1. TARİH KONULU MAKALELERİN İNCELENMESİ VE
1.2. DÜNYADA MİLLİYETÇİLİK ALGISI
As informações sobre o perfil dos coordenadores e os instrumentos de gestão utilizados foram obtidas por meio de questionário semiestruturado (Apêndice 2) aplicado aos coordenadores de unidades de saúde.
O questionário é um instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser
respondidas por escrito, com ou sem a presença do entrevistador. É considerado uma técnica de investigação que consiste em estabelecer um contato efetivo com as pessoas implicadas no problema investigado e distingue-se da entrevista por poder ser aplicado a um maior número de pessoas e pelo fechamento de suas questões (Thiollent, 1987).
Os coordenadores das unidades, sujeitos desta fase da pesquisa, foram identificados pelo gestor de cada município e o questionário aplicado pela pesquisadora. Estes últimos, após tomarem ciência dos objetivos da pesquisa, foram orientados quanto ao preenchimento do instrumento e os que concordaram com sua participação assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (Apêndice 3).
Nos pequenos municípios, a coleta dos dados ocorreu no período de julho a setembro de 2010 e contou com o apoio da 17ª Regional de Saúde para o contato e agendamento da visita nos municípios e também para o deslocamento dos pesquisadores. Nos demais municípios (de médio e grande portes), a aplicação dos questionários foi realizada nos meses de novembro e dezembro de 2010, desenvolvendo-se de forma similar aos pequenos municípios: contato prévio com a Secretaria de Saúde, solicitação de autorização das secretárias para realização da pesquisa, agendamento nas unidades e aplicação do questionário. Nos municípios de Cambé e Londrina, após autorização das gestoras, houve permissão para que o contato com as coordenadoras para apresentação da pesquisa bem como a aplicação dos questionários fossem feitos na reunião dos coordenadores de unidade, o que ocorreu nos dias 23 e 24 de novembro de 2010. Os coordenadores que não estavam presentes na reunião e os coordenadores dos municípios de Ibiporã e Rolândia foram contatados em seus locais de trabalho e foi agendada visita da pesquisadora em cada local.
Das 122 UBS existentes nos 21 municípios integrantes da 17ª Regional de Saúde, responderam o questionário gerentes de 108 unidades. As perdas se deveram a seis unidades estarem sem coordenação; seis exclusões devido aos gerentes estarem em férias ou licenças e sendo substituídos por gerentes de outras unidades pesquisadas e houve também duas recusas.
Os dados foram digitados no programa Epi Info, versão 3.5.1 (CDC, 2008)3. Houve dupla digitação dos questionários e os bancos de dados foram comparados na função “Comparação dos Dados” (Date Compare), permitindo a identificação de campos não concordantes nos dois bancos de dados e realizada a correção antes da análise.
Na análise estatística, foi utilizado o teste Qui-quadrado, e nas variáveis, onde a casela probabilística foi menor que cinco, foi utilizado o Teste exato de Fisher.
As análises foram feitas em dois subitens: perfil e instrumentos de gestão utilizados. No subitem perfil, os coordenadores foram caracterizados quanto à idade, sexo, formação, média salarial, tempo de atuação profissional, experiência em coordenação de UBS, preparo para o exercício da função gerencial, forma de indicação para o cargo de coordenação, forma de ingresso, modalidade de contratação e existência de plano de cargos, carreira e salário (PCCS) na instituição. No subitem instrumentos de gestão estão apresentados: conhecimento dos indicadores de saúde do território de abrangência da UBS, conhecimento das metas e indicadores pactuados pelo município e discussão destes com os trabalhadores da unidade, realização de reunião com a equipe e periodicidade, realização de planejamento e
3 Centers for Disease Control and Prevention (CDC). [citado 2009 jul. 16].
avaliação de ações e serviços, avaliação de trabalhadores da unidade, educação permanente em saúde e participação em reuniões com a comunidade.
Para as questões abertas foi realizada a análise descritiva dos conteúdos e em seguida as respostas foram categorizadas com objetivo de fornecer uma representação mais sintética dos dados brutos (Bardin, 2009; Fernandes, Machado, Anschau, 2009).
A partir das informações obtidas nesta fase, foi selecionado o município de Cambé para campo da segunda fase da pesquisa: o Estudo de Caso. A seleção do município ocorreu por se constituir em um sistema de saúde típico desta região e também pelo fato de os 11 coordenadores de unidades do município terem manifestado concordância em participar da segunda fase da pesquisa, além de apresentarem certa homogeneidade em torno das características de gestão – tempo de atuação na coordenação de unidades maior que 24 meses e a referência sobre a utilização dos instrumentos de gestão: conhecimento de indicadores, discussão destes com os trabalhadores da UBS, realização de planejamento e avaliação de ações e serviços de saúde, avaliação dos trabalhadores, desenvolvimento de ações de educação permanente junto às equipes.
Os resultados da primeira fase foram apresentados à coordenadora da atenção básica do município de Cambé e aos coordenadores de unidades no dia 3 de maio de 2011, com os quais foi marcado o início da segunda fase da pesquisa, ou seja, da primeira sessão do grupo focal para o dia 17 de maio de 2011.
5.2 SEGUNDA FASE: ESTUDO DE CASO
Esta fase buscou compreender, no cotidiano de trabalho, como os processos de reconhecimento mútuo ou de desrespeito se relacionam com a emergência e manejo de situações de conflito na interação entre coordenadores e trabalhadores de unidades básicas de saúde.
Optou-se pela realização de um estudo de caso que, segundo Yin (2010, p.39), “investiga um fenômeno contemporâneo em profundidade e em seu contexto de vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente evidentes”. O estudo de caso justifica-se quando as questões de investigação são do tipo “como” e “por que” e ainda quando o pesquisador tem pouco ou nenhum controle sobre o contexto.
A justificativa para realização do estudo de caso único (em um município) e não múltiplo (nos demais municípios da região) se deveu às possibilidades da pesquisadora em relação ao tempo e também aos recursos disponíveis, tendo em vista que o segundo tipo seria mais demorado e dispendioso. Desta forma, a opção por um caso único integrado (que conta com múltiplas unidades de análise) considerou que o município selecionado reúne características semelhantes aos demais municípios da região. Ou seja, constitui-se em um sistema de saúde típico da região, em que a rede de atenção básica do SUS realiza ampla cobertura populacional; em que a organização da atenção básica se dá a partir da estratégia saúde da família e no fato de haver em todas as unidades de saúde o cargo de gerente instituído. A justificativa para considerar o município (gestão municipal) e não a unidade de saúde como o caso a ser estudado se deve ao fato de que o objeto de estudo (a emergência e o manejo do conflito na interação e entre a
gerência e os trabalhadores de saúde) não se limita a uma unidade de saúde isolada, mas envolve relações da unidade, em que houve a manifestação do conflito, com outras unidades da rede de serviços e também com a gestão (nível central).
O município selecionado para o estudo de caso foi Cambé, com várias unidades de análise: investigação das 11 unidades de saúde por meio de grupo focal com todos os gerentes destas unidades, observação do cotidiano do trabalho gerencial e entrevistas com trabalhadores em duas unidades de saúde.
A partir dos resultados, realizou-se a triangulação dos dados (Bosi, Mercado, 2006; Minayo, Assis, Souza, 2005; Trivinos, 2007), com vistas a processar e analisar dados produzidos por meio de diferentes métodos de pesquisa (observação de campo, entrevista semiestruturada e grupo focal). A utilização de mais de um método de pesquisa favoreceu a compreensão do objeto de estudo de uma forma ampla e aprofundada, por meio da iluminação da realidade sob vários ângulos, e a triangulação foi aplicada para fundamentar o conhecimento obtido por meio dos métodos qualitativos. Fundamentar, neste caso, “não significa avaliar os resultados”, mas ampliar o espaço, a profundidade e a coerência, ou seja, “ampliar e complementar sistematicamente as possibilidades de produção do conhecimento” (Flick, 2009, p.362).
5.2.1 SUJEITOS DE PESQUISA
Foram os coordenadores de unidade de saúde e os trabalhadores da atenção básica de saúde (enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, médicos, cirurgiões
dentistas, técnicos e auxiliares de saúde bucal, auxiliares administrativos e auxiliares de serviços gerais).