ETIOLOGIA IDADE ANO DE
OCORRÊNCIA
DISPOSITIVOS EXPERIÊNCIAS FINALIDADE (A) (B)
P4 Poliomielite 53 49 1964 Órtese MMII Direito e Esquerdo HCR e Atletismo (Campo) Competição e prática * Recorte do Quadro 4
A Figura 29 apresenta o perfil da evolução do participante P4 como resposta ao programa de intervenção.
Figura 29: Gráfico referente à evolução de P4 pré e pós intervenção
A Figura 29 contém as respostas das 28 variáveis do programa de TCR frente às respostas à ADTCR antes e após período de intervenção. Pela avaliação gráfica nota-se que o participante P4 obteve evolução positiva em 22 ítens avaliados, isto representa que em 79% das variáveis, P4 obteve melhora comparando o início com o final do período de aplicação do programa. O P4 apresentou também aproveitamento superior a
0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00 4,50 *Estatísticamente Significativos PRÉ PÓS
50% após a aplicação do programa de TCR em 5 variáveis do conjunto dos fundamentos, e escores próximos ao máximo em 5 delas. Do total das variáveis que obtiveram melhora sensível à ADTCR, 64% delas contou com essa evolução estatísticamente significativa, e estão sinalizadas com asteríscos na Figura 29.
É possível observar também que os desempenhos de P4 foram menos efetivos e recorrentes nas variáveis em que a meta era traçada na paralela.
Os fundamentos que merecem destaque frente a aquisição de habilidades e aproveitamento do programa por parte do P4 são o voleio e o smash, já que em ambos, 75% das variáveis apresentam melhora estatísticamente significativa na comparação pré e pós intervenção.
As variáveis que apresentaram maiores aproveitamentos foram: SA1 - Smash/Alvo/Servindo a si próprio (com 74% de melhora após intervenção) e VFA1 - Voleio/Forehand/Alvo/Respondendo ao lançamento (com aumento na eficácia de 57% após intervenção).
Em duas variáveis (BA2 - Backhand/Alvo/ Respondendo ao lançamento e S1 - Saque/lado direito) o programa de ensino do TCR não provocou mudanças nos escores comparando os períodos antes e após intervenção. Uma característica comum destas, é que desde o início do programa já apresentavam escores maiores que a média das demais variáveis.
O P4 apresentou diminuição dos escores em 4 variáveis, dentre elas duas pertencem ao grupo do forehand (FP1-Forehand/Pararela/Servindo a si próprio e FA2 - Forehand/Alvo/ Respondendo ao lançamento) e as outras duas são ao backhand (BP2- Backhand/Pararela/ Respondendo ao lançamento e BC1-Backhand/Cruzada/ Servindo a si próprio). Uma possível resposta a esta queda nos escores de FP1(Forehand/Pararela/Servindo a si próprio) e BC1(Backhand/Cruzada/ Servindo a si próprio) é a falta de especificidade destas com as situações reais de jogo, dado que as variáveis que mais se aproximam das situações de jogo foram as que apresentaram destaque por parte de P4. A diminuição dos escores de FA2 (Forehand/Alvo/ Respondendo ao lançamento) e BP2 (Backhand/Pararela/ Respondendo ao lançamento) podem estar relacionadas com a interferência externa que representa o lançamento do pesquisador, e ou então, pelo pouco tempo de prática ou foco nestas características.
Outro dado exclusivo de P4, é que ele foi o único participante que não obteve queda nos escores da variável BP1 (Backhand/Pararela/ Servindo a si próprio).
Quanto à análise exclusiva do forehand, as variáveis que apresentaram os melhores resultados após a aplicação do programa de TCR foram FC2 (Forehand/Cruzada/Respondendo ao lançamento) e FP2 (Forehand/Pararela/Respondendo ao lançamento) com melhoras após o programa de 41% e 38%, respectivamente. Já FP1 (Forehand/Pararela/Servindo a si próprio) e FA2 (Forehand/Alvo/ Respondendo ao lançamento) obtiveram queda nos escores apresentando as menores evoluções entre as variáveis do forehand com a introdução do programa, como já descritos anteriomente.
Para o backhand, a variável que apresentou melhora mais acentuada foi a BC2 (Backhand/Cruzada/ Respondendo ao lançamento) com 52% de aumento no valor do escore após intervenção. Para o backhand ainda apresentaram incremento acentuado as variáveis que apresentam maior especificidade com o jogo de TCR: BP3 (Backhand/Pararela/ Com deslocamento), BC3 (Backhand/Cruzada/ Com deslocamento) e BA3 (Backhand/Alvo/ Com deslocamento) (50%, 45% e 38%, respectivamente) o que evidencia que para o backhand o programa conseguiu atingir sua principal meta de ensino voltada à prática da situação de jogo em si.
Quanto ao voleio, que foi um dos fundamentos com maior aproveitamento por P4, as variáveis com maior evolução positiva dos escores são as do conjunto do voleio forehand (VFA1 - Voleio/Forehand/Alvo/Respondendo ao lançamento e VFC1 - Voleio/Forehand/Corredor/Respondendo ao lançamento, com 67% e 43% de melhora com o programa, respectivamente). As respostas do voleio mostram a eficiência do programa no aprendizado deste fundamento, que pode ser evidenciado pelos menores graus de liberdade na execução do voleio que não conta com a variação da trajetória da bola após o quique.
As variáveis SA1 (Smash/Alvo/Servindo a si próprio) e SC2 (Smash/Corredor/Respondendo ao lançamento) são as que apresentaram maior evolução com o treinamento por parte de P4 (74% e 57% respectivamente). A variável SA1 (Smash/Alvo/Servindo a si próprio) é a que obteve a melhor resposta após o programa na comparação com todos os demais fundamentos e variáveis. Conforme analisado nos demais participantes, esta resposta positiva pode ter relação direta com a proximidade
do padrão motor do smash com a execução do arremesso do handebol em cadeira de rodas, modalidade que P4 pratica há 3 anos.
Quanto ao saque, a variável S2 (Saque/lado esquerdo) obteve melhora significativa após período de intervenção de aproximadamente 33% e S1 (Saque/lado direito), teve a manutenção na resposta adquirida pela ADTCR.
A análise do deslocamento de P4, registrado por meio do tempo de execução do percurso determinado teve como resposta uma diminuição do tempo de execução do teste D1 (Deslocamento em ‘8’) evidenciando a melhora na execução e na fluência do deslocamento com o porte da raquete, e um aumento não significativo no tempo de execução do teste D2 (Deslocamento nos cones), conforme visualizado na Figura 30.
Figura 30: Gráfico referente à evolução de P4 quanto ao deslocamento
Pela Figura 30 observa-se a queda segnificativa no tempo de execução do deslocamento do período pré intervenção para após intervenção para o teste D1 (Deslocamento em ‘8’) enfatizando que houve uma transferência do aprendizado do deslocamento em situações específicas do jogo para este teste contido na ADTCR que refere-se ao deslocamento de recuperação de bolas de fundo.
O deslocamento D2, em que o participante deveria atingir aos cones e recuperar à posição inicial, identificada como posição de expectativa, não apresentou uma diminuição do tempo de execução após encerrado o período de intervenção. Uma
29 39 24 40 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 D1* D2 SEGUNDOS *Estatísticamente significativo pré pós
consideração a ser feita quanto a este resultado refere-se à dificuldade que P4 apresenta em efetuar deslocamentos longos com agilidade por apresentar entre suas características físicas evidências de sobrepeso (não avaliada neste estudo).
De maneira geral, pela estudo analitico e descritivo, P4 conseguiu aproveitar positivamente o programa de intervenção adquirindo habilidades que possibilitarão que o mesmo possa praticar a modalidade de forma satisfatória. Este apresentou melhoras bastante evidentes na análise do diário de campo em todos os fundamentos e aspectos, principalmente aos que se referem a estratégias diretas à prática de situações de jogo.
A evolução do P4 frente as análises do diário de campo e pelas respostas da ADTCR pode ter como respaldo a eficiência do programa, a frequência de 88% nas sessões e o interesse em manter-se na prática da modalidade pela identificação com o TCR.
O P4 apresenta alguns vícios motores identificados também por meio da análise do diário de campo, principalmente na execução do saque o que impediu que este e outros fundamentos pudessem apresentar uma evolução ainda mais acentuada. Os vícios na forma de executar o contato na bola e interromper todo o trajeto e alavanca do membro superior até a terminação do fundamento foram relatados e identificados nas filmagens. Estratégias e educativos foram implantados a fim de melhorar o padrão na execução completa do saque, visando a melhora na fluidez do movimento e para minimizar as possíveis lesões devido ao movimento bruscamente interrompido após contato com a bola.
6.1.5. As Respostas Gerais de Cada Participante em Relação à Aprendizagem