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3.4. İŞ TATMİNİ VE TÜKENMİŞLİK ARASINDAKİ İLİŞKİLER İLE İLGİLİ

3.4.2. Alt Boyutlar Arası İlişkiler

Pelo recorte teórico-metodológico que fizemos, analisamos o processo de retextualização em textos jornalísticos, mas apenas em webnotícias que têm como fonte principal um ou mais textos escritos, ou seja, nossa pesquisa está relacionada à retextualização da escrita para a escrita. Na análise das estratégias de retextualização, assim como nas seções subsequentes, focamos no processamento da informação, numa análise comparativa entre webnotícia e texto-fonte.

5.1.1 Eliminação

A primeira estratégia de retextualização que analisamos é a que consiste basicamente na eliminação de informações do texto-fonte, com base no que o locutor do texto retextualizado julga como pertinente ou não a manutenção. No Quadro 6, temos um primeiro caso de eliminação de informações na notícia, ocorrendo mais frequentemente porque as informações eliminadas são aquelas entendidas como sem relevância, descartadas por serem consideradas sem (ou com pouco) valor informativo:

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Quadro 6: Trecho de notícia e de texto-fonte: eliminação de informações sem relevância40

TRECHO DE NOTÍCIA TRECHO DE DEPOIMENTO POLICIAL

[...] Ele disse que foi convidado por Luiz Henrique Ferreira Romão, o amigo de Bruno conhecido como Macarrão, a levar Eliza Samudio ao sítio do goleiro em Minas Gerais.

[...] Que ciente de suas garantias constitucionais,

dentre as quais a de ficar em silêncio, após permanecer na sala com o seu tio, ---, seu representante legal, refletiu sobre o depoimento inicialmente prestado e, na presença deste, deseja esclarecer que está muito arrependido dos fatos e deseja que todo o ocorrido seja esclarecido; Que como já foi dito no primeiro depoimento, o declarante no início do mês de junho, em uma data que o declarante não sabe precisar, foi convidado

por um funcionário de seu primo BRUNO DE SOUSA, o qual é goleiro do Flamengo, conhecido pelo apelido de MACARRÃO, que na realidade se chama LUIZ HENRIQUE, para ajuda-lo a levar uma ex-namorada de BRUNO de nome ELIZA para Belo Horizonte;

[...] Macarrão já tinha planejado tudo e mandou o adolescente se esconder no porta-malas do carro. Já com o carro em movimento, o menor conta que estava na mala do veículo e pulou para o banco de trás com a arma em punho, rendendo Eliza e dizendo: "perdeu Eliza".

(...) Macarrão já tinha planejado tudo e mandou o adolescente se esconder no porta-malas do carro; Que

o carro utilizado foi o veículo Land Rover, de propriedade de seu primo BRUNO; Que passaram em uma lanchonete McDonalds e compraram sanduíches para que não precisassem parar na estrada; Que efetivamente, não compareceram a um flat localizado na Barra da Tijuca, nas proximidades do Condomínio Riviera, sendo que o declarante ficou efetivamente escondido na mala, armado, enquanto MACARRÃO foi pegar ELIZA no hotel; Que conforme combinado, MACARRÃO entrou no carro assumindo a direção, enquanto ELIZA entrou no banco de trás; Que MACARRÃO tomou direção da praia, e que após

alguns minutos do carro em movimento, o declarante que se encontrava na mala do veículo, porém com a tampa aberta, levantou-se e pulou para o banco de trás do veículo com arma em punho, rendendo ELIZA e

falando “PEDEU, ELIZA”;

Fonte: notícia: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/07/menor-diz-em-depoimento-que-ossos-de-eliza- foram-concretados-em-sitio.html (Acesso em: 15 out. 2010)

Depoimento policial: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/763603-veja-integra-do-depoimento-do- primo-do-goleiro-bruno.shtml (Acesso em: 15 out. 2010, grifos nossos)

A webnotícia em questão, com trechos destacados no Quadro 6, tem suas informações pautadas fundamentalmente em um depoimento policial. O depoimento conta em detalhes a versão de um menor suspeito de envolvimento em um assassinato. Como o

40

Devido ao tamanho dos textos, optamos por mostrar nos Quadros apenas os trechos de notícias e textos-fonte que exemplificam a estratégia por ora analisada. Todavia, no anexo 1, os textos podem ser lidos na íntegra.

156 depoimento é um gênero caracterizado por detalhar as informações, é evidente que todas as informações ali presentes não “sirvam” para a construção da notícia, considerando que nem toda informação vira notícia e que o jornalista a priori seleciona aquilo que julga ter maior valor informativo. Vemos, dessa forma, que a estratégia de eliminação ocorre concomitantemente a uma estratégia de seleção, na qual o sujeito seleciona o que tem importância para o seu texto e para o que o mesmo se propõe.

Nesse caso, não interessou para a notícia, por exemplo, a informação presente no depoimento de que o depoente estava muito arrependido do que fez ou que o depoimento foi dado mediante um representante legal, pelo fato de se tratar de um menor. O que é julgado como importante é a versão dada ao suposto crime e o envolvimento do então goleiro de futebol nisso. Por exemplo, fica claro no depoimento a marca do veículo utilizado para transportar a vítima, mas a informação que teve importância para a notícia era que esse veículo pertencia ao suposto mandante do assassinato, que era goleiro de um tradicional time de futebol do país. Inclusive, nesse trecho da notícia, há a informação de que a vítima seria levada “ao sítio do goleiro em Minas Gerais”, em que o sujeito faz um acréscimo de informação, detalhando com mais precisão a indicação de lugar, que aparece no depoimento, “Minas Gerais”, deixando mais evidente o envolvimento do “goleiro” no evento descrito.

Não interessou também para a construção da notícia as informações do que foi feito antes e depois do sequestro da vítima, como a compra de sanduíches no “McDonalds”, mas que o menor se escondeu na mala do carro e, em algum momento, apareceu e rendeu a vítima com uma arma. Interessante perceber que, na construção da notícia, o sujeito eliminou as informações que julgou desnecessárias, muito embora a notícia tenha resgatado em grande medida a narrativa presente no depoimento. Apresentamos, na íntegra, no Quadro 7, a webnotícia e o depoimento no qual ela se fundamenta, para visualizarmos a redução no volume de linguagem entre ambos:

Quadro 7: Notícia e depoimento policial: comparação do volume de linguagem

NOTÍCIA DEPOIMENTO POLICIAL

Menor diz em depoimento que ossos de Eliza Samudio foram

concretados

Jovem disse que ouviu goleiro pedir

Inquirido, Disse:

Que ciente de suas garantias constitucionais, dentre as quais a de ficar em silêncio, após permanecer na sala com o seu tio, ---, seu

157 para 'resolverem o problema'. Ele disse

ter visto mão de ex-namorada de Bruno ser jogada a cães.

O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade ao depoimento que provocou uma reviravolta no caso Bruno. Em quatro folhas, o menor apreendido na terça-feira (6) na casa do goleiro do Flamengo conta sua versão dos fatos. Ele disse que foi convidado por Luiz Henrique Ferreira Romão, o amigo de Bruno conhecido como Macarrão, a levar Eliza Samudio ao sítio do goleiro em Minas Gerais. Macarrão já tinha planejado tudo e mandou o adolescente se esconder no porta-malas do carro.

Já com o carro em movimento, o menor conta que estava na mala do veículo e pulou para o banco de trás com a arma em punho, rendendo Eliza e dizendo: "perdeu Eliza"

Segundo o adolescente, Eliza conseguiu pegar a arma e atirou contra o menor, mas a arma estava sem munição. O adolescente conseguiu recuperar a arma e deu três coronhadas na cabeça de Eliza.

O jovem diz que a viagem continuou até o sítio de Bruno. O rapaz dormiu em um quarto. Macarrão em outro. E Eliza, com o filho, dormiu em um terceiro quarto. Havia também uma empregada doméstica.

No dia seguinte, Eliza não permaneceu trancada. Sérgio Rosa Sales, que chegou naquele dia, passou a vigiar Eliza, segundo o menor.

Ele disse que viu Sérgio entregar um telefone para que Eliza ligasse para uma amiga de São Paulo. Sérgio mandava dizer que estava tudo bem, que ela receberia dinheiro e um apartamento em Belo Horizonte. Eliza foi ameaçada de morte caso não dissesse o combinado. O menor conta que, no dia seguinte, Bruno chegou de táxi ao sítio, pois tinha viajado de avião para Belo Horizonte. O adolescente conta que ouviu Bruno dizer para Macarrão e Sérgio que era para eles resolverem o problema. Que não queria problemas para o lado dele e que ele, Bruno, não saberia de nada.

Segundo o depoimento, Macarrão e Sérgio disseram que não poderiam libertar Eliza, pois o problema seria

representante legal, refletiu sobre o depoimento inicialmente prestado e, na presença deste, deseja esclarecer que está muito arrependido dos fatos e deseja que todo o ocorrido seja esclarecido; Que como já foi dito no primeiro depoimento, o declarante no início do mês de junho, em uma data que o declarante não sabe precisar, foi convidado por um funcionário de seu primo BRUNO DE SOUSA, o qual é goleiro do Flamengo, conhecido pelo apelido de MACARRÃO, que na realidade se chama LUIZ HENRIQUE, para ajuda-lo a levar uma ex-namorada de BRUNO de nome ELIZA para Belo Horizonte; Que MACARRÃO já havia planejado tudo, pedindo ao declarante que ficasse de posse de uma arma escondido no porta- malas do carro que iriam utilizar; Que o carro utilizado foi o veículo Land Rover, de propriedade de seu primo BRUNO; Que passaram em uma lanchonete McDonalds e compraram sanduíches para que não precisassem parar na estrada; Que efetivamente, não compareceram a um flat localizado na Barra da Tijuca, nas proximidades do Condomínio Riviera, sendo que o declarante ficou efetivamente escondido na mala, armado, enquanto MACARRÃO foi pegar ELIZA no hotel; Que conforme combinado, MACARRÃO entrou no carro assumindo a direção, enquanto ELIZA entrou no banco de trás; Que MACARRÃO tomou direção da praia, e que após alguns minutos do carro em movimento, o declarante que se encontrava na mala do veículo, porém com a tampa aberta, levantou- se e pulou para o banco de trás do veículo com arma em punho, rendendo ELIZA e falando “PERDEU, ELIZA”; Que EELIZA tomou um susto, chegando a dar um tapa na arma sendo que a arma caiu e ELIZA apanhou a arma; Que o declarante anteriormente havia retirado o carregador da pistola, portanto a mesma estava desmuniciada; Que ELIZA, ao pegar a arma, tentou efetuar disparos contra o declarante, porém como já foi dito, a arma estava desmuniciada; Que em ato contínuo o declarante tomou a arma de ELIZA e lhe deu três coronhadas na cabeça; Que ELIZA permaneceu lúcida, porém ensanguentada devido às coronhadas; Que ELIZA quando entrou no carro, trazia no colo seu filho de poucos meses; o qual foi acomodado em um bercinho no banco de trás; Que após ser agredida, ELIZA apesar de lúcida não esboçou nenhuma reação; Que o declarante já havia recuperado a pistola após a agressão, municiou a mesma e sob a mira da pistola conduziu ELIZA por toda a viagem sem qualquer parada; Que ao chegar em Minas Gerais, se dirigiram até o sítio de propriedade de seu primo Bruno; Que chegaram na parte da madrugada; Que o declarante dormiu em um quarto sozinho. MACARRÃO dormiu em outro quarto e ELIZA ficou com seu filho em outro quarto; Que neste dia também havia uma empregada doméstica; Que no dia seguinte, ELIZA não permaneceu trancada no quarto, mas SÉRGIO que havia chegado neste dia, tinha a incumbência de ficar vigiando ELIZA; Que SÉRGIO era a única pessoa responsável pela vigia de ELIZA; Que neste dia, ELIZA aceitou almoçar, mas comeu muito pouco; Que no período da noite, ELIZA ficou assistindo televisão; Que ELIZA não tinha acesso ao seu telefone celular ou a qualquer outro telefone, pois SÉRGIO não permitia que a mesma realizasse telefonemas; Que no dia posterior, SÉRGIO prosseguiu vigiando ELIZA, pois a mesma não podia sair do sítio nem realizar ligações; Que o declarante esclarece que presenciou SÉRGIO ROSA SALES entregar o telefone para ELIZA para que a mesma realizasse ligação para uma amiga de São Paulo; Que SÉRGIO mandava ELIZA dizer que estava

158 ainda maior. Bruno disse então que já

tinha acontecido "m...." da primeira vez, e não queria que o problema se repetisse com Eliza.

O goleiro permaneceu no sítio por duas horas e depois chamou um táxi para levá-lo até o aeroporto, pois queria voltar para o Rio no mesmo dia.

No dia seguinte, o adolescente, Macarrão, Sérgio, Eliza e o filho dela entraram no carro de Bruno e seguiram rumo a Belo Horizonte.

O adolescente contou que chegaram a um local que se parecia com um sítio. Foram recebidos por um homem alto, negro, chamado Neném.

Vem então a parte mais forte do depoimento: segundo o menor, Neném pegou Eliza, amarrou os braços dela com uma corda e deu uma gravata, sufocando-a. Neném pediu que todos deixassem o local. Sérgio carregava o filho de Eliza.

Logo depois, segundo o jovem, Neném passou carregando um saco e seguiu em direção a um canil, onde havia quatro rotweillers. O adolescente viu o momento em que Neném retirou a mão de Eliza e arremessou para os cães. O adolescente disse que os ossos de Eliza foram concretados no mesmo terreno em que ela foi morta. Ele inocentou a mulher de Bruno, Dayane Rodrigues, de participação no assassinato de Eliza.

Segundo o menor, Dayane foi ao sítio de Bruno depois do crime - e soube apenas que o bebê de Eliza tinha sido deixado no local.

O adolescente disse ainda que não falou com Bruno sobre o que aconteceu com Eliza, mas acredita que Macarrão tenha contado o desfecho do sequestro.

tudo bem e que ela receberia dinheiro e apartamento em BH; Que ELIZA foi ameaçada de morte por SÉRGIO caso não falasse o combinado; Que durante este período permaneciam na residência o declarante, MACARRÃO, SÉRGIO, a empregada doméstica, ELIZA e seu filho; Que no dia seguinte, seu primo BRUNO, goleiro do Flamengo, chegou do táxi no sítio, pois havia viajado de avião para Belo Horizonte; Que Bruno ao chegar, constatou que o declarante, MACARRÃO, SÉRGIO, a empregada doméstica, ELIZA e seu filho estavam no sítio; Que BRUNO ficou surpreso quando viu ELIZA assistindo televisão na sala de seu sítio; Que BRUNO saiu da sala e disse para o declarante, MACARRÃO e SÉRGIO: “O QUE ESTÁ ACONTECENDO?”; Que o declarante ficou calado, mas se recorda que MACARRÃO e SÉRGIO conversaram com BRUNO; Que o declarante ouviu BRUNO dizer para MACARRÃO e SÉRGIO que era para eles resolverem o problema, pois não queria problemas para o seu lado, uma vez que não saberia de nada; Que ouviu MACARRÃO e SÉRGIO conversarem sobre a forma que iriam resolver o problema, ouvindo ainda que não poderiam libertar ELIZA pois o problema seria maior ainda; Que BRUNO disse que “já tinha acontecido uma merda da primeira vez e não queria que o problema se repetisse com ELIZA”; Que o goleiro BRUNO permaneceu no s´´itio durante duas horas e depois chamou um táxi no sítio para levá-lo ao aeroporto de BH, pois queria voltar para o RJ no mesmo dia; Que no dia seguinte no período da noite, por volta de 23h00m, SÉRGIO ROSA SALES, que é primo do declarante disse que ELIZA seria levada para um apartamento localizado em BH; Que SÉRGIO contou a mesma história para ELIZA e ela acreditou; Que o declarante também achava que SÉRGIO também estivesse falando a verdade; Que o declarante, MACARRÃO, SÉRGIO, ELIZA e seu filho entraram no veículo Lange Rover, de cor verde, e foram com destino a BH; Que MACARRÃO foi dirigindo o veículo; Que durante o trajeto percebeu que SÉRGIO havia mentido para o declarante, pois MACARRÃO havia entrado em um outro local que se parecia com um sítio; Que ao chegar neste sítio foram recebidos por um indivíduo negro, alto, magro, cabelo curto, chamado NENÉM; Que neste momento percebeu que no local existia uma faca grande no local; Que logo em seguida, NÉNEM pegou ELIZA, amarrou seus braços com uma corda e logo em seguida, deu uma “gravata” em ELIZA, sufocando-a; Que neste momento, NENÉM pediu que o declarante, MACARRÃO e SÉRGIO saíssem do local; Que todos saíram e SÉRGIO estava carregando o filho de ELIZA em seus braços; Que logo depois, NENÉM passou carregando um saco e seguia em direção de um canil; Que neste canil estavam quatro Rotweillers; Que o declarante, MCARRÃO e SÉRGIO viram no momento em que NENÉM retirou a mão de ELIZA e arremessou para dentro do canil; Que os cachorros no mesmo instante começaram a comer a mão que havia sido arremessado; Que o declarante, MACARRÃO e SÉRGIO, após visualizar tal cena, saíram do local e entraram no veículo Lange Rover com destino ao sítio de BRUNO; Que MACARRÃO voltou conduzindo o veículo; Que chegaram no sítio e encontraram a namorada do goleiro BRUNO chamada DAYANE; Que SÉRGIO entregou a criança para DAYANE; Que DAYANE indagou sobre ELIZA; Que SÉRGIO disse a DAYANE que haviam deixado ELIZA em um apartamento em BH e que a mesma havia entregue a criança para ser entregue ao goleiro BRUNO; Que

159 SÉRGIO disse que havia entregado determinada quantia em dinheiro para ELIZA e que a mesma não poderia mais cuidar do filho; Que DAYANE acreditou e todos passaram a noite no sítio; Que no dia seguinte, no período da manhã, o declarante por iniciativa própria decidiu limpar o carro Land Rover interna e externamente, que presenciou MACARRÃO ligar para NENÉM e perguntar se o mesmo havia ocultado o corpo de ELIZA, que NENÉM respondeu que havia dado pedaços do corpo de ELIZA para os cachorros e o restante dos ossos havia concretado no mesmo terreno onde ELIZA foi morta; Que o declarante e MACARRÃO voltaram para o RJ no ônibus do time do 1005; Que ao retornar ao RJ, se acomodaram na residência do goleiro BRUNO; Que SÉRGIO voltou no mesmo dia para sua casa; Que ao chegar no RJ, não contou nada para BRUNO, mas acredita que MACARRÃO tenha contado tudo para o goleiro BRUNO; Que MACARRÃO, no dia de hoje, saiu de casa para resolver problemas particulares do goleiro BRUNO; Que o declarante deseja esclarecer que sua intenção era tão somente auxiliar no transporte de ELIZA até BH, pois MACARRÃO havia dito que estaria resolvendo os problemas particulares do BRUNO com ELIZA; Que sabe informar que MACARRÃO havia retirado a quantia de R$ 3 000,00, pois viu o momento em que MACARRÃO contou o dinheiro após voltar do banco; Que MACARRÃO havia dito que esta quantia seria entregue para ELIZA; Que não sabe dizer para quem o dinheiro foi entregue; Que o declarante não recebeu dinheiro para a prática dos fatos acima relatados. Que o declarante foi se surpreendendo com os fatos a medida em que os dias se passavam, pois percebeu que determinadas decisões fugiam do seu poder de controle; Que embora estivesse surpreso, participou na medida do que era solicitado por MACARRÃO, SÉRGIO e NENÉM; E nada mais disse.

Fonte: notícia: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/07/menor-diz-em-depoimento-que-ossos-de-eliza- foram-concretados-em-sitio.html (Acesso em: 15 out. 2010).

Depoimento policial: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/763603-veja-integra-do-depoimento-do- primo-do-goleiro-bruno.shtml (Acesso em: 15 out. 2010).

Gomes (1995) trata sobre o que ela mesma denomina de princípio redutor. A autora presume que o princípio redutor, no corpus analisado em sua pesquisa, deve-se a duas razões: primeiro, que o texto produzido na entrevista oral para ser publicado em um veículo impresso é muito redundante e, segundo, que existem normas no jornalismo que levam à eliminação de boa parte das informações. Neste caso, existem regras do jornalismo que a autora entende como pilares do princípio redutor, que são a clareza, a simplicidade e a concisão. Gomes destaca que a aplicação de regras como essas no jornalismo satisfaz a necessidade de, a partir de uma entrevista extensa, se produzir uma matéria curta, visando, fundamentalmente, ao público. Por outro lado, considera que o jornalista não dispõe de muito espaço no jornal.

160 Trazendo essas considerações teóricas para o nosso contexto de pesquisa, temos novas condições de produção e novo cenário. Já afirmamos que o jornalista não dispõe de muito tempo para a produção de suas matérias, mas, nos portais jornalísticos, esse tempo é diminuído ainda mais pelo fato de a circulação de informações ser ainda mais rápida. Por outro lado, o jornalista já não está mais preocupado em fazer um texto conciso por falta de

Benzer Belgeler