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Alman İç Hukuk Düzeni İçerisinde AİHS’in Etkisi

Belgede Hukuk Fakültesi Dergisi (sayfa 134-138)

KARARLARININ ETKİLERİ

B. Alman İç Hukuk Düzeni İçerisinde AİHS’in Etkisi

Pode-se afirmar que há relação da Lei do Bem com as normas brasileiras de contabilidade que tratam do reconhecimento e mensuração dos ativos que são objeto dessa lei. É importante destacar que ao mesmo tempo em que se faz necessário seguir a legislação tributária para usufruto dos benefícios fiscais se deve respeitar as regras de registro contábil desses ativos.

Neste contexto, se buscou apresentar nesse item do trabalho um resumo do CPC 04 (R1), já que está diretamente associado ao processo de usufruto dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem para os ativos intangíveis.

Marion (2015, p. 341) explica que a palavra intangível vem do latim tangere, ou “tocar”. Os bens intangíveis, portanto, são bens que não podem ser tocados, por que não têm corpo.

Hendriksen e Van Breda (2009) explicam que os ativos intangíveis devem ser reconhecidos, assim como os tangíveis, quando: corresponderem à definição apropriada, forem relevantes, forem mensuráveis e tiverem valores precisos.

As explicações acima são suficientes para elucidar o que são os ativos intangíveis e que devem ser reconhecidos como qualquer outro ativo da entidade e o CPC 04 (R1) é a norma brasileira que trata desse tipo de ativo.

O CPC 04 tem como objetivo definir o tratamento contábil dos ativos intangíveis e estabelece que a entidade só deve reconhecer um ativo intangível se for provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo serão gerados em favor da entidade e se o custo desse ativo puder ser mensurado com confiabilidade. Pode-se afirmar que quando uma entidade detém o poder de obter os benefícios econômicos futuros gerados pelo ativo ela o controla, um outro requisito fundamental para reconhecimento. Em resumo, os critérios são satisfeitos quando o ativo for separável, resultar de direitos contratuais e for controlado pela entidade.

Os critérios estabelecidos nos normativos brasileiro (CPC 04), americano (ASC 350) e europeu (IFRS 38) convergem nas definições de ativos intangíveis, de forma que nem todos os investimentos realizados pelas empresas com objetivo de maximização dos negócios podem ser considerados como um ativo intangível se não satisfazer a todos os critérios estabelecidos na norma. Desse modo, independente do país, fica evidente a restrição imposta as empresas para reconhecimento contábil de um ativo intangível.

Segundo o CPC 04 (R1), nenhum ativo intangível resultante de pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) deve ser reconhecido. Os gastos com pesquisa (ou da fase de pesquisa de projeto interno) devem ser reconhecidos como despesa quando incorridos.

Essa restrição da norma em não permitir que a pesquisa seja incorporada ao ativo intangível não é uma exclusividade brasileira. Como foi destacado anteriormente essa restrição também é notada no US GAAP e nas IFRS, entretanto, para a Lei do Bem a pesquisa integra custo do ativo, motivo pelo qual os incentivos fiscais são calculados sobre os dispêndios incorridos entre a fase de pesquisa e o desenvolvimento.

Recentemente, o conceito de ativos intangíveis tornou-se fundamental na avaliação dos negócios, especialmente pela importância dada por terceiros à avaliação desses ativos. Os ativos intangíveis representam o acréscimo de valor esperado em uma combinação de negócios, justamente por gerarem perspectiva de resultados futuros.

Lev (2001) associa o interesse em ativos intangíveis à competição e ao desenvolvimento de tecnologia da informação, elevando os ativos intangíveis ao nível gerador de valor nas empresas. Isso nos leva a acreditar que seria benéfico para as empresas reconhecer os investimentos em pesquisa por exemplo junto com os ativos que resultassem dela e que apenas as pesquisas cujo resultado não culminasse em um ativo fossem para o resultado como despesa.

O CPC 04 (R1) apresenta mais alguns detalhes sobre regras de reconhecimento dos ativos intangíveis, mas considera-se suficiente para fins de avaliação da relação desse pronunciamento com a Lei do Bem apresentar o conceito de ativo intangível e o tratamento contábil ao logo de sua ida útil em razão do benefício de aceleração da amortização desses ativos.

Em razão das empresas poderem acelerar a amortização dos ativos intangíveis cujos dispêndios incorridos na fase de pesquisa e desenvolvimento foram objeto dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem, faz-se necessário acompanhar a amortização desses ativos para adicionar mensalmente o valor amortizado até montar o valor total do ativo excluído na apuração do Lucro Real. Dessa maneira, as regras do CPC 04 aplicadas à contabilidade são utilizadas também como ferramenta de controle em todo o processo de usufruto dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem. O controle contábil para amortização dos ativos intangíveis em atendimento às normas brasileiras de contabilidade serve também para “devolver” a amortização acelerada por meio da adição das parcelas mensais.

Destaca-se também, que CPC 04 define pesquisa e desenvolvimento, atividades que juntas formam a principal base de cálculo dos incentivos fiscais previstos na Lei do Bem e são sempre objeto de avaliação por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), uma vez que é o responsável pela revisão técnica dos formulários contendo os projetos cujos dispêndios formaram a base de cálculo citada anteriormente.

O CPC 04 (R1) define pesquisa como sendo uma investigação original e planejada realizada com a expectativa de adquirir novo conhecimento e entendimento científico ou técnico. Definição essa que se assemelha como a definição de pesquisa conforme a Lei do Bem, assim como a definição de desenvolvimento:

Desenvolvimento é a aplicação dos resultados da pesquisa ou de outros conhecimentos em um plano ou projeto visando à produção de materiais, dispositivos, produtos, processos, sistemas ou serviços novos ou substancialmente aprimorados, antes do início da sua produção comercial ou do seu uso. (CPC 04 (R1), 2010).

Por fim, para uma boa gestão do controle do programa de P&D e dos ativos resultantes das pesquisas, deve-se observar ao mesmo tempo as regras da legislação para usufruto dos incentivos fiscais, ou seja, as regras da Lei do Bem e as normas brasileiras de contabilidade, de maneira que o usufruto dos incentivos não interfira no reconhecimento dos ativos intangíveis conforme determina o CPC 04 (R1).

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