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No intuito de possibilitar a visualização geral em relação ao aproveitamento de cada participante ao programa de intervenção, estão expostas nas tabelas e figuras seguintes as médias gerais dos escores pré e pós intervenção. Também são descritas as porcentagens de evolução. Pelas tabelas e figuras é possível comparar ainda a evolução de cada participante em relação ao grupo.

A Tabela 1 apresenta os valores médios obtidos no conjuntos dos fundamentos para cada um dos participantes, assim como a porcentagem de evolução após aplicada a intervenção.

Tabela 1: Valores médios do aproveitamento geral dos participantes nos fundamentos Participantes PRÉ PÓS Porcentagem FUNDAMENTOS P1 1,65 2,94 44% P2 2,23 2,75 19% P3 2,08 2,73 24% P4 2,06 2,87 28%

A Figura 31, possibilita a visualização gráfica das respostas do programa para cada participante e apresenta as porcentagens de evolução do período pré para o pós intervenção.

Figura 31: Gráfico referente à comparação da evolução dos participantes quanto aos fundamentos do TCR

Pela análise da Tabela 1 e da Figura 31 somado ao conhecimento dos perfis dos participantes e da frequência nas sessões fica evidente que o participante P1 obteve a melhora mais acentuada dentro do grupo com relação aos fundamentos, pois apresenta três características que possibilitam esta resposta: maior frequência nas sessões de intervenção (o que permitiu evolução gradual e sequencial acompanhando o processo de ensino), menor idade (caracterizada pela maior facilidade de agregar possibilidades

0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 P1 P2 P3 P4 ESCAL A PATICIPANTES Comparação evolução individual ‐ Fundamentos 19% 24% 28% 44%

motoras e pelo menor número de vícios motores) e como etiologia a amputação (que já como antecendente determinado pela revisão de literatura, permite um aprendizado do TCR com menos adaptações pelas suas características mantidas e por comumente ter vantagens por ter todos os músculos abdominais para o equilíbrio, força e desempenho no jogo (USTA WHEELCHAIR TENNIS GRASSROOTS, 2009)).

O participante P2, também apresentou um perfil de evolução após a intervenção, quando comparado com os demais participantes, já esperado em razão de sua etiologia, a lesão medular. A lesão medular acarreta uma série de consequências, relatadas na revisão de literatura, que determinam, na maioria das vezes, um aprendizado mais lento e gradual pelo maior número de adaptações necessárias e maior tempo de prática para a aprendizagem, execução e domínio de novas habilidades motoras. Tais características estão presentes nas respostas ao programa e levaram o P2 a apresentar a menor evolução neste período, quando comparado ao grupo.

Os participantes P3 e P4, ambos com sequelas de poliomielite, apresentaram uma evolução bastante semelhante com a aplicação do programa (24% e 28% respectivamente). O participante P3 pode não ter apresentado uma evolução maior como resposta ao programa devido a ausência em algumas das sessões. A interrupção no processo de ensino e aprendizagem provoca limitações na aquisição das habilidades e pode gerar perdas significativas na aquisição de outras mais complexas que exijam a execução detalhada para alcance do resultado esperado. A comum existência de grupos musculares atrofiados em pessoas com poliomielite promove alterações nos movimentos e força muscular o que acarreta a diminuição da eficiência do conjunto muscular e consequentemente na potência dos golpes (GARCIA et al., 2002), motivos estes que podem explicar e evolução discreta dos participantes P3 e P4 que apresentam esta etiologia e perfis semelhantes.

Quanto ao participante P4, algumas atividades aplicadas já não eram acompanhadas pela maior exigência física solicitada, resultando em uma necessidade de seleção das atividades propostas para que pudessem ser executadas. Segundo Silva (1999), a capacidade aeróbia também é diminuída em graus variados nas pessoas com poliomielite, situação agravada no caso de P4 pelos históricos frente ao estilo de vida relatados pelo próprio participante.

O deslocamento pela sua característica particular apresenta uma análise isolada. Tabela 2 e a Figura 32 apresentam as evoluções após o período de intervenção para o deslocamento.

A Tabela 2 apresenta os valores médios obtidos no deslocamentos para cada um dos participantes, assim como a porcentagem de evolução após aplicada a intervenção.

Tabela 2: Valores médios do aproveitamento geral dos participantes no deslocamento (em segundos).

Participantes PRÉ PÓS Porcentagem DESLOCAMENTOS P1 30 26 13% P2 33 30 10% P3 33 30 10% P4 34 32 5%

A Figura 32, possibilita a visualização gráfica do perfil da evolução do deslocamento de cada participante frente ao deslocamento na comparação antes e após aplicação do programa.

Pela análise da Tabela 2 e da Figura 32, nota-se que P1, devido as suas características físicas apresentou além dos menores tempos de execução dos percursos, a melhora mais acentuada após intervenção, isto é, após a aplicação do programa ele reduziu seu tempo para percorrer os circuitos definido como D1( Deslocamento em ‘8’) e D2 (Deslocamento nos cones).

P2 e P3 apresentaram valores da média muito semelhantes referentes ao tempo para execução dos deslocamentos tanto no período pré quanto pós intervenção, e consequentemente uma porcentagem de evolução igual (10%). O P2, apesar de apresentar limitações físicas mais evidentes que P3, devido ao seu maior condicionamento físico geral e domínio no deslocamento com a cadeira de rodas consegue se equiparar com pessoas com outras etiologias com sequelas mais amenas no que diz respeito ao deslocamento em cadeira de rodas.

O participante P4 apresentou a menor evolução com o treinamento no aspecto do deslocamento. Algumas das características que podem ter evidenciado esta resposta é a condição física do participante, aspecto não analisado, porém evidenciado pelo histórico e perfil físico, o que restringia fisicamente o participante a deslocar a cadeira com fluidez e ritmo.

Entre as análises individuais, as respostas obtidas foram ao encontro das expectativas traçadas com base nos referenciais teóricos: amputação apresenta menor restrição na aquisição de habilidades do TCR devido ao controle do tronco e equilíbrio mantido; a idade influencia na capacidade de agregar informações e transferir para a prática; a frequência nas aulas possibilita melhor aproveitamento do programa.