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Barışın Korunması (Peacekeeping)

Belgede Hukuk Fakültesi Dergisi (sayfa 150-154)

SURİYE’DE BARIŞIN İNŞASI VE BİRLEŞMİŞ MİLLETLERİN ROLÜ

PEACEBUILDING IN SYRIA AND THE ROLE OF UNITED NATIONS

A. Barışın Korunması (Peacekeeping)

A equipe técnica do MCTI responsável pela avaliação dos formulários entende que a renúncia fiscal da Lei do Bem é para a empresa fazer pesquisa no Brasil ou contratar parte das atividades tecnológicas com universidades, institutos de pesquisa, pesquisadores independentes e empresas de micro e pequeno portes. O MCTI não reconhece para efeito de usufruto dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem as despesas incorridas no processo de P&D com médias e grandes empresas. Esse entendimento é para fomentar o crescimento das micro e pequenas empresas no país.

Ocorre que o artigo 17 da Lei do Bem, em seu inciso I informa que a pessoa jurídica poderá usufruir do incentivo fiscal da "dedução, para efeito de apuração do lucro líquido, de valor correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica classificáveis como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ ou como pagamento na forma prevista no § 2o deste artigo".

A legislação do IRPJ (RIR 1999) por sua vez, em seu Art. 349, informa que "serão admitidas como operacionais as despesas com pesquisas científicas ou tecnológicas, inclusive com experimentação para criação ou aperfeiçoamento de produtos, processos, fórmulas e técnicas de produção, administração ou venda (Lei nº 4.506, de 1964, art. 53)".

Esse entendimento do MCTI gera um desconforto por parte das empresas que submetem seus projetos ao crivo desse respeitado Ministério, já que as despesas com o apoio técnico de médias e grandes empresas não são consideradas despesas boas pela equipe técnica do MCTI e, conforme eles, não devem ser consideradas para cálculo do incentivo fiscal.

No FORMP&D faz-se necessário informar o CNPJ das empresas que prestaram serviços de apoio técnico em cada projeto e é por meio desse campo que o MCTI faz a análise dos dispêndios, aprovando os formulários que não apresentam dispêndios com médias e grandes empresas e reprovando os formulários que apresentam esse tipo de empresa.

Sabemos que as micro e pequenas empresas apresentam, em sua maioria, valor de hora-homem inferior ao valor cobrado por empresas maiores. Partindo dessa premissa e considerando que os Administradores estão sempre buscando a redução do custo de produção, se as micro e pequenas empresas fossem capazes de prestar o mesmo serviço que as médias e grandes é óbvio que seriam contratadas em lugar das médias e grandes.

Ocorre que as micro e pequenas empresas nem sempre possuem domínio da tecnologia ou estrutura necessárias para execução de grandes projetos, e como vimos anteriormente, as empresas que fazem uso dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem são grandes empresas (todas optantes pelo Lucro Real – empresas de grande porte) e não se utilizam somente das micro e pequenas empresas como apoio técnico pois essas empresas não atendem isoladamente, sendo necessário fazer uma mescla com empresas mais desenvolvidas tecnologicamente.

Provavelmente essa questão será discutida no judiciário, pois o uso das empresas de médio e pequeno portes em projetos que são objeto da Lei do Bem faz todo o sentido, mas como os dispêndios com esse tipo de empresa são vetados pelo MCTI sem embasamento legal, como destacamos acima, a discussão no judiciário é o único caminho que resta para as empresas que fazem uso desse tipo de mão de obra.

Regularidade fiscal

Há um requisito obrigatório que está previsto no artigo 23 da Lei do Bem, trata-se da regularidade fiscal para usufruto dos incentivos fiscais previstos na lei.

O referido artigo está assim disposto:

"Art. 23. O gozo dos benefícios fiscais e da subvenção que tratam os artigos 17 à 21 desta Lei fica condicionado à comprovação da regularidade fiscal da pessoa jurídica."

Dessa forma, a regularidade fiscal é imprescindível para usufruto incentivos, ou seja, as empresas devem possuir a Certidão Negativa de Débitos ou de Certidão Positiva com Efeito de Negativa no ano calendário que fizeram uso do incentivo. Assim, as empresas que não estão em dia com o fisco não podem usufruir dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem

A Instrução Normativa nº 1.187/2011 da Receita Federal do Brasil regulamentou o artigo 23 da Lei do Bem e de forma expressa, em seu artigo 19 (Disposições Finais) determina

que a prova da regularidade deve dar-se por meio da apresentação da Certidão Negativa de Débitos ou da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa válida, referente aos dois semestres do ano-calendário em que fizer uso dos benefícios, já que as certidões possuem validade de 6 meses.

Nesse sentido, a Instrução Normativa da RFB em questão trouxe um texto que pode gerar discussões, uma vez que, ampliou o texto da Lei e determinou que feito o uso do benefício, a empresa deve dispor de CND válida durante todo o ano-calendário. Nota-se que o artigo 23 da Lei do Bem condiciona à comprovação da regularidade fiscal da pessoa jurídica, entretanto, essa comprovação fica perdida no tempo. Pelo Lei do Bem, quando a pessoa jurídica deve estar regular, no início do ano base, no final do ano base? A Lei não é clara.

Por esse motivo, não se pode de maneira alguma ignorar a instrução da Receita Federal. Não podemos esquecer que a aprovação do usufruto dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem é feita em conjunto pelo MCTI e RFB, sendo o primeiro responsável pela parte técnica de revisão dos projetos e conceitos e métodos utilizados na pesquisa e desenvolvimento da inovação e o segundo pela revisão dos cálculos dos incentivos na apuração do IRPJ e da CSLL e das demais regras fiscais.

É verdade que Receita Federal do Brasil pode ter extrapolado, no que tange à exigência feita pela própria Lei do Bem, restringindo de uma forma ainda mais rigorosa o usufruto dos respectivos incentivos fiscais pelas empresas brasileiras, forçando-as estar regulares durante todo o ano base. Entretanto, faz sentido as empresas se manterem regulares com o fisco antes que se utilizarem que quaisquer incentivos fiscais concedidos pelo governo.

5. ANÁLISE DESCRITIVA E RESULTADOS OBTIDOS NO BRASIL DESDE A

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