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Bir Teröristin Anatomisi ; Usame Bin Ladin

Para a preparação e dinamização dos congressos matemáticos foram atribuídos dois blocos de aula. Contudo, gerir o tempo de cada fase nos dois blocos de aula6 constituiu-se numa prática difícil. Apesar da abertura que a professora cooperante dava relativamente à implementação do projeto de investigação, foram algumas as vezes em que o tempo destinado a cada fase não se mostraram adequados.

No momento de apresentação e realização das tarefas, e visita aos pósteres

Por vezes, a apresentação das tarefas e/ou a realização das mesmas influenciava o tempo que os alunos tinham para construírem e discutirem o seu póster. Por exemplo, a apresentação da tarefa IV “Colar estrelas nos azulejos” demorou muito mais tempo do que tinha previsto. Por consequência, e dadas as dificuldades que surgiram na resolução desta tarefa – como referido na secção Monitorização do presente capítulo –, a realização da mesma também ultrapassou o tempo que lhe tinha sida destinado. Com efeito, nesta aula os alunos não discutiram sobre os seus pósteres nem visitaram os pósteres dos

6 Cada bloco de aula era composto por aproximadamente 60 minutos destinados às práticas

associadas ao congresso matemático. No primeiro bloco encontrava-se a fase de apresentação da tarefa e a de monitorização da mesma e no segundo bloco encontrava-se a dinamização do congresso matemático.

122 colegas, passando esta última fase para o bloco em que seria realizado o congresso matemático.

O mesmo aconteceu no trabalho realizado em torno da tarefa V “Papel de parede do Pai Natal”. Neste caso os alunos também não discutiram em grupo o seu póster nem prepararam a apresentação do mesmo. Esta situação foi a consequência do facto do momento de apresentação da tarefa ter ultrapassado o tempo previsto, dado o interesse dos alunos sobre o contexto da mesma (aspeto referido na secção Apresentação das tarefas, no presente capítulo). Assim, apesar de considerar importante a discussão entre os grupos sobre os pósteres, uma vez que após a sua construção os alunos devem ter a oportunidade de refletir sobre o seu próprio trabalho, de discutir sobre a apresentação que irão realizar aos colegas, de antever possíveis questões que os colegas lhes possam colocar e de pensar em possíveis respostas que lhes possam dar, foram várias as tarefas em que estes momentos não aconteceram.

Na exploração da tarefa I “Prismas e pirâmides” e da tarefa II “Descobrir polígonos” as fases que antecedem o congresso matemático ocorreram no tempo previsto, isto é, os alunos construíram os pósteres, discutiram-nos, prepararam as suas apresentações e visitaram os pósteres dos colegas no mesmo bloco de aulas. Comparando o modo como decorreu a exploração destas tarefas e a preparação dos respetivos congressos com as referidas anteriormente, considero as diferenças de dificuldade sentidas ao nível da gestão do tempo podem estar associadas às características das próprias tarefas. Ou seja, tal como afirmado no presente capítulo na secção Escolha das tarefas, estas duas tarefas (as primeiras propostas aos alunos) são caracterizadas por serem tarefas abertas de desafio reduzido, sendo, talvez por este motivo, resolvidas em menor tempo, sobrando, consequentemente, mais tempo para realizar as fases seguintes. Nas restantes tarefas, cujo desafio era mais elevado, devido à necessidade de mais tempo para a sua realização, a visita aos pósteres foi maioritariamente realizada após o lanche dos alunos. Embora realizada, o seu objetivo nem sempre era cumprido, pois parece-me que muitas vezes parte dos alunos limitava-se a observar os pósteres dos colegas sem refletirem sobre o mesmo (aspeto referido na secção Monitorização, no presente capítulo), até porque o tempo destinado a este momento não era o suficiente. Assim, optou-se por antes da dinamização do congresso matemático os alunos visitarem novamente os pósteres dos colegas.

123 Esta dificuldade em gerir o tempo teve também como consequência a anulação de um momento que inicialmente valorizei na visita aos pósteres: os registos no caderno diário sobre os pósteres dos colegas. Como referido no quarto capítulo, uma das minhas preocupações era desafiar os alunos, neste momento, a efetuarem registos no caderno diário sobre os pósteres dos colegas. Pretendia incentivá-los essencialmente a registarem o que gostavam que fosse discutido, o que não compreenderam e até sugestões para a elaboração do póster. Efetivamente, na primeira e na segunda visita aos pósteres, alguns grupos efetuaram esse registo (ver figura 49).

Figura 49: Registo no caderno diário - tarefa II (grupo 5)

Este tipo de registos apenas foram solicitados aos alunos na preparação dos dois primeiros congressos matemáticos. Embora valorizasse a reflexão sobre os pósteres dos colegas no momento de visita aos mesmos, optei por não solicitar aos alunos que efetuassem registos no caderno diário, uma vez que ao fazê-lo demoravam mais tempo e o tempo existente para visitar os pósteres dos colegas era limitado.

Nos congressos matemáticos (2.º bloco de aula)

Em consequência das dificuldades em gerir o tempo nos vários momentos de preparação na sala de aula no congresso matemático, o tempo que sobrava para a realização do mesmo mostrou-se muitas vezes insuficiente. Por exemplo, relativamente à tarefa IV “Colar estrelas nos azulejos”, dado o pouco tempo disponível para a dinamização do respetivo congresso matemático, foi necessário solicitar à professora cooperante a utilização do bloco da aula de apoio para finalizá-lo.

Na dinamização dos congressos matemáticos, por vezes, tal como referido na secção Congressos matemáticos no presente capítulo, intervim constantemente na discussão em turma, com receio em não conseguir apoiar os alunos da forma mais

124 adequada. Por vezes monopolizei o discurso, podendo, assim, também ter ‘gasto’ o tempo que era destinado aos alunos para a apresentação e discussão sobre os pósteres selecionados.

Em suma, ainda que em todas fases que antecedem os congressos matemáticos e o próprio congresso matemático, os tempos possam ter sido mal distribuídos e/ou geridos, considero que o tempo total destinado foi insuficiente para um trabalho com estas características. Realço que, apesar da professora cooperante mostrar sempre flexibilidade na extensão da aula, na minha prática senti a exigência de cumprir os tempos que tinha previsto, sendo que muitas vezes optei por abdicar da discussão entre os grupos sobre o seu póster e da discussão de preparação de apresentação dos pósteres, de modo a que nem o bloco de aula seguinte fosse ainda ocupado com o congresso matemático e nem o tempo destinado para o congresso matemático fosse diminuído, que, por sua vez, revelou-se também muitas vezes insuficiente.

É de assinalar, que a posteriori me apercebo que as opções que decorreram das dificuldades associadas ao tempo e à sua gestão no que se refere aos congressos matemáticos, implicaram a transformação e/ou a eliminação de momentos cruciais de um congresso matemático. Refiro-me em particular aos momentos que apelam à reflexão sobre o trabalho dos alunos e ao dos colegas em torno das tarefas.

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