BÖLÜM 3: İSTANBUL SOSYOLOJİ EKOLÜ BAĞLAMINDA “YERLİ
3.2. İstanbul Sosyoloji Ekolünde “Yerli Sosyoloji” Arayışları: Baykan Sezer Korkut
3.2.1. Baykan Sezer ve İstanbul Sosyoloji Ekolündeki Yeri
3.2.1.1. Baykan Sezer’in Sosyolojik Yaklaşımları
Os elementos básicos do Sistema de Aquecimento Ôhmico do TCABR são mostrados no diagrama apresentado na fig. 4.1. O circuito primário do transformador de aquecimento ôhmico é constituído essencialmente por: um banco de capacitores (CAO), a bobina de
aquecimento ôhmico (Lt) e um conjunto de resistores representados por RB – RF que são
inseridos ou retirados do sistema por meio de chaves eletrônicas (ignitrons Ig2 a Ig7). Para o
circuito secundário do sistema consideramos a coluna de plasma formada por: uma indutância Lp e uma resistência Rp(t). O acoplamento entre o primário e o secundário do circuito é
indicado por M.
O funcionamento do Sistema de Aquecimento Ôhmico compreende duas etapas. Na primeira temos a descarga do banco de capacitores CAO sobre a bobina primária Lt do
transformador de aquecimento ôhmico (fase A). Na segunda temos a descarga da energia armazenada na bobina sobre os resistores RB a RF (fase B e seguintes). A alteração do valor
da resistência para cada uma das fases a partir da segunda é obtida a partir do chaveamento das ignitrons Ig2 a Ig7.
Fig. 4.1: Diagrama que indica o princípio básico de funcionamento do Sistema de A.O. do TCABR.
Na fig. 4.2 apresentamos o esquema do circuito do Sistema de Aquecimento Ôhmico do TCABR a partir do qual foi construído o diagrama da fig. 4.1. Nesse circuito mostramos os componentes principais bem como elementos auxiliares. Os parâmetros principais do sistema encontram-se descritos na tabela 2.3.
Fig 4.2: Circuito simplificado do Sistema de Aquecimento Ôhmico do TCABR onde são mostrados seu componentes principais [Che-79].
Nas condições iniciais do circuito de A.O. temos que todas as “Vacuum switch” (Vs1,
Com base nas duas figuras apresentadas descrevemos as várias fases de uma descarga apontando a participação dos diversos elementos do circuito em cada uma delas:
FASE A:
Nesta fase, a ignitron Ig1 é acionada e a energia armazenada no banco de capacitores
CAO, previamente carregado, é transferida para a bobina. Nesta fase o sistema se comporta
como um circuito RLC e a resposta é ¼ de ciclo de uma senóide amortecida. FASE B:
No início desta fase entra em operação o circuito de extinção principal 1 composto pelo banco de capacitores C2 (140.10-6F x 9000V), a ignitron Ig2 e componentes a eles
associados. No início desta fase o banco C2 é conectado ao circuito pela ignitron Ig2 que
quando acionada gera uma corrente no sentido contrário à corrente de descarga do capacitor CA.O. o que acarreta a abertura da chave VS1. Simultaneamente é acionada automaticamente a
ignitron Ig3 através do diodo D13 e da resistência R13, havendo a inversão da polaridade da
tensão nos terminais da bobina de A.O. Neste instante é iniciado o processo de descarga da energia armazenada na bobina do Sistema de A.O. através da associação em série das resistências R, R1, e R2. Esse decaimento da corrente gera um alto campo elétrico toroidal no
interior da máquina, podendo ocasionar a ruptura do gás, e também dar início ao crescimento da corrente de plasma.
FASE C:
Nesta fase, a ignitron Ig4 é acionada, retirando a resistência R1 do circuito de descarga.
Com a redução da resistência há uma diminuição na taxa de decaimento da corrente no primário do circuito e também do campo elétrico toroidal aplicado (tensão de enlace). Esse campo é menor que na fase anterior porém ainda alto em relação à fase seguinte. O plasma está se aquecendo e a resistividade caindo. A corrente de plasma continua crescendo e deverá atingir o início do patamar de corrente no final desta fase.
FASE D:
Quando a corrente de plasma está próxima de seu valor de pico, a ignitron Ig5 é
acionada, colocando os resistores R2, R3, R4 em paralelo, sendo que essa associação está em
série com R. A corrente no primário do transformador de A.O. cai ainda mais lentamente, colocando a tensão de enlace num valor ainda mais baixo e estável. O início desta fase coincide com o início do patamar de corrente de plasma.
FASE E:
No início desta fase entra em operação o circuito de extinção auxiliar 3 composto pelo banco de capacitores C7 (140.10-6F x 9000V), a ignitron Ig7 e demais componentes
associados. No inicio desta fase o banco é conectado ao circuito pela ignitron Ig7 que é
acionada, gerando uma corrente de sentido contrário à corrente de descarga que passa através da chave Vs3, acarretando na abertura desta. Como conseqüência, a resistência R4 é retirada e
a nova associação passa a ser formada pelas resistências R2 e R3 em paralelo em série com R.
Esta fase forma o estágio intermédio para o patamar da corrente de plasma. FASE F:
Finalmente, nesta fase entra em operação o circuito de extinção auxiliar 2 composto pelo banco de capacitores C6 (180.10-6F x 6000V), a ignitron Ig6 e componentes associados.
No inicio desta fase esse banco é conectado ao circuito pela ignitron Ig6 que é acionada,
gerando uma corrente de sentido contrário à corrente que passa pela chave Vs2 e acarretando a
abertura desta. Como conseqüência, a resistência R2 é retirada e a nova associação passa a ser
formada pelas resistências R3 em série com R. Esta é a última configuração dos elementos do
circuito de descarga do Sistema de Aquecimento Ôhmico e permanece inalterada até a descarga de toda energia armazenada no primário do transformador de aquecimento ôhmico. Esta fase coincide com o final do patamar da corrente de plasma indo até à extinção completa dessa corrente.
Na tabela 4.1, são apresentados os elementos envolvidos no início de cada fase, a associação das resistências envolvidas para cada fase da descarga os intervalo de tempo, e a designação dada ao intervalo de tempo para as fases.
A título de ilustração, representamos na fig. 4.3 os perfis temporais da corrente e tensão na bobina primária do transformador de aquecimento ôhmico. Estes perfis foram obtidos, por simulação, na situação particular de uma descarga sem formação de plasma, a partir de um modelo “zero dimensional” mais geral e que escreveremos no item seguinte. As setas na fig. 4.3 indicam o ponto de disparo das ignitrons e entre os disparos das ignitrons encontra-se assinalada a fase correspondente.
Tabela 4.1: Comutação das Ignitrons e “Vacuum switches”, resistências equivalentes, e intervalo de tempo para cada fase de uma descarga do sistema de A.O.
FASE Ignitrons e “Vacuum Switches” Resistência equivalente Intervalo de tempo
A Ig1 ligada RA =R t0
B Ig2 ligada (Ext. Principal); Vs1
aberta; Ig3 ligada R R R RB = 1+ 2+ t1-t2 C Ig4 ligada RC =R2+R t2-t3 D Ig5 ligada R R R R R * R R * R R R * R R 2 3 4 3 4 2 4 3 3 4 D + + + + = t3-t4
E Ig7 ligada (Extinção Auxiliar 2); Vs3
aberta R R *R R R * R R 2 3 2 3 2 E = + + t4-t5
F Ig6 ligada (Extinção Auxiliar 1); Vs2
aberta RF =R3+R t5-t6
Fig. 4.3: Perfil temporal da corrente (linha contínua) que circula na bobina primária do aquecimento ôhmico (It(t)) e da tensão (linha tracejada) sobre a bobina (V b.A.O), para uma descarga no TCABR sem formação de