava do disposto no §3º do art.60. Por outro lado, seria inadmissível, na ordem federativa, atribuir a Ministério de Estado competência para apreciar em grau de recursos a legitimidade de atos de autoria estadual ou municipal, tal como previsto no §2º do art.60”. (ANDRADE, Vitor Morais de. Sanções administrativas no código de defesa do consumidor. São Paulo: Atlas, 2008, p.71-72).

Nesse contexto, verifica-se que o art.55 regula a competência para normatização, controle e fiscalização da atividade produtiva e distribuição de bens e serviços de consumo, enquanto o art.56 fixa o rol de possíveis sanções administrativas a serem aplicadas aos infratores, cabendo ao art.57 fixar os critérios de mensuração da multa, ficando a cargo do art.58 a imposição das penas de apreensão, inutilização, proibição de fabricação, suspensão do fornecimento, cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso e incumbindo ao art.59 oferecer parâmetros à cassação de alvarás, à suspensão temporária das atividades e à intervenção administrativa. Ao art.60, por sua vez, incumbe fazer o mesmo no que diz respeito à sanção referente à contrapropaganda.

Ainda que a doutrina tenha convergido de forma mais homogênea para classificar as sanções administrativas do Código de Defesa do Consumidor em pecuniárias, objetivas e subjetivas196, entendemos, conforme preconizado por Vitor Morais de Andrade, que as referidas sanções devem ser classificadas em reais, pessoais e pecuniárias.197 E assim o fazemos na medida em que o critério proposto aparenta contribuir para uma melhor compreensão didática do tema. As sanções serão reais quando recaírem sobre o objeto causador da infração e pessoais quando recaírem sobre o próprio fornecedor; serão, por fim, pecuniárias as sanções que resultam em multas.198

5.2.1 Sanções reais

A primeira modalidade de sanção (sanção real), diz respeito àquela que recai sobre o patrimônio ou bem do fornecedor que tenha dado causa ao ilícito. Não é qualquer patrimônio ou bem do fornecedor que servirá para o propósito de atribuir à sanção a característica de sanção real. Fosse assim, a sanção pecuniária deixaria de ostentar essa característica, passando a ser classificada como sanção real.

196 Nesse sentido: DENARI, Zelmo. Código brasileiro de defesa do consumidor: comentado pelos autores do anteprojeto.

10.ed. rev. atual. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p.667; MARQUES, Cláudia Lima. BENJAMIN, Antônio Herman; MIRAGEM, Bruno. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor: arts.1° ao 74: aspectos materiais. São Paulo: RT, 2003, p.756-757; FERREIRA, Daniel. Sanções administrativas. São Paulo: Malheiros, 2001, p.41; AZEVEDO, Fernando Costa. Considerações sobre o direito administrativo do consumidor. In: MARQUES, Cláudia Lima; MIRAGEM, Bruno.

Direito do consumidor: tutela das relações de consumo. v.6. São Paulo: RT, 2011, p.1059-1115.

197 ANDRADE, Vitor Morais de. Sanções administrativas no código de defesa do consumidor. São Paulo: Atlas, 2008,

p.75-79.

198 Vitor Morais de Andrade e Renan Bueno Ferraciolli, tratando das sanções administrativas do Código de Defesa do

Consumidor, as classificam em sanções reais, pessoais e pecuniárias. Lecionam que as sanções reais dizem respeito única e exclusivamente à imposição de sanções que gravam o patrimônio ou bem de propriedade do infrator, incidindo sobre o objeto ou coisa que causou o ilícito. Seguem lecionando que as sanções pessoais atingem a figura do infrator, limitando sua liberdade de permanecer no mercado ou celebrar novos negócios, enquanto as sanções pecuniárias dizem respeito à multa, que obriga o infrator a desembolsar determinada quantia em dinheiro em decorrência da prática de alguma conduta violadora do Código de Defesa do Consumidor. (Sanções administrativas. In: SODRÉ, Marcelo Gomes; MEIRA, Fabíola; CALDEIRA, Patrícia (Coords.) Comentários ao Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Verbatim, 2009, p.337- 338).

Para ser considerada uma sanção real, deve recair sobre o bem, produto ou serviço que causou o ilícito. Também ostentará esta característica quando recair sobre atividades do fornecedor relacionadas ao bem, produto ou serviço que causou o ilícito. Nesse ponto, a sanção real difere da sanção pessoal na medida em que esta, ao limitar a atuação do infrator, guarda relação com o bem, produto ou serviço que causou o ilícito, enquanto a sanção pessoal possui espectro mais amplo, de modo que a limitação da atuação do infrator não necessariamente guardará correlação com o bem, produto ou serviço que causou o ilícito.

Nesse sentido, podem ser consideradas sanções administrativas reais a apreensão e a inutilização do produto, a cassação do registro do produto junto ao órgão competente e a proibição de fabricação do produto, além da veiculação de contrapropaganda, conforme o art.56, II a V e XII, do Código de Defesa do Consumidor.199

5.2.2 Sanções pessoais

Capituladas nos incisos VI a XI do art.56 do Código de Defesa do Consumidor, as sanções pessoais dizem respeito à suspensão de fornecimento de produtos ou serviços, à suspensão temporária de atividade, à revogação de concessão ou permissão de uso, à cassação de licença do estabelecimento ou de atividade e à interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade, além da intervenção administrativa.

Conforme anteriormente apresentado, diferem as sanções pessoais das sanções reais na circunstância de que aquelas não necessariamente guardam relação direta entre o bem, produto ou serviço que causou o ilícito com sua ocorrência. Não se está propondo, é bom salientar, que o fornecedor possa sofrer alguma sanção pessoal por evento diverso. O que se propõe é que não existe uma necessária correlação entre aquilo que causou o ilícito e a sanção imposta, de modo que o evento que causou o ilícito possa servir como ponto de partida para a aferição de atividade infracional. Exemplificando: um fornecedor pode sofrer uma sanção real

199 Para Vitor Morais de Andrade e Renan Bueno Ferraciolli são sanções reais aquelas capituladas no art.56, II, III, IV, V, VI

e XII (ANDRADE, Vitor Morais de; FERRACIOLLI, Renan Bueno. Sanções administrativas. In: SODRÉ, Marcelo Gomes; MEIRA, Fabíola; CALDEIRA, Patrícia. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor. São Paulo: Verbatim, 2009, p.338). Para Zelmo Denari, são infrações objetivas (reais, na nossa classificação), aquelas previstas no art.56, II, III, IV, V e VI, do Código de Defesa do Consumidor, sendo infrações subjetivas (pessoais, na nossa classificação), aquelas regulamentadas no art.56, VII, IX, X, XI e XII, do Código de Defesa do Consumidor (DENARI, Zelmo. Código brasileiro

de defesa do consumidor: comentado pelos autores do anteprojeto. 10.ed. rev. atual. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p.667,

v.I). Para Cláudia Lima Marques, Antônio Herman V. Benjamin e Bruno Miragem, são infrações objetivas as do art.56, II a VI, sendo subjetivas aquelas do art.56, VII a XII, do Código de Defesa do Consumidor. (MARQUES, Cláudia Lima. BENJAMIN, Antônio Herman; MIRAGEM, Bruno. Comentários ao Código de Defesa do Consumidor: arts.1° ao 74: aspectos materiais. São Paulo: RT, 2003, p.756-757.) Para Fernando Costa de Azevedo, são infrações objetivas aquelas previstas no art.56, II a VII do Código de Defesa do Consumidor, consistindo infrações subjetivas aquelas capituladas nos incisos VIII a XII do Código de Defesa do Consumidor. (AZEVEDO, Fernando da Costa. Considerações sobre o direito administrativo do consumidor. In: (Orgs.) MARQUES, Claudia Lima; MIRAGEM, Bruno. Direito do consumidor: tutela das relações de consumo. Coleção doutrinas essenciais v.6. São Paulo: RT, 2011, p.1059- 1115).

em decorrência de determinado bem que causou o ilícito, podendo o Estado, ao analisar a infração, impor outra sanção, desta vez de natureza pessoal, quando constatada a insuficiência da sanção imposta ou quando constatado que o fornecedor tenha incorrido em outras práticas ilícitas, desde que observado o devido processo legal.200

5.2.3 Sanções pecuniárias

Conquanto seja prevista em único inciso do art.56 do Código de Defesa do Consumidor, as sanções pecuniárias (multa) são espécie de sanção mais difundida no âmbito da atuação administrativa estatal. No entanto, sua exigibilidade fica suspensa na pendência de julgamento de recurso administrativo, conforme determina o art.49, parágrafo único, do Decreto n°2.181/97.

Sua fixação, conforme o art.57 do Código de Defesa do Consumidor, considera a gravidade da infração e a vantagem auferida, além da condição econômica do fornecedor, variando entre duzentas e três milhões de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência ou outro índice que venha a substituí-lo, sendo destinada ao Fundo de que trata a Lei n°7.347/85.

Para medição da gravidade da infração, devem ser observadas as circunstâncias atenuantes e agravantes dos arts.17, 24, I, 25 e 26 do Decreto n°2.181/97, além dos antecedentes, conforme art.28 do mesmo Decreto n°2.181/97, que também prevê o critério de extensão do dano causado aos consumidores para gradação e aplicação da sanção administrativa.

Assim, quanto maior a extensão do dano, a vantagem auferida com a infração e a condição econômica do infrator, maior será a multa.

Interessante salientar que a modulação da sanção imposta em virtude da condição econômica do infrator é causa de controvérsia doutrinária. Nesse ponto, José Cretella Jr. sustenta a inconstitucionalidade desse critério por ofensa ao princípio constitucional da igualdade perante a lei.201 Em sentido contrário, João Batista de Almeida:

Entendo inocorrente a inconstitucionalidade. Socorro-me do Código Penal, que possui disposição similar: na fixação da pena de multa o juiz deve atender, principalmente, à situação econômica do réu, podendo aumentá-la até o triplo se considerar que, em virtude da situação econômica do réu, é ineficaz, embora

200 A possibilidade de mutação da sanção decorre não apenas dos princípios que regem a atuação administrativa do Estado,

tal como a autotutela, mas também em decorrência do momento de formação da sanção administrativa, que ocorre quando finalizado o procedimento, ou seja, quando não mais for possível a interposição de qualquer recurso no âmbito do processo administrativo.

201 CRETELLA JR., José; DOTTI, René Ariel (Coords.); ALVES, Geraldo Magela (Org.). Comentários ao Código do Consumidor. Rio de Janeiro: Forense, 1992, p.213.

aplicada no máximo (CP, art.60, caput, e parágrafo único). Tal como na pena administrativa de multa, não busca o legislador discriminar pessoas segundo a fortuna, mas garantir a efetividade da apenação.202

Com efeito, se considerado que a tutela dos direitos de terceira dimensão deve ser sempre almejada, sem olvidar acerca da superação da dicotomia público-privado, o que coloca esses direitos em um novo patamar, temos por oportuno o ensinamento de João Batista de Almeida.

Belgede Analog ve Dijital işaret (sayfa 19-31)

Benzer Belgeler