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BASEL II ve ŞİRKET DERECELENDİRME

4.1. Benzer Yönler

Professora Cintia: Olha, a minha expectativa é assim, pela sua prática, que traga

algo, não é fazer nada pra gente , mas assim, dá uma... luz né, uma luzinha pra gente; outra coisa, eu queria muito que você fizesse... uma reunião aqui com os professores dos anos iniciais, dar uma exposição pra eles, igual a gente tava aí falando da Emília Ferreiro, né desse uma exposição, o que fosse uma criança alfabética, sabe por que, por isso, eu tenho dúvida, mas eu tenho um caderno que é ótimo, eu vou lá e consulto, entendeu? Mas tem pessoas que não sabem disso, entendeu? Aí que você desse um esclarecimento assim geral. (Fragmento da Entrevista, 25 mar. 2009).

Professora Erica: É, você já me ajudou muito nisso porque você fica uma pessoa

acessível, a gente tem coragem de perguntar as coisas e a segunda coisa que eu gostaria é que você falasse sobre o meu trabalho (Fragmento da Entrevista, 30 mar. 2009).

Professora Laura: Ah! Eu espero que você ajude demais (rindo) [...] dar dicas pra

gente, ó, isso é isso, se fizesse assim ficaria melhor... Dessa forma que você tá fazendo é rica, mas se você fizer isso... (Fragmento da Entrevista, 1º abr. 2009).

Para finalizar a conversa na entrevista, perguntei às professoras o que elas esperavam de mim na escola, de que forma elas achavam que eu poderia ajudar ou quais as suas expectativas em relação a mim. Cintia me disse que sua expectativa era de que eu desse “uma luzinha” para elas, levar algo novo, não fazer nada para elas, mas auxiliar, e sugeriu uma reunião com os professores dos anos iniciais para que eu desse uma exposição sobre os níveis da escrita segundo Emília Ferreiro. Cintia me disse que às vezes tinha dúvidas sobre esse assunto, mas que tinha um “caderno ótimo” que olhava nele e tirava suas dúvidas. Mas lá na escola havia pessoas que não sabiam disso. Então, que eu desse um esclarecimento geral.

Entendi que ela queria um respaldo meu para o fato de algumas crianças não conseguirem ler e escrever no final do ano, sendo este, em sua perspectiva, um problema de tempo ou ritmo de aprendizagem da criança, segundo a teoria da psicogênese da língua escrita, não sendo, portanto, responsabilidade da professora o fato de a criança não ter conseguido aprender a ler e escrever.

Outra questão implicada aqui é o fato de a criança não estar ortográfica. Às vezes as professoras do 2º ano acham que as crianças chegam para elas com muitos “erros” e não compreendem que agora seria hora de dar continuidade a um processo de construção realmente. As professoras dos anos seguintes sempre veem problemas nas crianças e culpam a professora do ano anterior. Nesse caso, caberiam realmente umas instruções do processo de alfabetização, de seu percurso, que é muito bem explicado na teoria de Emília Ferreiro. Compreender o que cada criança é capaz de produzir em cada etapa de conhecimento da língua escrita é de fundamental importância e nesta escola a maioria das professoras não tinha muita clareza do assunto. Para Cintia, ser professora de 1º ano “[...] é muito podado... é complicado pra gente ser professora de 1º ano... nossa!... A gente tava agoniada demais...”

Laura esperava de mim respaldo para suas ações no sentido de que a crianças têm seu ritmo e a hora própria de aprender e de que seu “jeito lúdico’ de ser é o que faz as crianças aprenderem. Isso não ocorreu de imediato e causou a ela certo desconforto e desequilíbrio, que logo foi estabilizado quando propus aprendizagens e reflexão sobre a própria língua pelos jogos e brincadeiras, como já descrito em capítulos anteriores. Para estabelecer uma boa relação com Laura, tive que agir com cuidado, sugerindo propostas de atividades sem que isso a afrontasse. Então, uma boa alternativa era sempre elogiar seus feitos, mas, com muito cuidado, mostrar as fragilidades neles contidas. Por exemplo, para mostrar a ela que uma atividade de escrita é mais que mera cópia de um calendário e algumas frases do quadro, tive que primeiro demonstrar a condição de suas crianças numa atividade de escrita espontânea e a partir daí levá-la a perceber que as crianças precisavam escrever mesmo e não apenas copiar.

Erica esperava feedback de sua prática porque queria melhorar a cada dia e achava que somente mediante um retorno isso poderia acontecer, uma vez que não recebia nenhuma orientação da escola. De fato, conversamos muito sobre sua prática e as possibilidades de melhorar as atividades propostas, levando exercícios e jogos nos quais as crianças pudessem refletir sobre a forma de escrever e fizessem tentativas de leitura.

De certa forma, acho que todas esperaram de mim apoio. Observei que elas recebiam críticas e às vezes elogios, mas a escola não tinha um programa de formação em

serviço. Ninguém respondia a questões e dúvidas ligadas às dificuldades enfrentadas por elas para alfabetizar. Na entrevista com Laura, perguntei se ela recebia ajuda e ela, sem dizer nada por causa do gravador, negou, meneando a cabeça e o indicador direito. Cada uma delas buscava conhecimento e ajuda à sua maneira. Laura revelou na entrevista sua dificuldade em ler livros mais teóricos:

o... maravilhoso, o extraordinário, eu leio se deixar todo dia, mas aquela parte da teoria, ela é mais complicada pra você tá lendo, às vezes eu lendo assim, a gente até lê, lê uma vez, não entendeu vai pra outra porque cada vez que você faz uma leitura, você tá fazendo releitura, você tá ô! você entendeu? Nunca é da mesma forma... a sua primeira, a segunda, a terceira leitura... (Fragmento da Entrevista, 1º abr. 2009).

Para Laura, é necessário obter ajuda para compreender livros teóricos e na escola essa ajuda não vem de ninguém. Erica e Laura contavam com a ajuda de outras pessoas fora da escola, que dão suporte e socorro nas horas de dúvidas. Minha presença na escola deu suporte não só às três professoras dos primeiros anos, como também auxiliou algumas outras de outros turnos, que também tinham dificuldades e queriam conhecer mais sobre os processos de seus alunos.36Acredito que essa formação em serviço deveria ocorrer todos os anos, de forma gradativa, para auxiliar as professoras em suas dificuldades e necessidades. Deveria ter alguém, talvez a própria supervisora, talvez a pedagoga da Superintendência, ou talvez ainda uma outra pessoa que tivesse condições de estar frequentemente na escola para trabalhar junto às professoras, fazendo estudos e avaliando e refletindo com elas no momento de suas ações em sala de aula.

4.2 O acompanhamento em sala de aula (sugestões, demonstrações e