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BAŞVURU MEKTUBU

Belgede RAHMANKUL HAN VE DÖNEMİ (sayfa 108-113)

PAMİR KIRGIZLARININ KADERİNİ TAYİN EDEN

BAŞVURU MEKTUBU

A literatura apresenta diversos estudos utilizando os instrumentos OIDP e OHIP, citados previamente. Todavia, a grande maioria refere-se a estudos direcionados à declaração de cárie dentária e o seu impacto na qualidade de vida, como também a necessidade percebida para o tratamento, sendo escassos os trabalhos que avaliam o impacto da disfunção temporomandibular e dor orofacial na qualidade de vida. Até a presente data, nenhum estudo foi realizado com o instrumento OIDP objetivando avaliar o impacto das condições de dor orofacial e DTM na qualidade de vida.

Murray et al. (1996), investigaram o impacto da dor orofacial e sintomas associados na vida diária, mediante o OHIP-14, em 121 pacientes com dor orofacial. Os pacientes responderam um questionário com 10 perguntas referentes à coleta de informações da característica da experiência da dor e o instrumento OHIP-49. Os autores avaliaram os domínios: limitação funcional, dor física, desconforto psicológico, incapacidades física, social e psicológica, e deficiência. Os 49 itens do OHIP foram escritos com novo formato, adaptado para avaliar o domínio da dor orofacial. Os resultados mostraram maior prevalência em mulheres (78,5%) em relação aos homens, com a média de 40,2 anos de idade. Os sintomas mais relatados foram: dor na ATM (66,1%); sons na ATM (65,33%); dor na ATM ao mastigar (60,3%) e músculos com sensibilidade dolorosa (60,3%). Dor em pontada na face ou na bochecha foram os sintomas menos relatados (25,6%). Avaliando o grau de severidade da dor, apenas 16,8% relataram dor severa ou muito severa, enquanto que 61,9% relataram dor leve. Os dados indicaram ainda que o desconforto psicológico (67,8%) e a incapacidade psicológica (61%) foram mais comumente relatados, seguido de incapacidade física (55,4%) e limitação funcional (46,3%). Incapacidade social (38,8%) e deficiência (38,0%) foram os menos relatados. Diferenças de média dos escores do OHIP indicaram haver alta significância para sete dos 10 sintomas avaliados pelo questionário (p<0,05 a p<0,001), que são: dor na ATM; dor na face ou perto do ouvido; dor ao redor dos olhos; dor ao redor das temporas; cefaléia freqüente; pontadas na face ou na bochecha e sensibilidade dolorosa nos músculos do lado da face. Por outro lado, não houve associação entre os escores do OHIP e a dor para os itens: abrir muito a boca, dor na ATM ao mastigar e sons de estalidos ou crepitação na ATM.

Concluíram então que o OHIP apresenta boas propriedades psicométricas e pode ser um instrumento útil para medição de condições resultantes de dor orofacial.

Segù et al. (2003) usaram o OHIP para avaliar o impacto e como a dor orofacial pode afetar a qualidade de vida em pacientes com DTM, mediante um estudo caso-controle. O estudo constou de 124 portadores de DTM, predominantemente do gênero feminino (83,9%) com idade média de 35,1 anos, e 61 controles não pacientes. O sintoma freqüentemente informado foi dor na ATM (87,1%). Os dados mostraram que a dor orofacial teve um impacto importante na vida diária (p<0,05), e que os mais comuns foram psicológicos. Assim, comparando-se com uma população assintomática, claramente indicou que dor orofacial e sintomas associados afetam negativamente a qualidade de vida de pacientes com DTM.

Hunt et al. (1995) investigaram as variações no impacto de desordens bucais entre idosos negros e brancos, residentes na Carolina do Norte (EUA). O questionário OHIP foi respondido por 440 idosos com idade igual ou superior a 70 anos, provendo dados relativos as suas percepções do impacto da doença bucal nos aspectos das suas vidas há 12 meses. Para 22, dentre os 49 itens examinados no questionário OHIP, os idosos negros informaram impacto mais freqüente do que os brancos (p <0,05). Para nenhum item do OHIP, os brancos informaram impacto mais freqüente. Os impactos informados foram diversos e incluiu itens de dor referida, incapacidade física, psicológica e social.

Bush et al. (1993), utilizando um Índice de Incapacidade de Dor, contendo sete itens, investigaram as limitações relacionadas a dor nas atividades da vida diária em 272 pacientes com relatos de dor orofacial na

região da ATM. A análise do diagnóstico dos subgrupos da dor mostrou que, os pacientes com comprometimento muscular, tiveram escores altos para quatro das sete atividades da vida diária, que envolvem limitações relacionadas a dor, comparando-se ao grupo de pacientes que sofriam de deslocamento do disco articular. Os fatores analíticos encontrados indicaram que foi comum a limitação relacionada a dor nas atividades diárias. Esses achados indicam maior dor em pacientes com dor de origem primariamente miogênica do que nos pacientes com deslocamento do disco.

Di Fabio (1998) comparou incapacidades e o estado de saúde associado com desordens temporomandibulares e outras desordens musculo- esqueléticas, para avaliar qualidade de vida relacionada à saúde (HRQoL). Para os 56 pacientes do estudo, a idade média foi de 40 anos, sendo 89% do gênero feminino. O instrumento genérico de qualidade de vida relacionada à saúde - Estudo de Resultados Médicos (Medical Outcomes Study – MOS-17), foi usado para avaliar os aspectos físicos e mentais da incapacidade associada a DTM. Os resultados mostraram que os pacientes com DTM tiveram limitações na dimensão social e bem-estar emocionais, semelhante aos pacientes com desordens cervicais. A função física (ex. caminhando, levando cargas ou erguendo peso), porém, foi muito mais limitada nos pacientes com desordens cervicais e a dor corporal interferiu mais com o trabalho diário.

Kressin et al. (2001) avaliaram associação da personalidade de afetividade negativa com qualidade de vida bucal, por meio dos instrumentos OHIP e GOHAI, e concluíram que os fatores psicossociais, como a personalidade, são significativamente associados com o impacto na qualidade de vida relacionada à saúde bucal.

Devido à importância da cavidade bucal, em termos de ser fundamental para comer, se comunicar e expressar emoções; à significância psicológica da face e da boca e as manifestações da DTM e outras condições de dor orofacial, fundamentam a hipótese para sugerir que a dor orofacial e DTM têm um maior impacto na qualidade de vida (MURRAY et al., 1996).

Segù et al. (2003) corroboram a hipótese de que desordens bucais têm um impacto psicossocial na qualidade de vida, a qual pode ser medida com o instrumento OHIP.

Uma vez que a dor persistente, em geral, não atende a qualquer propósito útil, tem a capacidade de afetar cada aspecto da vida do paciente. Conforme a duração da dor se prolonga, sua característica clínica geralmente se associa a sintomas psicológicos, tais como distúrbios do sono, perda de apetite, fadiga e perda da libido. A dor persistente impede os pacientes de executar suas atividades diárias e participar de interações sociais e pode resultar em afastamento integral das atividades e perda de estima, passando a ter a vida governada pela dor (GRZESIAK, 1991).

Existem poucos trabalhos na literatura que avaliam o trinômio disfunção temporomandibular, fatores psicossociais e psicológicos, além da qualidade de vida, limitando um embasamento teórico consistente.

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