7. BORAKS PENTA 1 VE DEKAHİDRAT FABRİKA BİRİMİ
7.9. Boraks Penta 1 ve Dekahidrat Fabrika Birimi Matris Yöntemi ile Risk Analizi
Ao se estudar o Comércio Eletrônico, verifica-se que vários autores elaboraram modelos que ajudaram na sua definição e explicação, sendo que cada modelo apresenta diferentes pontos de vista da integração existente neste ambiente digital. A seguir serão demonstrados alguns dos modelos existentes.
ALBERTIN (1997, apud ALBERTIN, 2000:61) propôs em sua tese um modelo integrado de comércio eletrônico, onde o Comércio Eletrônico é composto por cinco camadas que são interligadas entre si. Neste modelo não há uma hierarquia entre as camadas propostas, ou seja, cada uma delas influencia e é influenciada pela outra. A figura 10 apresenta o Modelo Integrado de Comércio Eletrônico proposto por ALBERTIN:
FIGURA 10
Modelo Integrado de Comércio Eletrônico
Fonte: ALBERTIN (1997)
Neste modelo, cada camada possui sua função principal, assim explicada por ALBERTIN (1997):
• Políticas e regras públicas: relacionam-se aos aspectos legais, regulamentação dos setores e mercados, normas oficiais, etc.
• Políticas e padrões técnicos: relacionam-se com os aspectos de padronização para a compatibilização dos componentes do ambiente técnico, políticas de tratamento e comunicação de informações, interfaces, etc.
• Infovia Pública: é a rede formada pela Internet e os serviços on-line que tenham alguma ligação com esta.
• Aplicações e serviços genéricos: são oferecidos pelo ambiente através de seus provedores, serviços on-line e fornecedores, como por exemplo o correio eletrônico. • Aplicações de comércio eletrônico: são aquelas desenvolvidas com base nas
camadas anteriores que atendam às necessidades de uma organização ou grupo delas, como por exemplo os shopping centers virtuais.
Todas estas camadas são unidas através de uma seta de duas direções, que segundo ALBERTIN (1997: 63) “determina a influência que cada camada exerce sobre as demais, bem como a influência recebida.” Uma camada pode então atuar como um fator limitante para uma segunda camada, ao mesmo tempo em que pode fornecer o suporte básico para sua existência, usando ao mesmo tempo outra camada como pilar para sua sustentação, o que demonstra existir um profundo inter-relacionamento entre elas.
Este inter-relacionamento presume então que todas as camadas se desenvolvam conjuntamente, de forma que as mudanças ocorridas em uma das camadas afetará o modelo como um todo. Mudanças em qualquer uma das camadas do modelo podem então mudar a dinâmica do Comércio Eletrônico como um todo, mesmo que estas ocorram em camadas diferentes e sejam independentes umas das outras.
A importância deste modelo de Comércio Eletrônico reside no fato de que sua análise por parte de uma organização pode tornar mais claras as conseqüências que as mudanças podem acarretar no seu ambiente de Comércio Eletrônico, sendo mais fácil então lidar com as situações advindas destas. No caso de empresas aéreas, que estão sujeitas a constantes mudanças – como por exemplo a desregulamentação ocorrida no setor, uma mudança na sua regra pública – a análise dos impactos causados por estas no Comércio Eletrônico da organização como um todo pode ser melhor estruturada.
O segundo modelo de Comércio Eletrônico a ser analisado é o proposto por BLOCH, PIGNEUR e SEGEV (1996), que estuda o Comércio Eletrônico também sob uma perspectiva integrada. Para os autores, o Comércio Eletrônico consiste na capacidade de comprar e vender informações, produtos e serviços através de uma rede de computadores, além de dar suporte para qualquer tipo de transação baseada em uma infraestrutura digital, como por exemplo o uso da WWW como uma ferramenta para marketing ou como um novo canal de vendas. A figura 11 abaixo mostra este modelo baseado em processos:
FIGURA 11
O Modelo baseado em processos de BLOCH, PIGNEUR e SEGEV
Fonte: adaptado de BLOCH, PIGNEUR e SEGEV (1996)
Segundo ALBERTIN (2000b: 16), “o modelo demonstra que o Comércio Eletrônico pode ser utilizado em todas as fases de uma transação comercial, por meio de uma perspectiva comprador-vendedor e utilizando um modelo de ciclo de vida.” Este modelo, por conectar diretamente compradores e vendedores, é útil então por permitir a quebra do paradigma do tempo nas transações, pois todas estas podem ser realizadas em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Há também uma maior e mais rápida interatividade entre os compradores e vendedores, e para as empresas fica mais fácil analisar o impacto do uso do Comércio Eletrônico em cada uma das etapas demonstradas no modelo.
O último modelo de Comércio Eletrônico a ser analisado é o proposto por ANGEHRN (1997 apud MARQUES, 2001), chamado de ICDT (Information, Communication, Distribution and Transaction), apresentado na figura 12:
FIGURA 12
Modelo ICDT
Fonte: ANGEHRN (1997 apud MARQUES, 2001)
O modelo proposto por Angerhn possui quatro espaços distintos, com cada um apresentando suas características particulares.
• O Espaço de Informação Virtual é o espaço por onde a empresa fornece informações sobre si e seus produtos, não havendo interatividade entre o consumidor e a empresa por ser um canal de mão única.
• O Espaço de Comunicação Virtual trata da interação entre empresa e consumidor. • O Espaço de Distribuição Virtual funciona como um canal de distribuição que se
refere à entrega de um serviço, restringindo-se aos parciais ou totalmente digitalizados.
• O Espaço de Transação Virtual funciona como um canal de transação, mas faz referência somente à transação, pois habilita somente informações sobre pedidos feitos, acordos, pagamentos, etc. (ALBERTIN, 2000: 44)
Este modelo é útil pois possibilita para uma empresa determinar as vantagens do uso do Comércio Eletrônico e quais as formas de se usa-lo estrategicamente.
Os três modelos de Comércio Eletrônico apresentados aqui utilizam pontos de vista diferentes para definir o que é Comércio Eletrônico e suas aplicações, cada um apresentando suas particularidades. ALBERTIN (1997 apud ALBERTIN, 2000) trata do Comércio Eletrônico como um modelo não hierárquico, considerando relevantes variáveis como aspectos e padrões legais não analisadas por outros modelos, ao passo que o modelo sugerido por BLOCH, PIGNEUR e SEGEV (1996) analisa o Comércio Eletrônico do ponto de vista de processos, o que segmenta o modelo e torna possível analisar onde e como o Comércio Eletrônico está sendo utilizado, bem como suas conseqüências. Já o último modelo aqui apresentado, proposto por ANGEHRN (1997), tem como ponto forte a capacidade de possibilitar que uma empresa analise o uso que faz do Comércio Eletrônico para se relacionar e interagir com seus consumidores.