8. BORAKS PENTA 5 FABRİKA BİRİMİ
8.6. Boraks Penta 5 Fabrika Birimi Matris Yöntemi ile Risk Analizi
Após definir-se o que é o Comércio Eletrônico, suas classificações e modelos, é útil que se saiba como este se faz presente no Brasil. ALBERTIN (2001: 7) enfatiza em seu estudo sobre a situação atual das aplicações de Comércio Eletrônico nas empresas dos vários setores no país pode ser definida como em um “estágio ainda inicial, mas significativo, sendo um indício claro de que a direção realmente é o de Comércio Eletrônico.”
Empresas que não se fazem presente atualmente na Internet provavelmente terão dificuldades frente à competição acirrada. Esta presença no meio digital não precisa visar a realização de transações, podendo atuar apenas na disponibilização de informações sobre a empresa ou o produto.
MEIRELLES (2002), em sua pesquisa, demonstra claramente o crescimento dos gastos e investimentos em Tecnologia da Informação feito por empresas nacionais desde 1989, conforme o gráfico 3 a seguir:
GRÁFICO 3
Fonte: MEIRELLES (2002)
Pelo gráfico 5 fica claro que a média gasta pelas empresas nacionais em Tecnologia da Informação cresceu de pouco mais de 2% do seu patrimônio líquido no ano de 1989 para 4,5% do patrimônio líquido em 2001, sendo que o setor de serviços é o que mais investe em Tecnologia da Informação, o que pode ser explicado por neste setor se encontrarem os bancos.
Pesquisa realizada por ALBERTIN (2002) sobre o uso do Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro dá uma visão clara do seu crescimento, se comparando os resultados obtidos com dados da mesma pesquisa realizada no ano de 2000.
Grande parte das empresas estudadas pela pesquisa já apresentam uma área de Comércio Eletrônico, mesmo que esta esteja subordinada a outras áreas, como a área de TI ou Financeira.
ALBERTIN (2002) constatou na sua pesquisa que aproximadamente 25% das indústrias nacionais possuem áreas de Comércio Eletrônico, enquanto esse número era de menos de 5% há apenas 2 anos atrás. As empresas da área de serviços, onde em 2000 menos de 30% apresentavam uma área específica de Tecnologia da Informação, surgem hoje com este número próximo dos 50%, enquanto na área de comércio o número quase dobrou, indo de pouco mais de 20% para mais de 50% atualmente.
A análise destes dados é interessante por apresentar um aumento significativo no setor de comércio, o que pode ser explicado pelo aumento do uso do meio virtual para se realizar compra e venda de mercadorias e produtos, alcançando-se novos mercados e clientes, considerando-se que as lojas virtuais não possuem barreiras de tempo e lugar para restringir seu negócio. O setor de serviços, que há dois anos era o líder absoluto em termos de “uso” do Comércio Eletrônico não apresentou um crescimento tão significativo quanto o setor comercial, mas isso se explica principalmente pelo fato da área de serviços ser um dos primeiros a utilizar a tecnologia, através dos bancos. MEIRELLES (2002) é mais claro ao mostrar os gastos dos bancos em Tecnologia da Informação desde 1989, em relação aos gastos do setor de serviços como um todo para o mesmo período, conforme o gráfico 4 a seguir:
GRÁFICO 4
Gastos dos bancos com Tecnologia da Informação (% do Faturamento Líquido)
Fonte: MEIRELLES (2002)
Um outro dado importante é o relativo ao Comércio Eletrônico negócio-a-negócio (o chamado B2B) e o negócio-a-consumidor (conhecido também por B2C). ALBERTIN (2002) constatou que 1,18% das empresas nacionais já realizam a transação negócio-a-negócio e 0,35% realizam transações negócio-a-consumidor. Estes dados podem não parecer significativos, mas ALBERTIN (2000a) mostrou que as empresas nacionais que realizavam transações negócio-a- negócio em 2000 correspondiam a apenas 0,17%, sendo que o número para transações negócio-a- consumidor era de apenas 0,043%, ou seja, o crescimento das transações negócio-a-negócio no período de dois anos foi de aproximadamente 694%, enquanto as aplicações negócio-a- consumidor cresceram 814% no mesmo período. O gráfico 5 a seguir mostra essa evolução:
GRÁFICO 5
Comércio Eletrônico no Brasil
0,17% 1,18% 0,043% 0,35% 0,00% 0,20% 0,40% 0,60% 0,80% 1,00% 1,20% Negócio-a-Negócio Negócio-a- Consumidor 2000 2002
Fonte: Pesquisa de Comércio Eletrônico, ALBERTIN (2000a) e ALBERTIN (2002)
Analisando-se os números obtidos em ambas as pesquisas, verifica-se que eles são ainda pequenos se comparados com os números totais, mas há que se considerar que o Comércio Eletrônico é algo recente, principalmente em termos de Brasil. Apesar disto, é notável o desenvolvimento das aplicações de Comércio Eletrônico pelas empresas nacionais, principalmente as voltadas para o segmento negócio-a-consumidor. Há que se considerar relevante também o fato de que as transações negócio-a-negócio lidam com quantias maiores de dinheiro, o que explica os percentuais maiores obtidos.
Outro dado importante demonstrado pela pesquisa de ALBERTIN (2002) mostra que as empresas nacionais estão utilizando as aplicações de Comércio Eletrônico principalmente em seus processos de atendimento ao cliente, havendo uma variação nos números obtidos dependendo do setor analisado. Além disso, não há muita diferença entre o uso de Comércio Eletrônico na cadeia de suprimentos e o desenvolvimento de produtos/serviços, conforme o gráfico 6 a seguir:
GRÁFICO 6
Comércio Eletrônico e os Processos de Negócio
Fonte: Pesquisa de Comércio Eletrônico, ALBERTIN (2002)
Uma análise mais detalhada do uso extensivo do Comércio Eletrônico no atendimento ao cliente deve levar em consideração o fato de que, no Brasil, grande parte deste uso se deve à disponibilização de informação para o cliente e não da realização efetiva de transações, conforme ALBERTIN (2000a), que afirma que o foco principal do Comércio Eletrônico é o cliente, independente do setor, e que fica claro no gráfico 7:
GRÁFICO 7
Comércio Eletrônico nos Processos de Atendimento a Clientes
Fonte: Pesquisa de Comércio Eletrônico, ALBERTIN (2000a)
Pelo gráfico 7 acima, quase 80% das empresas estudadas usam o Comércio Eletrônico para divulgar informações de produtos e serviços, sendo que a segunda variável – recebimento de pedidos – com pouco mais de 20% de previsão futura na pesquisa datada do ano 2000, se encontra ainda muito pouco desenvolvida em relação à primeira variável aqui discutida.
Em relação aos aspectos do Comércio Eletrônico, do ponto de vista das empresas nacionais, sabe-se que sua maior preocupação relaciona-se à privacidade, segurança e relacionamento com clientes. Como o Comércio Eletrônico tende a crescer como um canal para a realização de transações, como demonstrado no gráfico 7, as empresas tendem então a focalizar como prioridade quatro direções, que segundo ALBERTIN (2002) são: a garantia de um nível adequado de segurança e privacidade, a garantia de melhoria do relacionamento das empresas com os clientes, o alinhamento dos esforços no ambiente digital com a estratégia geral e o preparo da organização e sua plataforma tecnológica para o modelo e o nível de integração com o novo ambiente. O gráfico 8 abaixo demonstra os resultados obtidos referente aos aspectos de Comércio Eletrônico observados pelas empresas nacionais:
GRÁFICO 8
Avaliação dos Aspectos de Comércio Eletrônico
Fonte: Pesquisa de Comércio Eletrônico, ALBERTIN (2002)
Uma análise mais profunda dos dados obtidos mostra que a tendência é que os sistemas eletrônicos de pagamento apresentem um aumento na sua importância, já que as transações digitais vêm crescendo nos últimos anos, isso aliado à questão de privacidade e segurança, que atualmente é a variável mais importante considerada pelas empresas nacionais.
É importante analisar os dados obtidos referentes à avaliação das contribuições do Comércio Eletrônico no Brasil, mostrados no gráfico 9 abaixo:
GRÁFICO 9
Avaliação das Contribuições do Comércio Eletrônico
Fonte: Pesquisa de Comércio Eletrônico, ALBERTIN (2002)
Fica claro, pelo gráfico acima, que a principal contribuição do Comércio Eletrônico, do ponto de vista das empresas, refere-se ao relacionamento com clientes, seguido pela estratégia competitiva e novas oportunidades de negócio viáveis graças à evolução das novas tecnologias. O fato da avaliação considerada principal pelas empresas corresponder ao relacionamento com os clientes condiz com o fato das aplicações de Comércio Eletrônico serem usadas principalmente no setor de serviços e comércio, que diferem em muito do setor industrial e do uso que este setor faz da tecnologia para contatar seus clientes.
ALBERTIN (2002) ainda vai mais longe afirmando que “a avaliação em relação à estratégia deve-se principalmente ao movimento das empresas em direção ao ambiente digital, até mesmo para a sobrevivência neste novo cenário.”
O fato mais importante referente ao uso do Comércio Eletrônico no Brasil diz respeito à mudança que está ocorrendo em relação à funcionalidade deste novo canal digital, que está passando de um mero espaço de informação para um local onde transações efetivas acontecem. As informações relativas à maneira como as empresas nacionais estão enxergando o Comércio Eletrônico é um fator relevante na medida em que expõem a existência da visão de que é necessário usar este novo canal tecnológico como forma de se realizar efetivamente transações,
sem perder de vista as preocupações relativas à segurança, mas mais ainda observando a importância de se manter um relacionamento estreito e estável com os clientes virtuais. MARQUES (2001) é enfático ao afirmar que, em relação às contribuições, o Comércio Eletrônico é visto atualmente como um meio de se melhorar o relacionamento das empresas com os clientes e, através disto, as aplicações do Comércio Eletrônico pela empresa são vistas como um diferencial de competitividade.
2.6 CONTRIBUIÇÕES DO ITEM PARA O TRABALHO
Neste item foram apresentadas algumas definições e classificações de Comércio Eletrônico, bem como foram analisados e discutidos alguns modelos e, principalmente, foi mostrado o impacto do Comércio Eletrônico no Brasil, e como as empresas estão se adequando a esta nova realidade.
É importante o esclarecimento de que o Comércio Eletrônico não está apenas vinculado à Internet, e que esta na verdade está funcionando como um canal para a expansão do Comércio Eletrônico em si.
Já a análise das classificações existentes de Comércio Eletrônico foi útil para mostrar os vários tipos disponíveis, embora o presente trabalho pretenda focalizar apenas as transações chamadas negócio-a-consumidor, ou B2C. A análise de dados referentes ao uso do Comércio Eletrônico no Brasil mostra ainda que este tipo de transação é um dos que mais está crescendo, onde dados mostraram que o aumento alcançado no espaço de menos de 5 anos foi de mais de 800%, com tendência de continuar se desenvolvendo.
A existência de vários modelos para a análise do Comércio Eletrônico mostra que não há como se analisar os impactos do Comércio Eletrônico como um todo em uma empresa, portanto os modelos devem então ser analisados conjuntamente a fim de se obter uma resposta o mais completa possível. Neste trabalho, foram apresentados os modelos de ALBERTIN (1997), BLOCH, PIGNEUR e SEGEV (1996) e ANGEHRN (1997).
A análise do uso do Comércio Eletrônico no Brasil, com sua percepção pelas empresas que o estão adotando foi útil para mostrar que, apesar do Comércio Eletrônico no país ainda estar em um estágio que pode ser considerado inicial, reflete uma estrutura similar à do cenário
internacional, onde a maior quantidade em negócios realizados é aquela onde existem transações entre as empresas (negócio-a-negócio), enquanto a maior preocupação das empresas de serviço e comércio que estão usando o Comércio Eletrônico é a relativa ao uso desta tecnologia para se relacionar com seus clientes e não realizar efetivamente transações. O passo atual destes dois setores é a tentativa de transformar o Comércio Eletrônico em um canal efetivo para transações, independente de serem entre empresas ou empresas-clientes, saindo do Comércio Eletrônico como canal de informação para um canal efetivo de transações.
O próximo passo do presente capítulo é verificar as mudanças que o Comércio Eletrônico está causando na indústria do Turismo, principalmente no setor de transportes aéreos.