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BM AntlaĢmasında MeĢru Müdafaa Hakkı ve BM Organları Kararı Ġle

1. BÖLÜM

2.1. TERÖRĠZME YÖNELĠK ALINAN ULUSLARARASI HUKUK ÖNLEMLERĠ

2.1.2. ULUSLARARASI HUKUKTA MEġRU MÜDAFAA HAKKI GELĠġĠMĠ

2.1.2.3. BM AntlaĢmasında MeĢru Müdafaa Hakkı ve BM Organları Kararı Ġle

A Gestão de Recursos Humanos conheceu uma evolução significativa ao longo do século XX, precisamente a partir da década de 80, altura em que surgiu a designação Gestão de Recursos Humanos em detrimento da noção Gestão de Pessoal, assumindo um papel mais estratégico na organização e distanciando-se de um caráter mais administrativo e operativo (Sousa, Duarte, Sanches e Gomes, 2006). Face aos desafios económicos, sociais e tecnológicos, é cada vez notável que a qualidade da gestão de recursos humanos é um fator-chave para o sucesso (Peretti, 2011). A Gestão de Recursos Humanos tem vindo a assumir uma importância

cada vez maior no desenvolvimento de uma cultura organizacional direcionada para a inovação e aprendizagem cont nua, demonstrando que a “estrat gia econ mica” da organização não é independente da Gestão de Recursos Humanos (Sousa et al., 2006).

O conceito de gestão estrat gica de recursos humanos integra as pol ticas da gestão de recursos humanos da organização com a estrat gia corporativa, as filosofias de emprego, os valores nucleares da empresa, as compet ncias organizacionais e os processos de neg cio que acrescentam valor organização, numa perspetiva vertical integração ao longo da hierarquia – a estratégia deve ser coerente e devidamente integrada com a estratégia de negócio onde a estratégia de recursos humanos constitui um imput fundamental para o processo de formulação e implementação da estratégia de negócio da empresa e numa perspetiva horizontal integração coerente e consistente dos subsistemas de gestão e recursos humanos, não podem contradizer- se nos fins que visam e nos efeitos que produzem) (Caetano, 1999). Assim, a gestão estratégica de recursos humanos contribui para gerar vantagem competitiva sustentável por promover o desenvolvimento de habilidades, e por produzir um complexo de relações sociais e gerar conhecimento (Brandão e Guimarães, 2001). Atualmente, a gestão estratégica de recursos humanos tem em conta ainda componentes de base de um planeamento estratégico organizacional, entre a gestão de topo, o ambiente e os recursos disponíveis, os modelos para estratégias de recursos humanos, que incluem fatores estruturantes como: missão e valores da organização; análise ambiental; formulação da estratégia; implementação da estratégia e avaliação da estratégia (Carvalho, Bernardo, Sousa e Negas, 2014).

Fazendo uma breve referência a cultura organizacional, Hofstede (2003) refere que é a programação coletiva da mente que distingue os membros de uma organização dos de outras. Freitas 200 , corrobora o conceito apresentado por ofstede afirmando que, ho e podemos dizer que a cultura organizacional possui atualmente um campo pr prio dentro dos estudos organizacionais. Sua consolidação representou uma oportunidade de aprofundamento de estudos sobre o tema e consequentemente a criação de novas possibilidades de an lise das organizaç es. Storey 5 refere ainda que em relação aos mecanismos chave para a construção de um modelo de gestão de recursos humanos, a gestão da cultura mais importante do que a gestão dos processos e dos sistemas, o que implica desenvolver a gestão integrada dos processos de seleção, comunicação, formação, recompensas e desenvolvimento e incrementar a responsabilidade e o empowerment. Afinal, a implementação dos recursos humanos pressup e o consenso sobre os valores, ob etivos, prioridades da organização e uma ideologia que d prioridade aos interesses da gestão empresarial.

A cultura tem uma perspectiva funcionalista (Schein, 2004; Hofstede, 200 . u se a, ela existe para tornar a organização mais eficiente no que se refere organização interna na busca de resultados. ntretanto, ofstede 200 aborda tanto elementos da cultura, como de n veis de cultura. l m disso, ainda atribui ao indiv duo a pertença a diversos n veis de cultura em função do grupo, religião, nacionalidade, sexo, trabalho ao qual pertence. Schein 200 dividiu a cultura

em tr s n veis de compreensão a - n vel dos artefatos vis veis, sendo aqueles mais vis veis e representados pelos elementos f sicos da organização b - n vel dos valores que governam o comportamento das pessoas, incluiu aqui filosofias da empresa, metas e estrat gias, elementos que assumem aspectos valorativos na organização e são pass veis de orientar o comportamento dos indiv duos, e c - n vel dos pressupostos inconscientes, em que estão em ogo as crenças, perceç es, pensamentos e sentimentos. Portanto, a organização entende a cultura como instrumento fundamental no processo dos resultados. Sua transformação essencial para que as metas organizacionais sejam atingidas.

mporta referir que, a obtenção da dimensão estrat gica foi fortemente influenciada pelos modelos normativos da gestão de recurso humanos (Serrano, 2010; Caetano e Vala, 2002). Trata- se dos modelos Hard e Soft concebidos por Storey, cujo a designação intencionalmente metafórica, pois pretende por um lado associar o conceito Hard ideia dos recursos humanos como um “recurso” que tem um custo e como tal deve ser gerido como os demais recursos da empresa; enquanto o conceito Soft pretende significar “humano” que suscept vel de investimento. Segue uma breve descrição destes modelos no Quadro abaixo (Quadro 1):

Quadro 1- Caraterização dos modelos Hard e Soft

Modelo Hard Modelo Soft

Instrumentalismo utilitarista. Humanismo desenvolvimentista (Hendry e Pettigrey, 1990, citado por Serrano, 2010).

Ênfase na integração das políticas RH com a estratégia de negócio da empresa; os RH são vistos como necessários para atingir os objetivos estratégicos da organização (Fombrun et al., 1984).

Integração das políticas de RH com a estratégia de negócio da empresa. Os RH são uma mais-valia e uma fonte de vantagem competitiva através da maximização do seu potencial, adaptação e elevada qualidade (competências, desempenho) (Guest, 1987, citado por Serrano, 2010).

Consistência entre as políticas, os sistemas e as práticas de pessoal com os objetivos de negócio da empresa. A coerência interna da GRH é uma condição essencial à obtenção de tais objetivos (Hendry e Pettigrew, 1986, citado por Serrano, 2010).

G tem como missão conseguir a implicação dos trabalhadores através dos processos de comunicação, motivação e liderança (Storey, 1987, citado por Serrano, 2010).

Planeamento formal dos RH, são considerados fator de produção, juntamente com a propriedade e o capital (Legge, 1995). 
As pessoas são uma despesa necessária à realização do negócio ao menor custo (Torrington e Hall, 1987, citado por Tavares e Caetano, 1999). As pessoas são um recurso passivo, mais do que uma fonte de energia criativa.

Os RH são proactivos e não meros inputs passivos do processo produtivo. São capazes de se desenvolver, merecem a confiança da gestão e a sua colaboração consegue-se através da participação e da escolha informada (Beer e Spector, 1985, citado por Serrano, 2010).

A GRH é dominada pelos aspectos estratégicos, quantitativos e de negócio. Os RH são geridos como outro fator económico qualquer (modo racional) (Storey, 1987, citado por Serrano, 2010).

A GRH é um meio de tornar os trabalhadores numa fonte de recursos e uma mais valia para a empresa. As políticas de RH devem direcionar-se para a maximização do potencial humano, através do uso de técnicas distintas e diferenciadas.

Este modelo está centrado na gestão do pessoal

(GP). E este modelos está centrado sobretudo na gestão dos recursos humanos (GRH). Fonte: adaptado de Legge (1995) e Tavares e Caetano (1999)

A leitura do quadro acima permite verificar que o modelo Hard mant m uma visão tradicional das pessoas no seu contexto de trabalho, considerando-as passivas, um fator de produção ou uma despesa necess ria para atingir os ob etivos organizacionais (Serrano, 2010). Pelo contrário, o modelo Soft concebe os recursos humanos como uma mais valia e uma fonte de recursos e, para al m disso, considera-os proactivos e dotados de capacidades de desenvolvimento. o que respeita gestão, enquanto o modelo Hard defende a integração estrat gica da gestão de recursos humanos na gestão de linha, o modelo Soft enfatiza as qualidades espec ficas dos recursos humanos e a necessidade de utilizar um con unto de t cnicas de gestão de recursos humanos no sentido de maximizar o seu potencial. Em suma, os modelos

Hard e Soft podem ser equacionados numa perspectiva de transição de um est dio a outro mais

evoluído da gestão de recursos humanos (Legge, 1995).

Vale referir que, a an lise comparativa das caracter sticas de ambos os modelos revela semelhanças e diferenças, quer na concepção dos recursos humanos, quer na concepção sobre a gestão dos mesmos. ntretanto, para Storey 5 o principal fator de distinção reside na abordagem da gestão que, no modelo Soft, procura atingir vantagens competitivas atrav s de uma força de trabalho altamente implicada e competente, usando para tal um con unto integrado de t cnicas que salvaguardam as dimens es cultural, estrutural e pessoal. Já Legge (1995) comparando os modelos conclui que existem entre ambos mais semelhanças do que diferenças pois encontra um con unto significativo de ideias que aproximam os modelos, tais como a necessidade de integrar as pol ticas e pr ticas de gestão de recursos humanos com os ob ectivos organizacionais a implicação dos gestores de linha na gestão de recursos humanos a import ncia atribu da ao desenvolvimento de compet ncias como requisito de satisfação pessoal e garante do sucesso organizacional o rigor dos processos de recrutamento e seleção, de modo a colocar as pessoas certas nos lugares certos e conseguir uma melhor integração das pr ticas de gestão de recursos humanos com os ob etivos organizacionais, incluindo o desenvolvimento individual. elativamente s diferenças entre os modelos, Legge (1995) elege como principal divergência o facto de os modelos Soft considerarem a gestão de recursos humanos como uma tarefa de gestão estrat gica mais central e, neste sentido, os recursos humanos são vistos pelos gestores como o recurso mais valioso da empresa para a obtenção dos ob etivos organizacionais e expressam os valores organizacionais eleitos pelo topo. Por m o ler , citado por egge, 5 refere que as reais diferenças entre os dois modelos situam-se mais ao n vel da linguagem e não propriamente do conte do, pois a gestão de recursos humanos não mais do que uma redescoberta da gestão de pessoal, mas estrategicamente orientada pelos gestores executivos.

Entretanto, a temática da conciliação trabalho-família também vai de encontro as perspetivas do best fit que tem como preocupação fulcral resolver o problema do ajustamento entre as práticas de gestão de recursos humanos e a estratégia de negócio da organização (Armstrong e Baron, 2002).

As perspectivas do best fit foram sistematizadas por Delery e Doty e por Guest (Marques, 2010). As teorias que se enquadram no best-fit têm como preocupação central resolver o problema do ajustamento (fit) entre as práticas de gestão de recursos humanos e a estratégia da organização, tendo como objetivo garantir o melhor desempenho ou melhor adaptação ao meio envolvente. Importa referir que, para Wood (1999, citado por Marques, 2010) o ajustamento pode ser operacionalizado em quatro diferentes eixos: (1)- strategic fit (ajustamento estratégico) entendido como o ajustamento entre as práticas de gestão de recursos humanos e a estratégia de negócio da organização; (2)- organizational fit (ajustamento organizacional) entendido como o ajustamento entre um conjunto de práticas ou sistemas de gestão de recursos humanos e os outros sistemas dentro da organização; (3)- environmental fit (ajustamento com o contexto externo) entendido como o ajustamento entre as práticas de gestão de recursos humanos e os fatores do ambiente externo; (4)- e internal fit (ajustamento interno), entendido como a coerência e consistência, ou seja, como grau de integração do conjunto ou sistema de práticas de gestão de recursos humanos.

Continuando, Delery e Doty (1996, citados por Marques, 2010), sistematizaram a literatura sobre a gestão estratégica de recursos humanos em três perspetivas dominantes: (1)- a perspetiva universalista13 (preconiza a existência de uma relação direta entre o sistema de práticas de gestão de recursos humanos e o desempenho organizacional); (2)- a perspetiva contingencial14 que parte de dois pressupostos básicos, sendo que, o primeiro é conceptualizar

que a relação entre as práticas de gestão de recursos humanos e o desempenho organizacional é mediada por diferentes fatores de contingência (a dimensão da empresa, a idade da empresa, a tecnologia, a intensidade de capital, a taxa de sindicalização, o setor de atividade; a localização, os shareholders); e o segundo pressuposto parte da assumpção de que existe um conjunto de relações complexas entre as variáveis de gestão de recursos humanos (as variáveis de gestão de recursos humanos e os indicadores de desempenho, as variáveis de gestão de recursos humanos e os fatores de contingência, e por último, entre o desempenho e os fatores de contingência); (3)- e a perspetiva configuracional15 que parte do pressuposto de que o desempenho organizacional

depende do grau de proximidade das pr ticas de gestão de recursos humanos a uma configuração considerada “ideal”.

O modelo de Guest (1995, citado por Marques, 2010), parte do princ pio de que a natureza da gestão de recursos humanos pode ser analisada quer ao n vel emp rico estudo das pol ticas e pr ticas de gestão implementadas pela organização e ao n vel conceptual an lise dos pressupostos que estão na base do que se considera ser uma gestão apropriada dos recursos humanos). autor refere que, ambas as perspetivas emp rica e conceptual t m como assumpção uma visão unitarista e ou normativa da gestão de recursos humanos, que visa

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Constam nesta perspetiva as abordagens de Huselid, Pfeffer, Osterman e Guest (Marques, 2010). 


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Destacam-se nesta perspetiva o trabalho dos autores: Miles e Snow Schuler e Jackson, Fombrun et al., e Lengnick-Hall e Lengnick-Hall (Marques, 2010).

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prescrever um modelo que combina o elevado compromisso, o desempenho, a qualidade e a flexibilidade. Guest (1997, citado por Marques, 2010) sistematizou a teoria sobre a gestão de recursos humanos em tr s categorias: (1)- as teorias estrat gicas 16

que se centram essencialmente na relação entre um con unto de fatores contingenciais externos e as pol ticas e pr ticas de gestão de recursos humanos, realçando aqui a import ncia em integrar a estrat gia de gestão de recursos humanos na estrat gia do neg cio da empresa); (2)- as teorias descritivas17

que apresentam uma perspetiva mais compreensiva da função, partindo da abordagem sist mica e centrando-se num campo de actuação mais alargado, com vista a esquematizar e conceptualizar o contexto em termos de inputs e outputs, ou seja, para o autor as teorias descritivas são como que modelos de relaç es laborais centrados numa perspetiva dos “stakeholder”, em que o foco identificar um con unto de resultados e interesses desses

“stakeholders”; (3)- as teorias normativas18 que partem do pressuposto que a problem tica da

gestão de recursos humanos possui um corpo te rico suficientemente consistente que permite constituir-se como base para a prescrição de um con unto de boas pr ticas sustentam a perceção de que existe um modelo “ideal” de gestão de recursos humanos capaz de garantir um ptimo desempenho e que, a maioria das empresas que não adotam estas boas pr ticas não possuem uma gestão de recursos humanos adequada.

As perspetivas do contexto, estas t m como pressuposto uma visão mais compreensiva e menos determinista do que as perspetivas do best-fit, uma vez que, não se limitam ao estudo da relação causal entre as pr ticas de gestão de recursos humanos e o desempenho preocupam-se mais em identificar um con unto abrangente de vari veis que permitam uma visão mais hol stica, nomeadamente: (1)- as abordagens que sustentam a emergência de um modelo europeu de gestão de recursos humanos, cujas teorias centram-se na identificação dos fatores de contexto que delineiam os diversos modelos de gestão de recursos humanos nos países europeus; 2 - as abordagens que se centram no modo como a ação estruturada e a ordem estabelecida atrav s de um sistema de normas assentes nos pressupostos que as organizaç es se tornam isom rficas sob o efeito que sofrem dos fen menos da sua envolvente e que as organizaç es obt m legitimidade atrav s de uma construção social da realidade (perspetiva do Novo Institucionalismo - as abordagens que se centram no papel dos atores organizacionais na definição das pr ticas de gestão de recursos humanos, reconhecendo a autonomia dos atores organizacionais perante os diferentes contextos e modelos de gestão de recursos humanos dominantes abordagem pol tica) (Marques, 2010).

perspetiva dos recursos surge como alternativa perspetiva do best-fit no quadro da gestão estrat gica de recursos humanos, partindo do pressuposto que a vantagem competitiva das empresas obtida atrav s da heterogeneidade dos recursos capital econ mico, humano e

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Tem em conta os modelos de Miles e Snow, Schuler e Jackson, e Hendry e Pettigrew (Marques, 2010).

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Fazem parte desta perspetiva os trabalhos de Beer et al. e Kochan et al (Marques, 2010).

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organizacional que devem ser valiosos, raros, inimit veis e insubstitu veis (Marques, 2010). É uma perspetiva que coloca nfase nos fatores internos da organização, na capacidade de a empresa gerar recursos nicos como estrat gia para conseguir vantagem competitiva. Portanto, uma perspetiva que prop e uma visão mais hol stica que permite captar as especificidades das din micas organizacionais, bem como das suas ambiguidades e paradoxos existentes.

Neste sentido, as boas práticas de conciliação trabalho-família, podem enquadrar-se na perspetiva universalista que parte do pressuposto de que existe uma relação linear entre o sistema de práticas de gestão de recursos humanos e o desempenho organizacional, podendo os efeitos desse sistema ser medido através de indicadores financeiros, ou seja, o lucro (Armstrong e Baron, 2002). São consideradas um conjunto de práticas que promovem a performance organizacional e garantem vantagem competitiva, sem descurar a importância do fator humano, aliás, a área dos recursos humanos só poderá sobreviver se conseguir mostrar e mensurar valor agregado à empresa e às pessoas que nela trabalham (Ferreira et al., 2005).

Como refere Santos (2011), a gestão de recursos humanos tem um papel fundamental na implementação de novas formas de pensar a gestão do capital humano nas organizaç es, mudando a forma como as profiss es t m sido geridas atualmente, devendo para tal, ser fomentada uma cultura organizacional apoiante da implementação de práticas de conciliação trabalho-família ou de igualdade de género. corresponsabilidade social em relação a conciliação trabalho-fam lia traz uma nova conceção sobre o papel de homens e mulheres e tamb m dos governos, sindicatos e empresas, uma vez que, tem sido not vel que as empresas que t m adotado medidas de apoio conciliação entre o trabalho e a vida familiar, inclusive a vida pessoal, t m gerado benef cios tanto para a própria empresa como também para os seus trabalhadores (OIT, 2009). Assim, as pr ticas relativas s condiç es de trabalho, nomeadamente a conciliação da vida profissional, vida familiar e pessoal, as relaç es entre funcion rios, as pol ticas de recursos humanos constituem fatores fundamentais para a promoção de empresas sustent veis ou espaços organizacionais autentizóticos19, pois os estudos neste domínio têm revelado que, do

ponto de vista psicológico, trabalhadores (as) mais satisfeitos (as) tendem a permanecer mais tempo nas organizaç es e a compartilhar as iniciativas da organização e as demais experi ncias de vida com a sociedade onde estejam inseridos (Lopes, Ferraz, Bastos, Lima e Macedo, 2013). Portanto, trata-se de um tema que se reveste de grande atualidade em virtude da convicção cada vez mais firme, de que o elemento humano é, no conjunto dos fatores organizacionais, o principal fator responsável pela vantagem competitiva de uma empresa (Neves, 2007).

Efetivamente, a gestão de recursos humanos tem revelado diferenças substanciais entre o paradigma tradicional e o novo paradigma produtivo, passando de um modelo de produção em

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Organizações autentizóticas caraterizam-se como espaços de satisfação potencial de dois desígnios: elevado desempenho das organizações e realização pessoal, social e familiar dos seus membros (Rego, 2006). Autentizótico é oriundo de dois termos gregos: authenteekos e zoteekos. O primeiro termo significa que a organização é autêntica, merecedora de confiança; o segundo termo, significa que a organização “essencial para a vida” das pessoas, facultando-lhes sentido de equilíbrio, de realização pessoal, de competência, de autonomia e de iniciativa, fornecendo significado para as suas vidas.

massa /tradicional e mecanicista (marcado por uma indiferença pelos efeitos ambientais e sociais gestão masculina, de acordo com os tradicionais modelos referenciais masculinos, hierarquia masculina topo, chefias interm dias e diretas) para um modelo de produção flex vel ou modelo qualificante e inclusivo (mais preocupado com a responsabilidade social; promoção da dessegregação sexual, da conciliação com a vida profissional, familiar e pessoal respeito pelo ambiente envolvente e caracterizado por uma gestão participada, descentralizada e inclusiva em que há representação das mulheres em todos os lugares de decisão) (Casaca, 2009, citado por Mendes, 2015); acompanha o movimento que ocorre no mundo do trabalho e se adapta s situaç es mais r gidas e quelas mais flex veis, passando de uma fase estritamente mecanicista para uma mais flexível de acordo com a necessidade do capital, gerenciando seus trabalhadores (as) numa perspetiva de aumentar sua produtividade (Loch e Correia, 2004).

No ponto a seguir (1.2), faz-se referência a nova gestão pública e a gestão de recursos humanos no contexto público. Tornou-se pertinente ver o que existe na literatura a este nível, uma vez que o objeto de estudo (a empresa) atua no setor público empresarial.