2. BÖLÜM
3.2. Dini Tutum ve Sosyal Medya Bağımlılığı Ölçeği Genel Toplam Puan
3.3.1. Cinsiyet Değişkeni ve Dini Tutum ve Davranış İle İlgili Bulguların
Não é objetivo deste trabalho discorrer sobre o tema gestão do conhecimento e todas as suas variáveis (como por exemplo, procedimentos, políticas, estruturas, marcas, patentes e relacionamentos), mas sobre o conhecimento dos indivíduos, seus tipos e modos de conversão, onde percebe-se como ele pode ser criado e transferido dentro das organizações.
O dicionário Aurélio atribui ao verbete “conhecimento” o ato ou efeito de conhecer, idéia, noção, informação, notícia, ciência, prática da vida, experiência, discernimento, critério ou apreciação (FERREIRA, 1999:529). Verificando o mesmo termo em fonte eletrônica (internet), o dicionário Houaiss conceitua conhecimento como o ato ou a atividade de conhecer, realizado por meio da razão e/ou da experiência; ato ou efeito de apreender intelectualmente, de perceber um fato ou uma verdade; cognição, percepção; fato, estado ou condição de compreender; entendimento; a coisa conhecida; domínio, teórico ou prático, de um assunto, uma arte, uma ciência, uma técnica etc.; competência, experiência, prática; faculdade de conhecer; intuição, pressentimento ou outra forma de cognição; fato de reconhecer uma coisa como adrede sabida ou conhecida; reconhecimento; familiaridade (com uma coisa ou uma pessoa), adquirida pela experiência.
Várias definições de conhecimento são encontradas a partir dos grandes filósofos da Antigüidade, mas pode-se perceber claramente que ele é fato resultante do relacionamento entre o indivíduo e o mundo em que vive. Para os filósofos gregos o mundo era considerado inteligível, ou seja, tudo poderia ser compreendido no mundo pelo pensamento. O conhecimento seria feito pela formação de conceitos, que eram verdadeiros enquanto fossem adequados à realidade existente. Poder-se-ia citar também o tratamento do tema conhecimento por São Tomás de Aquino, que o dividia em conhecimento sensível e conhecimento intelectual.
Immanuel Kant diferenciava o conhecimento puro (a priori) do conhecimento empírico (a
posteriori). Tal distinção pode assim ser explicada (KANT, 1999:54):
No que se segue, portanto conhecimento a priori entenderemos não os que ocorrem de modo independente desta ou daquela experiência, mas absolutamente independente de toda a experiência. A eles são contrapostos ou aqueles que são possíveis apenas a posteriori, isto é, por experiência. Dos conhecimentos a priori denominam-se puros aqueles aos quais nada de empírico está mesclado. Assim,
por exemplo, a proposição: cada mudança tem sua causa, é uma proposição a priori, só que não pura, pois mudança é um conceito que só pode ser tirado da experiência.
Vários autores fizeram estudos sobre o conhecimento, mas não é nossa intenção esgotar tão vasto assunto nessa pequena introdução.
Morin (2001:20) faz referências ao conhecimento em um contexto de aprendizado, de saber necessário à educação do futuro:
O conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo externo. Todas as percepções são, ao mesmo tempo, traduções e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados e codificados pelos sentidos. Daí resultam, sabemos bem, os inúmeros erros de percepção que nos vêm de nosso sentido mais confiável, o da visão. Ao erro de percepção acrescenta-se o erro intelectual. O conhecimento, sob forma de palavra, de idéia, de teoria, é o fruto de uma tradução / reconstrução por meio da linguagem e do pensamento e, por conseguinte, está sujeito ao erro. Este conhecimento, ao mesmo tempo tradução e reconstrução, comporta a interpretação, o que introduz o risco do erro na subjetividade do conhecedor, de sua visão do mundo e de seus princípios de conhecimento. Daí os numerosos erros de concepção e de idéias que sobrevêm a despeito de nossos controles racionais.
O conhecimento está sendo tratado como fator primordial para o desenvolvimento de uma nação. Isso não é novidade na história da humanidade se lembrarmos que no final do século XV, Portugal, um pequeno país da Europa, tornou-se grande potência mundial aplicando estudos sistemáticos, pesquisa e conhecimento aos problemas da navegação oceânica, com o objetivo de chegar à Índia e dominar o comércio das especiarias. Após anos de heresias na Igreja, os europeus ingressaram num excitante e dinâmico mundo de inovação, rompendo com os interesses com as forças do conservadorismo dominante. A sistematização do método científico e da atividade de pesquisa a partir do século XVIII, serviu como base para a realização da revolução industrial e para o desenvolvimento que se seguiu. Os países que proporcionaram ambientes favoráveis à criação e disseminação do conhecimento e a sua aplicação na produção tornaram-se mais prósperos. Segundo Drucker (2002:25):
Essa transformação foi impulsionada por uma mudança radical no significado do conhecimento. Tanto no Ocidente quanto no Oriente, o conhecimento sempre foi aplicado ao ser. Então, quase da noite para o dia, passou a ser aplicado ao fazer. Tornou-se um recurso e uma utilidade. O conhecimento foi sempre um bem privado. Quase da noite para o dia tornou-se um bem público.
Há algumas décadas acreditava-se que em nações como o Brasil, as vantagens comparativas como terra, clima e baixos salários podiam ser instrumentos de atração para investimentos e desenvolvimento. Passados os tempos da Revolução Industrial, o mundo reconhece que as coisas não são mais assim: além de capital e trabalho, o insumo fundamental para a criação de riqueza é o conhecimento, que só pode ser criado e transferido quando há pessoas educadas,
preparadas para isso. A inclusão do conhecimento como variável de destaque para o desenvolvimento econômico leva para a teoria econômica a educação e a cultura como parâmetros explicitamente determinantes do desenvolvimento de uma nação.
Sob uma dimensão epistemológica estabelecida em 1966 por Polanyi, Nonaka (1997) faz a distinção entre conhecimento tácito e conhecimento explícito. O conhecimento tácito é pessoal, específico ao contexto, difícil de ser formulado e comunicado. O conhecimento explícito é transmissível em linguagem formal e sistemática (QUADRO 5).
Conhecimento Tácito (subjetivo) Conhecimento Explícito (objetivo)
Conhecimento da experiência (corpo) Conhecimento da racionalidade (mente) Conhecimento simultâneo (aqui e agora) Conhecimento seqüencial (lá e então) Conhecimento análogo (prática) Conhecimento digital (teoria)
QUADRO 5: Dois tipos de conhecimento Fonte: NONAKA (1997)
Tácito, do latim tacitus, que significa não formalmente expresso, não traduzido por palavras, que não é preciso dizer por estar implícito ou subentendido. O conhecimento tácito é pessoal e difícil de ser formalizado e comunicado aos outros, portanto não pode ser documentado. Por isso há dificuldade na transmissão e no compartilhamento com outros. O conhecimento tácito está profundamente enraizado nas ações, experiências, emoções, valores e ideais de um indivíduo. Andar de bicicleta, a regência de uma orquestra, conclusões, insights e palpites subjetivos incluem-se nessa categoria de conhecimento. O reconhecimento do conhecimento tácito nos conduz a uma nova perspectiva organizacional, outrora percebida como uma máquina de processamento de informações, e atualmente como um organismo vivo e dinâmico.
Explícito, do latim explicitus, que é claro, explicado sem ambigüidade, que não tem reservas ou restrições na expressão, descrito com precisão e rigor, permitindo formalização (diz-se de regra, estrutura, princípio etc.), enunciado de modo formal e categórico. O conhecimento explícito é formal e sistemático, fácil de ser comunicado aos outros, passível de documentação e armazenamento em meio físico.
Para efeito de simples comparação entre os dois tipos de conhecimento, tome-se como exemplo uma receita de bolo. Uma mesma receita a ser seguida por dois cozinheiros experientes pode gerar dois bolos com gosto, coloração ou forma diferentes, pois os cozinheiros agregam sua experiência adquirida (o conhecimento tácito - um conhecimento subjetivo, não mensurável, que não se transfere de forma objetiva) à receita escrita (o conhecimento explícito).
Os conhecimentos tácito e explícito possuem quatro modos de conversão, o que possibilita que um conhecimento tácito seja difundido para outros indivíduos (socialização), se converta em explícito (externalização), que um conhecimento explícito seja sistematizado (combinação) ou que o indivíduo aprenda fazendo, convertendo de explícito para tácito (FIGURA 3).
Socialização Externalização
Internalização Combinação
FIGURA 3: Quatro modos de conversão do conhecimento Fonte: NONAKA (1997)
Os quatro modos de conversão do conhecimento retratam a particularidade de cada conceito e suas relações, demonstrando o alto grau de dinamismo existente na criação e na transferência do conhecimento. Essa é a visão que interessa a nossos estudos. Uma visão prática, simples e de fácil entendimento. Totalmente aplicável e compatível com a realidade atual em nossas organizações.