TÜRK DEMOKRASİ TARİHİNDE DEMOKRAT PARTİ DÖNEMİ VE BİTLİS’TEKİ SİYASAL GELİŞMELER
2.3.4. Bitlis’te 1957 Milletvekili Genel Seçimler
Até o presente momento vimos às descrições estruturais e pedagógicas do campo de pesquisa e as primeiras falas relatadas no início do processo de investigação, traçando paulatinamente as aprendizagens existentes
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no caso dos discursos e das construções–
que foram nascendo no decorrer da experiência dos educandos em seu processo de construção de conhecimentos do 2o ao 5o ano do Ensino Fundamental I.No decorrer desse trajeto mostramos algumas produções que nasceram no ambiente escolar (na etapa de apresentação dos sujeitos), procedendo a descrições prévias de situações de aprendizagens ocorridas focal ou longitudinalmente no processo.
Realizaremos, a partir de agora, a análise de categorias encontradas em Brasil (1997b), que se referem diretamente aos atributos de construção e atuação do professor no Ensino Fundamental I. São elas:
Conceitos prévios de aprendizagem para o nível de ensino
(1º nível do 1º ciclo)
Conjunção- pais/alunos/professora Disjunção – pais/alunos/professora
Função de proporcionar a aprendizagem da leitura e da escrita
Preparação para o mercado de trabalho – visão de preparação para o futuro
Incentivo a pensar e pesquisar (relato dos pais)
Desenvolvimento de uma consciência política e crítica (visão da professora)
Visão de aprendizagem ligadas aos conteúdos disciplinares (visão dos alunos)
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Dessa forma, levaremos em consideração, de uma maneira geral, o aspecto semântico do diálogo reproduzido de Ariadne em duas etapas (final de 2002 e final de 2004 – em anexo) para a análise e organização das nossas intenções de pesquisa. Decidimos nos utilizar da grelha de análise, devido ao nosso código de análise lingüística ser de suporte oral/escrito e convergir para quatro categorias de análise: estética, ética, política e técnica, que se complementam ou se particularizam na análise do discurso, dependendo da situação em destaque. Lembramos que as nossas expectativas de investigação residem numa análise das construções de conhecimentos do eixo das aprendizagens sociais dos sujeitos (professora e alunos) ante as situações de aprendizagem propostas.
Assim, Minayo (1996) situa, dentro deste contexto de análise dos discursos, que as metodologias de pesquisa qualitativa são aquelas capazes de incorporar as questões do significado e da intencionalidade como inerentes aos atos, às relações, e às estruturas sociais, sendo estas últimas tomadas tanto no seu advento, quanto na sua variação, como transformações humanas significativas. E acrescenta:
A pesquisa qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa, nas ciências sociais, com o nível de realidade que não pode ser quantificado. Ou seja, ela trabalha com o universo de significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes, o que corresponde a um espaço mais profundo das relações dos processos e dos fenômenos que não podem ser reduzidos à operacionalização de variáveis (MINAYO, 1996, p. 21-22).
Nesse sentido, analisaremos os textos obedecendo à seleção explicitada na grelha de análise, pois a nossa intenção é a análise do conteúdo e não da quantidade, conforme explicita P. Henry e S. Moscovici apud Bardin (1977, p.33): “Tudo o que é dito ou escrito é susceptível de ser submetido a uma análise de conteúdo”. E Bardin (ibidem, p.33) complementa: “Nesse sentido faz-se necessário levar em consideração o número de pessoas implicadas na comunicação e a natureza do código e o suporte da mensagem”.
Para análise dos conteúdos expressos, nos utilizaremos da análise dentro das categorias que se seguem (que já foram fundamentadas na etapa de explanação da metodologia), procurando traçar um eixo de similaridade e convergência entre o aporte
A professora: sujeito historicamente situado A experiência com polivalência
Concepção a respeito de criança
Consideração sobre os processos de ensino-aprendizagem dos alunos
A consideração das famílias nos processos de aprendizagens individuais e coletivos As aprendizagens coletivas e as construções de valores
Análise da teoria à prática
teórico/metodológico e as dimensões do conhecimento docente. Assim, Rios (2001) define as atuações das práticas e das intenções docentes nas dimensões: técnica, estética e ética e política que se situem entre o saber e o fazer docente.
Pela dimensão técnica levamos em consideração a forma do fazer docente: na acepção da palavra pode ser compreendida por “maneira ou habilidade especial de executar ou fazer algo” (Cunha, 1982, p. 759) ao ofício de ensinar2. A técnica, no sentido expresso da palavra, tem, assim, um significado específico nas relações, no trabalho realizado em sala de aula, que se caracteriza pela determinação consciente e autônoma dos objetivos e finalidades do fazer docente, bem como com as necessidades concretas do coletivo, com a presença da sensibilidade e da criatividade. Pois, para Freinet (1998b, p. 74),
o ato bem sucedido atrai automaticamente a sua repetição. O ato bem sucedido de outros provoca a mesma repetição automática quando se insere no processo funcional do indivíduo. Essa imitação de atos que testemunhamos em todas as características de nossas experiências de tateamentos bem-sucedidas.
A sua proposta pedagógica, mesclada entre teoria e prática, advém das suas observações das crianças, das práticas de trabalho que realizou com elas, das reflexões teóricas elaboradas, tendo como ponto de partida essa prática, que é constantemente recolocada em diversas situações escolares. Nessa proposta, os instrumentos e os meios são importantes para propiciar participação e interesse, pois são mediadores para liberar e despertar o interesse para o trabalho. A experiência é a possibilidade para que a criança chegue ao conhecimento. Assim, criação, trabalho e experiência, por sua ação conjunta resultam em aprendizagem.
Com efeito, usamos a significação do sentido associado à idéia de techne/poiésis e
práxis, atribuindo à ação docente a função de criação do ato da ação relacionado à capacidade de lidar com os conceitos, conteúdos, comportamentos, atitudes e habilidades, no sentido da construção e reconstrução permanentes de novos conhecimentos por parte dos discentes.
Por dimensão estética entende-se, segundo Rios (2001, p.96), “a presença da sensibilidade – e da beleza – como elemento constituinte do saber e do fazer docente”, ou seja, está relacionado ao potencial criador e afetivo dos indivíduos envolvidos num contexto cultural
2 “A palavra officiu, significa, em sua origem, dever, ter obrigação de. Cidadãos de um mesmo mundo, temos todos os direitos e deveres que serão exercidos nos nossos variados papéis assumidos (...) Um ofício é sempre complementar a outro” (Ponce, 1997, p.45)
140 determinado. Neste sentido, a dimensão estética se situa na presença da sensibilidade docente e sua orientação cidadã numa perspectiva criadora. Assim, dizia Freinet (1998b, p. 76):
(...) as orientações de boa disciplina, de respeito, de retidão, de desinteresse, de devotamento à comunidade, com que você empregará toda a sua vida escolar. Isto é que marcará seus alunos e não as aquisições intelectuais e formais que lhes distribuirá.
A dimensão política é entendida pela própria vida dos seres humanos. É no espaço político onde acontecem formações hierárquicas e suas regras. A política diz respeito à participação dos alunos nas atividades do ambiente intra/extra-escolar que se preocupem com a construção coletiva da sociedade e o estabelecimento de relações que exercitem nos educandos os direitos e deveres. Segundo Elias & Sanches (2007, p. 167), a pedagogia
Freinet é uma proposta educativa coerente e de profundo compromisso com a criança e com a sua efetiva participação na escola, na família e na comunidade.
A dimensão ética surge a partir do significado da palavra ética, que vem do grego Ethos e significa o conjunto de valores e hábitos consagrados pela tradição cultural de um povo. Da mesma forma, moral (mos-mores, em latim) significa, exatamente, os valores e costumes de uma determinada cultura. No entanto, habitualmente, a moral assume duas dimensões: uma vivida, praticada, e outra pensada, habitualmente, denominada ética. Em outras palavras, como discorre Vázquez (1975), o vocábulo moral se emprega para definir comportamentos concretos, normas que regem a cultura humana, vivida livre e responsavelmente, enquanto a ética seria a reflexão filosófica sobre a moral. A ética não se confunde com a moral, pois ela pensa criticamente sobre a moral. Assim, a dimensão ética se aloca no que diz respeito à orientação das ações individuais e coletivas da sala de aula fundamentadas no princípio do respeito e da solidariedade, na direção da realização de um bem coletivo. Segundo Elias & Sanches (2007, p. 165),
Freinet via na educação uma nova missão, a de esclarecer os princípios básicos da felicidade pela cooperação, dando mais relevo à formação do que à instrução, a quem cabe explicar as complexas relações da sociedade, seu fim ético e moral.
Logo, ao contemplarmos a técnica, a estética e a política como núcleos de referência, faz-se necessário evidenciarmos a dimensão ética do processo de construção do
conhecimento, sem a qual os discursos não simbolizam os fundamentos próprios de sua natureza de idealização. Todas essas dimensões são analisadas como premissa de concepções inerentes à prática docente. Explicitamos a representação da análise observando as categorias destacadas no discurso de Ariadne e sua significância para o contexto da pesquisa (objetivos da representação destas categorias docentes e sua relação no universo de ensino/aprendizagem):
É importante ressaltar que definimos uma categoria para cada eixo de análise – a ser visualizada no quadro onde situaremos as interlocuções:
Professora: sujeito historicamente situado.
Quem é Ariadne?
Reflexão docente: o fazer cotidiano e a Pedagogia
Freinet pensando sobre a prática
Sua experiência com a polivalência: investigação das
experiências com a continuidade docente.
Concepção a respeito de criança: Quem são seus
alunos?
Consideração sobre os processos de ensino/aprendizagem dos alunos: sujeitos participantes do
processo.
Consideração das famílias nos processos individuais e coletivos: Respeito ao contexto histórico – social dos
sujeitos
Aprendizagens coletivas e a Construção da personalidade moral dos sujeitos: a educação
em valores Reflexão docente: o fazer
cotidiano e a Pedagogia Freinet: Análise da teoria a
prática.
PROFESSORA
ALUNOS
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Categorias de Análise Falas de Ariadne utilizadas
Núcleos de referência analisados A professora: sujeito historicamente situado
Análise feita a partir de entrevista semi- estruturada em anexo
no final do trabalho
Dimensões: técnica, estética, ética e política
do discurso docente
A experiência com polivalência Concepção a respeito de criança Consideração sobre os processos de ensino/aprendizagem dos alunos
A consideração das famílias nos processos de aprendizagens individuais e coletivas As aprendizagens coletivas e a construção da personalidade moral dos sujeitos: a educação em valores
Análise da teoria à prática
Reflexão docente: o fazer cotidiano e a Pedagogia Freinet
Procedemos a esta análise ilustrativa compartilhada por concebermos que o processo de construção de conhecimentos se alicerça na perspectiva das considerações histórico sociais e teóricas da docente em consonância com as suas práticas.
3.4 CARTOGRAFIA DAS IDÉIAS DA DOCENTE - DAS CATEGORIAS À ANÁLISE