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Beton Yüzeyini Perdahlamak

Belgede Mimaride Beton özellikleri (sayfa 42-49)

3. GROBETON YAPMA

3.5. Grobeton yapılması

3.5.2. Beton Yüzeyini Perdahlamak

Nesta seção, apresento as minhas reflexões finais sobre sessa pesquisa. Para tanto, iniciarei retomando o que me levou a desenvolvê-la; posteriormente farei algumas considerações sobre os resultados obtidos; e por último, procuro traçar objetivos para investigações futuras e tecer comentários sobre as possíveis contribuições que este estudo possa ter oferecido.

Como já mencionado na introdução deste trabalho, atuo como professora de inglês na rede pública de ensino há alguns anos e a realidade por mim vivenciada sempre me causou grande desconforto, principalmente, o fato de o aluno não aprender o que lhe é ensinado, e isso ser encarado com naturalidade pelos envolvidos nesse processo de ensino-aprendizagem.

Sabemos que a educação sempre teve os seus problemas, mas, atualmente, devido algumas politica públicas adotadas, estes problemas parecem ter ganhado dimensões bem maiores, desse modo, o professor não precisa ser especialista para conseguir perceber a grande dificuldade enfrentada pelos alunos em relação a aprendizagem.

Há algum tempo, era comum ouvir os professores, principalmente os que defendem uma visão mais tradicional de ensino, responsabilizarem os alunos pelo seu desinteresse, no entanto, hoje a defasagem tornou-se tão grande, que não há quem não perceba que o aluno tornou-se uma vítima de todas essas políticas educacionais anteriormente adotadas. É comum nas conversas em sala de professores encontrarem colegas de trabalho de diversas áreas do conhecimento se indagando quanto ao que fazer diante da tamanha dificuldade enfrentada pelos alunos. Percebemos, desse modo, que o problema não reside apenas na aprendizagem de língua inglesa, mas em todos os componentes curriculares.

O que fazer, então, diante de tantas dificuldades?

Sabemos que o problema reside não apenas na sala de aula ou na escola, por estarmos situados numa perspectiva sócio-histórico-cultural de desenvolvimento, acreditamos que é nas relações sociais que os indivíduos se constituem e desse modo, devem ser levados em consideração também a participação familiar e toda a história de vida do sujeito. Mas o que temos feito com esse sujeito? Ele tem sido convidado a participar da transformação da sua realidade?

Foi a partir dessas indagações que encontrei motivações para iniciar o mestrado e desenvolver uma pesquisa que visasse investigar o que os alunos pensavam da escola, como viam toda essa realidade, já conhecida tão bem por nós professores.

Estabeleci como objetivo principal para a investigação compreender quais eram os sentidos e significados atribuídos pelos alunos ao processo de ensino-aprendizagem de língua inglesa na escola pública, pois dessa forma acreditava ser possível compreender melhor o porquê do não aprendizado.

Compreender não significa, no entanto, encontrar soluções, mas acredito que conseguir desvelar sentidos e significados dos alunos, nos permite conhecer melhor as suas necessidades, os seus motivos e nos oferece a possibilidade de compreendê-los de forma mais ampla. Isso foi o que acredito ter feito ao responder as minhas perguntas de pesquisa, pois pude perceber o quanto as ações dos professores e toda a dinâmica do processo de ensino-aprendizagem podem influenciar na construção de identidades negativas do aprendiz, principalmente, se tratando do ensino de inglês, que como revelam os alunos, parece não ter acrescentado “nada” de significativo ao seu processo de desenvolvimento e os faz sentirem-se como únicos responsáveis por seu fracasso.

Esse ensino pouco ou nada significativo revelado, muitas vezes, se justifica pelo fato de o aluno não ter oportunidade de usar o inglês, por haver muitos alunos por sala, por falta de recuros, etc. Contudo, pouco se fala em se estabelecer novos objetivos para o ensino dessa disciplina. Alguns dos objetivos estabelecidos pelos Parametros Curriculares Nacionais de lingua estrangeira, que a princípio, seria apenas parâmetro acaba, na verdade, sendo reproduzido nas propostas estaduais de ensino, praticamente do jeito que se encontra no PCN. Não seria esse o maior problema do ensino de inglês nas escolas públicas?

Alguns dos sentidos revelados pelos alunos nos dados coletados e que acredito não tê-los conseguido explorar da forma que gostaria, parece apontar justamente para essa direção, pois os significados partilhados por escola e aprendizes são bem diferentes. A habilidade mais importante, segundo os alunos é a de falar, enfatizam também a questão da pronuncia, ficando a escrita e a leitura em planos inferiores, esses sentidos e significados apontam para possíveis causas do desinteresse ou do fracasso em relação ao aprendizado da disciplina, já que contrário as expectativas dos alunos a escola, em consonância com os PCNs de Língua Estrangeira e a Proposta Curricular do Estado de São Paulo, tem enfatizado o desenvolvimento das habilidades leitora e

escritora dos alunos. Essa questão aparece como um dos principais pontos de discordância entre os sentidos e significados dos alunos e os significados da escola.

Sabemos, é claro, de nossas condições de trabalho e da situação adversa na qual muitas vezes temos que ensinar uma língua estrangeira, contudo, tentar articular as quatro habilidades acima descritas, principalemnte, se enfatizando a de falar pode significar um caminho para a elaboração de novos objetivos que possam levar ao aluno a construir novos sentidos sobre o que seja aprender uma lingua estrangeira e que dessa forma possa construir também uma nova identidade de si mesmo enquanto aprendiz de inglês da escola pública.

Apartir do exposto até o momento, não considero esta pesquisa encerrada, espero poder em breve retomar de onde parei para explorar melhor os aspectos que julgo não ter explorado o quanto deveria, principalmente, em relação a questão das identidades fragmentadas presentes no mundo pós-moderno, que a meu ver, também pode indicar um caminho para a compreensão dos problemas de ensino-aprendizagem. Vejo nas questões identitárias uma possível explicação para a questão das discordâncias entre o que os alunos precisam aprender e o que as escolas tem oferecido, a medida que, mesmo diante de um mundo globalizado e de identidades instáveis e em constante tranformação, a escola parece perceber o aluno como possuindo as velhas identidades estáveis e fixas do passado.

Espero, contudo, que a discussão aqui apresentada, assim como a riqueza presente nos dados coletados, possa contribuir para outros estudos, que venha a ampliar e esclarecer melhor as discussões aqui iniciadas, pois fica ainda o desejo de intervir de forma mais efetiva no meu contexto de atuação através de um trabalho colaborativo que envolva além dos alunos, professores e equipe gestora, para que juntos possamos traçar objetivos que visem a conscientização e a transformação não só em grupo de alunos, mas em toda a comunidade escolar de forma a resignificar os nossos sentidos em relação ao nosso papel como parte deste espaço escolar, que infelizmente, não tem conseguid exercer a sua função de desenvolver a potencialidade dos sujeitos que nela se encontram inseridos.

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Anexo 1

Anexo 2

Roteiro para a Primiera Entrevista Individual com os Alunos

As perguntas foram elaboradas a partir do “needs analyses”respondido no inicio do ano letivo que teve por objetivo elaborar o plano de ensino de inglês.

1. Além do mercado de trabalho você vê outro meio de utilização da Língua Inglesa, ou seja, em que outros lugares ou situações você poderia utilizá-la?

2. Qual é o papel da escola? Dentro desse papel o que você julga mais importante? 3. Qual a sua disciplina favorita? Por quê?

4. Por que você não está interessado ou está apenas mais ou menos interessado no aprendizado da língua Inglesa?

5. Você costuma participar das aulas? O que te motiva a querer participar de uma aula? Por quê?

6. Quando você começou a estudar inglês na 5ª série, você gostava dessa disciplina? 7. O que você lembra das aulas de inglês desde a 5ª série até aqui no ensino médio? O que

você consegue fazer em Inglês?(Eles alegam que a professora das séries anteriores só ensinava o verbo “to be”, mas nem isso eles lembram, numa situação comunicativa eles são incapazes de perceber que o “am”, “is” e o “are” que eles viram a vida inteira significa ser e star)

8. Qual das habilidades você considera mais importante: ler, escrever, ouvir, aprender regras gramaticais ou falar?Justifique sua escolha.

9. Por que você acha que não aprendeu?

10. Como você classificaria os conteúdos ensinados nas aulas de inglês: fáceis, difíceis, ou adequados ao seu conhecimento? Justifique.

11. Como é aula ideal para você? Como professor e aluno devem agir? O que não pode faltar?

12. Como você foi o seu relacionamento com os seus professores de inglês até hoje? 13. Você gostaria de estudar inglês em uma escola de idiomas? Por quê?

14. Você acha que os conteúdos e as estratégias utilizadas na escola de idiomas são muitos diferentes dos utilizados na escola pública? Como você imagina que sejam as aulas? 15. Como você imagina que os alunos das escolas particulares aprendem inglês? E para

você qual é ou qual seria a melhor forma de aprender inglês?

16. Tem alguma atividade feita pelos seus professores do ensino fundamental que você tenha achado muito significativa e se lembra até hoje?

17. Você acredita que é possível aprender inglês na escola pública? Justifique sua resposta. 18. O Papel da escola pública é o mesmo da escola particular?

19. Alguém da sua família fala inglês ou fez/faz algum curso de idiomas?

20. No questionário do needs analyses você disse que não saber a pronuncia correto de uma pronúncia é algo frustrante. Por que isso o incomoda tanto?

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