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4. BİYOUYUMLULUK VE ANTİMİKROBİYAL

4.2. Biyomedikal Yeni ŞHA'lar İçin Tasarım Konuları ve Uygulamaları

Conforme Pontocorvo (2005), os conflitos e embates dentro de uma discussão em sala de aula podem ser pontos de partida para uma construção de conhecimento em conjunto a partir do que é trazido pelos participantes, com suas experiências de cultura e de vida.

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Assim, as interações entre os participantes desta pesquisa, no âmbito da argumentação, foram analisadas nas categorias propostas por essa autora, como espelhamento, pedidos de esclarecimento, explicação e réplicas simples e elaboradas.

Dimensões Características Categorias

Desenvolvimento Coerência de raciocínio entre os interlocutores. Avanço e progresso da análise e interpretação do objeto do discurso. Introdução de novos elementos e de novas perspectivas. 1. Trazer elementos novos. 2. Relacionar. 3. Delimitar. 4. Contrapor-se argumentando. 5. Compor relações de nível mais alto.

6. Generalizar. 7. Problematizar. 8. Reestruturar. Pertinência Progressão do discurso colocado no tema proposto por um dos interlocutores e compartilhado pelos outros. 1. Permanência dentro do tema proposto. 2. Acréscimo de elementos. Não Desenvolvimento Inércia, bloqueio do raciocínio coletivo. 1. Repetir. 2. Confirmar. 3. Referir-se a uma experiência pessoal. Não Pertinência Falta de progressão do 1. Desvio do tema proposto.

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discurso quando há

desvio do tema. 2. Referir-se a elementos de outro tema.

Quadro 13: Nível Discursivo: disposição e interação do discurso Fonte: Pontecorvo (2005 apud MIASCOWISKY, 2009)

Com essas categorias, os argumentos usados na construção de conhecimento foram analisados como desenvolvidos e continuados pelos alunos e PP, tentando-se chegar a uma conclusão ou acordo frente às tarefas desempenhadas e discutidas em sala de aula.

Como um dos focos da análise foi a co-construção do conhecimento e a interação entre os falantes, o contexto social e o compartilhamento do objeto do discurso também foram vistos. As categorias a seguir serviram para a análise de como os participantes continuam, acrescentam, apropriam-se e reelaboram o que foi dito pelos outros.

Interações Características

Elípticas

Uso de muita adjetivação.

Nenhum interlocutor completa a frase.

O fio condutor do raciocínio não se perde.

O fio condutor do discurso passa de um interlocutor para o outro.

Complementação da asserção (denominada pela Síndrome dos três sobrinhos do Pato Donald)

Cada interlocutor fala um pedaço da frase.

Ao final, a frase se completa.

Complementação

Retomada de um tema introduzido por outro interlocutor para incluir

acréscimos, variações, elaborações (cada interlocutor fala um pedaço da frase).

Ao final, a frase se completa. Quadro 14: Modalidades de co-construção. Pontecorvo (2005 apud MIASCOWISKY, 2009)

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Os participantes da pesquisa, ao expressarem seus pontos de vista e opiniões, tomam uma posição frente ao que é apresentado e também estão suscetíveis a oposições nos processos de construção do conhecimento. De acordo com Pontecorvo (2005), o ato de pedir razões, explicações e fundamentações dão suporte ao discurso e ao pensamento. Pontecorvo (2005), a respeito, cita Bruner (1986) “A oposição desempenha um papel de “cooperação cognitiva” de “suporte social” tão importante quanto o papel desempenhado pelas formas de co-construção".

Modalidades argumentativas

Dimensão Característica Função

Oposição • Posicionamento, expressão de prós e contras, com categorizações e juízos de valor, analogias, semelhanças, exemplos, busca de razões e/ou de justificações, a partir de regras, generalizações, leis gerais.

• Progressão do discurso-raciocínio provocando desdobramentos e aprofundamentos.

Discordância de opinião e raciocínio, que é um movimento conversacional em que os interlocutores sentem-se obrigados a respeitar a norma de dar razão e apresentar justificações.

Justificação • Importância do dar razão e apresentar justificação.

• estratégia para enfrentar e resolver conflito para chegar a um acordo ou compromisso.

Restabelecimento da ordem social no grupo a qual foi momentaneamente perturbada por asserções ou atos tidos como violações à regra.

Explicação Mediante o uso de causas, razões, exemplos, analogias, definições, categorizações, modelos.

Busca e explicitação de uma causa/razão/regra para transformar o obscuro em claro, o ignorado em conhecido.

Quadro 15: Modalidades argumentativas Fonte: Pontecorvo (2005 apud MIASCOWISKY, 2009)

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Como os momentos de oposição foram vistos na análise, a seguir, são elencadas as categorias de como eles puderam se instituir na argumentação dentro da sala de aula, com foco nos aspectos interativos do discurso.

Categoria Característica

Espelhamento A informação é repetida, reformulada ou continuada.

Pedidos de: esclarecimento, explicação, exemplo, informação, opinião, justificativa, repetição, reformulação. Pedidos de informações contingentes à contribuição dos

interlocutores.

Concordância

Réplica elaborada Fala de um interlocutor é

continuada e elaborada com acréscimos de informações. Réplica

mínina/simples

Resposta simples sem elaboração.

Discordância

Réplica elaborada Oposição justificada - informação de um interlocutor é negada com justificações.

Contraposição justificada - oposição precedente é recusada com justificações. Réplica mínima Oposição simples - asserção de um interlocutor é negada sem justificações.

Quadro 16: Categorias de análise interativa do discuros Fonte: Pontecorvo (2005 apud MIASCOWISKY, 2009)

O sucesso de uma cena de improvisação não está necessariamente no fato de ser engraçado, de fazer o público rir, mas, sim, no produto coletivo que foi criado, visando ao trabalho do ensemble, do todo (LOBMAN; LUNDQUIST, 2007). O fato de atuar e desempenhar bem durante a cena tem que ver com a escuta ativa dos participantes, para estarem abertos às ofertas (deixas, estímulos, cues) dadas pelos outros participantes.

Durante a cena, o foco pode ser nesta escuta ativa e na velocidade e reação dos participantes (MUNIZ, 2006). Com base na categoria a seguir, é possível analisar como as ofertas foram aceitas ou recusadas, tendo reflexo no resultado da cena.

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escuta ¬¬¬¬ rebote ¬¬¬¬ desenvolvimento deste rebote ¬¬¬¬ escuta ¬¬¬¬ rebote ¬

¬¬

¬ desenvolvimento deste rebote ¬¬¬¬ escuta ¬¬¬¬... ¬¬¬¬ Fim da Cena

Quadro 17: Desenvolvimento da Improvisação Fonte: Muniz (2006)

Segundo Muniz (2006), a dinâmica da cena parte da aceitação de todo estímulo dado pelo outro participante para que haja avanço na cena. Caso contrário, a cena bloqueia-se e o público perde o interesse: “Por isso a máxima do treinamento do ator-improvisador é dizer sim a tudo” (MUNIZ, 2006, p.2).

No contexto de sala de aula, de acordo com Lobman e Lundquist (2007), até os erros podem ser transformados em ofertas numa improvisação. Erros podem ser usados para que o ensemble (o todo) continue se construindo pelos participantes.

Em relação às categorias de interpretação, os aspectos discutidos nesta seção são importantes para compreender criticamente se as ZPDs (MAGALHÃES, 2009) foram criadas como espaços criativos e como aconteceram, promovendo a interação no discurso e responsividade (BAHKTIN, 2003), na criação de novos sentidos e significados compartilhados pelo grupo (VYGOTSKY, 1934/2002).

A próxima seção listará as categorias de interpretação.

Benzer Belgeler