4. SONUÇ VE TARTIŞMALAR
4.3 Bileşiklerin Absorpsiyon Spektrumlarının Asit ve Baz
Várias são as técnicas disponibilizadas pela metodologia do psicodrama pedagógico. A mais utilizada para o desenvolvimento de papéis profissionais é o role-playing, ou jogo de papéis. Trocar o papel do protagonista com o seu papel complementar, propiciando ao personagem “A” a oportunidade de vivenciar o papel de “B”, e vice-versa é um dos eficientes procedimentos psicodramáticos. Se houver vários papéis em uma mesma cena, o ideal é que
os participantes experimentem todos os papéis, possibilitando que sintam as necessidades e dificuldades da outra pessoa, podendo assim se colocar no lugar do outro e vê-lo com seus próprios olhos. A inversão de papéis é de grande valia para a educação porque propicia a vivência experimental dos vários papéis envolvidos no processo. Moreno (1974, p. 181) define role-playing da seguinte forma:
o conceito de jogo psicodramático de papéis é simples. Sua finalidade é proporcionar ao ator uma visão dos pontos de vistas de outras pessoas, ao atuar no papel de outros, seja em cena, seja na vida real.
No role-playing é possível chegar à percepção dos sentimentos do outro, ou seja, do seu papel complementar, proporcionando assim aos participantes a possibilidade de vivenciar situações problemáticas em ocorrência no papel profissional e oferecendo, com isso, condições de entendê-las e de buscar possíveis alternativas para superá-las, ou ainda, de se preparar para situações que possam surgir. É a possibilidade de vivenciar tudo de forma
protegida, no espaço do “como se” psicodramático. O role-playing permite ao sujeito atuar
em diversos papéis correlatos ao seu de forma dramatizada, ampliando a compreensão de seu próprio papel e possibilitando um desempenho mais espontâneo e criativo. Segundo Wechsler (1999, p. 114), no
... role playing, o indivíduo atua dramaticamente vários papéis, tendo a possibilidade de compreender a sua própria dinâmica individual e a estabelecida com os outros papéis, por exemplo, professor/aluno, professor/diretor, professor/pais de alunos. Dessa maneira, ajuda a desenvolver o papel profissional, possibilitando uma maior espontaneidade e criatividade.
No psicodrama, além do role-playing, há várias outras técnicas, como: a técnica do Duplo, do Espelho, Inversão de papéis, Solilóquio, Interpolação de resistências e outras.
A técnica do Duplo está associada à fase de identidade do eu com o tu. Quando em uma sessão, um participante apresenta um momento de dificuldade de compreensão ou de relacionamento com outras pessoas, o auxílio do Duplo pode facilitar a superação deste.
A técnica do Espelho está associada à fase do reconhecimento do Eu. Não há um espelho real, mas um ego-auxiliar que representa no cenário exatamente o que o protagonista é ou faz.
A técnica da Inversão de Papéis corresponde à fase do reconhecimento do tu, do entendimento do outro. O sujeito identifica-se com o papel do outro e passa a “olhar o outro com os olhos dele”, para depois ocorrer a inversão concomitante dos papéis.
Solilóquio é uma técnica verbal. O protagonista irá verbalizar, em voz alta, sentimentos e sensações que estarão presentes durante o ato psicodramático.
Interpolação de resistências é uma técnica psicodramática em que o diretor de cena tenta contrariar as posições rígidas do protagonista. O diretor dá comandos ao ego-auxiliar para que este modifique algumas informações oferecidas pelo protagonista. É uma forma de permitir que o protagonista tenha acesso a outros pontos de vista, que seja mais flexível e que avance em suas percepções.
Essas técnicas devem ser empregadas criteriosamente, buscando dar a seus participantes oportunidades para progredirem durante o ato psicodramático.
Uma sessão de psicodrama pode ser dividida em três etapas: aquecimento, dramatização e compartilhamento. O aquecimento inicia com a escolha do protagonista e se estende até o preparo para a dramatização. A etapa do aquecimento pode ser dividida em dois momentos: aquecimento inespecífico, que pode ser verbal ou corporal e é o momento em que surge o protagonista; aquecimento específico, momento em que o protagonista é preparado para a ação dramática.
Dramatização é definida como o local da ação dramática. O protagonista representa, no contexto dramático, seus conflitos. A dramatização é uma das etapas mais importantes do psicodrama, mas isso não significa que deva ocorrer em todos os encontros. Há momentos em que os participantes desejam apenas ser ouvidos e isso deve ser respeitado. A dramatização jamais pode ser imposta, o princípio fundamental é o de que seja espontânea, sendo que cabe ao diretor o dever de estar atento para esta espontaneidade e para a busca do momento mais adequado ao desenvolvimento da mesma. Cukier (1992, p. 27) sobre este assunto diz que “nem todas as sessões culminam numa dramatização, pois às vezes se faz mais necessário elaborar verbalmente o material já obtido anteriormente do que iniciar, compulsivamente, uma nova dramatização”. Em concordância, Costa (1980) afirma que mesmo sendo a etapa principal do ato psicodramático, a dramatização não precisa ocorrer, necessariamente, em toda sessão.
Compartilhamento: é o momento em que cada elemento do grupo pode expressar o que sentiu, o que o tocou com a dramatização. Os elementos do grupo expõem os sentimentos despertados pela dramatização.
O respeito à seqüência dessas três etapas é fundamental ao desenvolvimento do ato psicodramático. É necessário que se crie vínculo e espaço propício à criatividade e à espontaneidade, para que a dramatização surja do próprio grupo e não como algo imposto, contrariando todos os princípios do psicodrama. No que diz respeito ao professor, este deve agir com segurança e afeto e, quanto à utilização das dramatizações, estas devem ser periódicas, mas não constantes, pois o professor deve estar atento aos alunos, percebendo o momento propício à dramatização, ciente de que qualquer ato dramático deve emergir espontaneamente das necessidades do grupo.
Nota-se que a criação, a imaginação, a espontaneidade não estão em oposição ao mundo real, às relações sociais, pois os papéis psicodramáticos somente surgem no momento em que os papéis sociais são revividos.
A abordagem psicodramática aparece como meio eficaz para a compreensão e transformação de situações relacionais, cotidianas e cristalizadas pela conserva e pela ausência de criatividade na lide com tais situações.