2. KONAKLAMA İŞLEMLERİ
2.1. Bölümlerin Kısa Özeti
2.3.1. Check In Listesi
5.4.1 Supressão da fase procedimental executória
Alguns magistrados, após a liquidação do julgado, homologam os cálculos sem a oitiva das partes, iniciando a execução. O respaldo legal existe, tendo em vista que a concessão do prazo do art.879 da CLT é facultativa, porém, no caso da penhora on-line, é uma imprudência.
Iniciada a execução, chega-se a promover a citação e, de logo, a penhora
on-line, desrespeitando-se a oportunidade do devedor de indicar bens à penhora.
Além disso, pode ocorrer a rejeição da indicação de bens de fácil comercialização, ou mesmo a desconstituição de penhora sobre estes, procedendo-se ao uso do Sistema BACEN JUD.
Repudiamos o desrespeito à prévia manifestação sobre os cálculos de liquidação, quando aberta a possibilidade do uso da penhora on-line, em face de que o erro na elaboração dos cálculos poderia levar ao excesso de execução ou ao alcance apenas parcial dos objetivos da medida, não sendo este resultado tão danoso quanto o primeiro.
A indicação de bens à penhora deve ser oportunizada ao devedor. Todavia, é cediço que muitos executados valem-se desse direito para procrastinar a execução, oferecendo bens com indicação de valor muito superior ao de mercado, levando à não garantia da execução por serem os bens insuficientes, ou mesmo, indicando bens de difícil comercialização. Tudo isso para ocultarem aqueles que lhe interessam ou para aliená-los, fraudando a execução e criando obstáculos procedimentais, prejudicando, inclusive, terceiros de boa-fé.
Os maus exemplos não devem levar ao julgamento antecipado dos devedores, de maneira a considerá-los verdadeiros vilões. A indicação de bens deve ser minuciosamente analisada pelo magistrado em cada caso concreto, prestigiando os devedores que de boa-fé buscam saldar suas dívidas, indicando bens de fácil comercialização e capazes de atingir os objetivos colimados pela execução.
Concluímos que, sendo ineficaz a indicação de bens, deve-se rejeitá-la e proceder-se à penhora on-line. Porém, sendo eficaz, deve-se aguardar o resultado da praça ou do leilão.
5.4.2 Valores impenhoráveis
Na pesquisa realizada através do BACEN JUD não se obtém a origem do dinheiro constante da conta ou sua destinação.
Corre-se o risco de penhorarem-se salários, proventos de aposentadoria, pensões etc., ou seja, verbas de caráter alimentar, que por definição legal são impenhoráveis (art.649, I a X).
Podemos citar, por exemplo:
Doações em depósitos bancários decorrentes de doações com cláusula de impenhorabilidade;
Provisões de alimentos e combustíveis necessárias à manutenção da família do devedor;
Valores concernentes a soldos e salários, bem como valores que se destinam ao exercício de profissão;
Valores intermediários de venda de bem de família para aquisição de outra moradia, ou valor transitório de veículo para aquisição de outro que seja indispensável como instrumento ao exercício profissional e sustento da família; e
Valores destinados à aquisição de materiais para obras do bem de família.
Como toda inovação tecnológica, não poderia o Sistema BACEN JUD deixar de ser atacado por argumentos bem fundamentados.
A despeito disso, nos casos listados, cabe ao executado provar a origem e a destinação dos valores, para o fim de retirar a constrição sobre eles imposta.
Na casuística, poderá, por exemplo, ocorrer a penhora de um imóvel que constitua bem de família, mas que, após provada essa qualificação, seja considerada inválida a constrição, liberando-se o bem. O mesmo ocorrerá na penhora on-line. Nesta, havendo o bloqueio de valores cuja origem ou destinação justifiquem a retirada da constrição judicial, será esta levantada, restituindo-se ao prejudicado os seus créditos tais quais como quando bloqueados.
Na nova sistemática da penhora on-line, atribui-se à instituição bancária parcela da responsabilidade na escolha da conta ou ativo financeiro a ser bloqueado, quando o devedor for titular de mais de um destes.
Quando a conta-corrente for destinada ao recebimento ou criada com a finalidade de recebimento de salários, ou mesmo de benefício previdenciário, provando o seu titular essa origem dos valores depositados, proceder-se-á ao
levantamento da constrição, restituindo-se ao executado a livre disponibilidade sobre seu crédito.
Destarte, cabe ao executado provar a origem ou destinação dos valores bloqueados a fim de possibilitar a retirada da constrição judicial, da mesma forma do caso anteriormente citado em que se deve provar que o imóvel constrito é bem de família, invalidando, assim, a penhora.
A demora na comunicação entre os bancos e o judiciário, que fundamentou a maioria das críticas, já foi amplamente reduzida com a eliminação dos ofícios, que inicialmente eram utilizados no BACEN JUD para a obtenção das respostas das instituições bancárias e para a determinação da transferência de valores. Hoje, com o uso da segunda versão do Sistema BACEN JUD, toda a comunicação é feita através da internet, bloqueando-se, transferindo-se e desbloqueando-se pelo computador.
5.4.3 Excesso de bloqueios
No primeiro Sistema BACEN JUD, não se pode negar esta falha. Solicitava-se o bloqueio de contas pela internet, mas as instituições bancárias respondiam à solicitação através de ofício. A demora nas respostas era uma constante. Assim como o bloqueio de mais de uma conta em função do mesmo pedido, acarretando excesso na execução, e gerando verdadeiro risco à atividade empresarial. Esse, com certeza, é um dos motivos que levaram muitos juristas a criticarem a penhora on-line. O problema que se seguia era o desbloqueio dos créditos penhorados em excesso, tendo em vista que dependia da expedição de um novo ofício pelo magistrado, ficando o executado, durante dias e até meses, sem a livre disponibilidade sobre seus créditos, mesmo após estar garantida a execução.
Com o novo Sistema BACEN JUD, eliminou-se o excesso de ofícios, bloqueando-se, transferindo-se e desbloqueando-se através de solicitação pela internet.
Deste modo, verificando o magistrado o excesso na penhora, determinará de imediato o desbloqueio do montante que sobejar ao crédito exeqüendo. Ficará o devedor, sem a livre disponibilidade dos valores excedentes, por um período não superior a dois dias úteis bancários.
Alguns ainda criticarão o BACEN JUD por essa “demora”. Sabemos, também, que as críticas se mantêm com base neste fundamento, por não terem sido contrastadas com a nova sistemática apresentada no final do ano de 2005.
O sistema buscou e deve continuar buscando o aperfeiçoamento de maneira a eliminar as críticas e realizar-se da maneira menos onerosa ao devedor, mas mantendo a efetividade da execução.
Não existe mais aquela espera imprevisível de respostas da rede bancária. O executado, sem necessidade de provocar o judiciário, terá os valores em excesso desbloqueados e disponibilizados plenamente.
Dentre as críticas à penhora on-line, citamos a que afirma a impossibilidade de individualizar as contas e os valores, não proporcionando formas de proceder à penhora até os limites da execução.
Na primeira versão do Sistema BACEN JUD, essa crítica era bastante plausível. Porém, na versão atual, a mesma não pode subsistir. O novo sistema permite a especificação de contas que devem ser atingidas pela solicitação eletrônica. O Provimento nº03/2003, da Corregedoria Geral da Justiça do Trabalho, autoriza a indicação de uma conta específica por parte das empresas para que
sobre elas incida a penhora on-line, evitando-se, assim, o bloqueio de mais de uma conta. Ademais, o desbloqueio de contas é mais célere.
5.5 Princípio do menor sacrifício possível do executado, princípio da