5) Kas gücü: Güçlü rotator kaslar ve bunları güçlendirecek egzersizler turn out
2.3. Balenin Tarihçesi ve Bale Eğitimi Hakkında Genel Bilg
2.2.1 A GSI e suas dimensões, componentes e variáveis
Construir um conceito consiste primeiro em determinar as dimensões que as constituem, e em seguida, precisar os indicadores aos quais as dimensões poderão ser medidas. Quivy; Campenhoudt (1995). Em Ciências Sociais, os conceitos e suas dimensões muitas vezes não são expressos em termos diretamente observáveis, mas o seu objetivo é conduzir-nos ao real e confrontar-nos com ele, pois é este o papel dos indicadores. Há duas maneiras de construí-lo: uma é indutiva “conceitos operatórios isolados”, e o método é
indutivo; a outra é dedutiva e cria “conceitos sistemáticos” (P. Bourdieu, J. C. Chamboredon e
J. C. Passeron, op. Cit. descrito por Quivy e Campenhoudt, 1995), e o método é dedutivo, em que na construção do conceito sistêmico começa por raciocinar a partir de paradigmas desenvolvidos pelos autores, cuja eficácia já pôde ser testada empiricamente, em que a seleção é o produto de uma lógica dedutiva e abstrata.
O modelo é um sistema de hipóteses logicamente entre si, e se a hipótese é a precisão de uma relação entre conceitos, portanto, o modelo é também um conjunto de conceitos logicamente articulados entre si por relações presumidas, logo modelos, conceitos e hipóteses são indissociáveis. A variável, é algo que “varia”, que muda (Trivinõs, 2009), sendo
que na pesquisa quantitativa, ela deve ser “medida” e na pesquisa qualitativa, é “descrita”.
Esses conceitos e definições serviram de inspiração para a elaboração do modelo de Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI).
Assim, o modelo de análise da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI), aplicável às MPMEs, e também à Grande Empresa (GE) foi desenvolvido com base sistêmica, para que o gestor possa compreender o macroambiente do cenário das empresas, nos ambientes interno e externo e suas dimensões se interagem, requerendo do gestor Orientação Empreendedora (OE) e Visão Integrativa (VI), para que possa atuar nessa gestão profissional, considerando suas dimensões, componentes e variáveis, posto que a eficácia da GSI dependerá da atuação interativa desses processos. As dimensões foram decompostas em componentes e os componentes em variáveis, para facilitar o seu entendimento conceitual, abrangente e de aplicação prática e acadêmica.
O modelo da GSI abrange 03 dimensões, 05 componentes e 12 variáveis, sendo: na dimensão Administrativo Tecnológico, dois componentes: Gestão e Tecnologia e suas quatro variáveis; na dimensão Político Institucional, dois componentes: Políticas e Estratégias e suas quatro variáveis; e na dimensão Econômico social – um componente: Indicadores Econômicos e Sociais e suas quatro variáveis, conforme quadro a seguir:
MODELO DIMENSÕES COMPONENTES VARIÁVEIS
GSI
Administrativo Tecnológico
Gestão
Competências e Habilidades Gerenciais - Gestão Profisional (GSI), fundamentada no Empreendedorismo
Estudos de viabilidade: técnica, econômica e financeira
Tecnologia
Aporte Tecnológico (máquinas e equipamentos; sistemas e métodos de trabalho)
Nível de eficiência Industrial
Político Institucional
Políticas Políticas Públicas do Governo Federal, Estadual e Municipal Aspectos legais, fiscais e trabalhistas
Estratégias
Estratégias locais e Parcerias Político Institucional, Segmento Industrial e Sociedade Civil
Plano de Desenvolvimento Industrial – PDI-2020 Econômico
Social
Indicadores Econômicos e
Sociais
Mão de obra industrial qualificada
Atrativos de investimentos: interno, externo e do Governo local Preservação do meio ambiente local da indústria
Localização do negócio
Quadro 7 - O Modelo Conceitual da GSI, suas Dimensões, Componentes e Variáveis13 Fonte: elaboração própria.
13
Modelo conceitual da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI), elaborado nesta Tese, para descrever e definir as variáveis, componentes e dimensões desse modelo alternativo de Gestão Profissional (GP) para as empresas
Dessa forma, o estudo partiu do geral para o particular, em que primeiramente foi pesquisado na literatura aspectos, políticos, econômicos, sociais, legais, de gestão, sucesso, perenidade, insucesso e mortalidade. Prosseguindo, dados comparativos das MPMEs em alguns países, e o panorama mundial e brasileiro do Empreendedorismo. Depois, de forma específica, a pesquisa de campo na amostra das MPMGEs industriais do Estado do Maranhão, em que foram pesquisados fatores de Gestão, sucesso, perenidade, insucesso, mortalidade, tecnologia, políticas e estratégias, indicadores econômicos e sociais das MPMGEs e variáveis importantes na visão dos gestores nas fases de: criação, manutenção, manutenção perene, crescimento e perenidade, e os processos de: sucesso, baixa planejada, insucesso e mortalidade).
De forma a permitir avaliar até que ponto a ausência da Gestão Profissional (GSI) interfere negativamente nas MPMGEs industriais do Estado do Maranhão, descreveu-se o Modelo Conceitual da Gestão não Profissional (GNP), com as mesmas dimensões, componentes e variáveis da Gestão Profissional (GSI). No entanto, quando aplicado para ser verificada nessas MPMGEs industriais a interferência negativa na gestão, e se favorece o seu insucesso e a mortalidade, determinadas variáveis do modelo, das dimensões Administrativo Tecnológico e Econômico Social, foram ajustadas para a GNP, de forma a permitir uma análise comparativa com o Modelo da GSI de Gestão Profissional, descrito a seguir:
MODELO DIMENSÕES COMPONENTES VARIÁVEIS
GNP
Administrativo Tecnológico
Gestão
Competências e Habilidades Gerenciais - Gestão não Profisional fundamentada no não Empreendedorismo
Falta de estudos de viabilidade: técnica, econômica e financeira
Tecnologia
Aporte Tecnológico (máquinas e equipamentos; sistemas e métodos de trabalho)
Nível de eficiência Industrial.
Político Institucional
Políticas Políticas Públicas do Governo Federal, Estadual e Municipal Aspectos legais, fiscais e trabalhistas
Estratégias
Estratégias locais e Parcerias Político Institucional, Segmento Industrial e Sociedade Civil
Plano de Desenvolvimento Industrial – PDI-2020 Econômico
Social
Indicadores Econômicos e
Sociais
Mão de obra industrial desqualificada
Falta de atrativos de investimentos: interno, externo e do Governo local
Não preservação do meio ambiente local da indústria Localização do negócio
Quadro 8 – O Modelo Conceitual da Gestão não Profissional (GNP), suas Dimensões, Componentes e Variáveis14
Fonte: elaboração própria.
14 Modelo conceitual da Gestão não Profissional (GNP), elaborado nesta Tese, para descrever e definir as variáveis, componentes e dimensões GNP para as empresas e estabelecer uma análise comparativa com o modelo da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI).
Descreve-se a seguir a terminologia das dimensões, componentes e variáveis do Modelo da GSI e suas definições, de forma a tornar claro o entendimento conceitual das variáveis, componentes e dimensões do modeloda Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI), enquanto Gestão profissional para as MPMEs e a GE.
2.2.1.1 A Dimensão Administrativo Tecnológico, seus componentes e variáveis da GSI
A Dimensão Administrativo Tecnológico possui dois componentes: Gestão e Tecnologia, em que mediante investigação de suas quatro variáveis relacionadas, foram verificados os três níveis de interferência: 1. A interferência das variáveis em seus componentes; 2. A interferência dos componentes na sua dimensão; e 3. A interferência dessa dimensão no conceito da GSI.
A gestão, como já referenciada para efeito deste estudo, é quanto a forma de administrar e maneira de gerenciar o negócio (Duarte, 2009). Essa forma requer do gestor uma visão sistêmica da organização, interseccionando e interligando os demais subsistemas e Orientação Empreendedora (OE). Já Tecnologia refere-se ao uso dos meios e recursos de produção, em que Kim (2005) define, como o conjunto de processos físicos que transformam insumos em produtos, quanto ao conhecimento e habilidades que estruturam as atividades que promoverão tal transformação.
As quatro variáveis da dimensão Administrativo Tecnológico estão assim distribuídas: 02 para o componente de Gestão: Competências e Habilidades Gerenciais - Gestão Profissional (GSI), fundamentada no Empreendedorismo; e Estudos de viabilidade: Técnica, Econômica e Financeira; 02 para o componente Tecnologia: Aporte Tecnológico (máquinas e equipamentos; sistemas e métodos de trabalho); e Nível de Eficiência Industrial, conforme suas definições a seguir:
2.2.1.1.1 Competências e Habilidades Gerenciais - Gestão Profissional (GSI), fundamentada no Empreendedorismo
Para Lúcio Neto (2010), o objetivo das habilidades gerenciais é preparar os participantes para os desafios e responsabilidades inerentes às funções de chefia numa organização, fornecendo instrumentos para o desempenho eficaz do seu cargo, em que diversas responsabilidades do gerente são debatidas e habilidades são exploradas e complementadas com propostas de ação de imediata aplicação.
O Empreendedorismo, torna-se relevante nesta pesquisa, posto que o conceito da Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI) está fundamentado na Teoria do Empreendedorismo, considerando estudos e pesquisas das abordagens econômica e gerencial da literatura. Farah et al. (2008) descrevem que, em muitos estudos sobre o fenômeno empreendedorismo (entrepreneurship), não há consenso entre estudiosos e pesquisadores a respeito da exata definição de empreendedor, e lembram que Cantillon (1755) e Say (1803) foram os precursores no tratamento da questão do empreendedorismo, e que Vérin (1982) examinou a origem e a evolução da palavra entrepreneur, mostrando que esta adquiriu seu significado atual no século XVII. Descrevem ainda, Say (1768-1832), representante da escola clássica francesa – que focaliza em primeiro lugar o empreendedor e o lucro – o empreendedor é aquele remunerado pelo lucro. É uma definição bem mais centrada nos negócios, que o define como o indivíduo que recombina capital, recursos físicos e mão de obra de alguma maneira original ou inovadora.
O ensino do empreendedorismo iniciou-se nos Estados Unidos em 1947 na Escola de Administração de Harward (Katz, 2003) e sua área de atuação pode ser estendida até o contexto maior referente às pesquisas e estudos acerca da história dos negócios (business
history). Esta começou a ser desenvolvida nos Estados Unidos com a formação em 1926 da Business History Society e com o lançamento do Journal of Economic Business History em
1928. Dornelas (2001) refere-se a empreendedores como “pessoas diferenciadas, que possuem motivação singular, e querem ser reconhecidas e admiradas, referenciadas e imitadas, querem
deixar um legado”.
O empreendedor no capitalismo atual, de acordo com Tragtenberg (2005, p. 18), no conceito do empreendedorismo ao longo dos anos, um elemento de continuidade permanece inalterado: a centralidade do papel da empresa neste processo, em que, se em um primeiro momento o empreendedor é indissociável de sua organização (empreendedor clássico), em um segundo ocorre o descolamento entre ambos e a empresa por ações passa a
prescindir deste capitalista proprietário individual, que passa a ser “um capitalista com salário”. No Global Entrepreneurship Monitor - GEM (2008), o conceito de
Empreendedorismo é:
“Qualquer tentativa de criação de um novo negócio ou novo empreendimento, como por exemplo, uma atividade autônoma, uma nova empresa ou a expansão de um empreendimento existente por um indivíduo, grupos de indivíduos ou por empresas já estabelecidas”.
Dada a relevância dessa variável neste estudo a mesma será descrita na seção “A
GSI como Gestão Profissional, fundamentada no Empreendedorismo”. A Gestão não
Profissional (GNP), fundamentada no não empreendedorismo, é o oposto da Gestão Profissional, em que as características predominantes são a do senso comum, ausência de competência técnica para o exercício da gestão, fruto do hábito e de experiências anteriores adquiridas na empresa.
2.2.1.1.2 Estudos de viabilidade: Técnica, Econômica e Financeira
É a primeira condição que uma ideia de negócio tem de cumprir é ser possível de realizar, isto é, que o produto ou serviço que se pretende colocar no mercado se consiga efetivamente produzir ou fornecer. Assim, compete ao gestor, buscar realizar estudos de viabilidade Técnica, Econômica e Financeira - EVTEF, pois é indispensável em qualquer projeto e para qualquer empresário, executivo ou empreendedor, sendo fundamental elaborar um estudo de viabilidade que retrate a realidade do negócio, pois através de um estudo personalizado, têm-se a definição clara e prática da Viabilidade Técnica, Econômica e Financeira da Empresa, Projeto ou Empreendimento (ACOMP, 2012).
O Estudo de Viabilidade Técnica - EVT – trata-se de que as pessoas que promovem esse projeto envolvido na nova empresa, tenham os conhecimentos necessários ou possam asceder a quem os tem, sendo condição indispensável, antes que a ideia se efetive (SPE, 2012). O Estudo de Viabilidade Econômica - EVE, abrange etapas referentes às análises sobre o mercado, com a posterior projeção de faturamento para o cálculo de indicadores que mensurarão a viabilidade.
Portanto, são realizadas pesquisas de mercado para perceber o grau de receptividade do mercado em relação ao investimento a ser implementado, adquirindo informações suficientes, com dados quantitativos e qualitativos, de forma a obter análises diferenciadas e complementares.
Já no Estudo de Viabilidade Financeira – EVF, busca determinar se o investimento a ser feito, tanto para a abertura de uma nova empresa quanto para a realização de um novo projeto, é viável financeiramente e capaz de se pagar no futuro e em quanto tempo o fará. Para isso, é realizado um levantamento de informações sobre o ambiente em que o projeto está situado e, juntamente com informações oriundas do cliente, são determinadas tendências e taxas de crescimento para o mesmo.
Assim, a pesquisa levantará se a falta de estudos de viabilidade técnica, econômica e financeira – EVTEF, que é uma das características da Gestão não Profissional (GNP), fundamentada no não empreendedorismo, que interfere negativamente na Gestão e favorece o insucesso e mortalidade das Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas (MPMGEs) do estudo em questão.
2.2.1.1.3 Aporte Tecnológico (Máquinas e Equipamentos e Sistemas e Métodos de Trabalho)
Na variável aporte tecnológico, considerou-se conceitos específicos de tecnologias de gestão, os quais descreve-se: Tecnologia – conjunto de parcelas de conhecimento, tanto
diretamente “prático” (relacionado a problemas e dispositivos concretos), como “teórico”
(mas praticamente aplicável, embora não necessariamente já aplicado), de know-how, métodos, procedimentos, experiências de sucesso e insucesso e também, dispositivos físicos e equipamentos (DOSI, 2006).
Tachizawa; Faria (2004) descrevem o que informatizar em uma MPE, e que nas últimas décadas ocorreram quatro mudanças fundamentais: a primeira deu-se com a passagem da computação pessoal para a computação em grupo; a segunda caracteriza-se pela passagem de sistemas isolados para sistemas de informação integrados; na terceira, passa-se da computação interna para a computação interorganizacional; e a quarta, ainda em curso, diz respeito a uma nova era, que é a da economia digital, que afetará a MPE.
Para Kim (2005), Tecnologia – é o conjunto de processos físicos que transformam insumos em produtos quanto ao conhecimento e habilidades que estruturam as atividades que promoverão tal transformação. Outros conceitos como: Competência Tecnológica, Capacidade Tecnológica em nível organizacional e Acumulação Tecnológica e Inovação Industrial (Figueredo, 2001, 2003, 2004 e 2005) serão considerados, posto que sugerem uma contribuição à gestão do processo de desenvolvimento industrial.
Figueiredo (2001, 2005) destaca ainda, a capacidade tecnológica de uma empresa (ou de um Setor Industrial) está armazenada, acumulada em pelo menos quatro componentes, denominados de Dimensões da Capacidade Tecnológica, os quais são: Sistema (tecido) organizacional e Estratégias Gerenciais; Capacidade tecnológica; Mentes dos indivíduos; e Produtos e serviços. Esse conjunto de recursos da capacidade tecnológica em nível organizacional, Figueiredo (2001, 2005), e os demais conceitos aqui definidos, se constituem
tecnologias de gestão, cujas variáveis integram o conceito da GSI, em suas três dimensões pesquisadas neste estudo.
2.2.1.1.4 Nível de Eficiência Industrial
Segundo Farrel (1957), a eficiência de uma firma consiste de dois componentes: eficiência técnica, que representa a habilidade da firma em obter o máximo produto, dado um conjunto de insumos; e a eficiência alocativa, que reflete a habilidade da firma em utilizar os insumos em proporções ótimas, dados seus preços relativos. A combinação de ambas as medidas fornecem a eficiência econômica.
Coelli et al., 1998) citando Derbetin et al. (1986), descrevem que a produção deve ser vista como um processo de transformação com entradas (insumos), que são os recursos usados e saídas (produtos) correspondentes às quantidades de bens e/ou serviços produzidos (A grande preocupação em estudos envolvendo a relação entre produtividade e eficiência é mostrar que existe uma diferença entre os dois conceitos, onde a primeira é uma razão entre duas quantidades e a eficiência é uma medida adminsional).
Com base na análise de eficiência, Charnes et al. (1978) iniciaram os estudos da abordagem não paramétrica para análise de eficiência relativa de firmas com vários insumos e vários produtos, considerando assim, o termo Data Envelopment Analysis (DEA), onde cada observação (geralmente uma firma) é chamado de DMU (Decision Making Unit).
Dessa forma, tem-se nessa primeira análise parcial, o impacto dessas quatro variáveis da dimensão Administrativo Tecnológico no modelo da GSI, possibilitando análise comparativa com as outras variáveis, componentes e dimensões.
2.2.1.2 A dimensão Político Institucional, seus componentes e variáveis da GSI
A dimensão Político Institucional tem dois componentes: Políticas e Estratégias, que mediante investigação de suas quatro variáveis relacionadas, foram verificados os três níveis de interferência: 1: A interferência das variáveis em seus componentes; 2. A interferência dos componentes na sua dimensão; 3. A interferência dessa dimensão no conceito da GSI.
Dimensão Político Institucional, Casarotto Filho e Pires (2001), se referindo à questão geoambiental, definem como o estabelecimento e consolidação do sistema político representativo que garanta a continuidade e consistência de um processo estruturado, por meio
de um sistema coordenado de decisões e ações, que promovam o desenvolvimento e a interação das dimensões. Tal conceito foi inspirador para a elaboração da Dimensão Político Institucional da GSI, na perspectiva gerencial.
Furtado (1978) destaca que o conteúdo político das decisões econômicas torna-se evidente e há implicações sociais capazes de modificar o comportamento de grupos. As Políticas Públicas, segundo Vogel (1996), convergem para que haja parcerias e interações entre o governo, a sociedade e a iniciativa privada, com regras definidas aos atores. Bailey (1999) constatou que as políticas públicas servem como impulsionadores do sucesso da empresa e exige a interação com as estratégias do setor privado.
Marinho (2008) destaca que no aspecto político-institucional, tem sido grande o esforço para induzir a participação de sujeitos sociais na discussão de estratégias de
desenvolvimento. A criação das chamadas “novas institucionalidades”, personificadas na
forma de conselhos, fóruns, governanças, pactos sociais, associações, entre outras, tem despertado a atenção para as inúmeras possibilidades de atuação de pessoas e organizações nos processos decisórios de políticas de desenvolvimento territorial.
O termo Estratégia, Whittington (2002), deriva do grego strategos, “exercito”,
“liderança”, militarismo, dai o uso de metáforas militares para receitar as características da
abordagem clássica. Apresenta 04 concepçoes: a clássica ou racional – representantes: Alfred Chandler, Igor Ansoff, Alfred Sloan e Michael Porter, que prevaleceu nos anos de 1960.
“Estratégia é o processo racional de cálculos e análises deliberadas, com o objetivo de maximizar a vantagem em longo prazo”; a evolucionária ou fatalista – representantes: M. T.
Hannan, J. Freeman, Milton Friedman, Alchian, predominante em 1980, na ideia fatalista da
evolução das espécies, em que os “mercados, e não os gerentes, que escolhem as estratégias predominantes dentro de determinado ambiente”; a processual ou pragmática – que
predominou em 1970, representantes: Richard Cyert; James March, Hebert Simon, Henry Mintzberg (limites executivos à ação racional), Andrew Pettigrew (micropolítica das organizações); e sistêmica ou relativista – que predominou em 1990, representantes: Granovetter; Whitley – a estratégia emerge da adaptabilidade à confusão do mercado e
flexibilidade, “os gerentes devem suas estratégias e vantagens competitivas às imperfeições dos processos organizacionais e de e de mercado”.
Peng (2008), sobre estratégia global, apresenta cinco estratégias empreendedoras: crescimento; inovação; rede; financiamento/governança; e colheita (harvest)/saída (exit), com destaque para a estratégia de crescimento, que é uma das marcas registradas do crescimento empreendedor. Referiu-se a uma sexta estratégia, que internacionaliza a empresa
empreendedora, afirmando que empresas de pequeno e médio porte operam em âmbito doméstico, também podem se internacionalizarem em conjunto, a exemplo da All A Cart, a Kola Real e a Li Ning.
Para a dimensão Político Institucional, foram selecionadas quatro variáveis as quais estão assim distribuídas: 02 para o componente de Políticas: políticas públicas do Governo Federal, Estadual e Municipal, e aspectos legais, fiscais e trabalhistas, e 02 para o componente de Estratégias: estratégias locais e parcerias político institucional, segmento industrial e sociedade civil, e Plano de Desenvolvimento Industrial – PDI 2020 FIEMA. A seguir, a terminologia e suas definições.
2.2.1.2.1 Políticas Públicas do Governo Federal, Estadual e Municipal
Nessa questão de Políticas Públicas, destacam-se no Relatório de Pesquisa (Novembro/2004) “Fatores Condicionantes e Taxa de Mortalidade de Empresas no Brasil 2005 – SEBRAE/MG”15, quatro medidas indispensáveis de políticas públicas para apoio às MPEs: 1) crédito preferencial (66,7% na opinião de ex-Empresários e 61,6%, segundo o outro grupo); 2) tratamento tributário diferenciado (50% e 51,6%); 3) desburocratização do registro/baixa de empresas (33,3% e 36,2%); e 4) programa de treinamento de pessoal (20,8% e 22,2%).
Barroso e Soares (2009), em seu artigo sobre “o impacto das políticas públicas no desenvolvimento de arranjos produtivos locais”, afirmam que no Brasil, tais políticas de
incentivos aos APLs têm se tornado consistentes, e já com resultados satisfatórios de sua implementação. A criação da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (ADENE) tem evidenciado a tentativa do governo de minimizar os problemas econômicos e sociais da região, chama a atenção para as estratégias utilizadas para apoiar os sistemas de produção das PMEs e para o desenvolvimento das comunidades locais.
Num outro estudo, Villela e Pinto (2009), referindo-se à governança e gestão social em redes empresariais, avaliaram as dificuldades encontradas nessas redes, situadas em três cidades do Rio de Janeiro – Cabo Frio, Petrópolis e Nova Friburgo. Referindo-se a Le Gales (2006), descreveram governança como o processo de coordenação de atores, de grupos sociais, de instituições ou de redes empresariais para alcançar objetivos discutidos e defendidos coletivamente.
Martins (2011), referindo-se à Decisão Pública e a Mundialização, descreve estratégias de formulação de políticas públicas para a transformação das estruturas