2. BÖLÜM: EĞİTİM ÖĞRETİMDE TEKNOLOJİ KULLANIMI VE İLGİLİ
2.2. Coğrafi Bilgi Sistemleri
2.2.4. CBS ve Eğitim
2.2.4.3. Coğrafi Bilgi Sistemlerinin Eğitimde Kullanılmasının
SITUAÇÃO: Sítio geológico/paleobiológico ainda não sugerido à SIGEP
LOCALIZAÇÃO
A Gruta do Salitre localiza-se no município de Diamantina, a 5 km do distrito de Curralinho, nas coordenadas 18°16'35"S e 43°32'12"O. Diamantina é uma cidade histórica mineira situada entre 1000 e 1300 metros de altitude, encravada na Cadeia do Espinhaço - um conjunto de serras que se estende por mais de 1000 km desde o centro-sul de Minas Gerais até a Chapada Diamantina, na Bahia.
A Gruta do Salitre, como pode ser observada na figura 22, não está localizada nos limites de nenhuma Unidade de Conservação.
GEOLOGIA E GEOMORFOLOGIA
Baggio, Souza e Trindade (2011) apontam que do ponto de vista geológico, a característica fundamental da Serra do Espinhaço Meridional é a predominância absoluta dos quartzitos que, em toda extensão do compartimento, compõem uma cobertura rígida e, no entanto, densamente fraturada e cisalhada. As formas de relevo resultantes de sua esculturação pela dissecação fluvial são representadas, majoritariamente, por cristas, escarpas e vales profundos adaptados às direções tectônicas estruturais (SAADI, 1995). A Gruta do Salitre está inserida na unidade do Grupo Guinda, a Formação Sopa-Brumadinho (pelitos, arenitos, filitos, diamictitos, conglomerados e xistos verdes) (figura 22). Analisando o mapa de domínios de geodiversidade (figura 17, pág 75) é possível observar que a Gruta do Salitre encontra-se no Domínio das Sequências sedimentares Proterozóicas dobradas, metamorfizadas em baixo grau a médio grau.
A Serra do Espinhaço é composta pelos compartimentos dos planaltos meridional e setentrional, com direções gerais SSE-NNW e SSW-NNE, respectivamente, que são separados por uma zona deprimida alongada na direção NW-SE (SAADI, 1995). Apesar dos compartimentos terem resultado do mesmo processo geotectônico, correspondem a dois planaltos litoestrutural e morfologicamente diferenciados.
92 Saadi (1995) comenta que o compartimento meridional, no qual está localizada a área de estudo, inicia-se nas nascentes do rio Cipó, próximo a Belo Horizonte, e se estende até o município de Couto de Magalhães - MG. A altitude média da superfície situa-se em torno de 1.200m e o ponto culminante, no Pico do Itambé, equivale a 2.062m.
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Figura 22 - Localização da Gruta do Salitre em relação às cidades mais próximas e a litologia. A área hachurada corresponde à Formação Sopa-Brumadinho.
94 CARSTE
A Gruta do Salitre é uma caverna, que tem seu substrato rochoso em rochas quartzíticas da Formação Sopa-Brumadinho, orientada no sentido NW-SE, compondo a paisagem local atual. Com base nas descrições de Baggio, Souza e Trindade (2011) e representada na figura 23, pode-se compartimentar a Gruta do Salitre em três unidades fisiográficas: 1) O cânion que dá acesso à depressão e à Gruta do Salitre; 2) a depressão da Gruta do Salitre; 3) e a Gruta do Salitre.
O cânion do Salitre (figura 24) representa uma importante feição estrutural, que além da representatividade geológica, geomorfológica, biológica e paisagística possui relevância histórica, uma vez que os escravos rebelados se refugiavam entre os labirintos rochosos dessa área.
O cânion do Salitre se posiciona como uma falha rúptil de direção N-S, com aproximadamente 125m de comprimento e largura de 10 a 15 m. As escarpas do cânion exibem dobras e falhas, atingindo em alguns locais 50m de altura.
Algumas formas cársticas são observadas já no cânion que dá acesso à gruta, tais como lapiás ou karrens horizontais e verticais. O cânion não possui drenagem superficial atual atuante, apesar da existência de vegetação arbórea e herbácea considerável, demonstrando que, no mínimo, existe acumulação de água e umidade no solo. Geologicamente, a evolução tectônica do cânion do Salitre está ligada diretamente ao rift Espinhaço, cuja sedimentação iniciou-se no Paleoproterozóico (± 1,75 Ga), perdurando até meados do Mesoproterozóico (± 1,4 Ga).
A depressão onde se situa a entrada da Gruta do Salitre chega a ter 100 metros de diâmetro, formando um salão externo arredondado, com as paredes do maciço rodeando com até 30 metros de altura.
Segundo Baggio, Souza e Trindade (2011) a paisagem onde se insere a Gruta do Salitre destaca-se por possuir relevo escarpado, formado pelas rochas quartzíticas, proporcionando ao visitante uma belíssima paisagem que se assemelha a um castelo medieval ou a uma igreja construída no estilo gótico, elevando assim seus atrativos paisagísticos. Ainda não foi feito um mapa completo desta caverna, portanto o seu tamanho não foi medido com precisão. Alguns grupos de espeleologia apontam que ela tem mais de 400 metros de desenvolvimento.
95 Baggio, Souza e Trindade (2011) descrevem a Gruta do Salitre, apontando que ela possui dois salões principais (figura 26) que se encontram em paleoníveis diferentes. A presença desses paleoníveis é consequência da mudança no nível de base local, inferindo uma nova dinâmica no eixo de dissolução da rocha.A entrada principal dessa cavidade (figura 25) possui orientação E-W; o perfil transversal possui forma ogival, semicircular, e possui dimensões de 120m de comprimento, 30m de altura na parte central e 70m de extensão.Diversas feições cársticas (figura 27) são encontradas tanto no piso como no teto, demonstrando que a gênese da Gruta do Salitre é resultado do processo de dissolução da rocha quartzítica.
No piso, há a presença de blocos abatidos e sedimentos clásticos e no teto existe uma película mineral delgada, descrita por Willems et al. (2008) como pirolusita (MnO2). Também
são observados domos, alvéolos e chaminés no teto. Nas paredes existem escorrimentos, microtravertinos, crostas e coraloides. A dinâmica atual do carste encontra-se em funcionamento e há uma drenagem subterrânea que percorre todo o salão.
Figura 23 - Compartimentação geomorfológica da Gruta do Salitre. Em azul o canion que dá acesso à gruta, em vermelho a depressão que a antecede, e a seta amarela aponta a entrada da gruta. Imagem Google Earth.
A fauna desta caverna foi investigada pontualmente por Ferreira (2010), em relação a qual se constatou uma fauna comum e com pequena abundância. Considerando o tamanho da
96 cavidade, e comparando o resultado obtido com outras cavernas de mesma litologia, pode-se inferir que provavelmente a fauna dessa caverna pode ter sofrido impacto decorrente do histórico de usos e visitações.
VULNERABILIDADE E SITUAÇÃO ATUAL DE CONSERVAÇÃO
Segundo Azevedo e Araújo (2011), a Gruta do Salitre vem sendo utilizada para diversos fins há décadas e representa um importante atrativo natural amplamente visitado por pessoas que buscam contemplação e lazer. O local é utilizado para práticas de espeleoturismo, esportes verticais como escalada e rapel, e para apresentações musicais. Entretanto, não existia gestão de uso público, o que contribuiu para a degradação do local, bem como para a insegurança cada vez maior dos visitantes. As pichações, o lixo e a degradação da vegetação do entorno ilustram parte dos problemas ambientais Os acessos precários, bem como os frequentes furtos e arrombamentos de veículos, apontam a grande insegurança do local.
Desde 2009, o Instituto Biotrópicos, organização não-governamental sediada na cidade de Diamantina, vem fazendo a interlocução com o Ministério Público e com a Prefeitura Municipal de Diamantina para estruturar a gestão da Gruta do Salitre.
97 REGISTRO FOTOGRÁFICO
Figura 24 - Fotos que mostram aspectos da vista do maciço e do canion onde se encontra a Gruta do Salitre. Foto: Yuri Stávale.
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Figura 26 - Foto que mostra aspectos do primeiro salão. Foto: Yuri Stávale.
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5.3 NOME DO GEOSSÍTIO: Conjunto de geossítios Cavernas da Serra do