2.3 Aile Kurumu ve Toplumsal Cinsiyet
2.3.3 Ailede güç ve otorite dağılımına göre cinsiyet rollerinin inşası ve evlilik
2.3.3.2 Anaerkil aile türünde cinsiyet kimliği ve cinsiyete dayalı rol paylaşımı
Habitualmente, chama-se o empregador de patrão, empresário. Em conformidade com o art. 2º da CLT, é considerado empregador: “a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”.
O parágrafo primeiro desse mesmo artigo estabelece que ao empregador equiparam-se “para os efeitos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados”.
As espécies de empregador abrangem: empresa de trabalho temporário, empregador rural, empregador doméstico, grupo de empresas, consórcio de empregadores rurais e dono de obra (MARTINS, 2009).
O termo empresário está diretamente relacionado ao vocábulo empresa que, nesse contexto, diz respeito a empreendimento com a finalidade de explorar uma atividade econômica, com características primordialmente econômicas. Na atualidade, suas atividades estão voltadas para o sistema de produção.
Assim, dentro de uma visão econômica, a empresa resulta da associação dos fatores da produção, sendo eles: terra, capital e trabalho. Modernamente, as atividades empresariais estão direcionadas para o mercado. No entendimento jurídico, a empresa representa a atividade exercida pelo empresário.
Na CLT, o vocábulo empresa está sendo usado como sinônimo de sujeito de direito, podendo ser pessoa física ou jurídica que faz uso do trabalho do outro para realizar seu objetivo, portanto, o empregador. Na concepção de alguns, a empresa é sujeito de direito,
mas, para outros é concebida como objeto de direito. Para a segunda concepção, o empregador seria a pessoa física ou jurídica. No entanto, fica configurada como empregadora toda atividade organizada que comercializa bens ou serviços no mercado consumidor, sem fins lucrativos (Art. 2º da CLT).
Numa concepção mais objetiva, empregador é o ente destituído de personalidade jurídica. Tanto é empregador a sociedade de fato, a sociedade irregular que ainda não tem seus atos constitutivos registrados na repartição competente, como a sociedade regularmente inscrita na Junta Comercial ou no Cartório de Registro de Títulos e Documentos. Será, também, considerado como empregador o condomínio de apartamentos, que não tem personalidade jurídica, mas emprega trabalhadores sob o regime da CLT (Lei n. 2.757/56) (MARTINS, 2009, p.182).
Para a CLT, as pessoas podem ser equiparadas como empregadora como acontece com as entidades beneficentes ou as associações. Porém, também são empregadores a União, Estados-membros, municípios, autarquias, fundações, espólio, massa falida, microempresa. Desde que explorem atividade econômica, a empresa pública, a sociedade de economia mista e outras, caracterizam-se como empregadoras, conforme especificado em diploma legal, como prevê o § 1º, do art. 173 da CF, que preleciona:
§ 1º - A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre: I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;
III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da administração pública;
IV – a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação de acionistas minoritários;
V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.
A denominada empresa individual constituída com a finalidade do exercício da atividade empresarial, também está enquadrada como empregadora. Ressalte-se, por fim, que apesar de receber uma atenção diferenciada, a microempresa não deixa de ser empregadora.
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A tipificação do empregador pode abranger diversos aspectos, conforme ressaltados a seguir, segundo Nascimento (2006).
Em relação à estrutura jurídica – poderá ser pessoa física ou jurídica, que exerça atividade empresarial ou não. A classificação do empregador, de forma geral, direciona-se para a empresa e por equiparação envolve os profissionais liberais, instituições sem fins lucrativos e outros.
Quanto ao setor econômico da atividade – nesse sentido, podem ser: urbanos, comerciais ou industriais, rurais e domésticos. O doméstico possui legislação especial que regula a relação jurídica dessa área.
No tocante ao Direito – pode ser privado e público. As empresas públicas dispõem de lei trabalhista que norteia suas contratações, cuja situação ocorre também com a União, Estados-membros, municípios, autarquias, fundações e outros. Enquadram-se como empregadores de caráter privado, as sociedades de economia mista.
Acrescente-se também um tipo de empregador que em nossa doutrina, diversamente da estrangeira, não merece maior destaque: o intermediário. Um dos primeiros atos da revolução francesa de 1848 foi proibir a intermediação ( ), motivo de queixas constantes dos trabalhadores, caracterizando-se como a instituição pela qual o empregador encarrega terceiro de contratar os serviços de que necessitará. Essa situação, como observa Mário de Ia Cueva, produzia duplo efeito: a possibilidade de insolvência do intermediário, se considerado o único responsável pelo débito trabalhista, e a manutenção de baixos salários, porque a intermediação fica com uma parte (NASCIMENTO, 2006, p.646).
Sobre essa questão, as leis vigentes em outros países têm preferido estabelecer responsabilidade solidária entre o intermediador e o empregador, o que coincide com o posicionamento da lei brasileira em relação ao principal empreiteiro e aquele que subempreita os serviços de outros.
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É possível construir um conceito de função social do contrato como sendo a finalidade pela qual o ordenamento jurídico confere aos contratantes medidas ou mecanismos jurídicos capazes de evitar qualquer desigualdade dentro da relação contratual. Não significa limitar a liberdade contratual; garante-se a liberdade de contratar, preservando, legalmente, valores fundamentais ligados à dignidade humana (SILVA, 1996).
Para o princípio da função social, os interesses de cada parte do contrato devem ser efetuados em consonância com os interesses sociais, desde que estes se façam presentes. O
importante é a ausência de conflitos entre ambos os lados, visto que os interesses sociais prevalecem.
Reale (1986) enfatiza que o contrato surge de uma ambivalência, de uma inter- relação entre o valor agregado ao indivíduo e a coletividade. Esse autor salienta que: “O contrato é um elo que, de um lado, põe o valor do indivíduo como aquele que o cria, mas, de outro lado, estabelece a sociedade como o lugar onde o contrato vai ser executado e onde vai receber uma razão de equilíbrio e medida” (REALE, 1986, p.9).
A notória relevância social do contrato, no Estado Liberal, não era considerada para não prejudicar a realização individual, conforme a ideologia definida pelo texto constitucional. O interesse particular era visto como o mais significativo, sendo admitidos somente limites gerais de natureza pública e bons costumes.
A função individual do contrato é incoerente com o Estado Social ao ser este delineado na ótica do Direito. O art. 170 da Constituição Federal determina:
Art. 170 - A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:
I - soberania nacional; II - propriedade privada;
III - função social da propriedade; IV - livre concorrência;
V - defesa do consumidor;
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;
VII - redução das desigualdades regionais e sociais; VIII - busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
Parágrafo único - É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.
A Constituição Federal de 1988 não faz referência explícita sobre a função social do contrato, como também a CLT não o explicita, porém esse fato não traz implicações, pois, é a Consolidação o próprio instrumento que disciplina a função social desse instituto no âmbito das relações de consumo.
Na esfera do Código Civil, de aplicação subsidiária no processo trabalhista, a função social do contrato está ligada à liberdade de contratar, o que representa seu limite basilar. Essa liberdade também chamada de autonomia privada é a característica principal do individualismo jurídico. Para esse Código, essa função não significa apenas limite externo ou
negativo, mas, sim, limite positivo, ao lado da liberdade de contratar. Tem-se, assim, o sentido que decorre dos seguintes termos: "exercida em razão e nos limites da função social do contrato" (art. 421, CC). De acordo com o padrão contido no direito constitucional, o contrato deve ser analisado consoante o princípio da função social.
Dessa feita, tais considerações e funções aplicam-se ao contrato de trabalho.
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Sabe-se que existem muitas formas de enfrentar as várias violações de direitos e solucionar os conflitos. Existem alguns processos de intervenção pacífica na resolução de conflitos extrajudiciais, entre estes a negociação (diálogo espontâneo dos envolvidos), colaboração (no qual não há um vencedor, todos ganham).
O incentivo da utilização dos meios não-violentos da solução dos conflitos é o melhor caminho para a sociedade. Habilidade e competência para negociar costumam fazer parte das expectativas dos gestores nas organizações. No caso de competências, a expectativa percorre o trajeto que vai da competência individual à coletiva, até a organizacional. Contudo, sabe-se que existem muitos casos em que não é possível a solução extrajudicial.
O crescente número de demandas trabalhistas demonstra a importância da existência da Justiça do Trabalho para a solução dos conflitos sociais. As soluções alternativas também devem ser fomentadas nesta Justiça Especializada para que seja criada a cultura do acordo.