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Enquanto as obras do Sistema Rio Claro não terminavam e a polêmica sobre a utilização das águas do rio Tietê não se concluía, o abastecimento de água mantinha-se uma demanda permanente, quadro que piorou após as fortes estiagens de 1924 e 1925. Em 1929, iniciou-se o aproveitamento das águas da represa do Guarapiranga para abastecimento, localizada na zona sul da cidade, na região de Santo Amaro, construída inicialmente para a produção de energia elétrica.

Com a represa de Guarapiranga o abastecimento de água não seria mais realizado por “águas protegidas” de mananciais distantes. A adução da Guarapiranga foi parte de um plano de emergência e no prazo de 11 meses foi concluído um conjunto completo de obras, compreendendo captação, recalque da água bruta para a estação de tratamento do Alto da Boa Vista, adução até a estação elevatória da Rua França Pinto, no sopé do espigão da Paulista, de onde a água era recalcada para o reservatório da Vila Mariana, sendo que as obras executadas possibilitaram a retirada e distribuição de 1 m³/seg.Em seguida, de acordo com termo celebrado com a empresa em julho de 1930, o Governo do Estado foi autorizado pela Light a retirar 4 m³/seg. para abastecimento público. A adução desse volume de água, no entanto, só se completaria em 1958 (QUEIROZ, 1964, p.30).

Nesse período, além das obras destinadas à distribuição das águas retiradas do Guarapiranga, foi programada e concluída a construção de uma bateria de poços profundos, na várzea do Tietê,

próximo ao Belenzinho, para a obtenção de um volume de 30 milhões de litros/dia, bem como obras complementares para a adução dessas águas aos reservatórios da Penha e Belenzinho. Concluídos e postos em funcionamento os poços não produziram o volume de água que se esperava. Adicionalmente ao plano de emergência de 1929, para manter a vazão da adutora do Cabuçu, que se reduzia na estiagem, foi construída uma estação com aproveitamento das sobras do ribeirão Cabuçu e seus afluentes a jusante da captação, injetando na adutora um volume suplementar de 10 milhões de litros por dia (Ibidem, p.30).

Cabe destacar que além de ampliar a distribuição de água na cidade, a utilização da Guarapiranga para abastecimento de água marca o início de um conflito decorrente do uso múltiplo das represas, somado ao não tratamento de esgotos, que até hoje se faz presente, ainda que de forma mais direta em relação à Billings. O futuro das águas, e do saneamento, seria a partir de então mais determinado pelo interesse na hidroeletricidade. Nesse sentido, consideramos relevante recuperar alguns aspectos da múltipla atuação da Light e seus interesses, retomando suas atividades iniciais.

A The São Paulo Tramway Light and Power Company Limited - Light, empresa criada no Canadá com um conglomerado de capital canadense-anglo-americano, começa a atuar em São Paulo em 1899 por um decreto do presidente Campos Sales. Esse grupo liderava empreendimentos em várias cidades do mundo, funcionando como um conglomerado de capitais. No Brasil43, atuava

em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

A Light atuou desde o princípio com uma estratégia monopolista, e do ponto de vista técnico e organizacional era uma empresa eficaz, que gerava muitos lucros. E para que pudesse operar sem restrições, mantinha relações próximas com a elite política e social, procurando sempre integrá-la aos seus negócios. A empresa mantinha um jornal de circulação diária para se contrapor aos seus numerosos críticos, e chegava a atuar eleitoralmente, alistando seus operários e obrigando-os a votarem na chapa indicada pela empresa (JORGE, 2006, p.74-75).

Conforme Seabra (2012), a Companhia Light estava associada em holding44 e tinha como objetivo afastar concorrentes. Em 1901 ela constrói a usina hidrelétrica de Parnaíba, na Cachoeira do Inferno, rio Tietê, na altura de Santana do Parnaíba; e em 1909 obtém ampliação de sua concessão do bonde (sobre o qual tinha exclusividade) para a distribuição de força e luz, liquidando as empresas concorrentes como a Viação Paulista e a Companhia de Força e Luz (BUENO, 1994, p.64). A britânica San Paulo Gás & Co. resistiu durante algum tempo, e disputou o mercado da iluminação pública, mas acabou sendo incorporada pela Light.

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Em 1904, em meio a certas resistências, o Grupo Light conseguiu instalar-se na cidade do Rio de Janeiro, tendo fundado a The Rio Tramway Light and Power Co. Ltd. e, em 1912, é registrada em Toronto a empresa holding de eletricidade, a Brazilian Traction, Light and Power Co. Ltd. para articular as subsidiárias: The São Paulo Tramway, Light and Power Co. Ltd; a São Paulo Electric Company Limited, formada também em Toronto e autorizada a funcionar no Brasil em 1911, e a já mencionada, The Rio Tramway, Light and Power Co. Ltd.

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No começo do século XX, a holding foi um sistema monopolístico de organização de empresas que se configurou no Brasil, e em outros países (Canadá e Estados Unidos) como forma de conjugar capital financeiro e a indústria de equipamentos elétricos (SEABRA, 2012).

Na década de 1920, a Light cresceu para o interior do Estado de São Paulo, por meio do controle acionário de pequenas empresas de energia elétrica do Vale do Paraíba, e também Jundiaí, Itu, Porto Feliz. Expandindo seus negócios em diversas regiões e setores de atuação, ficou conhecida como “polvo canadense” (SANTOS, 1987, p.111).

1.6.1

A construção da represa de Guarapiranga e a concepção do Projeto Serra

Em 1912, a usina hidrelétrica de Parnaíba (Edgard de Souza), que inicialmente tinha duas unidades que produziam mil kW em cada uma, atingiu a geração máxima de dezesseis mil kW. Para a ampliação da capacidade de geração de energia da usina, foram instaladas sucessivas turbinas, o que impôs a necessidade de regularização da vazão da água do Rio Tietê, principalmente em épocas de estiagem. Para isso, a empresa construíra um grande reservatório de regularização45, em 1908, represando o rio Guarapiranga, afluente do rio Pinheiros, e

formando a represa Velha de Santo Amaro, ou Guarapiranga.

Como observou Seabra, “a instalação dessas usinas geradoras, os processos técnicos de transmissão de corrente, significavam atualização tecnológica, pois eram contemporâneas à difusão de hidroeletricidade em escala industrial nos países já industrializados.” (SEABRA, 1987, p.157).

A represa de Guarapiranga, e também a de Parnaíba, eram bem vistas pela população, pois representavam obras grandiosas e inéditas e, no caso da Guarapiranga, criava um espaço bonito e aprazível, representavam assim o “progresso”. Mas a atuação posterior da Light deixava bem claro seus métodos. Um deles refere-se à obtenção de terras a serem inundadas. A construção do reservatório prejudicou diversos sitiantes e chacareiros que desempenhavam atividade agropastoril e abasteciam São Paulo com seus produtos porque tiveram que se mudar forçosamente recebendo quantidades irrisórias por suas propriedades, e acusavam os empregados das empresas por negociações abusivas (JORGE, 2006, p.77). A forma de obtenção de propriedades e o interesse imobiliário da Light assumirão grandes dimensões posteriormente, com a retificação do rio Pinheiros.

As ampliações de capacidade da usina de Parnaíba possibilitaram, além do uso para prover os serviços de bondes elétricos e iluminação pública, a venda de excedente de energia, viabilizando a expansão industrial e o uso em residências. Apesar das máquinas a vapor serem utilizadas como importantes forças motrizes nas fábricas, os motores elétricos eram cada vez mais requisitados46. A partir dos anos 20, a geração de energia seria a principal fonte de ganhos da

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Na época das chuvas a água era acumulada na represa e nos meses de seca era despejada no rio Pinheiros, chegando por meio deste ao rio Tietê, ajudando a aumentar a geração de energia em Parnaíba.

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Segundo o Censo de 1907, do total de 109.676cv (cavalo-vapor) de potência instalada nas indústrias do país, 73% provinham de energia a vapor, 22% de energia hidráulica, quase 5% de eletricidade e o restante distribuído em outras formas de energia. Já o censo de 1920 demonstrou que do total da capacidade energética, 47,2% advinham da eletricidade, 36,2% do vapor, 10,4% da energia hidráulica e o restante de outras fontes (SÃO PAULO, 1999, p.84-85).

Light. A pressão sobre o aumento da produção de energia elevou-se após o fim da Primeira Guerra Mundial.

Nesse momento, contudo, o sistema hidroelétrico montado pela Light já não era capaz de garantir o fornecimento em São Paulo. Apesar disso, a empresa tentava impedir a quebra de seu monopólio, valendo-se de seus recursos financeiros e de influências, conseguindo leis e contratos privilegiados (JORGE, 2006, p.78).

Assim, em 1922, as obras de expansão de geração de energia elétrica serão conduzidas por um engenheiro hidrelétrico americano chamado Asa White Kenney Billings. Após seus estudos, concluiu que era necessário construir uma alternativa de baixo custo, pois a seca do período estava afetando até mesmo o serviço de bondes. Como medida emergencial, a Light inaugurou, em 1925, depois da sua construção às pressas em apenas onze meses, a Usina de Rasgão, perto da cidade de Itu, interior do Estado.

Já estava em elaboração o “Projeto Serra”, apresentado em 1923 pela Light. O projeto foi concebido pelo engenheiro Billings, ainda em 1911-1912, e visava, por meio de uma grande operação de engenharia, utilizar as águas da Bacia do Alto Tietê para gerar energia elétrica na Usina Hidrelétrica de Henry Borden (UHB), em Cubatão, aproveitando-se do desnível da Serra do Mar. O Projeto Serra foi aprovado pelo governo federal em 1925, e autorizado pelo Decreto Federal nº 16.844, de 27 de março de 1925.

Nesse contexto a represa de Guarapiranga passa a servir ao abastecimento público em 1929.

Figura Figura Figura

Figura 4444 – Réplica do mapa da segunda Concessão do Projeto Serra como construído entre 1928-1944.

Fonte: “Billing and water Power in Brazil” Adolph J. Ackerma ASCE, 1953. Extraído de: Consórcio Intermunicipal do ABC; FUNDUNESP, 2001, p.24.

Primeiramente, foi construído o reservatório Rio das Pedras, formado por uma barragem e por diques, junto à vertente marítima da Serra do Mar, na cota 733 metros. Também contribuiu para o reservatório um pequeno afluente da margem esquerda do Rio Grande, que foi escavado e dragado para permitir que parte de sua vazão fluísse para o reservatório (SOUZA, 1982, p.105).. Em 1926 já entrava em operação o primeiro grupo gerador de Cubatão, com uma potência considerável para a época, 44.347kW (SEABRA, 1987, p.158).

Figura 5 Figura 5 Figura 5

Figura 5 – Barragem rio das Pedras, 1932.

Fonte: Fundação de Saneamento e Energia.

Além da construção de uma usina hidrelétrica ao pé da Serra de Cubatão, o Projeto Serra previa a construção de quatorze reservatórios em São Paulo, que seriam interligados por túneis e canais à represa do rio Grande. Esta concepção retomava propostas de Saturnino de Brito, que planejara o conjunto de represas a montante de São Paulo, como forma de combater as enchentes, ao mesmo tempo, formar mananciais e incrementar a navegação, já que elas poderiam regularizar o regime do Tietê (JORGE, 2006, p.81).

A Light, no entanto, alterou o projeto inicial, pois após aprimoramentos dos estudos de Billings, o engenheiro concluiu que seria menos custoso e mais rentável para a empresa construir o reservatório do rio Grande (ou Jurubatuba), mais tarde chamado de represa Billings. A construção do reservatório contemplou duas grandes barragens: a do Rio Grande, junto ao final do futuro Canal Pinheiros, e o chamado Summit Control, barragem reguladora junto ao canal que controlaria a vazão das águas do Reservatório Rio Grande, no nível 748 metros, até o Reservatório do Rio das Pedras, na altitude de 728 metros. Em seguida foram feitas sucessivas adições de unidades de geração, até que em 1938 chegou-se a capacidade de 65.000kW.

Posteriormente, os anos 1940 são marcados por crises no fornecimento de energia e, o plano de obras no rio Pinheiros é redefinido, conforme se verá adiante.

1.6.2

Obras de geração de energia entrelaçadas ao interesse imobiliário da Light

No início do século XX, as concessões de produção e distribuição de energia não eram reguladas ou fiscalizadas, o que gerava problemas sérios para o Estado, pois as empresas utilizavam estratégicos recursos hídricos nacionais. O Código das águas, por sua vez, encaminhado à Câmara federal em 1907, valeria no território nacional apenas em 1934. Odette Seabra explica como a Light influenciou sua elaboração em seu favor, no que se refere ao dispositivo que

garantia a propriedade sobre o leito do rio alterado por obra humana a quem realizasse a despesa (SEABRA, 1987, p.160).

Em 1927, sob a presidência de Júlio Prestes, a lei nº 2249/192747 concedia à Light os direitos de

canalizar, alargar, retificar e aprofundar leitos dos rios Pinheiros e seus afluentes, Grande e Guarapiranga, a jusante das respectivas barragens, nos municípios de Santo Amaro e Capital, drenando, saneando e beneficiando assim os terrenos situados nas respectivas zonas inundáveis. A lei declarava como de utilidade pública os terrenos e outros bens indispensáveis à construção das obras, e de necessidade pública as áreas atualmente alagadiças, ou sujeitas a inundações, saneadas ou beneficiadas (artigo 3º). Também concedia o direito de desapropriação dos bens e terrenos objetos de intervenções, tendo que para isso submeter as plantas das obras a executar bem como suas modificações à prévia aprovação do poder executivo (artigo 4º) (Ibidem, p.161).

Para continuar a exploração do potencial de geração do sistema de Cubatão, a Light planejava concretizar o aproveitamento das águas do Tietê através do rio Pinheiros, realizando um conjunto de obras para inverter o curso original desse rio, aumentando a vazão de água que chegava à represa Billings.

Mas Seabra demonstra que a estratégia da Light foi além desse objetivo, e detalha as implicações das indefinições dessa lei no que se refere à propriedade da terra, explicitando a estratégia da empresa em adquiri-las. Apesar da Light ter iniciado a compra de propriedades antes de 1928, amparada pela lei de concessão, se aproveitou de uma situação de desastre, a enchente de 1929, quando, após um período chuvoso “as águas existentes nas várzeas foram acrescidas dos volumes das represas da Light após terem sido abertas as comportas para acrescer o volume retido por processos naturais e assim seria superestimada, como de fato foi, a superfície admitida como planície aluvial do Rio Pinheiros”. Uma vistoria ad perpetuam demarcou no terreno o território de domínio da Companhia. Assim foi delimitada a zona inundável, identificada também nos mapas da Companhia, como linha de máxima enchente (SEABRA, 1987, p.12)48.

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O Decreto estadual nº 4487 de 9 de setembro de 1928 aprovou as cláusulas, em execução desta Lei, conforme Seabra (1987).

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A autora Odette Seabra explica em detalhe o procedimento de abertura das comportas entre as páginas 173 e 193 de sua tese de doutorado.

Figura Figura Figura

Figurassss 6666 e 7e 7e 7e 7 – Enchente de 1929 em São Paulo. Autor desconhecido.

Fonte: Catálogo da exposição Inundações em São Paulo, Galeria Olido, São Paulo, 2010.

A partir de então a Light buscou assegurar as propriedades entrando em acordos amigáveis ou litigiosos, desapropriações judiciais, compra etc. (Ibidem, p.201). Conforme o “porte” do proprietário, se grande, pequeno ou público, a negociação tomava diferentes encaminhamentos. As desapropriações judiciais prevaleceram sobre os proprietários menores, e acordos de doação em pagamento eram feitos com os grandes proprietários (Ibidem, p. 244)49. E

apesar das resistências pontuais, o monopólio sobre as terras da várzea do rio Pinheiros era cada vez maior.

Em resumo, a valorização das terras nas várzeas do rio Pinheiros passou a se constituir como um interesse central da Light. Para sua realização havia uma gestão, presidida sob a lógica financeira, da valorização dos terrenos, que valiam mais ou menos, dependendo da localização e conforme os projetos se realizavam, o que Seabra chamou de “valorização diferencial” que era incrementada pelo próprio crescimento da cidade. A companhia atribuía índices de valorização por metro quadrado conforme um zoneamento pré-definido em 18 partes. As estratégias adotadas pela Light serviam para ela se apropriar da renda da terra, e assim, o que o grupo da empresa recebia nos seus bolsos “não era remuneração de capital investido nos negócios da energia, era formação de capital, por expropriação”, uma “acumulação primitiva”. (Idem, 1987; 2012). Esse estudo sobre a atuação da Light também elucidou as fragilidades do Estado frente a grandes organizações capitalistas, que dominavam também a tecnologia e o conhecimento técnico, e influenciavam as decisões de governo, alterando inclusive a formulação de legislação.

Portanto, para essa autora, não se tratava somente da construção de um canal para fins de geração de energia, mas da transformação capitalista da cidade, que além de alterar a relação de propriedade das terras nas várzeas, transformou seu uso. A expropriação de terras se deu nos moldes que correspondem historicamente à própria formação de capital, aqui no contexto do processo de urbanização de São Paulo.

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Dentre os grandes proprietários figuravam a Companhia City que promovia loteamentos residenciais; a empresa Dumont Villares que planejava a criação do Distrito industrial do Jaguaré; a Companhia Votorantim que se transformou em grande proprietária no Brooklim; e a Companhia Cidade Jardim.

A transformação do curso do rio em infraestrutura combinou de modo singular, na Light, o setor de hidroeletricidade com o interesse imobiliário. Assim, a péssima qualidade da água que circulava por esses rios não impedia que esses interesses econômicos se realizassem. Ao mesmo tempo, a confluência entre a degradação dos rios, o não tratamento dos esgotos, o aumento da demanda por água para abastecimento e questões de macrodrenagem, que implicam em conflitos pelo uso da água, inicia-se nesse momento e terá implicações futuras com o sistema de saneamento, como se verá adiante. O descompasso entre a distribuição das redes e a expansão da metrópole já era uma realidade.

CAPÍTULO 2

Benzer Belgeler