5. Denetimde Belgeleme
1.1 DENETLENEN KAMU İDARESİNİN TANINMASI
1.1.4 Kurum İç Kontrol Sisteminin Tanınması
1.1.4.4 Bilişim Sistemleri Kontrollerinin Değerlendirilmesi
Essa modalização ocorre quando o locutor manifesta o conteúdo de seu enunciado como algo que deve ocorrer obrigatoriamente, e que o provável interlocutor deve obedecer a esse conteúdo. Nos trechos analisados a seguir, é notório esse caráter de obrigatoriedade. MDO03- EE01- Linhas 21-31
L1 [...] é... temos um crescimento aí no segmento de mais de oito por cento referente ao ano passado... e quer dizer... perdão... dezoito por cento em relação ao ano passado... nós estamos nós estamos com uma perspectiva muito boa de crescimento de mercado na área Etec de uma forma geral e inclusive em outras relacionadas a parte de diagnóstico... imagens... e isso atinge os nossos alunos... se o aluno técnico em radiologia... se ele não teve... se ele não pagou a disciplina de radiologia veterinária... aí fica difícil dele agir nessa área... espero que a a minha ideia inicial esteja correta em relação a isso aí... porque têm algumas instituições que não têm... inclusive até mesmo aqui no estado... eu vejo que tem que ter... é necessário... e é uma das matérias chave aqui do curso... ah... aí eu pergunto ao senhor... é:: o senhor é formado em que?
No trecho MDO03, L1 desenvolve o seu enunciado apresentando uma visão positiva e otimista em relação ao crescimento dos cursos técnicos no mercado. Assim, defende que as disciplinas relacionadas à área de diagnóstico e imagem devem ser ofertadas pelo curso de Radiologia. Isso porque L1 considera que os alunos precisam desse conhecimento para poder atuar na área de radiologia e, para tanto, faz essa avaliação com a autoridade que o cargo de coordenador da área de radiologia lhe concede, cumprindo assim, com o seu papel social estabelecido pelo gênero. Desse modo, continua o diálogo afirmando que: “[...] têm algumas instituições que não têm [...]” tal disciplina em sua estrutura curricular, realidade da qual ele não concorda. Portanto, L1 faz uso de dois modalizadores deônticos de obrigatoriedade, numa tentativa de imprimir maior força ilocucionária ao seu discurso.
Primeiramente, L1 usa a expressão tem que ter para imprimir uma marca de obrigatoriedade ao seu enunciado, sem deixar margem para ressalvas e em seguida dá continuidade ao seu argumento reforçando a sua posição ao usar a expressão é necessário para dizer que considera: “[...] uma das disciplinas chave aqui do curso [...]”. Observamos que as expressões em destaque adquirem, dentro desse contexto de uso, o sentido de obrigação, de necessidade, de modo que L1 atua fortemente em relação à L2, deixando claro o caráter obrigatório da existência da disciplina de imagem no curso técnico de Radiologia da Unixy.
MDO13- EE05- Linhas 164-173
L1 ok... nossa conversa finaliza aqui... até amanhã a gente tá entrevistando ainda... depois que terminarem as entrevistas... a gente vai é:: reunir as informações... quem passou ou quem não no processo de entrevista vai ser informado... e pra os que passarem a gente vai informar TAMbém por e-mail é:: o horário... o dia e horário da prova didática... que é a aula... e também já com o TEma... então... como você se inscreveu pra mais de uma disciplina... a gente escolhe uma delas... não precisa dar aula de cada disciplina não... só uma delas vai ser escolhida pra pra prova didática... e isso a gente vai informar... caso você passe nessa fase...
Podemos perceber nesse trecho da EE05 que L1 orienta L2 sobre o fim da entrevista ao afirmar que “[...] nossa conversa finaliza aqui...[...]”, com o intuito de direcionar a atenção de L2 para as próximas fases do processo seletivo. Dessa forma, L1 firma o compromisso de manter contato posteriormente para informar data e horário da prova didática assim como o tema que deverá ser abordado por L2 na respectiva prova.
Assim, L1 alerta para a não obrigatoriedade de L2 ministrar aula para todas as disciplinas nas quais apresentou interesse em assumir no curso técnico de Logística. Para isso, faz uso da expressão não precisa, que confere um caráter de obrigatoriedade ao enunciado precedido do elemento de negação. A obrigatoriedade recai sobre o enunciado “[...] dar aula de cada disciplina não... só uma delas vai ser escolhida pra pra prova didática...[...]”, que deve ser interpretado como uma ordem expressa diretamente para L2 e este deve cumpri-la.
Em outras palavras, a condição estabelecida por L1 para que L2 possa continuar no processo seletivo é a de que este deverá ministrar a aula referente à prova didática somente para a disciplina escolhida por L1 assim como deve direcionar tal aula para o tema escolhido também por L1 e isso deve ser visto como uma obrigatoriedade. Assim, a expressão não precisa imprime nesse enunciado uma modalização deôntica de obrigatoriedade, na forma negativa.
MDO18- EE09- Linhas 19-21
L2 [...] aí eu FIZ... fiz a primeira vez aí não passei... era uma disciplina que exigia experiência de saúde em parto e eu não tinha... aí não passei... porque eles queriam alguém com experiência...
O enunciado em tela é modalizado por meio do verbo exigir, que confere um caráter de obrigatoriedade à proposição, operando uma modalização deôntica de obrigatoriedade. Esse caráter fica marcado no argumento de L2 quando este se refere à exigência de experiência na área de saúde e especificamente em parto, justificando que: “[...] era uma disciplina que exigia experiência de saúde em parto e eu não tinha [...]”, cuja experiência L2 ainda não tinha no ato do concurso prestado para a área da docência. L2 expressa, portanto, a obrigatoriedade da exigência que era cobrada pelo concurso no qual ele não conseguiu ser aprovado exatamente porque não possuía, na época, a experiência exigida para atuar nessa área. A modalização do enunciado se dá por meio da forma verbal exigia, que lhe confere obrigatoriedade e constitui um recurso usado por L2 para obter credibilidade de L1, uma vez que está usando da sinceridade ao abordar que chegou a ser reprovado em um concurso e, por meio dessa atitude, o seu argumento acabou contribuindo para uma melhor articulação no enunciado e para a obtenção dos efeitos de sentido pretendidos, ou seja, a área de parto não seria a mais indicada para o candidato assumir disciplinas, caso viesse a ser aprovado na seleção, e esse sentido é intencionalmente destacado por L2 durante o seu discurso.
MDO27- EE09- Linhas 148-149
L1 então... você fica de olho porque essa semana ainda a gente deve estar entrando em contato pra segunda fase... tá certo? (...)
L1 começa o seu enunciado fazendo uma advertência a L2 quanto às próximas fases do processo seletivo. Para isso, L1 alerta L2 usando a expressão: “fica de olho porque essa semana ainda a gente deve estar entrando em contato pra segunda fase... tá certo? (...)”. Ao fazer esse alerta, L1 deixa claro que é da obrigação de L2 verificar o seu e-mail para poder saber as datas em que ele vai precisar se deslocar para aquela instituição para participar da aula didática, fase seguinte da seleção.
O caráter de obrigatoriedade da expressão fica de olho recai sobre o enunciado supracitado, que deve ser entendido como uma ordem, ou seja, a expressão em destaque imprime uma marca de obrigatoriedade no enunciado de L1 sem deixar margem para ressalvas.
Essa mesma expressão modalizadora serve, ainda, para estabelecer uma interação entre os interlocutores, ou melhor, esse modalizador marca um ponto no discurso em que os interlocutores instauram uma relação em que um deles (L2) é convocado pelo outro (L1) a manter determinada postura durante o processo de seleção. Dessa forma, percebe-se na entrevista de seleção de emprego uma relação assimétrica (ESPÍNDOLA, 2004) revelada durante a interação desenvolvida entre os locutores, uma vez que L1 além de escolher os tópicos e conduz a direção desse evento social, também faz uso desse tipo de modalizador deôntico de obrigatoriedade visando instruir L2 para que este fique atento às próximas etapas do processo seletivo.
Nesse ponto, são importantes algumas considerações de Bakhtin a respeito do dialogismo e do processo interacional, para entendermos como se dá o processo de interação entre os sujeitos. Estamos diante de um enunciado que resulta do “consenso entre indivíduos” e é, ao mesmo tempo, produzida por indivíduos. O enunciado em questão, portanto, tem uma natureza explicitamente dialógica no sentido de ser resultado do consenso entre sujeitos socialmente situados (L1 e L2). Essa relação, cabe dizer, deixa suas marcas na trama textual como é o caso dos modalizadores, que são elementos linguísticos instauradores de “consenso entre indivíduos”.