2.3 Aile Kurumu ve Toplumsal Cinsiyet
2.3.1 Ailenin toplumsal değişimi ve çeşitliliği
O Direito Processual do Trabalho, como ramo da ciência jurídica cujo objeto é a organização judicial do trabalho, bem como a jurisdição trabalhista, possui princípios próprios, que norteiam as normas que são aplicadas, os principais são:
• Princípio de celeridade
Esse princípio remete à noção de justiça rápida, efetiva e, além de tudo, segura, passando a se constituir em um rito simples. Mas, com resultados positivos. A apresentação da defesa, a produção de provas, a manifestação sobre os documentos apresentados, a resolução de incidentes e a prolação da sentença representam procedimentos que devem ser tratados de uma só vez, ou seja, em uma única audiência.
O processo deve ser finalizado o quanto antes, isto é, deve demorar o mínimo possível. Cruz e Tucci (apud CÂMARA, 2008), ensinam que existe um inevitável tempo do processo.
Nesse sentido, Câmara (2008, p.19) enfatiza que:
Todo processo precisa de um tempo para poder produzir os resultados que dele são esperados. É preciso tempo para que o demandado seja citado; tempo para que, uma vez citado, o demandado elabore sua defesa; tempo para a instrução probatória; tempo para que o juiz, valorando a prova produzida e examinando as questões de direito, forme seu convencimento e elabore a sentença; tempo para que as partes possam elaborar e interpor seus recursos; tempo para que o recurso seja apreciado adequadamente etc.
Sabe-se, no entanto, que a grande dificuldade nessa área jurídica, refere-se ao fato de se manter o equilíbrio dos dois significantes valores: celeridade e justiça. Porém, torna-se evidente que a observância de todos os princípios conduzirá normalmente à celeridade pretendida pelos interessados.
Vale ressaltar, que a busca por uma justiça rápida não quer dizer para se cometer atropelos nos procedimentos, e, sim, empregar corretamente todos os níveis da jurisdição, mas sempre respeitando os princípios norteadores do processo legal.
• Princípio da oralidade
O processo oral caracteriza um determinado modelo processual que se coloca em contraposição ao processo escrito. É evidente que o primeiro processo não prescinde totalmente da utilização da palavra falada.
A oralidade segundo Cappelletti (apud CÂMARA, 2008, p.8):
Se manifesta no processo civil moderno na fase instrutória, muito mais do que na postulatória. Esta é, normalmente, escrita. Apesar disso, [...] o processo pode ser oral desde a fase postulatória, já que como se verá, tanto a demanda do autor como a resposta do réu podem ser oferecidas oralmente.
De um modo geral, o princípio da oralidade possibilita o entendimento de que os atos processuais devem ser orais, uma vez que a atenção concentra-se, ao máximo, no procedimento e, portanto, na presteza da instrução, abrangendo a efetivação de todos os atos de uma única vez.
Fux (1998, p.29), destaca que:
A oralidade no processo gera como consectários: a ‘concentração’, que implica em compressão - procedimental, tendente a reduzir o procedimento a uma só audiência, ou outra em curto intervalo, próxima à decisão do juiz, visando à preservação das impressões pessoais do magistrado e de sua memória acerca dos fatos da causa; ‘a imediação’, que é o contato direto do juiz com as alegações e as provas, recebendo, sem interposições, o material com que vai trabalhar a sua sentença; a ‘identidade física do juiz’, que é decorrência da oralidade e da imediatidade, por isso o juiz que colhe diretamente a prova é o que se encontra mais habilitado a decidir.
Destarte, partes e juízes podem realizar atos processuais na própria audiência de forma oral. Dessa maneira, a oralidade é uma das características mais marcantes da Justiça do Trabalho, um exemplo da aplicação do princípio nessa Justiça Especializada está no artigo 850 da CLT, há a previsão do tempo de dez minutos para que sejam produzidas as razões finais, o princípio acaba contribuindo também para celeridade do processo.
Chiovenda (apud CÂMARA, 2008, p.8) coloca que o modelo processual da oralidade encontra-se baseado em cinco postulados fundamentais, sendo eles: “prevalência da palavra falada sobre a escrita; concentração dos atos processuais em audiência; imediatidade entre o juiz e a fonte da prova oral; identidade física do juiz; irrecorribilidade em separado das decisões interlocutórias’.
Todos esses postulados são evidenciados no sistema processual da Justiça do Trabalho.
• Jurisdição normativa
À Justiça do Trabalho é conferido o exercício do poder normativo, que consiste na competência para criar normas e condições gerais e abstratas, proferindo sentença normativa, com efeitos para os contratos individuais dos trabalhadores integrantes da categoria profissional representada pelo sindicato (Art. 114, § 2º da CF/88).
Contudo, é importante registrar que a EC 45/2004 restringiu o princípio, atualmente, a Justiça do Trabalho exerce seu poder de forma limitada, ou seja, ela poderá exercer seu poder normativo e estabelecer condições de trabalho às categorias econômicas e profissionais se estas concordarem com o ajuizamento do dissídio coletivo, além de estar obrigada a observar as normas legais mínimas de proteção ao trabalho e o que fora definido anteriormente.
•
O princípio estabelecido no artigo 791 da CLT, refere-se à capacidade de postular em juízo, razão pela qual é também chamado de capacidade postulatória que é conhecida pelo ordenamento jurídico pátrio permitindo à pessoa praticar diretamente atos processuais. Assim, pode-se conceber o , no processo do trabalho, como “a capacidade de postular em juízo. Daí chamar-se, também, de capacidade postulatória, que é a capacidade reconhecida pelo ordenamento jurídico para a pessoa praticar pessoalmente, diretamente, atos processuais” (LEITE, 2007, p.374).
Com efeito, a capacidade postulatória é facultada aos empregados e empregadores, conforme os termos do art. 791 da CLT, :
Art. 791. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.
§ 1º Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.
• Livre convicção do juiz
De acordo com este princípio o juiz não é mais obrigado a ficar limitado ao formalismo da Lei, podendo, então, fundamentar-se nas provas existentes nos autos, mas considerando sua convicção pessoal decorrente de motivação.
Assim, o juiz tem liberdade para decidir da maneira que entender ser a mais adequada, com base em seu convencimento e, ao mesmo tempo, atendendo os limites impostos pela legislação e pela Constituição.
Nesse sentido, Cintra, Grinover e Dinamarco (2006, p.68) ressaltam:
O Brasil também adota o princípio da persuasão racional: o juiz não é desvinculado da prova e dos elementos existentes nos autos (quod non est in actis non est in mundo), mas a sua apreciação não depende de critérios legais determinados a priori. O juiz só decide com base nos elementos existentes no processo, mas os avalia segundo critérios críticos e racionais, conforme arts. 131 e 436 do CPC.
Do mesmo modo, a postura persuasiva racional que se espera do juiz não recomenda que o mesma ceda a tentação de desviar-se da lei, como observa Gomes Neto (2009, p. 160) acerca do princípio do livre convencimento: “não pode servir de pretexto para deixar de aplicar a lei ou dar a ela significado diverso do seu espírito”; afirmando, ao final que o que a criatividade do juiz não pode dar margem ao arbítrio, ou seja, a decisão tem que ser fundamentada, respeitada a lei e os elementos contidos nos autos.
• Primazia da realidade
Está fundada no art. 765 da CLT, que atribui aos Juízes e Tribunais do Trabalho plena liberdade para nortear os processos. Assim, os magistrados da área do trabalho “velarão pelo andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas” (LEITE, 2007, p.79).
A seguir jurisprudência de acolhimento desse princípio:
PRINCÍPIO DA PRIMAZIA DA REALIDADE - PREVALÊNCIA DA PROVA. Um dos princípios que rege o processo do trabalho é o da primazia da realidade. Assim, se a prova documental é contraditória, prevalece, então, a prova testemunhal (RO 770/2002 (6752/2002), TRT da 17ª Região/ES, Rel. Juiz Geraldo de Castro Pereira, j. 09.07.2002, unânime, DO 02.08.2002) (LEITE, 2007, p.79).
• Revogabilidade da coisa julgada em sentenças coletivas
Por ser a coisa julgada qualidade que torna indiscutível o teor de certas decisões em face do direito fundamental à segurança jurídica, produz ela efeitos apenas entre as partes, em prol do autor com a procedência do pedido quanto em seu prejuízo, quando decidido pela improcedência.
A coisa julgada deve ser concebida como simples técnica utilizada pelo legislador para assegurar a convivência social e a estabilidade de determinadas relações jurídicas, isso porque é conveniente que algumas decisões permaneçam imutáveis e tenham validade .
Desta feita, concluiu-se que apesar de no processo civil comum, imperar a imutabilidade da coisa julgada, esta, dentro do processo coletivo, ocorre de acordo com o resultado da demanda, haja vista que, em se tratando de interesses coletivos há um bem maior a ser tutelado, que é o interesse da coletividade (DIDIER JR., 2007).
• Ênfase à conciliação
A Emenda Constitucional ao estabelecer uma nova redação ao art. 114 da Constituição Federal suprimiu o termo conciliar, ficando, então, como função da Justiça do Trabalho “processar e julgar”.
Contudo, ainda preceitua o art. 764 e seus parágrafos da CLT, :
Art. 764. Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à Conciliação.
§ 1º Para o efeito deste artigo, os Juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos.
§ 2º Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, proferindo decisão na forma prescrita neste Título.
§ 3º É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório.
Além do dispositivo acima, o princípio está presente nestes outros artigos da CLT, o 852-E e 876. Esses dispositivos ressaltam a prioridade da solução de conflitos por meio da conciliação.
• Proteção
Baseado nesse princípio, o trabalhador deve ser protegido, ou seja, tratado como parte hipossuficiente da relação jurídica do trabalho, razão pela qual devem ser efetivados e tutelados os direitos garantidos na legislação do trabalho.
Desse modo, há aplicação da norma mais favorável ao trabalhador, implicando que a norma mais benéfica prevalecerá mesmo em relação ao pacto contratual, bem como, na dúvida, haverá uma interpretação mais benéfica ao empregado, ressalvado as questões probatórias.
Em síntese, o processo na Justiça do Trabalho deve apresentar-se deformalizado, portanto, não cabe o uso de formalidades em demasia.
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Constata-se que este vínculo jurídico é essencialmente relacional, no qual, para suprir as suas necessidades básicas, o homem realiza trabalho e se sujeita às regras preestabelecidas em uma relação contratual. São desenvolvidas relações interpessoais, ou seja, relações homem-homem, sendo seu trabalho apropriado e consumido por outro sujeito de direito, quer pessoa física ou jurídica, esta última representada por pessoas naturais.
Nessas relações existem sujeitos com interesses diversos, enquanto o empregador visa os bens que o trabalho humano pode produzir e as riquezas que pode gerar, o empregado tem a pretensão de realizar o seu trabalho para obter melhores condições financeiras e de subsistência. É clara a importância das normas trabalhistas e da intervenção do Estado para impedir que haja exploração ou prejuízo para uma das partes.
O empregador e empregado travam um embate desigual. O empregado luta para defender os seus supostos direitos adquiridos e amparados pela CLT; o empregador tenta diminuir seus gastos, resistindo ao pagamento das verbas salariais, tais como: pagamento de salário mínimo, FGTS, aviso prévio, férias, horas extras, dentre outras, por entender que o pagamento não é justo. Existe, também, a possibilidade da demanda ter sido iniciada em virtude de uma situação de insolvência da qual tenha decorrido a falência do empregador. São muitas as situações que contribuem para o crescimento das ações trabalhistas.