imposto funcionavam no Portão, já que frascos e outros recipientes foram encontrados
em suas imediações. Em Acádico está bem atestado o chamado “Portão do Mercado”.
PARTE V – O PORTÃO (r[v - xa‘ar) E SUA FUNÇÃO CIVIL
Listas de tarifas eram afixadas no Portão
268, na Balilônia Antiga se tornou um
centro comercial que poderíamos traduzir como escritório.
portão como um lugar onde os cidadãos pudessem se reunir. O portão, assim, se torna o local ideal para ensinar e instruir as crianças de uma cidade (Pv. 1:21). Mercadorias foram inspecionadas no portão porque entravam ou saiam da cidade, e o imposto era cobrado lá. Por isso que o portão era o lugar da cidade de reunião e de associação, que se tornou um foco popular comercial (2 Rs. 7:1, 18; Ne. 13: 15- 22). Em Laquis (III) lojas foram localizadas em cada lado do portão. Em Laquis (II) e Gezer (VII) frascos e outros recipientes para recepção de alimentos foram descobertos nas proximidades do portão, destacando a função do portão como um mercado. Aqui mercadorias importadas e de gêneros alimentícios (cf. O Portão do Peixe) poderiam ser vendidos, e os bens da cidade poderiam ser oferecidos para comerciantes visitantes. O “Portão do Mercado” (bab mahirim) está bem atestada em Acádico. Juntamente com as ruas comerciais, feiras, e (possivelmente) os distritos comerciais, portões foram os principais centros do comércio das cidades antigas do Oriente Próximo, onde grãos, animais, e até mesmo bens imóveis podem ser comprados e vendidos”.
268A tradução foi feita pelo autor desta dissertação. G. Johannes BOTTERWECK et Helmer RINGGREN and Heinz-Josef Fabry (ed.), Theological Dictionary of the Old Testament, Volume 15, pp. 397-399, Tariff lists and standard measures (narû) could be posted at the gate. In one Old Babylonian document, KA.GAL (babum/abullum) should be translated “office”. Because gates were commercial centers, the term could be applied to other spaces fulfilling this function. The threshing floor, where grain was sold and payments in kind were made, was a natural alternative to the gate. Kings also made use of gates as centers of public life. Hezekiah assembled the people in the square at the city gate to inspire them with courage to face the attack of the Assyrians (2 Ch. 32:6). The kings of Israel and Judah, Ahab and Jehoshaphat, called on the prophets for advice at the threshing floor by the gate of Samaria (1 K. 22:10). Zedekiah was sitting at the Benjamin gate when he received the news that Jeremiah hab been arrested (Jer. 38:7-13). All the texts that speak of a king’s presence in a gate presuppose a national emergency in Israel and Judah. The gate was the place where kings addressed the populace in such situations; in time of peace governmental business was transacted in the palace. In the courtyard between the main gate and the outer gate at Dan, excavation uncovered a rectangular structure as a pedestal for a royal throne; it might also be interpreted as a cultic installation.Like the kings, their prophetic critics in Mari and Judah (Jer. 17:19-20) used the public accessibility of the gate to address the populace. But prophets could also use the gates of palaces and temples (Jer. 7:2) as places to proclaim their message. Because the city gate
functioned as the place of assembly for citizens and elders, it also took on the function of housing the local city court. The identification of the city court as the court at the gate is well established in legal traditions (Dt. 21:19; 22:15,24; 25:7; Josh. 20:4) and prophetic traditions (Isa. 29:21; Jer. 1:15; Am. 5:10,12,15), as well as in 2 S. 15:2; Ps. 127:5; Job 31:21; Prov. 22:22; Ruth 4:1,10,11. In an unfortified village, court was held at the threshing floor, which thus played the role of the gate in a fortified city. The local court as a governmental institution is not a Judahite or Israelite innovation; it goes back to Israel’s Canaanite roots. In the Aqhat Epic, Danel gives judgment in a gate court, not in his role as king but simply as one of the elders, all of equal rank. The theory that there were no local courts in Israel before the monarchy overlooks the Canaanite origins of such courts in Israel. What is historically unique to the Israelite local courts is their temporary independence from supervision by royal courts. In addition to the local courts and a court with national jurisdiction (2 S. 15:1-6; 2 K. 8: 1-6; Jer. 26:1-19; Hos. 5:1), there were cultic courts at the local sanctuaries to hear cases that could not be decided by the testimony of witnesses (Ex. 22:7-10[8-11]).In the period of the monarchy, the local courts had jurisdiction over cases governed by family law, over which the paterfamilias had originally exercised authority (Ex. 21:15-17; Dt. 21:15-17,18-21a; 22:13-21a, 22a, 23, 24a, 25, 27-29; 24:1-4a, 5; 25:5-10), as well as cases involving bloodguilt, which had originally been governed by blood vengeance as the direct legal recourse of the injured family (Ex. 21:12-14, 18-32; Dt. 19:2-13*; 21:1-9*). Not until the late preexilic period under Josiah were the local gate courts throughout Judah subjected to supervision by the state through integration into the judicial system of the central government and professionalized by the appointment of judges and scribes (Dt. 16:18-19*; 17:2-7), a process attested for Jerusalem already in the 8th century (Isa. 1:26; 3:2; cf. Zeph. 3:3). When the cult was centralized, the cultic courts at the local sanctuaries were replaced by a central court in Jerusalem, which had jurisdiction over all cases that could not be decided by the testimony of two witnesses. The procedural regulations in Ex. 23:1-3, 6-8* serve to guarantee a fair trial by demanding truthful testimony and forbidding preferential treatment of any social stratum, either the powerful or the weak. In the Dtn legal reform, eyewitness testimony was subjected to the requirement of two witnesses (Dt. 17:6; 19:15). “Listas de tarifas e as medidas padrão (narû) poderiam ser colocadas no portão. Em um documento da Babilônia Antiga, .ʟ (babum/abullum) deve ser traduzido como “escritório”. Porque os portões foram os centros comerciais, o termo pode ser aplicado a outros espaços que cumpriram esta função. A eira, onde os grãos foram vendidos e os pagamentos eram feitos em espécie, foi o portão uma alternativa natural. Reis também fizeram uso de portões, como centros da vida pública. Ezequias reuniu o povo na praça na entrada da cidade para inspirá-los com coragem para enfrentar o ataque dos Assírios (2 Cr. 32:6). Os reis de Israel e Judá, Acabe e Josafá, chamaram os profetas para vir a eira pelo portão de Samaria (1 Rs. 22:10). Zedequias, estava sentado no portão de Benjamim, quando recebeu a nova notícia de que Jeremias foi preso (Jr. 38:7-13). Todos os textos que falam da presença de um rei em um portão pressupõem uma situação de emergência nacional em Israel e Judá. O portão era o lugar onde os reis dirigiam a população em tais situações; em tempos de paz os negócios governamentais eram realizados no palácio. No pátio, entre o portão principal e portão exterior em Dan, escavações descobriram uma estrutura retangular como um pedestal de um trono real, que poderia também ser entendida como uma instalação de culto. Como os reis, os seus profetas críticos em Mari e Judá (Jr. 17:19-20) usaram a acessibilidade públicas dos portões para tratar com a população. Mas os profetas também puderam usar os portões dos palácios e templos (Jr. 7:2) como lugares para proclamarem as suas mensagens. Porque o portão da cidade funcionava como local de reunião para os cidadãos e os anciãos, também assumiu a função de local do tribunal local da cidade. A identificação do tribunal da cidade como o tribunal do portão está bem estabelecida na tradição jurídica (Dt. 21:19; 22:15,24; 25:7; Js. 20:4) e as tradições proféticas (Is. 29:21 ; Jr. 1:15; Am. 5:10,12,15), bem como em 15:2 2 S.; Sl.. 127:5, Jó 31:21; Pv. 22:22; Rt 4:1,10,11. Em uma vila não fortificada, o tribunal estava instalado na eira, e que na cidade fortificada foi o portão desempenhou o papel. O tribunal local como uma instituição governamental não é uma inovação Judaíta ou Israelita; ela remonta às raízes cananitas em Israel. No Épico Aqhat, Danel profere a sentença em um tribunal no portão, e não como rei, mas simplesmente como um dos anciãos, todos estão em igual categoria. A teoria de que não havia tribunais locais em Israel antes da monarquia não consideram as origens cananitas desses tribunais em Israel. O que é historicamente único para os tribunais locais israelitas é a sua independência temporária de fiscalização pelos tribunais reais. Além dos tribunais locais e um tribunal com jurisdição nacional (2 Sm. 15:1-6; 2 Rs. 8: 1-6; Jr. 26:1-19; Os. 5:1), houve tribunais cúlticos para os santuários locais para ouvir os casos que não poderiam ser decididos pelo depoimento de testemunhas (Ex. 22:7-10 [8-11]). No período da monarquia, os tribunais locais tinham jurisdição sobre casos de direito de família, sobre os quais o pater- familias tinha inicialmente exercido a autoridade (Ex. 21:15-17; Dt. 21:15-17,18-21 a; 22: 13-21a, 22a, 23, 24, 25, 27-29; 24:1-4a, 5; 25:5-10), bem como casos de culpa de sangue, que inicialmente tinha sido regidos pela vingança de sangue como um direto legal de recurso por injúria da família (Ex. 21:12-14, 18-