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3. Bulgular ve Tartışma
3.5.1 Evolução do patrimônio líqüido
Peru e Argentina foram os países com menor desenvolvimento do setor de fundos mútuos. No caso do primeiro, essa situação explica-se pelo própria situação econômica do país que tem o mercado de capitais e o mercado bancário menos desenvolvido entre os países analisados.
Em 30 de junho de 2004, o patrimônio total dos fundos mútuos no Peru alcançou um montante equivalente a 6.574.2 milhões de soles (aproximadamente US$ 1.877,80 milhões).
Nos anos anteriores, o patrimônio dos fundos mútuos apresentou uma evolução como podemos constatar na tabela a seguir:
Tabela 22: Evolução do patrimônio dos fundos mútuos
Data Nº de Soc.
Administradoras Nº de Fundos Participantes Número de (milhares de Patrimônio US$) Dez 1995 3 3 941 5.410,22 Dez 1996 5 9 4.721 139.679,35 Dez 1997 6 13 17.650 634.876,31 Dez 1998 9 19 15.615 363.330,19 Dez 1999 8 21 13.043 494.696,20 Dez 2000 8 23 16.949 440.942,35 Dez 2001 8 25 40.990 1.181.727,11 Dez 2002 8 28 55.178 1.510.378,35 Dez 2003 6 23 63.666 1.959.500,00
Fonte: CONASEV http://www.conasev.gob.pe/Estadistica/Anuario.asp
Anuario Estadístico del Mercado de Valores – 2003. Página pesquisada em 09/08/2004. Elaborado pelo autor.
3.5.2 Distribuição dos investimentos por tipo de fundo
Os fundos mútuos de renda fixa que investem em instrumentos de dívida representavam, em junho de 2004, 97,49% do número total de participantes e 98,39% do patrimônio, sendo que apenas um fundo respondia por 44,84% e 37,33% das respectivas participações, indicando uma grande concentração no setor.
3.5.3 Composição das carteiras
As carteiras dos fundos mútuos no Peru são formadas principalmente por títulos públicos com 60,38%, seguidos pelos depósitos a prazo com 30,58% dos ativos.
Tabela 23: Evolução da composição da carteira dos fundos mútuos (em % do PL)
Período Depósitos à vista / à prazo Bônus Instrumentos de Curto Prazo Certificados de Depósito Negociáveis Outras
Obrigações Renda Total Fixa Total Renda Variável 2002 37,49 47,36 3,85 0,71 10,35 62,27 0,24 2003 36,44 53,58 4,11 0,72 4,91 63,32 0,24 2004 30,58 60,38 3,83 0,90 3,40 68,51 0,91
Fonte: CONASEV http://www.conasev.gob.pe/Estadistica/Anuario.asp
Anuario Estadístico del Mercado de Valores – 2003. Pesquisado em 09/08/2004.
CONCLUSÕES
Os fatores que afetam o desenvolvimento dos fundos mútuos, em relação às suas taxas de crescimento e em relação à capacidade de retenção de ativos são: grau de desenvolvimento do aparato legal e regulatório, crescimento econômico, atratividade do produto, canais de distribuição, educação dos investidores e transparência do mercado.
Os fundos mútuos podem gerar benefícios para a economia em seu conjunto, tais como o fortalecimento e a descentralização do Mercado de Valores, o financiamento de projetos produtivos, o fomento ao investimento de longo prazo, com maior liquidez e profundidade aos mercados financeiros.
Com exceção do Brasil, cujo patrimônio dos fundos mútuos representa cerca de 33% do PIB e cerca de 3% de participação no segmento em relação ao setor no mundo, os demais países analisados não possuem ainda o setor desenvolvido. A partir desta constatação podemos concluir que o desenvolvimento do setor apresenta relação com o aprofundamento financeiro e o grau de desenvolvimento deste setor.
Nota-se que os fundos mútuos na América Latina alocam a maior parte dos recursos administrados em títulos do governo, deixando de financiar, direta ou indiretamente, investimentos produtivos conforme discutido no primeiro capítulo deste trabalho, em que foram tratadas as considerações de autores pós-keynesianos. Confirmam-se, portanto, as argumentações de alguns autores no que se refere ao direcionamento de recursos para o financiamento do governo e não para o investimento produtivo.
No Brasil, o desenvolvimento dos fundos mútuos coincide com a estabilização da economia.
Os motivos que determinam a preferência dos fundos mútuos pela alocação de recursos preponderantemente em títulos públicos, além da regulamentação do setor, que não estimula a alocação em títulos privados, parecem ser as elevadas rentabilidades dos títulos públicos, geralmente acima da inflação ou indexados a esta, mais um cupom em juros, em relação à rentabilidade oferecida por títulos privados devido às condições macroeconômicas vigentes no período analisado.
Por último, à medida em que os países analisados diminuam a necessidade de financiamento de sua dívida pública, que ocorra uma queda nas taxas de juros pagas pelos seus títulos públicos e que a legislação incentive a aplicação em títulos privados e de longo prazo, a composição das carteiras dos fundos mútuos podem começar a alocar seus recursos em títulos privados e assim contribuir para o financiamento de setor produtivo
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