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11) Denge; Hareket sırasında ve bir hareketten diğerine geçişte vücudun istenen

2.5. Balede Oluşabilecek Sakatlanmalar

É Possível? Como a perenidade das MPMGEs industriais pode impactar no Desenvolvimento Industrial do Estado do Maranhão ? Com base na literatura e na visão dos gestores da pesquisa de campo, será obtida tal resposta.

No cenário II foram analisadas na literatura diversas perspectivas relacionadas a fatores de perenidade de determinados segmentos empresariais e os impactos no Desenvolvimento Industrial de um Estado, região ou país. Assim, considerar-se-á, além da literatura, os resultados da pesquisa de campo, diante da verificação da hipótese 2 “A perenidade das Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas (MPMGEs) industriais do Estado do Maranhão (MPMGEs), na visão dos gestores, impacta positivamente no Desenvolvimento Industrial do Estado”, e assim estabelecer uma análise comparativa com a literatura.

O inglês William Petty (1623-1687), precursor da escola clássica, enfatizou o papel da divisão do trabalho na geração da riqueza um século antes de Adam Smith (1723- 1790), que levou em conta o fator espaço, em sua obra Capital, A riqueza das nações (1776), ao afirmar que a extensão dos mercados proporciona maior divisão do trabalho, aumentando a produtividade e a riqueza nacional (SMITH, 1983, v. 1, cap. 3). Alfred Marshall (1842-1924) deu grande destaque ao elemento espaço na análise econômica.

Schumacher (1973) definiu: “fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudar os

países em desenvolvimento a proporcionar a seus povos as oportunidades materiais que lhes permitem usar seus talentos, viver uma vida plena e feliz, e melhorar continuamente sua

sorte”. Saravia (1975), descreve que a Experiência Desenvolvimentista do Brasil, com efeito,

durante o século XX, foi o país do mundo que mais cresceu em PIB e em população (MADDISON, Angus. The world economy in the 20th century. Paris, OECD, 1989), tendo entre os países, as mais altas médias de crescimento do PIB entre 1900 e 1987, sendo: Brasil 4,8; Japão 4,3; Coréia do Sul 4,2; Colômbia 4,1, em que a média dos países da OCDE, durante o mesmo período, foi de 2,9. A administração para o desenvolvimento seria uma valiosa perspectiva referida aos meios administrativos necessários para atingir as metas do desenvolvimento político, econômico e social.

Ilda (1984), medidas importantes para a PME japonesa, relacionadas a Desenvolvimentos Setoriais, Regionais e Indústrias locais, pois embora as PMEs tenham tido papel importante em sua revitalização econômica após a II Guerra Mundial, mas o esforço do governo para o soerguimento do país ficou concentrado nas GEs. Em 1930, economistas com apoio do governo formularam medidas para o seu desenvolvimento das PMEs. Em 1948, foi Fundada a Agência da PME, ligada ao Ministério da Indústria e do Comércio Internacional; em 1957, com a edição do Livro Branco da Economia Japonesa (White Papaer on Japonese

Economy), o governo reconheceu a “dupla estrutura”, ou seja, um Japão moderno de GEs,

mas com setores atrasados de PMEs; em 1963, a promulgação da Lei Básica da PME. Com essas medidas, o Japão despertou a atenção do mundo e se motivou para investir na formação de sucessores e a preparar a próxima geração de empresários.

Para Casarotto Filho e Pires (2001), o crescimento do mercado provocou um processo de crescimento de variedade de produtos, que abre novos espaços às PMEs nos muitos nichos abertos ao desenvolvimento, em que os principais pontos dos Sistemas Econômicos Locais Competitivos são: 1. A nova óptica dos Sistemas Econômicos locais

competitivos: definido como “um sistema microrregional competitivo que se relaciona de

forma aberta com o mundo e com forte concentração dos interesses sociais [...]”. O desenvolvimento local com uma série de questões de ordem econômica, social, política, de competitividade, cooperação e qualidade de vida, as quais descreveram: a) Aglomerações econômicas e competição; b) As prioridades do país e o desenvolvimento microrregional; c) Microrregiões, municípios e bairros; 2. Estratégias Empresariais e Competitividade para Pequenas Empresas – os Mecanismos de Redes; 3. Redes de Pequenas Empresas; 4.

Agilidade nas Redes de Empresas; e 5. Necessidade de um Processo de Desenvolvimento Local para o Sucesso do Modelo.

Nessa perspectiva do desenvolvimento local, França et al. (2002) destacam que a Fundação Friedrich Ebert – ILDES e o Instituto PÓLIS pesquisam "Aspectos Econômicos das

Experiências de Desenvolvimento Local”, para colaborar com atores sociais na promoção do

desenvolvimento local. Estudos no Brasil, com o método estrutural-diferencial de Lodder (1972), em que decompõe o crescimento do emprego no nível dos Estados e de 30 setores de atividade aplicado nos períodos de 1940/1950, acrescenta que a abertura de novas frentes produtivas vinculadas à agropecuária no Centro Oeste, oeste da Bahia, Sul do Estado do Maranhão e em outras áreas dos Cerrados, estaria gerando vantagens locacionais para o crescimento de atividades produtivas interligadas. O Quadro 17 mostra a participação do PIB das regiões e dos Estados no PIB do Brasil ente 1985 e 2006.

Estados 1985 1990 1995 2000 2003 2006 Acre 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 Amazonas 0,8 1,0 0,9 0,9 0,8 0,9 Amapá 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 Pará 0,8 1,1 1,0 0,9 1,0 1,0 Rondônia 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 Roraima 0,0 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1 Tocantins - 0,1 0,1 0,1 0,1 0,2 Região Norte 2,1 2,7 2,5 2,5 2,6 2,8 Distrito Federal 0,7 0,9 1,1 1,5 2,0 2,1 Goiás 1,0 1,0 1,0 1,1 1,4 1,3

Mato Grosso do Sul 0,5 0,5 0,6 0,6 0,6 0,6

Mato Grosso 0,4 0,5 0,6 0,7 0,9 0,8 Região Centro-Oeste 2,6 2,8 3,3 3,8 4,9 4,7 Alagoas 0,5 0,4 0,3 0,3 0,4 0,4 Bahia 2,9 2,5 2,3 2,4 2,2 2,2 Ceará 0,9 0,9 1,1 1,0 1,1 1,1 Maranhão 0,4 0,4 0,4 0,5 0,6 0,7 Paraíba 0,4 0,5 0,5 0,5 0,5 0,5 Pernambuco 1,4 1,5 1,5 1,4 1,3 1,3 Piauí 0,2 0,2 0,3 0,3 0,3 0,3

Rio Grande do Norte 0,4 0,4 0,4 0,5 0,4 0,5

Sergipe 0,5 0,3 0,3 0,3 0,4 0,3 Região Nordeste 7,7 7,1 7,0 7,2 7,0 7,1 Espírito Santo 0,9 0,9 1,1 1,1 1,0 1,2 Minas Gerais 5,3 5,1 5,4 5,3 4,8 4,9 Rio de Janeiro 6,9 6,0 6,3 6,9 6,1 6,3 São Paulo 19,8 20,4 19,5 18,5 18,7 18,4 Região Sudeste 32,9 32,4 32,2 31,7 30,6 30,9 Paraná 3,2 3,5 3,3 3,3 3,5 3,1

Rio Grande do Sul 4,3 4,5 4,6 4,2 4,0 3,6

Santa Catarina 1,8 2,1 2,0 2,1 2,2 2,1

Região Sul 9,3 10,0 9,8 9,6 9,7 8,9

BRASIL 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Quadro 17 - Participação do PIB dos Estados e das macrorregiões no PIB do Brasil,1985/2006 (%)

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (www.ipeadaat.gov.br). PIB a preços de 2000, deflacionado pelo deflator implícito do PIB. (conclusão)

Nesse sentido, Polary (2003) descreve os principais dados da análise socioeconômica e suas perspectivas, em que o Maranhão apresentou-se na primeira análise, como sendo um dos Estados com maior desigualdade de renda e com ausência de capacitação gerencial, mão de obra qualificada e de políticas públicas. Na outra, há indicadores favoráveis na economia maranhense na década de 90 em termos de: crescimento do PIB.

Nessa análise, duas perspectivas: na primeira, como um dos Estados de renda mais concentrada, com: tendências demográficas e evolução da população; padrão de crescimento e processo de desaceleração do crescimento (1991-2000) no PIB Per Capita; IDH; renda familiar de 1992 a 1999; evolução da alfabetização e mortalidade infantil.

Na segunda, como um dos que mais crescem no Nordeste: o Maranhão a partir do final dos anos 70 e início dos anos 80, foi favorecido pelas políticas de desenvolvimento regional do Governo Federal, com avanços significativos em indicadores sociais, em que caiu o analfabetismo e subiu a escolarização pelos dados de 2000. IBGE e PNAD (1992/1999) – Síntese dos Indicadores Sociais 2000 e com o crescimento do PIB nesse período.

Já na outra perspectiva socioeconômica do Estado do Maranhão, feita com base no sumário executivo de Identificação de Oportunidades de Investimentos no Estado do Estado do Maranhão, da Gerência de Planejamento e Desenvolvimento Econômico – GEPLAN, realizado pelo Consórcio Kingsley – Rosenberg (2001), revela um Estado que se apresenta com redução da taxa agregada de crescimento da população e urbanização crescente e uma dinâmica econômica favorável, tendo logrado reduzir a disparidade dos indicadores em relação não só à média nacional como também à da região Nordeste, conforme dados do desempenho do PIB estadual.

Apresenta potencialidades de fatores competitivos favoráveis, com destaque para os grandes investimentos já implantados nas últimas décadas e a estratégica localização geográfica do Porto do Itaqui, como escoadouro natural do Estado do Maranhão e área de influência, relativa a toda variedade de portos e mercados da Europa, Estados Unidos, MERCOSUL e Ásia, via Canal do Panamá, quando comparado a portos de outras regiões do País.

Nessa visão estratégica para o Estado do Maranhão, foi utilizada a matriz SWOT de Vantagens, Vulnerabilidades, Oportunidades e Ameaças, por seu uma ferramenta de Planejamento Estratégico útil na avaliação das melhores opções de investimento em uma determinada região, conforme são apresentados a seguir (Figura 14):

Figura 14 – Matriz SWOT

Fonte: Sumário Executivo de Identificação de Oportunidade de Investimentos no Estado do Estado do Maranhão – Gerência de Planejamento Econômico – GEPLAN – Consórcio Kingsley- Rosemberg. 2001.

Com base nessas projeções, observam-se diversas variáveis de análise dos componentes e dimensões do modelo de Gestão por Sustentabilidade Integrada (GSI) ora pesquisado, em que descreve-se: no campo das vulnerabilidades da Matriz SWOT, as variáveis: tecnologia e experiência empreendedora (Empreendedorismo) – da dimensão Administrativo Tecnológico e as de meio ambiente, renda e qualificação de mão de obra (indicadores qualitativos de mão de obra) da dimensão Econômico Social. Já para as vantagens, as variáveis: setor público modernizado (políticas e estratégias locais do Governo) da Dimensão Político Institucional e investimentos estruturantes já instalados (atrativos de investimentos) da Dimensão Econômico Social.

Prosseguindo, Vitcel et al. (2005), analisam a relação de cooperação estabelecida entre universidade-empresa-governo, visando o desenvolvimento regional, tomando como referência a experiência vivida pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), do projeto de política pública criado pelo governo, por meio da Secretaria do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais (SEDAI), com os convênios relativos aos programas de Extensão Empresarial, Capacitação Empresarial e Redes de Cooperação, em que destacam as seguintes conclusões: é possível haver cooperação proveitosa entre universidade-empresa-governo, de maneira que seja socializado o aprendizado tanto da empresa como da universidade, bem como o Estado pode atuar na economia local por meio de financiamento de serviços prestados para as MPMEs.

Destacam também o Programa Capacitação Empresarial, que desenvolve a capacidade emprendedora dos empresários das MPEs; o Programa Redes de Cooperação, que objetiva fomentar a cooperação entre empresas e um ambiente estimulador ao empreendedorismo, com suporte técnico para a formação, consolidação e desenvolvimento de redes; e o Programa Extensão Empresarial. Enfatizam ser necessário que cada agente busque substancial significado na cooperação entre si: para a universidade, a disseminação do conhecimento e sustentabilidade financeira; para as empresas, a possibilidade de profissionalização em gestão e inovação e na sua estabilidade organizacional; e, para o governo, a possibilidade de executar sua responsabilidade de contribuir no desenvolvimento regional, em que as práticas revelam uma cooperação proveitosa entre universidades, empresas e governo, quando existe convergência de interesses das partes.

Amato Neto (2007) realizou uma revisão crítica das várias propostas de política industrial e tecnológica desenvolvidas na história recente da economia brasileira e seus possíveis impactos em favor do desenvolvimento das pequenas e médias empresas (PMEs), enfatizando o aspecto da relação do poder público e o setor produtivo, e destaca: uma breve retrospectiva das propostas de política Industrial da década de 1970 (“milagre econômico”), com expressivas taxas de crescimento de até 12% ao ano; já a partir do início dos anos 80 há uma reversão de tendências, com uma das mais sérias crises de toda a sua história; e a “Nova

Política Industrial” no final dos anos 80, que com a profunda crise econômica, provocou uma

séria desarticulação na estrutura industrial brasileira; a economia brasileira nos anos 90 – globalização, liberalização e desindustrialização, com significativas implicações sobre toda a sua estrutura e dinâmica industrial no governo Collor.

Esse conjunto de medidas associado às iniciativas específicas de estímulos à modernização e reestruturação no âmbito das empresas (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade - P.B.Q.P.) provocou, de fato, uma profunda mudança na estrutura industrial do país, afetando na década de 90 as indústrias de máquinas e bens de capital em geral, de brinquedos, a eletroeletrônica, entre outras, mas ao longo deste processo de

desindustrialização, constatou-se algumas exceções: a indústria aeronáutica brasileira,

representada pela Embraer e sua rede de fornecedores, que apresenta um notável desempenho e recuperou importantes posições relativas em mercados internacionais. Por outro lado, a partir do Plano Real no governo Fernando H. Cardoso, a estabilização econômica trouxe novos estímulos a alguns setores da indústria, principalmente aos produtores de bens de consumo corrente.

Em continuidade, na política industrial no governo “Lula”: setores prioritários e estímulos às PMEs: foi decretada no início de 2004, a “Política Industrial, Tecnológica e de

Comércio Exterior”, que consiste em um plano de ação para estimular a eficiência produtiva,

incentivando as empresas brasileiras a inovarem em seus produtos e processos, visando aumentar sua capacidade de inserção competitiva nos mercados externos mais dinâmicos. [...] Crescimento Sustentável, Emprego e Inclusão Social (MDIC, 2006).

Os setores prioritários foram: indústria de bens de capital; indústria de fármacos; software e a indústria de semicondutores. Para as PMEs, a nova política industrial estabelece o fortalecimento e aumento do poder competitivo das PMEs, que são: Programa de Extensão Industrial Exportadora: visa capacitar as PMEs para tratar suas deficiências técnica e gerenciais, a fim de aumentar seu poder de competitividade no mercado externo, executado pelo Ministério do Desenvolvimento Industrial e de Comércio Exterior (MDIC); Certificação de Consórcio, Bônus de Metrologia e de Certificação, priorizando setores em que o Brasil já apresenta uma indústria competitiva, tais como: madeira, indústria moveleira e de calçados, com participação do INMETRO, SEBRAE e MBC; Programa de Inovação Tecnológica em Arranjos Produtivos Locais (APLs), no desenvolvimento de projetos (FINEP) que priorizem a

solução de “gargalos tecnológicos” nas PMEs; Programa de Promoção Comercial no Mercado

Interno, incluindo a participação em feiras (MDIC, 2006; SEBRAE, 2003). Políticas públicas de estímulo à cooperação produtiva entre as MPMEs – novas perspectivas: orientadas no sentido de maior cooperação e integração entre as PMEs.

Destaca-se, especificamente no caso brasileiro, ainda que não se encontrem no mesmo nível de desenvolvimento dos clássicos distritos industriais como os da Terceira Itália, pode-se identificar alguns exemplos destas aglomerações de relativo sucesso: Vale dos Sinos, produtor de calçados no Rio Grande do Sul, o de cerâmica de revestimento no Estado de Santa Catarina, o polo fabril de calçados infantis de Birigui/SP, o de moda íntima de Nova Friburgo na região serrana do Rio de Janeiro, entre outras. Quanto às redes de apoio à gestão e capacitação empresarial, destacam-se alguns programas voltados à modernização gerencial das PMEs, como o programa de qualidade total e o de formação de Recursos Humanos, promovidos pelo SENAI e o SENAC, por meio de convênios com o SEBRAE. Há também a iniciativa conjunta de várias instituições (SEBRAE, SENAI, CNI e USP) no sentido de difundir informação tecnológica junto às PMEs.

Nas conclusões, Amato Neto (2007) destaca: as análises relativas à atuação do Estado brasileiro na formulação e condução de políticas públicas destinadas ao estimulo e fortalecimento das PMEs, ao longo das últimas décadas, revela que muito pouco se fez de

concreto do ponto de vista de medidas objetivas e de práticas de médio e longo prazos. Quanto às possibilidades contemporâneas para o desenvolvimento das PMEs no Brasil, destaca-se a busca por uma maior cooperação interorganizacional e por redes entre empresas, instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento, entidades de classe e outras.

Nesse sentido, Carvalho et al. (2007) descrevem sobre Propriedade do Desenho Industrial na Dinâmica da Inovação nas MPMEs brasileiras: situação atual e perspectivas, em quatro seções: a primeira, o design ou desenho industrial dentro da agenda de inovação e competitividade das empresas brasileiras; a segunda, a lógica e os principais programas de apoio ao desenvolvimento do design no Brasil; a terceira, explicita a origem dos dados apresentados; e a quarta, apresenta os dados sobre a utilização do desenho industrial pelas micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), e a utilização dessa modalidade de proteção em conjunto com patentes – Patentes de Invenção (PI) e Modelos de Utilidade (MU) – por este estrato de empresas.

Souza (2009), em Evolução da Análise Econômica Regional, destaca que na análise econômica tradicional, remonta a época mercantilista (1450/1750). Numa avaliação da ação da SUDENE no Nordeste quanto aos Indicadores Sociais, que o crescimento mais intenso do investimento modernizou a estrutura industrial e elevou o nível de emprego regional, com destaque para os polos de crescimento no Nordeste, posto que, além do 2º Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia (o 1º Polo Petroquímico é o de São Paulo), destacam-se: a) As áreas agroindustriais de Petrolina/Juazeiro, nas margens do rio São Francisco; b) As zonas agrícolas dos Cerrados no Oeste da Bahia; c) O polo têxtil e de confecções de Fortaleza; e d) O polo mineral e metalúrgico de Carajás/São Luís. Um 2º centro dinâmico nordestino é o Polo da Agricultura Irrigada, nas áreas de Petrolina (PE) e de Juazeiro (BA), com a agricultura irrigada com as águas do rio São Francisco. O 3º é o complexo têxtil e de confecções de Fortaleza e o complexo mineral e siderúrgico da Grande Carajás constitui o 4º polo de crescimento significativo do Nordeste, tendo como base a mina de minério de ferro de Carajás e a ferrovia de 890 km que liga Carajás ao porto de Ponta da Madeira, em São Luís do Estado do Maranhão, de propriedade da Vale.

Em São Luís, o Complexo Carajás se completa com o Projeto Alumar para produção de alumínio, tendo ainda várias aciarias projetadas ao longo da ferrovia. Foram investidos US$ 4,9 bilhões, que geraram 6,5 mil empregos diretos, além de viabilizar a agricultura nos cerrados em torno da ferrovia (LIMA,1993, p. 317).

Oliveira (2009), ao descrever Gestão empresarial e Desenvolvimento Regional: um modelo de gestão voltado à alavancagem da sustentabilidade das MPMEs de base local.

Destaca que os estudos sobre desenvolvimento regional vêm dedicando um olhar especial sobre a importância socioeconômica das MPMEs, em que atualmente, não são raros os exemplos – como dos distritos marshallianos – a associar positivamente o desempenho de MPMEs com o desenvolvimento regional endógeno.

Com base em fundamentos teóricos mais gerais, a presente pesquisa sustenta como premissa inicial, a centralidade do apoio às MPMEs para o desenvolvimento regional endógeno, em que vários estudos são convergentes quanto à necessidade de melhoria da gestão das MPMEs com vistas a sua sustentabilidade econômica, mas o ensino sobre Administração ainda prioriza a realidade da Grande Empresa (GE).

Através de um estudo de casos múltiplos por meio da técnica de observação participante, em que foram pesquisadas 24 MPMEs, a maioria sediada no Vale do Rio Pardo, num acompanhamento quase diário, por cerca de três anos (em média), concluíram que apoiar as MPMEs em seus processos de gestão não apenas aprofunda a sua sustentabilidade como permite que elas tomem consciência dos riscos sistêmicos colocados sobre uma região e elaborem estratégias que, ao libertá-las da excessiva dependência de um setor relativamente estagnado (ou mesmo decadente), liberta também a região como um todo desta dependência.

Na perspectiva de perenidade das Micro, Pequenas, Médias e Grandes Empresas (MPMGEs) e Desenvolvimento Industrial, a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão

– FIEMA, elaborou o PDI – Plano de Desenvolvimento Industrial – 2020 para o Maranhão e descreve: “Em 2020, o Maranhão será uma economia competitiva a nível nacional e

internacional, com uma indústria moderna, diversificada e dinâmica, e com elevado grau de adensamento e agregação de valor aos produtos exportados, com mão de obra qualificada, crescente melhoria do emprego, da renda e das condições de habitabilidade urbana,

desconcentração e integração territorial, e recuperação e respeito ao meio ambiente”. Esta

visão de futuro sintetiza os anseios do Setor Industrial maranhense e consolida as expectativas expressas em entrevistas com atores sociais e reiterados nas oficinas de revisão e atualização do PDI 2020, com a participação de técnicos da FIEMA, do governo, do Setor Industrial e da sociedade em geral.

Numa análise do PDI 2020, descreve-se seus aspectos relevantes para as MPMEs e o impacto esperado no resultado do Desenvolvimento Industrial do Maranhão, os quais destacam-se: No capítulo I – Visão geral do Estado: o Estado do Estado do Maranhão se apresenta como o segundo maior Estado do Nordeste, depois da Bahia, constituindo um dos mais dinâmicos, mas também de maiores carências sociais do Brasil, com sua economia estruturada em dois grandes eixos de desenvolvimento e integração: macro cadeias produtivas

de elevado dinamismo e modernização, e o complexo minero-metalúrgico, concentrado na parte oeste e norte (São Luís) do Estado, concentrando o dinamismo nas microrregiões sul e sudoeste, e no eixo da ferrovia, além da capital, que é o ponto de convergência e de suporte logístico da economia maranhense.

No capítulo II – Antecipando o futuro (para onde vamos?), apresenta os condicionantes do ambiente interno e externo, com diversos projetos, sendo que, na trajetória mais provável da indústria do Estado do Maranhão, mostra que deve acompanhar o movimento dos contextos mundial e nacional e divide o tempo em três intervalos: Cena 1 (cena de partida) | 2009; Cena 2 | 2010/2012; e Cena 3 | 2013/2020. No capítulo III – Visão de futuro do Estado do Maranhão e sua indústria (o que desejamos alcançar no futuro?): a aspiração é de construção no futuro que combine economia competitiva, qualidade de vida da população e meio ambiente recuperado, com alto dinamismo econômico.

No capítulo IV – Estratégia de desenvolvimento da indústria (o que fazer?): foi formulada uma estratégia (com a participação do governo, da sociedade e Empresários) capaz de enfrentar os estrangulamentos e explorar as potencialidades do Estado, considerando o futuro almejado para o Maranhão e sua indústria.

No capítulo V – Programas e projetos: há sete eixos estratégicos, que irão articular e organizar as iniciativas e ações voltadas para o desenvolvimento da indústria do Estado do

Benzer Belgeler