4. ARAŞTIRMA BULGULARI
4.1 Bulguların Değerlendirilmesi
Está em vigor a Lei n. 9.037/96, a Lei de Arbitragem, meio alternativo de resolução de conflitos, por meio do qual uma ou mais pessoas recebem poderes para a promoção do acordo entre pessoas que enfrentam uma situação de conflito de interesses. O documento produzido tem a eficácia de uma sentença judicial, pois, ao final é ratificada pelo Estado, embora não produzida por um magistrado. Convém lembrar que, embora a sentença tenha eficácia equiparada a da judicial, o árbitro não tem poder de coerção, visto que este é próprio do juiz togado.
Segundo o artigo 2º da Lei de Arbitragem, as pessoas podem escolher o profissional que as encaminhará para uma solução, que deve ser plenamente capaz, qualificado e ter a confiança de ambas as partes (art.13), as quais podem optar, livremente, quanto aos direitos material e processual que serão aplicáveis.
Entretanto, essa Lei restringe a aplicação do procedimento, e, o seu artigo 1º ordena: “As pessoas capazes de contratar poderão valer-se da arbitragem para dirimir litígios relativos a direitos patrimoniais disponíveis”. Apreende-se, ainda, que tão somente as pessoas que estão aptas plenamente para as práticas de atos da vida civil poderão optar por transigir sobre bens que possam ser livremente negociados ou alienados.
Segundo Martins (2006, p.3): “[...] Num mundo conturbado, com tribunais sobrecarregados, a arbitragem é a melhor alternativa para determinados casos, em que se pode obter soluções eficientes, justas e éticas”.
Embora a vigência da Lei n. 9.037/96 já tenha completado mais de uma década, pode-se observar que a aplicação desse método de resolução de conflitos pode colaborar mais ainda com a paz social.
Quanto aos tipos, as partes serão as responsáveis pelo método como a arbitragem se realizará, podendo ser ou institucional. São duas as espécies: a arbitragem de direito e arbitragem de equidade.
No que se refere aos tipos, a arbitragem é aquela que surge da escolha realizada livremente pelas partes através da cláusula arbitral ou do compromisso, quanto à forma como será concluído o juízo arbitral (SANTOS, 1998).
As regras do processo, a sua forma e a escolha dos árbitros que participaram do juízo arbitral serão determinadas pelas partes, em conformidade com a Lei de arbitragem. O procedimento arbitral não obedecerá ás regras de uma instituição
arbitral, mas, sim, às disposições fixadas pelas partes, ou inexistindo disposição, o arbitro determinara o procedimento (SANTOS, 1998, p.42).
Nesse caso, as partes fixam as regras e formas em que o processo arbitral será conduzido naquele caso específico. O procedimento arbitral não seguirá as regras de uma instituição arbitral, mas as disposições fixadas pelas partes, e, ainda, na ausência de disposição, o procedimento será aquele determinado pelo arbitro. Portanto, a arbitragem
é aquela criada para o caso concreto, em que os pactuantes estabelecerão, com o compromisso arbitral, o registro do procedimento, entre outros aspectos relevantes.
A arbitragem institucional ocorre por interferência de uma entidade especializada em mediar e arbitrar litígios, com um regulamento próprio e lista de árbitros especializados, tudo antecipadamente conhecido e sabido pelas partes.
As regras do processo são determinadas pela instituição escolhida. Este tipo de arbitragem ocorre quando as partes fixam no contrato a cláusula compromissória se reportando para que futuros conflitos sejam dirimidos pela entidade ou órgão arbitral anteriormente determinado.
A arbitragem institucional é mais utilizada do que a , devido a sua facilidade e previsibilidade de situações, tais como, de procedimento para recusa de árbitros, formas estabelecidas para apresentação da demanda e procedimento probatório.
Neste ponto da discussão, é fundamental relatar o que ocorre na realidade concreta do estado do maranhão, nos seguintes termos: em São Luís, dispõe-se do Tribunal Arbitral e Mediação do Maranhão (TAMA), que foi fundado em 05/03/2003 e já solucionou mais de 5.000 casos. É uma entidade que possui regulamento e regimento interno próprio.
Tal entidade tem especialização em técnicas visando à pacificação de litígios, entre pessoas físicas e jurídicas capazes de contratar. É composto por 17 membros, todos com conhecimentos específicos em algumas áreas e segmentos profissionais.
O Maranhão foi o último Estado a possuir Tribunal Arbitral, embora seja de grande valia para a sociedade como uma modalidade alternativa, no entanto, ainda é pouco divulgado no Maranhão. Todavia, está sendo amplamente aplicado em vários Estados da Federação.
Os acordos entre os litigantes têm características específicas, competindo às partes, sopesar os fatos e a situação presente para optar entre a arbitragem institucional ou
Quanto às espécies, a Lei n. 9.307/96, reza em seu art. 2° “a arbitragem poderá ser de direito ou de equidade, a critério das partes” (BRASIL, 1996, p.1703).
Na arbitragem de direito, o árbitro ou os árbitros só podem decidir segundo as regras de direito positivo eleitas pelas partes ou definidas pelo tribunal arbitral. Nesse sentido, o árbitro não pode dar outra solução ao litígio senão de acordo com o direito objetivo aplicável. Contrariamente, na arbitragem por equidade, que é exceção, diga- se desde logo, o árbitro pode solucionar a controvérsia de acordo com o seu sentimento de justiça, , levando em consideração as peculiaridades do caso e a melhor maneira de produzir justiça (BRAGA, 2009, p.38).
A autonomia da vontade das partes torna-se uma fonte primordial para a convenção de arbitragem, “[...] sendo que as partes elejam a que lei pretende se submeter” (CÂMARA, 2002, p.24).
Conforme o art. 2°, § 1°, da Lei de arbitragem, “poderão as partes escolher, livremente, as regras de direito que serão aplicadas na arbitragem, desde que não haja violação aos bons costumes e à ordem pública” (BRASIL, 1996, p.1703).
Nessa espécie de arbitragem, o árbitro prende-se a dispositivos legais para decidir as controvérsias, empregando argumentos objetivos.
No caso da arbitragem por equidade, porém o árbitro pode reduzir os efeitos da lei e decidir de acordo com os seus princípios, com o seu critério justo.
Segundo Alvim (2007, p.51-52):
O julgamento de equidade é aquele em que o arbitro, abandonando a regra geral e abstrata, consagrada na norma, busca formular e aplicar uma regra particular e própria para aquele determinado caso; regra que ele deverá elaborar de acordo com a própria consciência, observando determinados princípios sociais e morais em tudo análogos àqueles que inspiram o legislador quando elabora a regra abstrata ou norma legal.
Conforme Houaiss e Koogan (2000, p.595), “[...] julgar com equidade é resolver uma pendência apoiando-se mais na convicção íntima da justiça natural do que na letra da lei”.
Referindo-se à arbitragem por equidade preleciona Câmara (2002, p.22): “Esta segunda espécie de arbitragem caracteriza-se exatamente por permitir ao árbitro se libertar dos grilhões da legalidade estrita, devendo dar à causa a solução que, a seu juízo, represente a justiça do caso concreto [...]”.
Vale ressaltar que, para o árbitro decidir por equidade, as partes devem expressamente autorizá-los na convenção de arbitragem, caso contrário, o acordo se fará conforme as regras de direito.