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1.2. Müdürlükler, Kulüpler Ve Enstitüler

1.2.7. Dış Temaslar Müdürlüğü

O estudo da personalidade faz parte do amplo campo da Psicologia e apresenta uma variedade de teorias para esse construto, as quais têm como escopo investigar a conceptualização do que é personalidade, sua estrutura básica, seus determinantes, bem como suas particularidades apresentam novas percepções para a investigação da personalidade. Em outras palavras, o estudo da personalidade visa oferecer uma maior compreensão acerca dos motivos que levam as pessoas a se comportarem de determinado modo. Acerca disso, Pervin (1978, p.6) salienta que “a ciência da personalidade tenta compreender de que modo as pessoas se parecem, ao mesmo tempo que reconhece que os indivíduos são únicos sob determinados aspectos”.

De forma geral, os estudiosos da área de Personalidade se preocupam com o indivíduo como um todo, porém eles estão particularmente interessados nas diferenças individuais, como, por exemplo, as distintas percepções de uma mesma situação por parte dos indivíduos. Os teóricos da área tentam compreender o comportamento por meio das complexas interações entre os diferentes aspectos do funcionamento do indivíduo, isto é, a pesquisa na área de personalidade busca elucidar como os indivíduos diferem em suas percepções e como essas diferenças se relacionam com o seu comportamento. As pessoas funcionam como um todo organizado, sendo que tal organização se configura no que as pesquisas de personalidade visam entender (PERVIN, 1978).

A partir do exposto acima, pode-se considerar que a personalidade se relaciona direta ou indiretamente com todos os aspectos do comportamento humano. Neste sentido, um fato que reflete essa complexidade é a ausência de um conceito de personalidade, para a área de Psicologia, que seja universalmente aceito (PERVIN, 1978). Conforme Hall, Lindzey e Campbell (2000), as várias diferenças entre as teorias de personalidade indicam que as afirmativas aplicáveis a uma teoria serão um tanto inadequadas em relação a outras teorias. Neste sentido, o pesquisador Gordon Allport (1966) realizou um extenso trabalho de seleção de definições do conceito de personalidade na literatura da área. O autor apresenta como resultado 50 definições

diferentes, classificando-as em três amplas classes, sendo elas: i) definições relacionadas com o efeito externo da personalidade; ii) com a visão positivista da personalidade ;iii) e com a estrutura interna da personalidade.

As definições para a concepção de personalidade de acordo com o seu efeito externo são baseadas na visão social ou externa da personalidade, que se dá na relação com os outros. Para tal corrente, personalidade é a soma total do efeito provocado por um indivíduo na sociedade, seus hábitos ou ações que conseguem provocar reações em outras pessoas. Neste contexto, o autor (1966) salienta que a fundamentação dessa corrente está no fato que a personalidade do indivíduo é conhecida por meio da interação e do julgamento dos outros. O autor ressalta, ainda, que a impressão que os indivíduos causam em outros membros da sociedade é um fator importante no desenvolvimento da personalidade, contudo as definições de efeito externo não abrangem a estrutura interna da personalidade (ALLPORT, 1966).

Já para os positivistas não se pode conhecer a estrutura interna da personalidade, isto é, a unidade dinâmica multiforme que existe na personalidade. De acordo com os positivistas, a personalidade se resume as reações externas do indivíduo. Em outras palavras, a estrutura da personalidade se existir não pode ser diretamente estudada conforme os positivistas.

A posição da corrente de estrutura interna afirma que a personalidade é a organização mental de um ser humano em qualquer estágio de seu desenvolvimento, que abrange todos os aspectos do caráter humano, do temperamento e do intelecto.

Corroborando com tal corrente, Allport (1966) apresenta uma definição minuciosa de personalidade, a qual afirma que ela é uma unidade existente na pessoa, isto é, para o autor “a personalidade é a organização dinâmica no indivíduo dos sistemas psicofísicos que determinam seu comportamento e seu pensamento característicos em seu meio” (p. 50, 1966).

De acordo com as palavras do autor, pode-se entender que a personalidade tem uma estrutura real que envolve tanto aspectos fisiológicos quanto neurais, que determinam o comportamento ativo do indivíduo, bem como refere-se ao que é mais característico, típico ao indivíduo.

A conceptualização do termo “personalidade” ocorre de maneira diversa, pois há uma série de teorias sobre personalidade que tende a investigar a personalidade e o comportamento de diferentes maneiras. Complementando, Pervin (1978) afirma que há muitas teorias sobre personalidade desde aquelas adotadas e utilizadas por leigos até as desenvolvidas por meios do uso de técnicas sofisticadas da matemática.

Hall, Lindzey e Campbell (2000) apresentam em seu livro “Teorias da personalidade” um sumário das principais teorias de personalidade que foram desenvolvidas. Conforme os autores, uma teoria da personalidade deve consistir em um conjunto de suposições referentes ao comportamento humano, juntamente com regras para relacionar essas suposições e definições para permitir sua interação com eventos empíricos ou observáveis. De forma geral, as teorias da personalidade representam um agrupamento de atitudes referentes ao comportamento que estimula e norteia as investigações sobre personalidade, isto é, elas devem oferecer parâmetros importantes para a exploração da personalidade (HALL; LINDZEY; CAMPBELL, 2000).

As teorias apresentadas pelos autores são: a Teoria Psicanalítica de Freud; a teoria Analítica de Jung; as Teorias Psicológicas Sociais (Adler, Fromm, Horney, Sullivan); a Teoria Psicanalítica Contemporânea de Erik Erikson; a Personalogia de Henry Murray; a Psicologia do Indivíduo de Allport; a Teoria de Traço Analítico-Fatorial de Raymond Cattel; a Teoria de traço Biológico de Hans-Eysenck; a Teoria do Constructo Pessoal de George Kelly; a Teoria Centrada na Pessoa de Carl Rogers; a Teoria do Condicionamento de B.F. Skinner; a Teoria do Estímulo-Resposta de Dollard e Miller; a Teoria de Aprendizagem Social de Albert Bandura; e as Teorias da Personalidade em Perspectiva.

Como os objetivos da presente pesquisa não compreendem em discorrer acerca do domínio das teorias da personalidade do campo da Psicologia, as teorias foram mencionadas acima em caráter de exemplificação. A ênfase será dada a abordagem dos Traços Fatoriais de Personalidade, de forma particular no Modelo dos Cinco Grandes Fatores, pois tal modelo é a base teórica para a investigação da personalidade no presente estudo.