BÖLÜM 4: BİLİŞİM TEKNOLOJİLERİNİN İŞLETMEDE İLETİŞİM VE
4.13. Araştırma Sonuçları ve Sonuçların Değerlendirilmesi…
4.13.3. Hipotezlere İlişkin Bulgular
4.13.3.1. Cinsiyet Dağılımı İle İşletmedeki Pozisyonu Ki-Kare Testi
O estudo hidrogeoquímico na Região de Salto (SP) envolveu, na primeira parte do trabalho, a caracterização das águas subterrâneas a partir de suas propriedades físico-químicas e químicas, associadas à composição química e mineralógica das rochas com as quais estão em equilíbrio.
Foram estudadas separadamente as interações rocha-água-solo no sistema aquífero Cristalino (granítico, fissural) e no sistema aquífero Tubarão (sedimentar, granular), com base em dados hidroquímicos de poços tubulares profundos, litológicos de amostras coletadas em superfície, e experimentais (alteração de rochas). Como vários poços da região não se enquadram nestes grupos que explotam estritamente um dos aquíferos, foi considerado um terceiro grupo de águas correspondente aos poços mistos que atravessam ambos os Aquíferos Tubarão (T) e Cristalino (C).
As águas do Aquífero Cristalino apresentam pH próximo da neutralidade (média 7,16), são fracamente salinas com condutividade elétrica média de 249 μS cm-1
e classificam-se, predominantemente, como bicarbonatadas, cálcicas e sódicas. Os íons Ca2+, Na+ e SiO2 são provenientes,
principalmente, da dissolução incongruente do plagioclásio dos granitos (e hornblenda).
As águas do Aquífero Tubarão apresentam pH variável de 6,22 a 9,89, com média 7,80. São pouco salinas, com condutividade elétrica média de 311 μS cm-1, mas podendo atingir 822 μS cm-1
. As concentrações iônicas de sódio, magnésio, sulfato e cloreto são mais elevadas em relação ao Aquífero Cristalino. O sódio é proveniente da alteração de plagioclásio, o magnésio e potássio de micas, sulfato do enxofre presente em matéria orgânica. Sulfatos e cloretos também podem estar associados a salmouras residuais que permaneceram nos espaços porosos de argilas e folhelhos, quando da deposição em ambiente marinho, ou a águas marinhas antigas que migraram ou foram incorporadas aos sedimentos.
Águas do tipo bicarbonatada sódica e cálcica-magnesiana ocorrem predominantemente em poços com profundidade média menor (110m) e pH médio de 7,27, enquanto águas bicarbonatadas-sulfatadas sódicas, estão associadas a poços mais profundos (média 195m) e pH mais elevado (média 8,07).
As características das águas dos poços mistos assemelham-se às do Aquífero Tubarão quanto ao pH, salinidade e composição química.
Os poços que explotam o Aquífero Cristalino, mas que apresentam cobertura sedimentar (CT), mesmo pouco espessa, também foram considerados como poços mistos. A composição de suas águas, muito similar às de TC, indicam que a cobertura sedimentar exerce forte influência nas características das águas em relação ao embasamento Cristalino.
Para estes dois grupos, TC e CT, as águas dominantemente bicarbonatadas sódicas, seguidas de bicarbonatadas sódicas-cálcicas, ocorrem em poços menos profundos (média de 183m) e pH neutro (média 7,13). Os tipos bicarbonatados-sulfatados sódicos predominam em poços mais profundos (média de 221m) com águas mais alcalinas (pH médio 8,12).
Embora a composição das águas seja fortemente afetada pela constituição litológica dos aquíferos, também sofre modificações nas suas características durante o percurso do fluxo subterrâneo, sendo influenciada pelas condições de circulação e pelo tempo de trânsito e de contato. Esta influência foi notada tanto pelo aumento das concentrações de Na+, F-, Cl-, SO42- e do pH com a profundidade, como pelo aumento da salinidade da área
de recarga no sentido da área de descarga, que corresponde aos principais cursos d’água da região: Rio Tietê e Rio Jundiaí.
A ocorrência de águas salobras em 3 poços do grupo CT (PT-3, PT-31 e PT-34) é acompanhada de elevada força iônica e teores anômalos de sulfato e cloreto. Esses poços, assim como o PT-20 (no Aquífero Tubarão), estão situados no Condomínio Santa Filomena, próximos ao Rio Tietê. Outras duas ocorrências, localizadas no vale do Rio Jundiaí, também se destacam pela elevada concentração de Total de Sólidos Dissolvidos (TSD). As águas nestas áreas também apresentaram anomalias geoquímicas de fluoreto.
Alguns autores atribuem o aumento da salinidade (de águas Na-HCO3 e Na-SO4-Cl) e do teor de fluoreto à proximidade de poços a alinhamentos estruturais de direção NW-SE e um padrão de drenagem condicionado principalmente por lineamentos NW, mas também segundo lineamentos NE e NS no Estado de São Paulo.
Estes lineamentos podem estar associados aos principais traços de drenagem dos Rios Tietê e Paranapanema (Fraga, 1992; Campos, 1993). Szikszay et al. (1981) também constataram uma correlação entre anomalias nas concentrações salinas de águas dos Aquíferos Bauru e Serra Geral e alinhamentos estruturais de direções E-W e N-S (Rio Grande) com inflexões (Rio Tietê), sugerindo conexão hidráulica entre aquíferos confinados e aquíferos rasos através de fraturas e zonas de falhas.
Foram observadas em Salto falhas normais NW com rejeitos de até dezenas de metros cortando os granitóides e as rochas do Subgrupo Itararé. Este aspecto da influência tectônica e estrutural na circulação da água em sistemas de falhas não foi enfocado neste trabalho, mas merece um aprofundamento em estudos futuros, visando esclarecer possíveis correlações com as anomalias de fluoreto e salinidade.
As condições de elevação das concentrações de HCO3-, SO42- e Cl-
nas águas poderiam também estar relacionas às porções confinadas ou de circulação isolada/restrita nos sistemas aquíferos. Estas águas poderiam ainda ter sido isoladas hidrogeologicamente durante a sedimentação das rochas do Subgrupo Itararé.
A ocorrência destes locais com água salobras/salinas merece um aprofundamento na pesquisa sendo necessários estudos envolvendo técnicas isotópicas na identificação de origens prováveis da salinidade, como por exemplo, δ34S e 32S (relação com água marinha) e δ13C e 14C (datação relacionada à circulação da água).
As anomalias na concentração de flúor foram constatadas em 19 poços de Salto que apresentaram teores acima do permitido (1,5 mg dm-3) para consumo humano de acordo com o Ministério da Saúde.
As concentrações médias de flúor na água do Aquífero Tubarão e poços mistos (Tubarão/Cirstalino) são superiores às do Cristalino.
A origem do flúor na água está associada à alteração dos minerais das rochas formadoras dos aquíferos que contêm fluoretos nos sítios ocupados por hidroxilas da estrutura mineral: biotitas e anfibólios das rochas graníticas e argilominerais e micas nas rochas sedimentares do Subgrupo Itararé-Gr. Tubarão. O enriquecimento dessas rochas em flúor estaria associado à percolação de fluidos hidrotermais ricos em flúor vinculado a evento magmático mesozóico (separação de América do Sul e África, gerando o oceano Atlântico Sul).
A presença do flúor na água é controlada pelas condições de equilíbrio água/rocha, com solução normalmente alcalina (pH >7,5) e, conseqüentemente, elevados teores de sílica dissolvida, associados a águas bicarbonatadas ou sulfatadas com consideráveis concentrações de sódio.
O comportamento de fluoreto na água está associado a processos de liberação de Na+ e de F- em condições alcalinas e, por outro lado, à remoção de Ca2+ como carbonato. O flúor em altas concentrações ocorre em águas pobres em cálcio, ou seja, a concentração de Ca2+ determina os limites de fluoreto.
Os experimentos de alteração de rochas graníticas e sedimentares, simulando porções rasas e profundas dos aquíferos, demonstraram o processo de liberação de fluoreto para as águas, com teores compatíveis encontrados nos poços tubulares da região. Comprovaram a origem natural de fluoreto nas águas alcalinas. A eficiência da remoção de flúor acompanha a elevação da condutividade elétrica, pH e lixiviação de sódio.
Constatou-se, também, a influência da salinidade das águas na presença de fluoreto. As amostras de água de poços que apresentaram saturação ou supersaturação em fluorita e calcita correspondem àquelas com elevada salinidade (CE). E nos experimentos de alteração de biotita, a remoção do fluoreto mostrou-se mais eficiente nas condições de alta salinidade (800 μs cm-1) em relação à elevado pH (8,3).
O estudo da ocorrência de anomalias de fluoreto permitiu o estabelecimento de algumas áreas (delimitadas em vermelho na Figura 60) que
de Salto. Estes limites poderão ser expandidos e novas áreas definidas em função de novos resultados analíticos associadas a uma ampliação da rede de amostragem.
Figura 60. Áreas com anomalias de fluoreto em poços tubulares.
Embora o percentual do uso da água subterrânea seja reduzido em relação ao das águas superficiais nesta região, é crescente a demanda pelo setor industrial e em condomínios , o que sugere a necessidade de maior esclarecimento à população sobre as condições naturais dos aquíferos e suas limitações.
Na segunda parte deste trabalho, foram enfocados os processos geoquímicos nas porções mais superficiais utilizando microbacias como unidades territoriais de análise: a do Córrego do Ajudante e no Condomínio Santa Filomena (próximo ao Rio Tietê).
Foi avaliada a interação entre águas superficiais, solos/sedimentos e águas subsuperficiais de poços cacimba em sistemas rasos, além da interferência de atividades antrópicas nesses meios.
As análises de águas subterrâneas rasas permitiram definir um sistema bem distinto dos aquíferos profundos (Tubarão e Cristalino), menos mineralizadas, com concentrações iônicas e valores de condutividade elétrica e de pH inferiores (média 6,14), indicando relativo isolamento entre estes sistemas aquíferos. Suas características assemelham-se às das nascentes (representadas pela amostra CAJ-01 e CAJ-02), quando se comparam o dados de concentrações iônicas (Ca2+, Mg2+, Fe(t), Na+, K+, F-, alcalinidade) e pH,
indicando escoamento subsuperficial para as drenagens.
Em termos de qualidade das águas, constatou-se, como era de se esperar, melhor preservação das aguas profundas em relação às rasas, sendo estas mais susceptíveis a ação de agentes poluidores.
As baixas concentrações de fluoreto nas águas dos poços cacimba, bem como nas extrações em solos, confirmam as condições de equilíbrio em águas mais profundas e, portanto, originadas da interação com as rochas.
Alguns poços cacimba apresentaram elevados valores de Fe(total) (mín.:
0,06 mg dm-3 e máximo: 0,54 mg dm-3) e NO3- (mínimo: 0,88 mg dm-3 e
máximo: 57,5 mg dm-3), indicativos de problemas com potabilidade para consumo humano, possivelmente associados à má conservação dos poços. O poço cacimba situado à jusante do Aterro de Salto (PC-26) apresenta evidência de contaminação proveniente do aterro (Coliformes Totais: 920 N.M.P 100/mL e CE=816 μS cm-1
).
O estudo em microbacia também permitiu avaliar a qualidade das águas superficiais e sedimentos do Córrego do Ajudante. Em termos de acréscimo de substâncias ao longo de um curso d’água, observou-se incremento nas concentrações iônicas de cálcio, potássio, sódio, amônio, cloreto, nitrato e fosfato, e no aumento da condutividade elétrica, das cabeceiras até a foz do Córrego do Ajudante no Rio Tietê. A deterioração dos recursos hídricos superficiais e subterrâneo raso se deve, principalmente, ao lançamento de águas servidas e de esgotos no córrego e influência do antigo lixão municipal.
Os sedimentos do Córrego do Ajudante também apresentaram incremento dos teores dos elementos Na, Ca, Mg, K, Al e P ao longo do curso d’água, além de teores elevados de íons metálicos bário, cobalto, cobre, níquel,
chumbo e zinco em comparação ao Branco, atingindo o triplo da concentração de referência nesta microbacia.
Na área do Condomínio Santa Filomena, a área topograficamente mais baixa do condomínio sofreu influência do Rio Tietê, apresentando elevados teores de metais Co, Cu, Cr, Zn, Ni e de P.
O acúmulo destes íons poluentes nos solos/sedimentos pode ser considerado uma fonte potencial para as águas superficiais e subterrâneas na área.
Finalmente, o estudo integrado dos sistemas aquíferos e superficiais em unidades como a micro-bacia permitiu definir a origem de fontes potenciais de contaminação, que deverão ser monitoradas visando maior controle e adequação da disposição/lançamento de resíduos para o meio.
Da mesma forma, deverá haver maior restrição e controle na captação e aproveitamento das águas subterrâneas, em função das características naturais das águas profundas e à susceptibilidade das águas subterrâneas rasas ao uso e ocupação do solo.