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4 TÜRKĠYE KADASTROSU

4.3 Bilgi Sistemleri

Para direcionar a mudança conceitual, recorremos ao Ciclo de Estudo Reflexivo por ser um procedimento formativo que atende a nossa proposta, como podemos observar no extrait a seguir:

Lu – Hoje 11/05/11 vamos começar o estudo sobre atenção. A atenção é uma função mental superior essa função mental superior pode ser trabalhada pela escola. A gente pode trabalhar o aluno pra ele chegar ao estado de consciência e atenção; porque o estado de consciência vai fazê-lo olhar pra si, então, quando ele olha pra si, ele vai percebe a necessidade de, por exemplo: no caso dos nossos alunos, de ter uma aprendizagem mais eficiente e focada para o seu desejo. Eles dizem: quero ser médico, engenheiro não sei o que mais; mas não fazem nada pra isso acontecer, pois o estágio de desenvolvimento da consciência deles não permite que eles avancem. Então, passam a aula toda correndo em torno da escola, brincando na sala de aula... O que está sendo feito por essa criança? O que está sendo construído com essa criança para ela atinja seu objetivo? Seu desejo? Le – E a gente vai estudar que autores?

Ed – Pensando assim como você tá dizendo, ninguém faz nada para o aluno entender ele mesmo. Lu – É. Os autores que a gente está discutindo são Rubinstein e Luria nossa discussão é mais focada nesses dois. Luria, diz que a atenção quase sempre é caracterizada como uma orientação seletiva da consciência para uma determinada coisa a qual se torna consciente com sua clareza e precisamos que – ou seja, o que faz a gente prestar atenção numa coisa e não na outra. Por exemplo: está todo mundo na mesa na hora do intervalo aqui na escola conversando sobre diferentes assuntos; você o que faz? Você presta atenção apenas numa história e outras não.

Le – Então isso quer dizer que essa pessoa é seletiva. Lu - Isso quer dizer que a atenção é seletiva.

Ed - Concentração em aquilo que queremos aprender e entender, se você não tem interesse aquilo não lhe chama atenção. Quando um filme é bom quando a gente tá interessado a gente aprende, atenção nas novelas, quando é boa. Nossa! Eu não sabia que podemos desenvolver a atenção em sala de aula, eu pensava que era coisa de psicólogo, sei lá!

Nesse primeiro momento, nós demonstramos desconhecer atenção como função mental superior, tão importante no nosso fazer pedagógico, e pensamos que a formação do professor muito tem a descobrir para formar um profissional mais eficiente e mais efetivo. Como diz Freire (2011, p. 59): “Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha”. Pensando assim, buscamos alçar novos horizontes e entender como acontece esse processo de desenvolvimento da atenção.

Lu - Esse querer ficar atento é um movimento feito pela consciência, dizem assim: Olha eu não gosto desse assunto, não, mais eu tenho que aprender porque é necessário pra mim. É isso que nós fazemos esta distinção entre gostar e não gostar; eu não gosto de aprende matemática, mas eu preciso então eu vou aprender. Nós somos assim: tem gente que diz assim: eu quero, por exemplo, vou fazer uma viagem, essa pessoa vai fazer essa viagem, é desejo dela. Então ela tenta se organizar pra fazer essa viagem; ela tem que juntar dinheiro; organizar um plano todo para realização desse desejo.

Le- Eu ia falar em relação a atenção e voltada pra os alunos da gente. Chega à sala a gente quer passar o conteúdo, a gente quer que eles aprendam; mas o interesse está muito voltado pra brincadeira, a atenção dele é quase sempre distante, em relação à aprendizagem dos conteúdos porque eles tão todo tempo querendo brincar, mesmo quando não existe brinquedo... Na minha sala não tem brinquedo mais de vez em quando eles pegam a tampinha da garrafa faz uma bola.

Ed– O lápis faz um avião.

Le – Ai é quando entra a questão do professor saber trazer pra sua sala as estratégias pra chamar atenção pra aquele conteúdo, ou seja, uma brincadeira ou jogo, eles estão nessa fase que você traga um conteúdo através desse jogo, nos jogos porque aí a aprendizagem funciona.

Ed - Na Educação Infantil eu sempre trabalhei com música, com faz de conta o tempo todo, a gente faz isso na educação infantil, né, trabalha com poemas, eles representando... Sabe... E esse movimento na Educação Infantil.

Le - No ensino fundamental nas séries iniciais ou no 4º e 5º anos, eles ainda tão nesse processo e querem continuar brincando. Porque não trazer essas estratégicas também. Eu vejo muito meus alunos do 4º ano, a brincadeira sendo a questão central deles, ela não tem a consciência de que... Às vezes agente quer passar conteúdos, agente esquece que eles ainda são crianças, agente peca muito nisso.

Lu- É porque é assim que acontece com o ser humano, de 0 até 8 anos é a fase de brincar, de 9 aos 19 anos é a fase de estudar, e de 20 anos em diante é a fase de trabalhar. E depois dos 60 pra alguns é a fase de descansar, é a velhice, então o processo de vivência de todo ser humano é esse aí, quando a gente tá em sala de aula, a gente esquece que a criança ainda está vivenciando a fase de brincar, e aí quando a gente tá em sala coloca os conteúdos altamente abstratos pra idade deles e foge o interesse, às vezes quando é colocada uma brincadeira eles se interessam e chegam a dizer assim: eu já estudei isso, mas não sei fazer mais. Nós todos que passamos por esses processos também

dizemos assim, eu já estudei isso, mas não me lembro de nadinha, porque a gente não se lembra? Porque a gente não aprendeu, a gente passou pela escola com vontade de tirar uma nota pra passar, aí conseguiu. Dirigir a atenção é uma escolha consciente, pois, pode tá a maior confusão, o maior barulho, mas se eu quero terminar uma tarefa eu termino.

Extrait do Ciclo de Estudo Reflexivo realizado em 01/03/11

Nessa discussão passamos a compreender o caráter seletivo da atenção e que prestar atenção é fazer uma escolha de forma consciente. A função da atenção se expressa igualmente na nossa concepção, nos nossos pensamentos e nas atividades motoras. Para Luria (1991, p. 01, grifo do autor): “A seleção da informação necessária, o asseguramento dos programas seletivos de ação e a manutenção de um controle permanente sobre elas são chamados de

atenção”. Nesse caso, nós nos tornamos consciente à medida que aprendemos a dirigir nossa atenção para o que queremos.

Nesse debate, Le interfere argumenta, a professora Ed e Lu complementam o argumento:

Le– A atenção está total.

Ed - A sala pode tá virando, mas você tá ali, ó, ligado, esquece até que tem alguém ali. Lu – Isso acontece com qualquer um que saiba dirigir sua atenção.

Le – A sua atenção está focada para uma única coisa, por isso você não escuta, mas eu queria falar aqui sobre a questão da atenção, os estágios de desenvolvimento da atenção total.

Lu – É o seguinte, a nossa atenção tem três categorias: o volume, a estabilidade, e a oscilação (Nesse instante, uma professora entra na sala de estudo e senta)... Tem crianças que é altamente ansiosa você diz uma coisa e ela olha pra você, mas ele já tá em outra, é uma capacidade de concentração muito difusa, ou seja, sua atenção é oscilante, por exemplo, quando a professora chegou aqui – todo mundo tava centrado, mas todo mundo parou, quando fui abrir a porta, quando ela entrou, todo mundo tirou sua atenção do foco e focou naquilo que fez o barulho, por isso que o celular, por exemplo, deve ser proibido em sala de aula, porque ele tira atenção de todo mundo de foco, se fosse só a sua, era interessante, só você desfocava, mas não é assim, você se atrapalha e atrapalha toda a classe e todas as pessoas. Por isso no teatro, não pode, na palestra e na escola também não, porque a escola é lugar de apreender coisas novas, a escola não é lugar de diversão, não é shopping, não é praça de alimentação, escola é lugar de aprender, se você vai aprende você tem que estar concentrado naquilo, então ou você presta atenção no seu celular, fica só prestando atenção se chegou mensagem, se tem uma música, se você passar o tempo nisso, você não vai aprender nada interessante na escola, por mais dinâmica que seja a professora, você não vai aprender porque não está focado.

Le – Porque a atenção total está no celular, depois dessa reflexão sobre atenção tem certeza que quem atende telefone no trânsito, depois dessa aula não vai mais atender.

Lu – Isso mesmo.

Le - A atenção nos mantém focado só numa coisa de cada vez; ou se ela oscila é porque diminui o volume dos números de sinais que a gente recebe pra prestar atenção naquela coisa, o barulho pode tá aqui fora, mas a minha atenção tem um volume grande, eu posso centrá-la, eu posso terminar minha tarefa com todo barulho que por aí esteja acontecendo e a estabilidade é o tempo que eu fico prestando atenção numa coisa, o tempo de concentração dos nossos alunos, por exemplo, não tem estabilidade, logo a atenção não tem volume, logo eles são oscilantes eles não atendem,é uma pena que vocês não podem ver isso aqui como poder ser visto aqui em nosso cérebro, onde funciona essa questão... A consciência não é uma função mental, é só um processo, ela não se representa numa parte fisiológica do cérebro, mas a atenção se representa sim, a atenção se desenvolve no sistema límbico com todas as nossas emoções, e o sistema límbico organiza, seleciona o que a gente tem que prestar atenção e vai para o hipocampo pra desenvolver aquilo que agente pensou ou aprende, algo diferente, como se liberasse uma válvula pra você aprender – passa por esse processo e a concentração é trazida a partir do momento que você se torna consciente da sua necessidade de aprender, daí o nosso cérebro funciona como computador... É igualzinho, a gente não pode, por exemplo, digitar duas tecla ao mesmo tempo, mesmo porque não aparece, aparece uma de cada vez. Nós funcionamos no sistema binário, se estou sentado não estou em pé... é como no livro de Cecília Meireles ou isso ou aquilo, se eu estou bebendo água eu não posso falar, se eu tô cantando, eu não posso assobiar, se eu estou andando eu não posso estar sentada, não posso estar parada, funcionamos no sistema binário, daí a nossa atenção também, a gente presta atenção num coisa ou na outra, a gente tem impressão que faz muita coisa ao mesmo tempo, é mera impressão, mas na verdade agente faz uma coisa de cada vez, é como a gente ligasse e desligasse um som, um rádio, e ao ligar novamente você tava ouvindo a mesma coisa, mesmo tendo perdido uma parte, não perderia o sentido, você considera que não perdeu nada, na verdade você perdeu algumas falas, mas, quando você conseguir entender o processo, a impressão que você tem é que você pode fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Ed– Vai com o pensamento em outro lugar e volta a si e, às vezes, ele não vê as explicações, aí eu digo olhe preste atenção no que você tá fazendo esqueça o mundo.

Ressaltamos nessa discussão a importância de compreender os processos que constituem o objeto da atenção do ser humano que são: a estabilidade, a oscilação e o volume. Essa aprendizagem é de suma importância para nossa formação, pois direciona nosso olhar para compreender o movimento da atenção do aluno.

Dando continuidade ao estudo Lu explica:

Lu– Na verdade ele não se desliga, ele está ligado em outra coisa. Dirigir ao celular faz o motorista se desligar da direção, porém a atenção dele está em outro foco.

Ed– Eu não sei como é que uma pessoa faz isso! Pra você ter uma ideia quando eu vou pro computador fazer alguma coisa eu faço, porque eu me concentro naquilo e aprendo, pra você ter uma ideia eu sei identidade, CPF, minha matrícula, sei tudo na minha cabeça, a do meu esposo sei

de muitos anos, o CPF dele, aprendi tudo isso, eu tenho na minha cabeça agora quando eu fico de frente do meu computador aí eu me concentro, qual é a senha que vou usar, aí tem hora que dá um branco, aí me concentro mais, eu aprendo e não esqueço não, depois que eu boto na minha cabeça, telefone eu gravo mesmo.

Lu– Mas todo mundo é capaz de fazer isso desde que seja motivado, porque, como a atenção, a memória também pode ser desenvolvida. Você pode até gravar a agenda inteira, o catálogo telefônico e muito mais.

Ed– Tem gente que não sabe nem a matrícula.

Le – Sei não, nunca quis saber, a culpa é da minha mente, (risos) eu deixo minha mente pra outras coisas.

Lu– É verdade, então, uma coisa de cada vez, tudo que você aprende vai permanecer, por isso que a escola tradicional tem milhões de exercícios repetitivos, porque é o exercício... O uso dele faz você decorar e isso significava aprender.

Ed– É igual ao alfabeto, quando o aluno decora, ele diz todinho e quando pergunto salteado ele não sabe.

Lu– A tabuada na sequência é uma capacidade de memorizar que é muito importante para aprender. Ed– Que letra é essa aí? Ele vai e diz é a letra tal, bom, quando ele olha e diz a letra, aí você sabe que ele aprendeu, mas se ele for na sequência ele não aprendeu não, ele memorizou na sequência. Lu– Um menino com deficiência, a professora estava ensinando a cor azul, mostrava várias figuras na cor azul, ela diz: isso aqui fulano é azul, e isso aqui, é azul, depois de muitos exercícios ela certa de que o aluno havia aprendido perguntou: E o céu? Ele disse: eu ainda não aprendi. Ela: Ah meu Deus depois de tudo que já tinha estudado.

Le– O que Ed tava colocando é que Le estava fazendo umas atividades com unidade e dezena, aí ela dizia pra menina: olha a dezena é dez, e toda vida que a menina via a dezena, aí ela contava um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, e dez. Ai ela dizia: e agora? Eu já disse a você que uma dezena é dez. Ela faz isso porque ela não tem o conceito de conservação, por isso que ela tem que voltar e quando a gente não entende isso agente fica quebrando a cabeça o tempo todo.

E prossegue a discussão Le colocando em pauta os desafios da ação docente. Lu contra argumenta:

Lu – Acho que nessas horas é preciso ter mais paciência com o aluno, não adianta muito a gente dizer: Eu já expliquei ou eu já disse isso a você várias vezes. Gente! É preciso a gente reconhecer que o aluno está se esforçando pra aprender, e isso é essencial para a aprendizagem deles.

Le – Ele tem que ter esse conceito de conservação, esse conceito é muito difícil de formar porque eu estou trabalhando isso desde o 3° ano com meus alunos e têm horas que eu pergunto tantas dezenas, eles fazem uma confusão grande. Eu desenhei uma lata, o que é isso aqui? Lata. Qual o som que pronuncia? Aí eu relacionei a lata com o desenho, eu passei num sei quantas horas mostrando e explicando. Ele conhece a sonoridade, eu digo: como é La? Aí ele escreve La, aí eu digo escreva aí L com A, ele não sabe. Ele sabe, eu já sei que trabalhando com W (12 anos) não vai funcionar. Se você conta uma história, uma informação ele consegue abstrair e tem um entendimento muito bom

nisso, mas quando você parte pra essa particularidade aí ele não vai.

Lu– Se explorar a imaginação dele e depois ler a história é mais fácil ele aprender a ler.

Le – Ele sabe de tudo, ele é bem informado, coisa que passou na televisão, ele sabe dizer tudo, mas pra essa particularidade que é a leitura, pra ele não funciona porque ele não se lembra.

Lu– Ele não acumula informações? É isso? Então essa capacidade pode ser desenvolvida. Le– Porque ela ainda está construindo, porque esse conceito é muito difícil de formar.

Lu retoma o significado de atenção por ela elaborado.

Lu– Bom, retomando o conceito de atenção... Conceito é... o meu... é uma função mental cuja atividade consiste em selecionar de forma consciente informações que assegurem programas de ação, mantendo-as permanentemente em foco. Entendendo que a atenção se desenvolve se tivermos um trabalho sistematizado pra isso.

Le – Com esse trabalho do desenvolvimento da atenção, J e LF entraram na fase do desejo de aprender. Tudo que você ensina pra eles, eles aprendem rápido. Teve tanto progresso, que eu fico boba, porque antigamente eu batia muito em cima disso, dessa questão da consciência para prestar atenção às aulas. Que eles precisavam aprender a ler, que escola é para ensinar e quando eles entenderam que é importante a leitura e a escrita, eles adotaram outra postura. J estava o tempo todo querendo brincar ou então brigar. Ele brincava e brigava, e eu dizia pra ele: enquanto vocês tiverem pensando em brigar e em brincar, vocês não vão aprender, e eu fui batendo nessa tecla, batendo e tal, e conversando com eles e refletindo com eles sobre a importância de aprender, pra hoje que Ju e outros sentam e estão estudando, fazendo as tarefas e não tem mais essas brigas.

Ed– Enquanto eles não descobrem a leitura, eles ficam assim sem aprende a ler.

Le – Mas, nessa aterrissagem, ele viu que não pode tá na sala de aula o tempo todo brincando ou o tempo todo brigando, isso foi um trabalho que fui insistindo com ele desde o começo do ano. Ed – Foi como um estalo.

Le– Não, foi não, foi um processo. J foi meu aluno no 1º ano quando foi no 3º e no 4° ano foi que ele começou a adquirir essa consciência.

Lu – Mas olhe Ed, o que Le tá colocando é que houve todo um trabalho em torno dessa criança pra que ele chegasse num processo de desenvolvimento da consciência em torno da aprendizagem, um processo igual a construir uma casa.

Le– Teve todo esse processo e esse processo culminou quando ele se envolveu numa briga muito feia e a gente deu uma suspensão nele. Foi na festa junina, ele tava louco pra vir na festa junina, mas foi tão grave o que ele fez aqui, que na época uma agressão muito grande, agente não deixou ele ir pra festa junina.

Lu –Ou seja, a professora estabeleceu um limite pra ele, quando disse: eu mostro pra você quem manda aqui se você ou eu. A professora o enquadrou, fazendo-o entender que há um limite para aprender.

Le– Foi um confronto mesmo, eu tive que tomar uma atitude mesmo forte com ele, tanto eu como a vice-diretora e ele ficamos sem a festa junina. Na semana passada teve uma confusão aqui na escola e ele disse: “tem que suspender porque depois que eu fui suspenso eu aprendi que eu não posso

fazer tudo que eu quero, foi muito ruim ter ficado em casa, foi muito ruim não ter vindo pra festa e eu não quero mais isso pra mim”, então agente tinha que ter feito isso outras vezes, pois esse tipo de aluno fica testando nosso limite.

Ed– Ele viu o que fez de errado, pulou a janela. E disse que outros pularam também, mas ninguém viu.

Le–Não sei se foram os dois que pularam o outro pulou a janela, deu meia volta e entrou na sala, quando eu cheguei na sala o outro já estava, e ele pulou a janela e correu pra quadra, e eu fiquei correndo atrás dele o tempo todo. Ficamos feito gato e rato, aí quando eu peguei ele, eu tirei ele do recreio, e disse: “você não vai por dois motivos: primeiro porque pulou a janela, segundo porque fugiu”, mas ele sabia que o colega tinha pulado também. Depois desse fato J mudou muito pra melhor.

Lu – Ele teve tempo pra pensar sobre todas as reflexões feitas por você Le, ele ficou em casa processando suas palavras e refletindo sobre elas e tomando consciência de si e do seu entorno.

Referindo-se ao estudo Le comenta:

Le – Sabe este estudo era pra ser com toda escola, pois sei que todo mundo aqui tem as mesmas dificuldades, porque eu conheço esses meninos desde o primeiro ano, e se eu tivesse trabalhado com eles assim, eles já tinham avançado muito mais.

Lu– É. Mas infelizmente é uma pesquisa que precisa de adesão volitiva e só você inicialmente aceitou. Mas, não se encerra com você, no próximo ano nós faremos juntas essas discussões. Agora iremos retirar os atributos essenciais e necessários ao conceito de atenção.

Ed – O que é atributos? O que eu vou dizer? Eu não sei.

Lu – São as qualidades essenciais, ou seja, que não pode faltar quando formos conceituar atenção. Le – É algo da nossa mente.

Lu – Vamos tentar dizer em uma palavra ou expressão.

Benzer Belgeler